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Pornografía

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A grande epidemia de pornografía, ilustração francesa do século XIX.

O termo pornografía procede do grego πορνογραφíα (porne é prostituta" e grafía, "descrição", isto é, "descrição de uma prostituta"). Por tanto, em sentido estrito designa a descrição das prostitutas e, por extensão, das actividades próprias de seu trabalho. Há que dizer, no entanto, que o termo é de aparecimento muito recente, pois na Antiga Grécia nunca se usou a palavra "pornografía". Modernamente entende-se por pornografía todos aqueles materiais, imagens ou reproduções que representam actos sexuais com o fim de provocar a excitação sexual do receptor. Desde a década de 1970, os filmes e fotografias com dito conteúdo sexual explícito recebiam a classificação X, para diferenciá-las das de erotismo mais suave (S).

A Real Academia Espanhola define à pornografía como "o carácter obsceno das obras literárias ou artísticas"[1] Isto é, todo o que ofenda ao pudor e que se represente artisticamente. No Segundo Simposio Nacional Multidisciplinario de Sexualidad Humana, na Argentina, considerou-se que a actual pornografía desvirtúa a sexualidad humana, a expressando em formas violentas, já seja explícitas ou implícitas, e sempre em uma relação de poder e servidão da mulher para o homem ou, em ocasiões, inversamente.[2]

Espectáculo pornográfico anunciado à entrada de uma sex shop.

A pornografía manifesta-se através de multidão de disciplinas, como cinema, escultura, fotografia, historieta, literatura ou pintura, e tem conseguido um grande auge em médios como as revistas pornográficas e inclusive o audio (telefone erótico), e ultimamente Internet.

Conteúdo

História

Bem poderia se dizer que a pornografía é quase tão velha como o mundo. Em tempos prehistóricos desenhavam-se ou faziam-se estatuetas com caracteres sexuais exagerados: com seios enormes, tal e como as Vénus paleolíticas, ou com falos prominentes. No entanto, naquela época, a intenção destas representações não era excitar sexualmente, senão pedir aos deuses fertilidad e boas colheitas.

Na Índia há templos hinduistas construídos faz mais de 2.500 anos com decorados em relevo ou esculturas que mostram casais no momento da cópula. Na China descobriram-se desenhos e gravados da época da dinastía Chin com representações em pleno acto sexual.

Nas ruínas das cidades gregas encontraram-se desde jarrones com desenhos de casais no momento do coito até murales e textos com clara intencionalidad erótica. As ruínas da cidade de Pompeya , no sul da Itália, sepultada por uma erupção em 79 d. C., são como uma cápsula de tempo que tem permitido conhecer como se divertiam os romanos. Os restos do principal burdel da cidade mostram numerosas cenas de sexo.

O surgimiento do cristianismo converteu às manifestações gráficas de sexualidad em um tabu, mas não desapareceram do tudo, pois resurgieron no Renacimiento, bem abertamente ou bem de maneira discreta ou encoberta. A escultura que fez Bernini de Teresa de Ávila a mostra em uma pose que muitos interpretam como em um êxtase orgásmico. Em concreto o êxtase místico considera-se o equivalente espiritual ao orgasmo físico.

Fotografia do século XIX, de autor anónimo

A pornografía, tal como a conhecemos hoje em dia, surgiu com o aparecimento da fotografia. Poucos anos após que Daguerre inventasse seu daguerrotipo já se faziam as primeiras fotos de nus e as primeiras fotos de casais no momento do coito. Em Grã-Bretanha existe uma fotografia tomada para o ano 1890 que mostra uma mulher realizando sexo oral a um homem, no que seria a primeira foto pornográfica em um país anglosajón. A invenção do cinematógrafo ampliou ainda mais a produção de pornografía, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial. Nos Estados Unidos, a chamada revolução sexual dos anos sessenta permitiu que temas de sexualidad se tratassem mais abertamente. Uma consequência indirecta destas mudanças sociais foi o aumento na produção gráfica de material de conteúdo erótico. De facto, em 1959 o posterior prolífico realizador Russ Meyer roda seu primeiro filme "O Inmoral Sr. Teas", que marcaria o início da carreira de exploração do nu feminino no cinema, sem atingir ainda a explicitud do actual Porno; a estes filmes de corte erótico denominava-lhas nudies. Durante seu posterior desenvolvimento, na década de 1970 realizaram-se uma série de filmes, algumas com notável sucesso comercial, entre elas, Deep Throat (Garganta Profunda), Taboo e Inside Jennifer Wells.

Na década de 1980 chegou ao público através de videos. Com a difusão em massa do video, milhões de pessoas em todo mundo puderam ver filmes porno na privacidade de seus lares, sem ter que assistir a um cinema porno, o que resultava algo embarazoso. As estrelas pornográficas, como Cicciolina ou Rocco Siffredi, se fizeram populares e amplamente conhecidas. Com o surgimiento de Internet, o porno tem atingido uma expansão ainda muito maior. Os filmes de Jean Yves Lhe Castel, Rocco Siffredi e Cristoph Clark marcam um dantes e um depois na história do cinema pornográfico.

Tipos de pornografía

Ainda que podem realizar-se várias classificações segundo os participantes, a temática ou as posturas, uma forma muito estendida de agrupar os géneros pornográficos é de menos a mais explícito (já sejam as posturas de pose ou as acções representadas). Desta maneira estariam:

Softcore

É o género pornográfico no que as cenas de sexo não se mostram de forma explícita. No cinema e a televisão, em particular, não inclui primeiros planos de genitais (masculinos nem femininos) e também não mostra em detalhe penetraciones e felaciones. Os actores ou modelos costumam tampar uma parte de seus corpos. Os homens não ensinam penes nem testículos; no caso das mulheres, admite-se o nu de corpo inteiro, com o que só ficaria fora uma exposição frontal de vagina ou ânus. Este género praticaram-no e praticam muitas mulheres e homens mais ou menos famosos, como Demi Moore no filme Striptease. Também se emprega na publicidade, ainda que este uso tem sido criticado por organizações feministas.

Mediumcore ou pornografía convencional

É aquela onde os modelos ensinam a totalidade do corpo em posturas mais ou menos provocativas.

As famosas revistas Playboy ou Penthouse são quiçá os exemplos mais conhecidos deste tipo de pornografía. Pese a existir classificações que as colocam no apartado anterior.

Hardcore

É o género pornográfico mais extremo, pois mostra explicitamente o acto sexual, já seja vaginal, anal ou oral, ou com aparelhos ou qualquer outro tipo de utensilios.

Este tipo de pornografía se subdivide segundo a orientação sexual: heterosexual, homossexual (masculino ou feminino) e bisexual. Os primeiros filmes pornográficas e a grande maioria dos filmes actuais são heterosexuales; os filmes gays são as segundas mais vendidas e produzidas. Existe também a variante do género transsexual (homens transformados em mulheres por médio do consumo de hormonas e uso de vestimenta) e a zoofilia (actos sexuais com animais).

Legalidade

A situação legal da pornografía depende da cada país e do tipo de material. Os actores que participam em filmes pornográficas devem ser maiores de idade.

Opiniões sobre a pornografía

Salman Rushdie defende a pornografía como indicador da liberdade de expressão.

Actualmente existe uma corrente de pensamento que considera à pornografía como uma nova forma de arte, que tem por objecto mostrar a beleza da sexualidad humana. Os que sustentam este parecer assinalam que muitas formas de arte em um princípio foram menospreciadas, infravaloradas ou incomprendidas, como ocorreu com as obras de arte do Postimpresionismo do pintor holandês Vincent Vão Gogh, ao qual nunca se lhe reconheceu nenhum valor significativo a suas obras durante sua vida. Tanto foi de modo que inclusive uma senhora de sua época usou um de seus quadros para tampar um buraco de seu gallinero. Manifestam que o mundo muda constantemente e sempre tem mudado, que mudam os interesses ou aparecem novos interesses, e muda a arte e aparecem novas formas de arte.

Algumas pessoas, como o produtor de pornografía Larry Flynt e o escritor Salman Rushdie, têm argumentado que a pornografía é vital para a liberdade e que uma sociedade livre e civilizada deve ser julgada em função de sua disposição a aceitar a pornografía.[cita requerida] Esta teoria vê-se reforçada pelo facto de que muito poucos regimes dictatoriales permitem ou permitiram a pornografía; já sejam estes confesionales, como a Espanha de Francisco Franco, ou comunistas, como a Kampuchea Democrática.[cita requerida]

Por outro lado, sua existência provoca uma forte rejeição em determinadas culturas ou sectores conservadores da sociedade. Na contramão da pornografía argumenta-se que:

A crítica à pornografía prove principalmente de duas direcções: por uma parte, dos conservadores e religiosos, e por outra de algumas feministas.[cita requerida]

Os conservadores religiosos chamam a pornografía de inmoral e consideram que o sexo está reservado para os casais casados e que a proliferación da pornografía dá lugar a um aumento do que chamam comportamentos inmorales na sociedade. Religiões com amplo número de adeptos em todo mundo, como o cristianismo, condenam a existência da pornografía. Por exemplo, para esta religião o acto sexual deve orientar-se a ser uma fonte de felicidade mútua que ajude a unir a um casal heterosexual e que por médio deste acto ocorra a procriação. Também o Islão condena cortantemente a pornografía.

Muitas formas de pornografía, portanto, estariam na contramão deste conceito.

Alguns críticos feministas, especialmente norte-americanos, consideram que a pornografía degrada às mulheres ao as utilizar como objectos sexuais para o desfrute dos homens, já que de facto, na grande maioria dos filmes e fotografias o homem tem um papel dominante. Também a criticam por estar em sua imensa maioria dirigida a um público masculino, geralmente heterosexual, e portanto oferecer uma visão muito unilateral da sexualidad.

Costuma dar-se uma especial rejeição, em relação com a pornografía em sua vertente mais dura, como pode ser a que explode o sadismo, o sadomasoquismo, a zoofilia ou a necrofilia.

Outros estudos que têm realçar as consequências negativas da pornografía são os seguintes:

Jenna Jameson, a Rainha do Porno. Com mais de 200 filmes, é a actriz porno com mais sucesso da história [cita requerida].

Em mudança, alguns outros estudos têm demonstrado a inexistência de um vínculo entre a pornografía e a violência sexual. É o caso do estudo sociológico do pesquisador canadiano Simon Louis Lajeunesse, professor associado da Universidade de Montreal, quem após pesquisar o tema durante dois anos chegou à conclusão de que para a maioria dos utentes se trata, mais bem, de satisfazer uma fantasía marginal devido a sua monosexualidad (expressão original do filósofo francês Michel Foucault) e que seria abusivo extrapolar casos patológicos. Os achados de seu estudo foram, em resumem, os seguintes:

Referências

  1. Pornografía
  2. Consideramos que a pornografía é uma descalificación da sexualidad internalizando ideias destructivas em associação com a mesma. Submeter a mancebía é a definição mais clara, pois é assim, sócio ao sexo está o sometimiento à escravatura: 1) no que se vê (geralmente do homem para a mulher) e 2) para o que vê. Trata-se de impor a modalidade de vida que enfrenta, divide, violenta. Neste caso com um gancho tão forte como é o fazer permitido "o proibido": o sexo. Achamos que uma relação gozosa e gratificante na sexualidad é uma relação em íntimo e solidario contacto quotidiano e, vice-versa, um casal em reais condições de igualdade, solidariedade, respeito mútuo e logicamente correspondência no desejo erótico é um casal que goza plena e satisfatoriamente da sexualidad. Todo o que se contrapõe com este estilo de vida, que é necessidade basicamente humana, e trata de impor esse contrário através do que mostra, é o que consideramos pornografía. mais em Pornografía e Repressão da Sexualidad
  3. Book review: Your Child in an X-Rated World: What You Need to Know to Make a Difference
  4. «A Jornada: Desmente estudo vínculo entre pornografía e violência sexual».
  5. «Are the effects of pornography negligible?».

Bibliografía

Veja-se também

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/r/t/Artes_Visuais_Cl%C3%A1sicas_b9bf.html"