Quimbayas. Etnia indígena colombiana famosa por sua produção de peças de ouro de alta qualidade e beleza.
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Quando chegaram os espanhóis, a cultura Quimbaya estava localizada, como ainda hoje seus restos, ao interior e ao redor do que hoje se conhece em Colômbia como o Eixo Cafetero, nos departamentos de Caldas (sul: Chinchiná, Palestiniana, Villamaría, Manizales), Risaralda (sul: Pereira, Marselha, Santa Rosa) e Quindío (norte: Armenia, Quimbaya, Montenegro, A Tebaida, Salento, Circasia) e nos municípios de Cartago e Obando, ao norte do Vale do Cauca.[1]
Os mais antigos ocupantes da região Quimbaya, desapareceram para o século X e conhece-se muito pouco sobre eles. A orfebrería finamente desenvolvida que se encontrou dos Quimbayas indica que desde muito antigo possuíram um alto desenvolvimento cultural.
Vivendo em um benigno clima temperado puderam cultivar uma grande variedade de produtos: maíz e yuca como base alimentária, aguacates, guayaba e guaba. Nutriam-se também da pesca e eram excelentes apicultores. Com o que o mel de abejas não faltava em sua alimentação.
Eram também intensos caçadores. A caça proporcionava-lhes carne de coelho e venado em abundância, mas também, que se saiba, caçaram zarigüeyas, dantas, armadillos, zorros e pecaríes, entre outros animais cujos vestígios têm sido achados.
A minería era fundamentalmente aurífera. Desenvolveram técnicas de metalurgia avançadas para processar o ouro de um modo colmado de estética e finos acabamentos. As abundantes peças Quimbayas que se encontraram são motivo de admiração para os visitantes de inúmeros museus colombianos e estrangeiros, e o nome "Quimbaya" se converteu em um termo tradicional genérico para se referir a muitas das produções e objectos encontrados nesta zona geográfica, assim não provam rigorosamente da etnia mesma e provam de diferentes épocas no tempo.
"Quimbaya" é um termo já mundial e historicamente famoso nos círculos arqueológicos e inclusive a nível popular.
Como industriais se destacaram além da produção de peças de orfebrería, na fabricação de azeite para alumbrado, e em sua indústria têxtil, da que não têm sobrevivido peças dadas as pobres condições geológicas para sua preservación. A confección de mantas de algodón era em realidade sua principal indústria.[2]
Como comerciantes trocavam suas peças de orfebrería, mantas, têxtiles e ouro, com povos da comunidade e ainda longínquos. Para destacar, está também a exploração e o comércio que fazia com o sal, extraída dos rios mediante técnicas de ebullición de água baixo o fogo.
Discute-se se os Quimbayas praticavam a antropofagia ritual com seus inimigos de guerra, em festividades ou celebrações muito especiais. Este canibalismo tinha significados simbólicos relacionados com a derrota e vingança de seus inimigos ou com a apropiación do espírito da pessoa. No entanto no caso dos Quimbaya as crónicas que se referem o canibalismo se baseiam em um só depoimento sobre dois supostos casos.[3] Exibiam cabeças humanas como troféus penduradas de canas na praça. Durante a conquista intensificaram esta prática para infundir temor nos conquistadores.
Prestavam muita atenção a suas práticas funerarias, e as construções de tumbas Quimbayas testemunham esta afirmação pois, em verdade, elaboraram uma enorme variedade de tumbas diferentes de acordo com o específico da cada enterro, no que sempre se incluíam as oferendas que teriam de acompanhar ao difunto em seu passo à outra vida, incluídos víveres e armas para lho fazer mais fácil. Nas tumbas também enterraram a maioria dos objectos de ouro precolombinos, elementos pessoais do morto e alguns outros elementos sagrados. Achavam que todos os corpos ressuscitariam.
Uma das actividades que mais famosos tem feito aos Quimbaya é sua luxuosa orfebrería, que goza de uma incrível beleza ao mesmo tempo que de uma técnica perfeita. Desenvolveram sistemas de metalurgia para combinar cobre com o ouro que não abundava em sua região (a diferença de outras zonas do país). Esta combinação de ouro e cobre, telefonema "tumbaga", não restaria para nada o atractivo, brilho e durabilidade de suas magníficas peças, de uma vivacidad espectacular. Uma delas muito popularizada são os famosos “poporos”. Seu orfebrería é da mais importantes da América dada a extraordinária beleza das peças expressada mediante muito bem desenvolvidos métodos metalúrgicos.
Estavam organizados em cacicazgos, a cada um composto segundo se estima por 200 súbditos. Calcula-se que os cacicazgos se aproximavam a cem e se confederaban em juntas, para a economia ou a guerra.
A conquista espanhola do território quimbaya começou em 1539 e submeteu aos indígenas ao serviço dos encomenderos. Em 1542 se prudujo a primeira rebelião quimbaya[4] e em 1577 a segunda,[5] que chegou a adquirir maiores dimensões. Derrotadas estas se produziu uma continuada diminuição da população quimbaya, de maneira que para 1559 já tinha desaparecido pelo menos o 55% dos cacicazgos.[6] Os trabalhos forçados, a desnutrición, as doenças e finalmente a guerra dos pijaos contra os espanhóis, da que foram vítimas, terminaram de diezmarlos, de maneira que o último censo dos Quimbaya, em 1628 , registou mal 69 tributários, em uma zona onde em 1539 se registaram 20 mil.[7]