| Rafael Orozco Maestre | |
|---|---|
| Informação pessoal | |
| Nome real | Rafael José Orozco Maestre |
| Nascimento | 24 de março de 1954 , Becerril, Cessar, |
| Morte | 11 de junho de 1992 , Barranquilla, Atlantico |
| Ocupação(é) | Cantautor/Interprete |
| Informação artística | |
| Género(s) | Vallenato |
| Instrumento(s) | Voz |
| Período de actividade | 1976 - 1992 |
| Discográfica(s) | Codiscos |
| Artistas relacionados | Silvio Brito, Diomedes Díaz, Alfonso Cotes Jr, Juan Piña,Binómio de Ouro, Orangel "Pangue" Maestre, Jorge Oñate, Emilio Oviedo, Gustavo Gutierrez, Wiliam Fajardo, Esteban "Chiche" Ovalle, Marcos Díaz,Irmãos Zuleta, Jorge Oñate,Israel Romero |
Rafael José Orozco Maestre ( Becerril, 24 de março de 1954 - Barranquilla, 11 de junho de 1992 ) foi conhecido por fazer parte do agrupamento O Binómio de Ouro.
Conteúdo |
Nasceu em Becerril (Departamento do Cessar, Colômbia) um 24 de março de 1954, no lar de ´Rafita´ Orozco e Cristina Maestre. Seu crescimento esteve rodeado do trajinar quotidiano de seus coterráneos, realizando labores menores para contribuir com a sobrevivência de uma família numerosa. Montado em "O Ñato", um burro garufero que se converteu em seu acompanhante incondicional, transportava ónus de água que recolhia das orlas do rio Maracas e as vendiam no perímetro urbano. Na orla do rio nasceram seus primeiros versos. Perfilava-se o começo de um acordeonero frustrado que quis seguir os passos de seu pai.
Rafa foi um homem humilde de berço. Levou ao altar à noiva de sempre, Clara Elena Cabelo, a mulher que de suas entranhas lhe deu a dita de conhecer a três preciosas meninas, Kelly Johanna, Wendy Yolani e Loraine.
Orozco Maestre deu-se a conhecer como uma alternativa moderna no canto vallenato, integrando conjuntos de oportunidade com os acordeoneros Julito da Ossa, e Luciano Poveda, com quem consolidou seu próprio estilo, diferente do que neste momento se impunha no gosto dos seguidores do vallenato clássico, que estava representado pelos ´Playoneros do Cessar´, ´Bovea e seus vallenatos´, Alfredo Gutiérrez, Jorge Oñate, Poncho e Emiliano entre outros.
Adiantou estudos secundários no Colégio Nacional Loperena e em uma semana cultural resultou vencedor em uma confrontación artística com personagens como Juvenal Daza, Octavio Daza, Adalberto Ariño e Diomedes Díaz, quem no evento interpretou um tema que Rafael Orozco Maestre fez famoso titulado ´Cariñito de minha vida´ que foi seu primeiro sucesso, gravado com Emilio Oviedo em 1975 .
De maneira casual Rafa encontrou-se com Israel Romero Ospino, ´O Frango Irra´, um acordeonero de Villanueva (A Guajira) reconhecido em toda a Província de Padilla. No aniversário de Mario Ceballos, reitor da Universidade Autónoma das Caraíbas, apresentaram-se pela primeira vez os dois valores, com qualidade, com identidade, e compenetración desde o primeiro momento. Só precisaram uns quantos toques e uns curtos ensaios para confirmar o acople armonioso, que de imediato cristalizou o nascimento da organização Rafael Orozco, o ´Binómio de Ouro´.
Em seu primeiro trabalho discográfico impõem sucessos como ´A crescente´ de Hernando Marín, ´Momentos de Amor´ de Fernando Meneses, ´Eterno Apaixonado´ de Edilberto Daza, ´O pataleo´ de Poncho Cotes Jr. E ´A gustadera´ de Alberto ´Beto´ Murgas.
O Binómio de Ouro, orientado por Rafael Orozco Maestre, sua voz, líder, mostrou uns elementos básicos em suas apresentações, que em forma vertiginosa os converteram em um agrupamento musical de exportação, como sucedeu ao conquistar o mercado dos Estados Unidos, Venezuela, México e Centroamérica. Rafel Orozco e Israel Romero formaram o casal mais sério e importante na história do folclor vallenato. Impuseram a linguagem romântica para interpretar canções vallenatas que serviram de aliciente ao espírito dos apaixonados.
Barranquilla, com seu encanto caribe, abriu-lhes sua porta de ouro de par em par e escolheu-os como seus filhos predilectos. Rezagadas ficaram os costumes quotidianos do povo, onde viveram momentos inolvidables com amigos que os seguiam a todas partes.
Fizeram-se merecedores de três Congos de Ouro no Festival de Orquestras nos Carnavais de Barranquilla, 16 Discos de ouro e dois de platino por vendas milionárias, distinções e galardões em Venezuela, Panamá e nos Estados Unidos, onde compartilharam a grata fortuna, quando Israel Romero, ´O Frango Irra´, foi escolhido como o melhor acordeonero do mundo pela Universidade de Maryland.
Rafael Orozco incursionó como compositor de excelentes condições, quando a musa o surpreendeu fazendo um canto para a mulher que amou toda a vida titulada ´Só Para Ti´.
A festa e a tragédia marcou-se pára Rafael Orozco o dia quinta-feira 11 de junho de 1992 foi assassinado às afueras de sua casa em Barranquilla quando lhe estava a celebrar os 15 anos a sua filha maior Kelly Johana pelos dois homens de José Reinaldo Fiallo Jacome quem lhe dispararón em 9 vezes em seu corpo e 1 na cabeça que acabou com sua vida, seu corpo foi levado em um Mercedes Benz para a Clinica das Caraíbas juntas com sua esposa Clara Elena, suas filhas e os demais convidados da reunião, mas os esforços dos medicos não pudierón salvar a vida do artista, sua morte conmocionó ao país, ao mundo vallenato, sobretudo à fraterniza república de Venezuela e America Latina.Tudo isto devido a problemas com o narcotráfico.
Com sua morte, sua mão direita e o cocreador deste grupo, Israel Romero, continuou com o grupo agregando novas caras e novas vozes com muito sucesso, mas sem poder substituir o que uma vez causou o Binómio com Rafael Orozco. Ademais, Binómio de Ouro é a sigla da Organização Romero-Orozco, que se originou para dar, como se anotou em uma das primeiras crónicas, um "revolcón" à música vallenata, quiçá um dos ritmos culturais mais representativos do país. Em lugar disso começa uma nova era no grupo com o então jovem e desconhecido talento colombo-venezuelano Jean Carlo Centeno formando O Binómio de Ouro de America
Rafael José Orozco Maestre nasceu em Becerril - Dpto. do Cessar um 24 de março de 1954, jamais se imaginou este rapaz que anos mais tarde seu sonho de ser um grande artista do canto vallenato se cumprisse, se Rafael Orozco tivesse podido eleger, teria sido um eximio ejecutante do acordeón, em lugar do que foi: um vibrante cantor vallenato.
Pelo menos isso foi o que mais gostou de menino. E devia ser assim em caso que tivesse seguido a tradição que lhe marcava seu velho Rafael Orozco Q.E.P.D., quem tocava muito bem o acordeón, animando quanta parranda se organizava em Becerril e em seus arredores. Mas a mãe tirou-lhe a ideia, depois de um acidente que sofresse um dos irmãos maiores, Misael, quem também era um apaixonado do acordeón. "Isso não serve pa' na' mijo", lhe dizia uma que outra vez a velha ao pelao, quem já interpretava canções de moda.
Nessa época, o novo vallenato era uma loucura e por onde um se metia escutava a voz de Jorge Oñate com Os Irmãos López, e também os primeiros discos dos Irmãos Zuleta. Então Rafael começou a cantar em cima de seu burro, que tinha nome e era famoso no povo: "O Ñato". Enquanto ia do rio "Maracas", para as ruas de Becerril, jarreando água, Rafael cantava temas como: "Palavras ao vento", "Meu Velho", "Carmen Díaz", e "Trovador ambulante", sem sonhar nesse momento com chegar a converter no ídolo da canção vallenata, capaz de arremolinar multidões em frente seu, ou de arrullar a mais de um casal de apaixonados. Rafael cantava por cantar , nada mais enquanto se mecía sobre o lombo de "O Ñato", quem foi o primeiro receptor de suas canções românticas.
Becerril é um povo bucólico do Departamento do Cessar, banhado pelo rio "Maracas", onde têm seu assento os pequenos e simpáticos índios Yucos, um povo de gente boa, de gente amorosa, que gozava com ver morrer a tarde ao vaivén de um mecedor na porta da casa.
Mas não só Rafael cantava vallenatos, também cantava rancheras que se aprendia nesses filmes mexicanos, que eram exibidas no teatro do velho Juan, ou baladas de Yaco Monti, nessa época seu cantor preferido. Eram treze irmãos, cinco homens e oito mulheres. Ali cerca de Becerril, a hora e meia por estrada, está Urumita, outro pueblecito como sacado de um conto, onde a gente nasceu para ordeñar vacas e criar filhos. Ali vivia Clara Elena Cabelo, uma trigueña encantadora, que em um dia foi a passar férias a Becerril sem saber que essa viagem mudaria sua vida. Ademais, para essa época iniciava-se o triplo união dos apellidos Orozco - Cabelo. A primeira mirada entre Clara Elena e Rafael não pareceu transmitir nada. A primeira seta de Cupido não chegou ao coração; mas fez um rasguñito em um lugar recóndito da alma. E ademais, ficou aí, calada mas inquieta.
O pelao do burro foi crescendo e então foi estudar-se ao Colégio Nacional Loperena de Valledupar. Ali foi realmente onde se transformou sua vida. Todo porque teve um concurso para seleccionar ao melhor cantor aficionado e Rafael participou em representação do colégio Loperena. Uns vinte rapazs ansiosos de sucesso competiram, e entre eles um que com o tempo seria muito famoso: Diomedes Díaz. Rafael ganhou-lhe a Diomedes e a todos os demais.
Com a responsabilidade desse triunfo Rafael começou a sacar-lhe partido ao que tinha começado como uma simples afición, lá em cima de sua burro, enquanto vendia água pelas ruas de Becerril, ou quando cantava nas aulas do colégio, só para molestar ao Pai Pachito, um sacerdote famoso que em uns poucos anos fá-se-ia mais popular, porque Calixto Ochoa, lhe compôs um tema chamado "Os Altares de Valencia", aquele que diz em um de seus versos:
"Há que fazer um celador pa' a igreja Porque já isto está a pintar muito mau Com o caso que tem passado em Valencia Já de nenhum se pode confiar Eu não vi mas a gente me disse E é por isso que venho a lhe perguntar Quero que me diga o Pai Pachito Para onde se levou os altares".
Baixo o entusiasmo do sucesso atingido, Rafael Orozco aceitou ser o cantor de Luciano Poveda e seu conjunto, mas sozinho para animar festas privadas, pois nunca atingiram a gravar. O que chegaria a ser um cantor famoso do vallenato, estava só adquirindo experiência e lavrando seu futuro.
Depois esteve brevemente com Julio Da Ossa, Rei Vallenato, mas igualmente sem gravar. Só quando o chamou Emilio Oviedo, Rafael começou sua aventura nos acetatos.
Aquilo foi isso: uma aventura para o rapaz pueblerino que não conhecia os aviões mais que nas fotos, ou quando os via estacionados no Aeroporto de Valledupar, essa viagem a Medellín significou algo bem como ser o protagonista principal de um dos livros de Julio Verne. O rapaz não ia assustado, enquanto galopaba pelo céu. Mas certamente era uma sensação diferente, daquela que experimentava quando ia em cima do lombo do burro "O Ñato" de seu niñez. Em verdade ia ansioso, como a descobrir um mundo novo.
Rafael levava consigo um tema que lhe tinha dado Diomedes Díaz chamado "Cariñito de minha Vida". E o qual seria seu primeiro sucesso. Recordam-no?
Ai, o tempo de inverno na montanha Cobrem-nas as nuvens na cume E se reverdecen as sabanas Colma-se a fauna de alegria
Ali em Medellín, Rafael Orozco não só pôde escutar sua voz repetida por uma equipa de som; senão que pela primeira vez em sua vida assistiu a um partido de futebol profissional. De longe era incha do Junior de Barranquilla.
"Cariñito de minha vida" lançou à fama a Rafael Orozco. Mas não era tudo. O caminho mal começava com Emilio Oviedo, gravou seu segundo LP do qual foram sucessos os temas "Pressentimento" e "Ausência". Já começava a rasguñar a celebridad, mas ainda não era mais que um principiante.
Israel Romero nascido em Villanueva - Guajira o 15 de outubro de 1955, era já a grande revelação do acordeón. O estava a gravar com Daniel Celedón e tinha adquirido alguma notoriedad, mas ainda bem longe da fama e o sucesso que atingiria junto a Rafael Orozco.
"Isra" como lhe chamavam seus seres mais allegados, estudava na Universidade Livre de Barranquilla, e ocorreu que o Doutor Mario Ceballos, reitor da Universidade Autónoma, convidou a Rafael para que lhe animasse uma parranda com os demais Professores.
Rafael pediu-lhe a Israel que o acompanhasse com seu acordeón, e assim foi eles improvisaram pela primeira vez juntos aquela noite, mas fuen tão exitosa sua apresentação que todo mundo ficou encantado, e os rapazs escutaram pela primeira vez a frase que durante dias seguiriam escutando Porque vocês dois não se unem?.
A ideia ficou ali por um par de meses, até quando em um aniversário de Lenin Bom Suárez, Rafael e Israel voltaram a se encontrar, e lhe deram força à proposta. Realmente ali foi que nasceu "O Binómio de Ouro".
Desde o primeiro LP conseguiu-se o sucesso. Em carátula de cor verde, o primeiro disco saiu com esta lenda "O Binómio de Ouro" Israel Romero e seu conjunto, canta Rafael Orozco. Todo o LP se colou, mas em especial três temas foram a loucura" "A Gustadera", "Momentos de Amor" e "A Crescente". Depois vieram muitos outros sucessos.
Para 1977 Rafael recebe a notícia de que ia ser pai pela primeira vez, e ao ano seguinte nasceu sua primeira filha Kelly Johana, quem lhe deu mais vida a sua vida, e alegrou muito naquele ano, Rafa inclusive em vários de seus sucessos enviou saludos a sua pequena, os que ficaram gravados por sempre, e recordar-se-á a participação dela no tema "Navidad", onde com sua voz terna diz:
"Papi, papi eu quero que o menino Deus me presenteie uma boneca, e outra pa' Wendy"
Em Venezuela ocorreu algo muito especial com o tema "O Higuerón", o qual foi o disco mas vendido acima de "Thriller" de Michael Jackson, e de "O Africano" de Wilfrido Vargas. Receberam o prêmio "Rodada" de Caracas, nessa oportunidade pelas vendas atingidas no país, mais tarde ali mesmo em Venezuela receberam Disco de Ouro" com o Prêmio "Mara" e o "Guaicaipuro de Ouro". Nenhum conjunto vallenato tinha atingido tanto sucesso no exterior como "O Binómio de Ouro".
A canção vinha incluída no LP "Muita Qualidade", editado para este país em 1983 pela desaparecida disquera "Costeño" e distribuída pela também desaparecida "Corporación do Disco , C.A. (CORDICA)".
Modelo:ORDENAR:Orozco, Rafael