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Rapto das sabinas

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Rapto das Sabinas, pintura de Jacques-Louis David.

O Rapto das sabinas é um episódio mitológico que descreve o sequestro de mulheres da tribo dos sabinos pelos fundadores de Roma.

Segundo a lenda, na Roma dos primeiros tempos tinha muito poucas mulheres. Para solucionar isto, Rómulo, seu fundador e primeiro rei, organizou umas provas desportivas em honra do deus Neptuno, às que convidou aos povos vizinhos. Foram vários deles, mas os de uma população, a Sabinia, eram especialmente voluntariosos e foram a Roma com suas mulheres e filhos e precedidos por seu rei.

Começou o espectáculo dos jogos e, a um sinal, a cada romano raptó a uma mulher, e depois jogaram aos homens. Os romanos tentaram aplacar às mulheres convencendo-as de que só o fizeram porque queriam que fossem suas esposas, e que elas não podiam menos que se sentir orgulhosas de passar a fazer parte de um povo que tinha sido elegido pelos deuses. As sabinas puseram um requisito à hora de contrair casal: no lar, elas só ocupar-se-iam do chicote, sem se ver obrigadas a realizar outros trabalhos domésticos, e se erigirían como as que governavam na casa.

Anos mais tarde, os sabinos, enfadados pelo duplo ultraje de traição e de rapto de suas mulheres, atacaram aos romanos, aos que foram acorralando no Capitolio. Para conseguir penetrar nesta zona, contaram com a traição de uma romana, Tarpeya, quem franqueou-lhes a entrada a mudança daquilo que levassem nos braços, se referindo aos brazaletes. Vendo com desprezo a traição da romana a seu próprio povo, aceitaram o trato, mas, em lugar de dar-lhe jóias, mataram-na aplastándola com seus pesados escudos. A zona onde, segundo a lenda, teve lugar tal assassinato, recebeu o nome de Rocha Tarpeya, desde a que se arrojava aos presos de traição.

Quando se iam enfrentar no que parecia ser a batalha final, as sabinas se interpuseram entre ambos exércitos combatentes para que deixassem de se matar porque, razonaron, se ganhavam os romanos, perdiam a seus pais e irmãos, e se ganhavam os sabinos, perdiam a seus maridos e filhos. As sabinas conseguiram fazê-los entrar em razão e finalmente celebrou-se um banquete para festejar a reconciliação. O rei de Sabinia Tito Tácio e Rómulo formaram uma diarquía em Roma até a morte de Tito.

O livro "O oito" faz referência a esta pintura de forma tacita, onde explica a suposta elaboração do quadro pelo artista retratando nela às duas protagonistas Mireille e Valentine.

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