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População

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Este artigo trata sobre a população humana. Para outros usos do termo "população", veja-se População (desambiguación).
Mapa de países por população absoluta.

Em sociologia e biologia, uma população é um grupo de pessoas, ou organismos de uma espécie particular, que vive em uma área geográfica, ou espaço, e cujo número de habitantes se determina normalmente por um censo.

A demografía é o estudo estatístico das populações humanas. Aspectos vários do comportamento humano nas populações estudam-se em sociologia, economia e geografia em especial na geografia da população. O estudo de populações normalmente está governado pelas leis da probabilidade, e as conclusões dos estudos podem não ser sempre aplicáveis a alguns indivíduos, grupos ou países.

Conteúdo

Tabela sobre os 12 países mais povoados do mundo

Lugar País Número de habitantes em milhões
1 China 1,331
2 Índia 1,135
3 Estados Unidos da América 303
4 Indonésia 228
5 Rússia 198
6 Brasil 191
7 Paquistão 164
8 Bangladesh 147
9 Nigéria 137
10 Japão 128
11 México 109
12 Vietname 86

Tabela sobre os 5 continentes com sua população

Lugar Continente Número de habitantes Percentagem que representa a nível mundial
1 Ásia 3,995.70 60.40%
2 África 945.00 14.28%
3 América 913.00 13.80%
4 Europa 727.70 11.00%
5 Oceania 33.90 00.51%

Teorias de população

O crescimento da população é maior nos países menos desenvolvidos (vermelho) que nos países desenvolvidos (azul).

Estas são teorias para explicar os padrões do crescimento da população em diversos países do mundo. Segundo Sidney H. Coontz[1] as teorias da população podem classificar-se em três grupos:

A tese que correlaciona a disponibilidade de alimentos com o crescimento da população seria um claro exemplo das teorias biológicas, já que poder-se-ia aplicar tanto à espécie humana como aos demais seres vivos. Segundo esta tese, apresentam-se períodos alternantes nos quais o número de habitantes se encontra por embaixo do nível dos recursos alimenticios ou acima dos mesmos, o qual determina uma diminuição ou um aumento da mortalidade, respectivamente. Dentro das teorias biológicas poderiam incluir-se as de Malthus [2] e as de Josué de Castro.[3] Malthus estudou o crescimento da população sem relacioná-lo com factores culturais. Para Malthus, o crescimento da população tinha um ritmo evolutivo superior ao da obtenção de alimentos: fazia-se referência a que o número de habitantes crescia seguindo uma progressão geométrica enquanto a disponibilidade de alimentos só aumentava ao ritmo de uma progressão aritmética. Nos séculos XIX e XX têm demonstrado que Malthus estava equivocado, já que a produção de alimentos tem crescido a um nível acelerado graças ao desenvolvimento tecnológico aplicado à agricultura e a agroindustria, ao transporte e armazenamento de alimentos, isto é a um aumento nunca dantes visto da produtividade e o rendimento da agricultura e de outros sectores económicos. O facto de que a fome no mundo tenha vindo crescendo e se estendendo consideravelmente no mundo actual, simultaneamente que nos países desenvolvidos (e em algumas outras regiões menos desenvolvidas), se tenham excedentes agrícolas que costumam diminuir os preços a uns preços demasiado baixos para ser rentables não é senão uma dos paradoxos finque de nossos tempos. Há excesso de alimentos, até o ponto de que uma enorme quantidade de alimentos a nível mundial se eliminam diariamente por chegar a sua data de vencimento, enquanto muita gente, às vezes, dos próprios países onde se produziram ditos alimentos, perece pela mortalidade e morbilidad derivadas de seu baixo nível de vida. Em resumem: tem aumentado a produção de alimentos a um ritmo nunca dantes visto e tem aumentado também o número de pessoas ao nível de pobreza crítica, apesar de que o ritmo de crescimento da população também tem vindo diminuindo a um nível que Malthus jamais chegou a intuir.

Densidade de população

Artigo principal: Densidade de população
Países do mundo de acordo à densidade de população.

Chama-se densidade de população ao número total de habitantes dividido entre o número de km² de uma zona, região ou país determinados. A densidade de população mede-se dividindo o número de indivíduos entre a área da região onde vivem.

Os países com a densidade de população maior são microestados: Mônaco, Singapura, a Cidade do Vaticano, e Malta. Entre os países de maior tamanho, Bangladesh é o que têm maior densidade de população.

Ao expressar-se em termos relativos (habitantes por km²), a densidade de população emprega-se para comparar os dados demográficos dos diferentes países, regiões ou lugares do mundo. Não é um conceito do que se possam fazer muitas inferências, nem económicas (há países pobres e ricos densamente povoados, o mesmo que há países pobres e ricos com uma escassa densidade demográfica), nem culturais, nem sociais. Mas sim resulta um dado muito importante para os diferentes estados, com fins de planejamento em numerosos aspectos: sanitário, asistencial, educativo, eleitoral, político - administrativo, fiscal, etc.

Pirâmide de população

Artigo principal: Pirâmide de população

A distribuição por anos e sexo de uma população dada, uma nação ou região, normalmente representa-se com uma pirâmide de população. Este histograma ou gráfico de barras representa as porções da população segundo grupos de idade e sexo no eixo horizontal X, isto é, no eixo das abscisas e os grupos de idades da cada 5 anos no eixo vertical "E" ou eixo das ordenadas. A população de varões está representada na parte esquerda do eixo vertical e a população feminina à direita.

Este tipo de gráfico mostra a composição segundo idade e sexo de uma população para uma data ou ano determinado, geralmente para o ano em que se realiza um censo. As nações com uma baixa mortalidade infantil e uma alta longevidade mostraram uma forma mais retangular já que a maioria da população vive até uma idade longeva.

População Economicamente Activa

População Economicamente Activa (PEA) é um termo acuñado pela ciência económica para descrever, dentro de verdadeiro universo delimitado de população, às pessoas que são capazes de trabalhar e trabalham. Refere-se à fracção pertencente à População activa (também chamada População em idade economicamente activa ou PEEA), que se encontra trabalhando para a data do censo.

A definição deste subconjunto varia de acordo à legislação ou convenção da cada país ou região económica com relação a sua informação demográfica particular e características sociais próprias.

A realidade demográfica, económica e social faz que a definição de população activa mude de acordo com estas circunstâncias e necessidades.

População inactiva e população desempregada

A população inactiva é a formada por pessoas que não têm trabalho devido a sua idade: é o caso dos menores de 15 anos e os maiores de 65 (idade mais frequente de aposentação na maioria dos países). Esta é a situação mais frequente em todo mundo, ainda que existem certas diferenças entre os países quanto à legislação trabalhista. No entanto há países, e sobretudo, situações individuais, que se saem destas idades topo: há menores de 15 que trabalham em todo mundo, sobretudo no médio rural, e muitos maiores de 65 que também trabalham. A tendência, no entanto, é para uma aposentação a cada vez mais temporã, como a tecnologia costuma eliminar fontes de emprego pelo que tanto as empresas privadas como os diferentes estados costumam adiantar a aposentação para empregar a mais gente com um salário menor. Esta diferença de salários, unida às contribuições trabalhistas dos novos empregados, ajuda a compensar, em certa forma, o desbalance criado por uma diminuição da natalidad e de uma esperança de vida a cada dia mais longa. A população inactiva costuma contabilizarse também como população dependente (população economicamente dependente). Em cifras relativas, a população dependente costuma ser maior nos países pobres que nos desenvolvidos, o qual se deve a que nos primeiros a natalidad é muito maior e, portanto, a população jovem é muito abundante, às vezes atingindo o 40 % da população total (ao que há que somar à população de maiores de 65). Nos países desenvolvidos, a população economicamente dependente é menor e atinge geralmente menos do 30 % do total, ainda que também tem tendência a crescer relativamente falando por três razões principais: em primeiro lugar, ao aumento da população de maior idade pelo desenvolvimento dos avanços tecnológicos quanto à medicina e a atenção sanitária (atingindo em alguns casos, o 20 % da população total), em segundo lugar, à aposentação mais temporã e, em terceiro lugar, à maior natalidad da população imigrante, o que incide no aumento das pessoas dependentes de menores de 15 a 20 anos.

Denomina-se população desempregada à que, ainda que se encontra em idade de trabalhar e portanto, fica incluída dentro da população activa, não tem emprego remunerado. Pode expressar-se em cifras absolutas ou relativas, estas últimas, com fins comparativos. Nos países desenvolvidos se contabiliza muito melhor a população desempregada, sobretudo, com fins de administração dos programas asistenciales. Nos países subdesarrollados, estes programas asistenciales, ou não existem, ou estão desvirtuados ou corrompidos e o resultado é o crescimento da denominada população subempleada que vem a engrossar a crescente marginalidad das cidades do chamado Terceiro mundo.

Pirâmides populacionais

Pirâmide de população da Argentina, ano 2005.

Pirâmide expansiva:

De base larga e cume estreita, são próprias dos países de desenvolvimento tardio com altas taxas de natalidad e mortalidade e com um crescimento natural alto. Nestes países predomina a população jovem.

Pirâmide estacionária:

Com base mais reduzida. São próprias dos países em processo de envejecimiento nos que predomina a população jovem e adulta.

Pirâmide regresiva:

Apresenta uma base estreita, centro e cume relativamente largas. São próprias dos países desenvolvidos com baixas taxas de natalidad e mortalidade com crescimento natural reduzido. Nestes países predomina a população adulta e a idosa.

Veja-se também

Referências

  1. Sidney H. Coontz. Teorias da população e sua interpretação económica. México: Fundo de Cultura Económica, 1960
  2. Thomas Robert Malthus. Ensaio sobre o princípio da população. Londres, 1798
  3. Josué de Castro. Geografia da fome, 1946. Geopolítica da fome, 1951

Bibliografía

Enlaces externos

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