A política de segurança democrática em Colômbia é uma política governamental do presidente Álvaro Uribe Vélez que propõe um papel mais activo da sociedade colombiana dentro a luta do estado e de seus órgãos de segurança em frente à ameaça de grupos insurgentes e outros grupos armados ilegais.
A política de segurança democrática" propõe que existe a necessidade de fortalecer as actividades e presença dos órgãos de segurança ao longo do território nacional, e que ao mesmo tempo deve ser a sociedade e não só os órgãos de segurança quem deve colaborar para obter um sucesso militar satisfatório em frente aos grupos armados à margem da lei, que leve à desmovilización ou rendición de seus membros.
Entre as propostas mencionadas, inclui-se a criação de redes de cooperantes, o oferecimento de recompensas a informantes, a estimulação das deserciones dentro dos grupos armados ilegais, a criação de unidades de soldados camponeses, e o aumento do orçamento atribuído à defesa nacional.
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A política de segurança democrática tem permitido que as estradas possam voltar a ser transitadas sem temor a que os viajantes sejam sequestrados ou caiam nos telefonemas Pescas Milagrosas. Ademais, a confiança que gera, tem permitido que o investimento estrangeiro volte ao país[1] . Entre alguns factos sobresalientes, resultado da segurança democrática, encontra-se o resgate de 15 sequestrados na Operação Xeque, que se encontravam em poder das FARC, entre estes 11 soldados, 3 contratadores estadounidenses e Íngrid Betancourt[2] . Ao igual que tem chegado a golpear duramente a dita organização afectando a vários membros do secretariado das FARC entre eles está o fallecimiento de "Raúl Reis" na controvertida Operação Fénix[3] e o assassinato de "Iván Rios" a mãos de um subordinado a quem o governo pagou uma recompensa.[4] Igualmente têm-se desmovilizado vários membros rasos das FARC e inclusive alguns comandantes como o foi o caso de alias "Karina" quem se entregou em maio de 2008.[5]
Uma das críticas dos detractores consiste em que, ainda que tenha dado alguns resultados em matéria de segurança, a política de segurança democrática fica totalmente corta à hora de enfrentar todos os aspectos do complexo problema da violência e do conflito colombianos.
Outra das críticas considera que ao envolver à população civil na defesa activa do estado estar-se-ia a expor aos civis a um maior grau da intensidade do conflito armado, por parte de todos os grupos armados, incluindo dos abusos que executassem alguns membros dos organismos de segurança.
Uma crítica adicional consistiria em que dita política não seria mais que uma versão da política de segurança nacional baixo outro nome. Nesse sentido, propõe-se que a política de segurança democrática teria antecedentes nas políticas de segurança nacional promovidas na América Latina nas décadas de 1970 e 1980 ante a ameaça comunista.
Desde essa perspectiva, considera-se que a segurança democrática pretenderia se distanciar da controvertida "segurança nacional" no sentido de que não seria uma luta especificamente na contramão do comunismo, senão na contramão da violência e que em aras da democracia e como tal se pretende que os actuais actores armados possam participar politicamente uma vez se desmovilicen.
Como aspecto positivo se destaca que as forças de segurança do estado se começam a reconhecer como uma parte da sociedade aclarando que o conflito é entre os grupos armados ilegais e o povo Colombiano e não contra as forças de segurança do estado como se tentava mostrar no passado.