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Rafael Correa

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Rafael Correa Delgado
Rafael Correa
Durante seu discurso de posse ante o Congresso Nacional do Equador


Dados pessoais

| final = | juntoa = | vice-presidente = Lenín Moreno | predecessor = Alfredo Palácio González | sucessor = | carrego2 = Presidente Pró témpore da União de Nações Sul-americanas | início2 = 10 de agosto de 2009 | final2 = | predecessor2= Michelle Bachelet | sucessor2 = | fechanac = 6 de abril de 1963 (49 anos) | lugarnac = Ficheiro:Flag of Equador.svg} | alt = Bandeira de Equador | variante = | altlink =

}} Guayaquil, Equador | fechamuerte = | lugarmuerte = | partido Aliança PAIS]] | cónyuge = Anne Malherbe | profissão = Economista | filhos = Sofía, Anne Dominique e Rafael Miguel Correa Malherbe | residência = [[Tiro religião = Católico | assinatura = }} Rafael Vicente Correa Delgado (nascido em Guayaquil, Equador; o 6 de abril de 1963)[1] é um político e economista equatoriano.

É o actual Presidente da República do Equador desde o 15 de janeiro de 2007 depois de superar em segunda volta eleitoral o 26 de novembro de 2006 ao candidato Álvaro Noboa.[2] Seu mandato devia concluir o 15 de janeiro de 2011, mas a nova constituição escrita pela Assembleia Nacional opinava novas eleições gerais para o 26 de abril de 2009, eleição que também ganhou mas agora em primeira volta com o 51.9% de votos contables,[3] conseguindo que por primeira ocasião desde 1979, um mandatário seja elegido sem ter que enfrentar a segunda volta.[4] Por tanto, Correa concluiu seu primeiro mandato o 10 de agosto de 2009 e iniciou o segundo no mesmo dia,[5] concluindo até o 2013.

Índice

Vida familiar

Está casado com Anne Malherbe, professora de nacionalidade belga nascida em 1969, à que conheceu em 1990 na Universidade Católica de Lovaina, na que Correa estudava com o benefício de uma bolsa escolar. É pai de duas meninas e um varão: Sofía, Dominique e, o menor, Miguel, [28].

Filho de Rafael Correa Icaza, nascido em Os Rios (Equador) o 23 de março de 1934 e fallecio o 10 de junho de 1995, e de Norma Delgado Rendón, nascida o 1 de setembro de 1939 [29].

Sua vida escolar

Correa, quem nasceu e criou-se em um lar de classe média baixa, pôde realizar todos seus estudos primários e secundários no colégio católico San José - A Saia da cidade de Guayaquil no que se destaca por seus dotes de liderança como presidente da Associação Cultural Estudiantil Lasallana (ACEL) e dirigente por poucos anos de Tropa do Grupo 14 "San José - A Saia-lhe" e posteriormente um dos fundadores do Grupo 17 "Cristóbal Colón" da Associação de Scouts do Equador. Graças a seus calificaciones académicas, obteve uma bolsa para estudar na Universidade Católica de Santiago de Guayaquil, um instituto particular em Equador, no que finalmente se graduó de economista em 1987. Em dita universidade foi, ademais, presidente da Associação de Estudantes de Economia, Auditoría e Administração (AEAA) e, posteriormente, presidente da Federação de Estudantes de dito centro universitário (FEUC). Após seu graduación passou em um ano em uma missão salesiana em Zumbahua (Cotopaxi), povoado rural de extrema pobreza, em onde, como voluntário, prestou labores de alfabetización de indígenas e desenvolvimento de microempresas. Durante este tempo adquiriu seus conhecimentos de kichwa, língua de indígenas do Equador. Correa recebeu uma bolsa para estudar na Europa e consegue um grau de Maestría em Economia]] na Universidade Católica de Lovaina, Bélgica e mediante um intercâmbio académico auspiciado pela Universidade San Francisco de Quito, estuda na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, Estados Unidos até obter o grau de PhD em 2001.

O título de seu disertación doctoral foi "Três ensaios a respeito do desenvolvimento contemporâneo latinoamericano". Sua tese era essencialmente que as reformas estruturais aplicadas em Latinoamérica a partir de 80 falharam em seu cometido de fomentar o crescimento. Mediante uma análise econométrico, Correa não só argumentou que nenhuma reforma esteve correlacionada com o crescimento, senão também que a liberalização dos mercados trabalhistas prejudicou à productividad dos países latinoamericanos.[6]

Ideias políticas

Rafael Correa

Correa tem escrito vários ensaios contra a dolarización, à qual tem qualificado como um erro técnico, ao eliminar a política monetária e cambial. Na contenda eleitoral comprometeu-se a mantê-la ao longo de seu mandato porque assegurou que, tecnicamente, seria "insensato"[30] mudar de moeda nestes momentos. Voltou a ratificar seu compromisso por manter a dolarización durante os quatro anos de sua gestão depois do triunfo da consulta popular do 15 de abril de 2007. Não obstante, também tem mencionado a possibilidade de substituir ao dólar por uma moeda regional sudamericana no futuro.

Alguns analistas identificam-no com a denominada "esquerda nacionalista" de Hugo Chávez e Evo Morais, mostra também clara afinidad com os governos de Luiz Inácio Lula dá Silva no Brasil, Michelle Bachelet em Chile e Cristina Kirchner na Argentina. Correa se autodefine como um neodesarrollista e um "humanista cristão de esquerda" e parece propor uma política soberana e de integração regional de linha bolivariana, também conhecida baixo o nome de socialismo do século XXI, posta em marcha por Chávez em Venezuela e sustentada teoricamente pelo alemão Heinz Dieterich.

Na campanha eleitoral qualificou ao presidente estadounidense George W. Bush de 'tremendamente torpe que tem feito muito dano a seu país e ao mundo'.[7] Desde o início de seu mandato mantém próximas relações com os governos de esquerda da América Latina, particularmente com os da Argentina, Cuba, Venezuela, Bolívia, Brasil e Chile; ainda que também tem relações fluídas com o resto dos países da região, de maneira particular com Peru. Assistiram a sua tomada de posse os presidentes do Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Haiti, Irão, Nicarágua, Paraguai, Peru, Venezuela, e a República Árabe Saharaui Democrática (RASD), bem como o Príncipe das Astúrias, Felipe de Borbón; vários Vice-Presidentes; e líderes de organizações internacionais, incluindo o Secretário Geral da OEA, José Insulza.[8]

Em plena campanha eleitoral no Equador, Hugo Chávez identificou ao candidato contrário a Correa, o magnata bananero Alvaro Noboa, como "um explotador de meninos" baseando nos relatórios de UNICEF sobre trabalho e exploração infantil que denunciam as irregularidades nas bananeras de Noboa.[9] Em seu discurso de tomada de posse, Correa se referiu à necessidade de "a luta por uma Revolução Cidadã, consistente na mudança radical, profundo e rápido do sistema político, económico e social vigente,".[10]

Primeira Presidência 2007 - 2009

Proposta de governo

Um dos temas centrais ao governo de Correa tem sido a criação de uma Assembleia Constituyente. Correa tem dito que a mesma teria por objecto arrebatar privilégios ao telefonema "partidocracia", termo com o que se referem dentro do Equador à influência dos partidos políticos tradicionais nas instituições públicas do país. Respecto da Assembleia, Correa remeteu ao Tribunal Supremo Eleitoral seu projecto de Estatuto de convocação à Assembleia, no qual se propõe a eleição de 130 asambleístas, incluindo seis representantes dos equatorianos no exterior.[11] Em um referendum efectuado o 15 de abril de 2007, a votação favorável à convocação a uma Assembleia Nacional Constituyente obteve o respaldo de 81.7 % dos votantes.[12]

Rafael Correa afirma que uma de suas principais motivações é reverter as consequências sociais e económicas derivados do modelo económico neoliberal imperante no continente durante as duas últimas décadas, que tem provocado, entre outros efeitos, a privatização de serviços básicos como a saúde, a educação ou a gestão da água potable. Não obstante, até setembro de 2007, não tinha adoptado nenhuma reforma com respeito à utilização rentista das empresas estatais.

Assim mesmo, Correa afirma que seu executivo é um Governo "verde"[13] por seu defesa do médio ambiente; tem proposto uma maior participação do Estado na renda do petróleo; aumento do investimento social, não prosseguir a negociação de um Tratado de Livre Comércio (TLC) com Estados Unidos, com o argumento da destruição de dezenas de milhares de postos de trabalho na agricultura, entre outros sectores. Limitar o serviço da dívida externa do Equador (principalmente para organismos multilaterais de desenvolvimento e tenedores de bonos) em caso de ser necessário para apuntalar o desenvolvimento productivo e social do país. Ademais, tem estabelecido claramente sua intenção de não renovar o convênio subscrito entre o Equador e os Estados Unidos que lhe permite a dito país manter uma base militar no porto equatoriano de Manta. (De acordo ao Presidente de Equador, não terá renovação de dito convênio a não ser que Equador possa ter também uma base militar em um porto similar estadounidense, como Miami, por exemplo, apelando à lógica da reciprocidad.)

Realizações do governo de Rafael Correa

Indicadores Económicos
(Fonte: Banco Central do Equador)
Indicador 2006 2007
Variação do P.I.B
(em percentagem de crescimento)
3.9% 2.65%
P.I.B.
(em milhares de dólares do 2000)
21 555 489 22 126 622
Produção Petrolera
(em milhões de barris)
195 7 185 4
Exportações
(não petroleras, em milhões dólares)
1 300 1 300
Reserva monetária
(em milhões de dólares)
2 023,3 3 617,8
Crescimento de depósitos bancários
(em percentagens)
23% 12%
Taxa de interesse
(activa média sector corporativo)
6,9% 10,1%

A administração de Rafael Correa iniciou o 15 de janeiro de 2007 com o cumprimento através de seus dois primeiros decretos de dois de suas propostas de campanha: a convocação de uma consulta popular para que a cidadania decidisse se queria uma Assembleia Nacional Constituyente, e a redução à metade dos salários dos altos cargos do Estado,[14] começando pela retribuição do próprio Presidente, que ficou diminuído a 4.250 dólares mensais (25 salários mínimos vitais).

O Presidente Correa procurou ademais o equilíbrio de género e seu Executivo contava ao início de sua gestão com um 40% das carteiras ocupadas por mulheres. Assim mesmo, proibiu a seus ministros e outros empregados públicos receber presentes e agasajos[15] por seu labor. Não obstante, os candidatos do Movimento PAIS à Assembleia Constituyente têm participado em eventos oficiais, tais como a inauguração da central hidroeléctrica San Francisco (Alberto Deita), e o início da construção da sede para a Assembleia Constituyente (Trajano Andrade), ambos quando desempenhavam os cargos de Ministros de Energia, Transporte e Obras Publicas respectivamente, prévio à convocação a eleições.

Do mesmo modo, Correa tem declarado seu[16] oposição à pena de morte e à corrente perpétua; e tem proposto o Plano Equador, que opõe desenvolvimento, justiça e paz ao militarismo propugnado pelo Plano Colômbia, financiado por Estados Unidos. Assim mesmo, o Governo tem criado uma Comissão da Verdade[17] que pesquisa os crimes de Estado[18] contra os Direitos Humanos.

Segundo o Escritório de Imprensa da Presidência, outras realizações do Governo nas primeiras semanas de actividade foram o incremento em 15%[19] do investimento social do Estado, a comprometida duplicación do Bono de Desenvolvimento Humano,[20] destinado a ajudar às famílias com menos recursos económicos e em situação de pobreza; bem como um incremento de 100% no bono da moradia[21] para facilitar a construção, compra e reabilitação das moradias das pessoas mais desfavorecidas.

Do mesmo modo, declarou em situação de emergência e destinou recursos económicos extraordinários a diversos sectores, entre eles o sistema penitenciário[22] -que padece de hacinamiento, com 16.000 reclusos quando sua capacidade real é de só 8.000-; para as províncias afectadas pela erupção do vulcão Tungurahua;[23] para a Polícia Nacional;[24] para a educação;[25] para o sistema de saúde pública;[26] para o sector ferroviário;[27] para a reconstrução vial;[28] para a agricultura;[29] e para deter o deterioro ambiental do archipiélago de Galápagos;[30] entre outros.

O Governo, tem iniciado um plano de controle de armas;[31] tem criado um organismo para o controle da corrupção dentro do próprio Executivo;[32] tem ordenado ao Estado que não utilize empresas de intermediación trabalhista que explodem aos trabalhadores;[33] tem começado a distribuir medicamentos de maneira gratuita;[34] e oferece uma transmissão semanal de rádio[35] no que jornalistas e cidadãos seleccionados pelo Escritório de Imprensa da Presidência[36] interrogam ao mandatário.

O Presidente Correa tem afirmado que o seu é um Governo "verde" por seu defesa do médio ambiente. Nesta linha, tem decidido retornar à Comissão Ballenera Internacional para impedir o reinicio na caça destes mamíferos;[37] tem estabelecido uma veda à extracção de madeiras preciosas;[38] e tem anunciado que por uma compensação de 350 milhões de dólares anuais da comunidade internacional renunciaria à exploração de um campo petroleiro com ao redor de 1000 milhões de barris, uma de suas maiores reservas de petróleo,[39] [40] localizadas em uma reserva da biosfera conhecida como o Parque Nacional Yasuní,[41] na cuenca amazónica. Ainda que depois entregou o sector para a exploração petrolera à estal brasileira Petrobras ante a falta de apoio internacional à proposta.

O Governo de Correa afirma que tem reconhecido aos grupos indígenas que não querem manter contacto com o mundo desenvolvido e tem estabelecido uma política de Estado para os povos em isolamento voluntário.[42] Em maio do 2008 baixo gestão directa de Rafel Correa conseguiu-se negociar a concessão de bandas para telecomunicações de celulares (Porta - Movistar) por um monto total de 700 milhões de dólares,[43] conseguindo dar uma clara mensagem de seriedade e tranparencia, a nível mundial, no que a investimento estrangeiro se refere, tal é de modo que o nível de Risco País se encontra em um de seus níveis mais baixos dos últimos anos.[44]

A ponto de extinguir a dívida externa comercial

Depois de um recuento sobre o processo de recompra dos bonos globais 2012 e 2030, da dívida externa comercial que mantinha Equador e que ascendia a US$3.210 milhões, com o qual ter-se-iam poupado ao redor de US$ 2.000 milhões, pois ao 35% do valor nominal de 91% dos bonos cancelar-se-á como máximo US$ 1.022 milhões. Depois de escutar os resultados da recompra, o presidente assegurou que o Governo não descansará até que o país seja declarado livre de dívida comercial e ilegítima. Ordenando que se publique a nível internacional o resultado do leilão na Carteira de Luxemburgo. Este é o mas grande lucro atingido pelo governo até a actualidade, um facto destacado por técnicos independentes e ainda pelos opositores ao governo.[45] [cita requerida]).

Críticas

Repressão amazónica

{{#if:| Em junho e julho de 2007 a imprensa, em sua mayoria opositor acérrimo, informou que seu governo reprimiu a mobilizações das comunidades na Amazonía e no Sur do país, quem protestavam por concessões petroleras e mineiras a empresas multinacionais (PetroChina, PetroBras e mineiras canadianas)[46] Denunciou-se que seu Secretário Nacional de Solidariedade Cidadã, Darío Echeverría, encabeçava uma rede de corrupção no Fundo de Solidariedade. Igualmente, contratou-se como assessor do Ministério de Economia e Finanças a Quinto Pazmiño, quem tinha sido acusado e detento por tentativa de assassinato, associação ilícita, incêndio, atentar contra a propriedade alheia e agressão a um polícia.[47]

Sancion por uso do jingle dos Beatles.

O Pleno do Conselho Nacional Eleitoral habia considerado uma infracção às normas de propaganda eleitoral emitidas o 4 de março, o jingle "Hey Jude" com música dos Beatles sobre a revolução cidadã, que começou a pautar o regime o qual a sanção será de 650.000$ dolares.

Controvérsia com grupos ambientalistas

Correa anunciou que permitirá a exportação de aletas de tiburón, no caso de que os tiburones sejam capturados acidentalmente. Várias organizações ambientalistas, como um sector de Acção Ecológica, Black Shepherd e Activismo Global questionaram esta decisão, ainda que foi Fundação Natura]] a organização que figurou.

Controvérsia sobre obra pública em Guayaquil

Um dos principais conflitos políticos são as controvérsias entre Rafael Correa e Jaime Nebot, prefeito de Guayaquil e líder opositor. Uma destas controvérsias refere-se ao controle que o governo equatoriano exercerá sobre certas corporaciones privadas que manejam fundos públicos. Mediante a procuradoría general do Estado, o 3 de janeiro de 2008 apresentou-se um projecto de lei para regular o trabalho das fundações e corporaciones privadas que manejem fundos públicos, entre elas a aeroportuaria e a do terminal terrestre de Guayaquil. Ainda que este projecto sozinho seria para controle [cita requerida], a procuradoría pediu "que lhas possa sujeitar aos regimes que estão vigentes para qualquer contratação, isto é, que não pode ter fundos públicos que não estejam sujeitos a revisão permanente". Jaime Nebot crítico ao governo por esta medida afirmando que: "tem decido entorpecer a execução da obra pública em Guayaquil, através de ordenar à Procuradoría Geral do Estado nesta cidade de um relatório negativo para a execução de obras". Nebot propugnó mobilizações na contramão e o 24 de janeiro do 2008 a uma multitudinaria marcha à que coincidiram mais de 3.000 cidadãos[48] [cita requerida]).

Gestão do Governo do Presidente Correa

Viagens do Presidente durante 2007

Durante seu primeiro ano de governo o presidente Rafael Correa visitou 15 países entre giras oficiais, cimeiras de mandatários e assinaturas de convênios bilaterais, permanecendo fosse do país durante 45 dias em 2007.[49]

Tem realizado suas viagens em aviões de aerolíneas locais, pelo geral de Tame ou da Força Aérea. Sua comitiva integram-na sua segurança, secretários particulares, o chanceler e os ministros das áreas nas que têm de se tratar convênios.

Relação com a imprensa

Correa tem criticado aos meios de comunicação equatorianos de modo constante.[50] Tem chegado a acusar a importantes meios de comunicação de estar vinculados a interesses bancários e grupos de poder económico, assinalando a muitos deles de maneira directa (TC, Teleamazonas, Gamavisión, etc).[31]. Teleamazonas pertence aos donos de Banco Pichincha, enquanto TC, Gamavision e Cablevision estão directamente vinculados aos irmãos Isaías, ex donos de Filanbanco, entidade financeira que quebro durante a crise bancária de 1998, quem são prófugos da justiça e que ademais têm uma milionária dívida com depositantes a quem após uma década não se lhes tem devolvido a totalidade de seu dinheiro. Por respeito à história devemos recordar, que também são deudores do estado equatoriano, quem assumiu grande parte da dívida de Filanbanco para devolver o dinheiro a seus clientes, dívida milionária já que Filanbanco era o principal banco do Equador a essa data.

O 10 de maio de 2007, Correa apresentou uma denúncia por injurias[32] contra Francisco Vivanco Riofrío, presidente do directorio do jornal A Hora (um diário matutino de média circulação), depois de acusar ao Mandatário de incitar ao uso da violência; o 19 de maio de 2007, durante um de seus programas radiales sabatinos e depois de ser repetidamente increpado, Correa ordenou que polícias com vestimenta de civil expulsem ao editor de opinião de diário O Universo Emilio Palácio, por referir à família do presidente dentro de uma discussão de temas netamente políticos. No mesmo programa o director editorial de Ecuavisa, Carlos Jijón, abandonou a sala pela atitude do Presidente; Orlando Pérez e Carolina Ehlers decidiram ficar sentados até o final do programa.[51] [52]

O 14 de junho de 2007, foi detido um peatón, Mauricio Xavier Ordóñez, acusado de "ter feito gestos obscenos" na contramão do Presidente, o qual supostamente violaria a norma do Código Penal que impede ofender ao Presidente da República.[53] Ordóñez permaneceu preso no "Dia do Pai", Correa visitou-o e dias depois libertou ao supostamente comprovar que o homem sozinho protestava porque a Polícía lhe impediu transitar pelo lugar.

A OEA e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos têm chamado a eliminar os artigos do Código Penal sobre o desacato (230, 231, 232, 233), por considerar que constituem violações aos direitos humanos.

"As leis de desacato violam o direito humano à liberdade de expressão, expressado em numerosos instrumentos internacionais, entre eles a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e a Declaração Universal de Direitos Humanos. As organizações internacionais e as organizações não governamentais de todo mundo têm expressado em forma uniforme a necessidade de abolir estas leis, que limitam a liberdade de expressão ao castigar as expressões que pudessem ofender aos servidores públicos públicos".[54]

O 30 de junho durante uma roda de imprensa chamou "gordita horrorosa" à jornalista cuencana, Sandra Ochoa, quem tinha-lhe feito algumas perguntas que se recusou a contestar; e denominou "bestas selvagens" aos meios de comunicação do Equador citando uma expressão do ex Premiê do Reino Unido, Tony Blair.[55]

Quando outro jornalista lhe pediu resposta ao Presidente Correa sobre o que sucedia com a especulação de preços nos mercados respondeu que ele não é mago e que não faz lechugas.[55]

O 12 de julho se expidió um decreto executivo, para modificar o regulamento da Lei de Radiodifusión e Televisão, para proibir a difusión de videos ou gravações clandestinos a não ser que estes sejam realizados por instituições para detectar actos de corrupção. A sanção para os meios poderia incluir uma multa e a suspensão da concessão. Vários gremios jornalísticos, entre eles a AER e a UNP, consideraram que isto era violatorio à liberdade de expressão, e ademais uma violação à Constituição e as Leis.[56] A maioria de deputados no Congresso Nacional também assinalaram que era inconstitucional e ilegal.[57]

Episódios de seu Governo

Em maio de 2007, um video gravado em segredo ordenado por Ricardo Patiño, Ministro de Economia de Correa, foi facto público por um ex assessor do ministro, Quinto Pazmiño.[58] Video

No video, Patiño fala com representantes de aseguradoras bursáteis internacionais dos Bonos Globais 2030, ligados com a dívida externa do Equador, expressando que poder-se-ia "assustar ao mercado" ante uma proposta de especulação bursátil para obter amplos benefícios económicos por parte dos representantes das empresas aseguradoras. Isso parecia estar relacionado com a atitude tomada por seu ministério em fevereiro de 2007, quando após dois dias de ter declarado que não pagaria os cupones dos bonos, de desdisse e anunciou o pagamento. Durante o intervalo, o valor dos bonos caiu consideravelmente. Vários artigos de imprensa têm mencionado que bancos privados e públicos venezuelanos se beneficiaram vendendo e comprando os bonos e emitindo seguros de pagamento (credit default swaps).[59]

O 12 de julho, a maioria do Congresso (com 66 votos) censuró ao Ministro Patiño, por quatro delitos: delitos de peculado, associação ilícita, pacto colusorio, traição à pátria. Isto, por "ter permitido ganhos ilegítimos a especuladores e vendedores de seguros". Segundo determinou-se, "Além de negociar e especular com o pagamento de bonos com os bancos venezuelanos Ocidental de Desconto e Fundo Comum, executou uma estratégia especulativa para 'jogar' no mercado com o pagamento da dívida externa".[60] Não obstante, o Presidente Correa ratificou-o no cargo, baseando na Constituição vigente (de 1998). Posteriormente, foi nomeado ministro ao recentemente carrego criado de "Ministro do Litoral". Posteriormente foi censurada a Ministra de Médio Ambiente, Ana Albán, ainda que novamente o Presidente Correa manteve-a em seu cargo. Apesar de que muitos dos meios de comunicação denominados pelo Presidente Correa como, vinculados à banca e a grupos de poder, chamaram a que o povo equatoriano não vote em ferro (votos por um sozinho partido político) na eleição de asambleístas para redigir uma nova constituição, nas eleições ocorridas do 30 de setembro de 2007, deram como resultado que mais do cinquenta por cento de asambleístas pertençam ao partido ao que se pertence o Presidente Correa, deixando claro que mantém um forte apoio popular e que a maioria dos votantes mantém a esperança de mudança oferecida por Rafael Correa. [61]

O 7 de maio do 2008, depois de uma tensa negociação, Rafael Correa consegue negociar a concessão com Conecel - Porta por um monto de 480 milhões de dólares, cifra extraordinariamente superior à estabelecida por estudos suspeitos realizados por governos anteriores na que se recomendava dar mesma concessão por 70 milhões de dólares, conseguindo deste modo um enorme benecifio para o Estado equatoriano.[62] Desta forma deu-se uma nova mensagem à comunidade internacional, no sentido de que, em Equador, as negociações levar-se-ão a cabo de maneira séria e tranparente, a tal pundo que, o puntaje de "Risco País", ao 8 de maio, tem chegado a ser um dos mais baixos nos últimos anos[63]

O 5 de agosto de 2008, o governo de Correa é acusado de maltratar a Guadalupe Llori prefecta da província oriental de Francisco de Orellana.[cita requerida] Human Rights tem enviado um sinnúmero de cartas ao presidente demandando este maltrato.[cita requerida] Segundo Human Rights nega-se-lhe a visita de familiares e existe maltrato físico de parte dos guardas. Guadalupe Llori está encarcerada sem sentença nem também não existem provas que a envolvam nas acusações feitas pelo governo. Correa não se pronunciou a estas inculpaciones.[cita requerida]. A ex prefecta de Orellana recobro sua liberdade o 23 de setembro depois de que o município de Quito lhe outorgasse o recurso constitucional de hábeas corpus.[64]

A crise com Colômbia

Durante seu segundo ano de Governo um facto destacado foi a crise diplomática com o governo colombiano de Álvaro Uribe. A crise iniciou-se no sábado 1 de março do 2008 quando um ataque surpresa das FFAA colombianas destruiu um acampamento das FARC e matou a Raúl Reis, segunda cabeça da organização guerrillera, em território equatoriano. Rafael Correa foi notificado pelo próprio Uribe via telefónica. A crise iniciou-se quando Correa assegurou que Uribe lhe mentiu nos detalhes da operação e reclamou pela soberania do Equador, ao mesmo tempo Colômbia revelava supostos documentos obtidos do computador de Reis que revelavam, que o Governo equatoriano tinha vínculos com as FARC. Correa decidiu expulsar ao embaixador de Colômbia, Carlos José Holguín e chamou a consultas ao embaixador equatoriano em Bogotá.

Adicionalmente o general de polícia colombiano, Oscar Laranjeira, disse que no suposto computador portátil de Reis se encontraram documentos, como correios electrónicos e actas, nos que se deixa constancia de uma entrevista de Reis com o ministro de segurança pública de Equador, Gustavo Larrea, quem não nega o facto e o justifica com a aproximação que realizava o Equador procurando a libertação da ex candidata presidencial colombiana Ingrid Betancurt, sequestrada pelo grupo guerrilheiro. As acusações colombianas para o governo equatoriano incluíam vínculos das FARC com o presidente Correa desde a campanha eleitoral, acusações que Colômbia não tem podido comprovar ante a comunidade internacional que tem respaldado a atitude equatoriana para a violação da soberania do Equador por parte das Forças Armandas Colombianas. As relações diplomáticas interromperam-se durante 20 meses até o 24 de Novembro de 2009 quando o governo equatoriano, mediante um comunicado, anunciou o restablecimiento delas.[65]


Tudo isto, junto com a intervenção de Hugo Chávez no conflito, quem meses atrás intervinha ante as FARC procurando a libertação de reféns, gerou uma crise regional que alguns especularam que desencadearia em guerra, mas que foi paleada momentaneamente por gestão dos membros da OEA. No entanto, a tensão continua com o cruze de palavras entre ambos governos.

Segunda Presidência 2009-presente

Rafael Correa foi reeleito para um segundo mandato em abril de 2009. Era a primeira vez em trinta anos que o país tinha reelegido a um presidente. Ele ganhou por uma margem sobre os outros sete candidatos, tendo um 52 por cento dos votos ao 28 por cento de Lucio Gutiérrez, seu rival mais próximo. Seu partido também obteve o maior bloco legislativo da Assembleia Nacional, ainda que não a maioria. Correa foi juramentado na Presidência o 10 de agosto de 2009, no mesmo dia do bicentenario do Equador. Seu discurso teve lugar em adiante de vários dignatarios de América do Sul, como Presidente da Argentina Cristina Fernandez de Kirchner, Presidente de Bolívia Evo Morais, Presidente de Cuba, Raul Castro e o presidente de Venezuela, Hugo Chavez. Correa aproveitou a oportunidade para prometer uma continuação de sua revolução socialista, seus planos para pôr fim à pobreza e acabar com as causas estruturais da pobreza. Também disse que as acções dos meios de comunicação se opunham a seu governo. Correa afirma que a continuação da revolução ciudadadana é tentar a igualdade cidadã.

Ministros de Estado

Durante o 2007 incrementaram-se de 15 a 26 ministérios, a uma média de um ministério por mês, em seu primeiro ano de labores. Do mesmo modo, fez-se comum a rotación dos ministros de uma dependência a outra. Assim por exemplo o Economista Ricardo Patiño, tem sido Ministro de Economia, do Litoral e actualmente, Coordenador da Política.

O primeiro mandatário criou o Ministério do Desporto, Justiça, do Litoral, seis ministérios coordenadores, da Produção, Política económica, Desenvolvimento Social Segurança Interna e externa, Património Cultural, Cultura e da Política.

Veja-se também: Anexo:Ministros de Equador‎ e Anexo:Secretários de Estado de Equador‎

Publicações

Livros:

  • A vulnerabilidad da economia equatoriana: Para uma melhor política económica para a geração de emprego, redução da pobreza e desigualdade, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Quito, 2004.
  • O repto do desenvolvimento: estamos preparados para o futuro?, Publicações da Universidade San Francisco de Quito, Quito, 1996. Compilador.


Artigos científicos:


Conferências e artigos para publicações não científicas:

  • "Outra Economia é possível", em Outro Equador é possível, coautor com Alberto Deita e outros, por se publicar. Quito, setembro de 2005.
  • "Capital institucional e desenvolvimento", conferência para o seminário internacional "Independência da Justiça, democracia e desenvolvimento", Quito, 3 e 4 de março de 2005.
  • "Troca de dívida: tudo em função dos credores", documento de trabalho, Universidade San Francisco de Quito, fevereiro de 2005.
  • "Dolarización e desdolarización: mais elementos para o debate", domentarios ao dossier de Íconos 19, revista Íconos nro. 20, Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais, Quito, setembro de 2004.
  • "De banana republic à não república: As três últimas décadas da história económica do Equador”", documento de trabalho, Universidade San Francisco de Quito, agosto de 2004.
  • "O sofisma do livre comércio", em Livre comércio: mitos e realidades, Alberto Deita e Eduardo Gudymas, editores, edições Abya-Yala, Quito, julho de 2004.
  • "Equador: de absurdas dolarizaciones a uniões monetárias", conferência para o seminário Dolarización e alternativas, Universidade Andina Simón Bolívar, Quito, julho de 2004.
  • "Vulnerabilidad e instabilidade das economias latinoamericanas", conferência para o seminário Integração, desenvolvimento e equidad, Quito, maio de 2004.
  • "Para além da economia autista", em Economia e humanismo nro. 15, revista do Instituto de Investigações Económicas da Pontificia Universidade Católica do Equador, PUCE, Quito, abril de 2004.
  • "Dolarización e doença holandesa", documento de trabalho, Universidade San Francisco de Quito, Quito, dezembro de 2003.
  • "O mesmo do pior: a política económica do Governo de Lucio Gutiérrez", documento de trabalho junto com os economistas Marco Flores e Eduardo Valencia, Foro Equador Alternativo, Quito, novembro de 2003.
  • "A política económica do Governo de Lucio Gutiérrez", revista Íconos, Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais, Quito, abril de 2003.
  • "Fortalecimiento da institucionalidad estatal para a reactivação", conferência para Diálogo Nacional 2003, Quito, janeiro de 2003.
  • "O positivismo da economia moderna", revista Destiempo, Quito, outubro de 2002.
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Bibliografía

Veja-se também

Referências

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