Define-se como as decisões públicas que o governo de um Estado toma, em função dos interesses nacionais, e em relação aos demais actores do sistema internacional.
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A análise da política exterior implica o estudo do como o estado faz política exterior. Desde esta perspectiva o estado é considerado como o actor principal e básico das relações internacionais. Mesmo assim, dada a quantidade e diversidade dos actores que interactúan no sistema internacional na actualidade, esta análise não pode excluir aquelas acções que estão dirigidas a outro tipo de actores. O papel dos Estados nos organismos internacionais, a relação com as Organizações Não Governamentais e as acções contra o crime organizado ou os grupos terroristas, por exemplo, também fazem parte da agenda e construção da política exterior dos Estados.
Como a análise da política exterior implica tanto o estudo da política internacional como dos assuntos domésticos, a disciplina académica se localiza e incide na interseção entre a teoria das relações internacionais e a política pública. A política exterior nutre-se de disciplinas como o estudo da diplomacia, da guerra (ou do conflito), das organizações intergubernamentales, e das sanções económicas, a cada uma das quais cobram uma importância capital pela qual o estado pode levar a cabo sua política exterior.
Academicamente falando, a análise da política exterior encontra-se mais comummente estudado dentro da ciência política e as relações internacionais.
O processo de tomada de decisões em P.E. implica as fases seguintes:
Modelo de actor racional
O modelo de actor racional baseia-se na teoria da eleição racional. O modelo considera ao estado como a unidade primária da análise, e às relações interestatales (ou relações internacionais) como o contexto para sua análise. O estado vê-se como um actor unitário monolítico, capaz de tomar decisões racionais para se posicionar preferente e a maximizar seu valor.
Segundo o modelo de actor racional, o processo de tomada de decisão racional é utilizada por um estado. Este processo inclui:
Críticas
O modelo de actor racional tem sido susceptível de críticas. Assim Michael Clarke aponta que "O modelo tende a descuidar uma faixa de variáveis políticas, que incluiriam: - As decisões políticas, - As decisões não-políticas, - Os procedimentos burocráticos, - A continuação de políticas prévias, e do grande acidente [1]."
Outros modelos
[1] ^ M. Clarke, ‘The Foreign Policy System: A Framework for Analysis’, in M. Clarke and B. White (eds) Understanding Foreign Policy: The Foreign Policy Systems Approach (Cheltenham: Edward Elgar 1989), pp.27–59.
Obra de referência: