Rússia e a União Européia, têm desenvolvido desde princípios dos anos 1990 complexas e crescentes relações bilaterais.
Depois da queda do muro de Berlim em 1989 e o posterior desaparecimento da União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a União Européia (UE) tem experimentado um progressivo desenvolvimento das relações com os países do antigo bloco soviético e em particular com Rússia.
O que durante mais de quatro décadas fossem dois blocos antagónicos, têm iniciado uma aproximação que os levou a se converter em sócios vitais na maioria dos aspectos. Por isso existem acordos emanados do âmbito comunitário: um acordo sobre o aço entrou em vigor em 2002 . Rússia beneficia-se do programa comunitário TACIS desde 1991, sendo a UE o maior provedor de assistência económica e técnica a Rússia, mediante este programa e também em virtude da Iniciativa Européia para a Democracia e os Direitos Humanos. Em 2006 abriu-se em Moscovo um centro de formação europeu.
Historicamente Rússia tem estado unida aos países que actualmente conformam a UE durante mais de quatro séculos. Destacam neste processo a participação de cidadãos alemães que chegaram a ostentar a coroa dos Zares do Império Russo, como foi o caso de Pedro III e Catalina II a Grande.
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Este acordo prevê sua aplicação durante um período de dez anos a partir de 1997 e que cria um marco institucional em campos como:
Ademais estabelece:
"Quatro espaços comuns"
O 10 de maio de 2005 celebrou-se no Kremlin de Moscovo a decimoquinta cimeira entre Rússia e a cúpula de Bruxelas (Solana, Durão Barroso e o Presidente da UE). Ali subscreveu-se uma folha de rota que contempla quatro espaços que abarcam todos os âmbitos possíveis: 1-Economia, 2-Liberdade e Justiça, 3-Segurança Exterior e 4-Educação, cultura e investigação científica.
O acordo negociava-se desde 2003 mas não se tinha conseguido sua assinatura definitiva por que Bruxelas exigia consensuar os quatro apartados em bloco. No entanto, ao final da cimeira reconheceu-se que a questão dos vistos segue sem se resolver.
Putin qualificou de “absolutamente correcto” que a UE vincule a exclusão de vistos com a existência de um convênio que regule a readmisión de ilegais por parte da Rússia mas assinalou que essa mesma exigência quando do que se trata é de conseguir um regime simplificado de expedição de visas é “excessivo”.
Por outra parte a Letónia exige, a tenor de um acordo que se assinou depois do final da Primeira Guerra Mundial, "a devolução de Pitalovski", região pertencente actualmente a Rússia, o que Putin tem qualificado como reivindicações idiotas que não este disposto a tratar.
Rendimento da Rússia na UE
O tema segue constituindo um tabu pelo momento, no entanto, diversos sectores nos dois blocos têm expressado já opiniões ao respecto.
Rússia nunca tem apresentado oficialmente sua aspiração a uma candidatura de rendimento na UE. No caso eventual de um rendimento da Rússia à UE, muitos estimam que deveria se propor mais em termos de "fusão" já que o tamanho do território da Rússia é quatro vezes maior ao da União.
Em qualquer caso uma negociação em dito sentido nunca tomaria menos de uma década, tomando como base as anteriores negociações de ampliação da UE.
Actualmente, o comércio entre as duas partes rege-se pelo Acordo de Colaboração e Cooperação de 1994 . Enquanto Alemanha em particular e a UE em general constituem o principal sócio comercial da Rússia, esta última localiza-se como o quarto sócio da União.
No presente século ditas relações se vierón favorecidas pela aproximação entre a administração russa de Vladímir Putin e o chamado eixo franco-alemão de Gerhard Schröder e Jacques Chirac. A administração do chanceler alemã Angela Merkel - quem substituiu a Schröder -, não prevê mudanças significativos nas relações com Rússia.
A rede transeouropea de energia encontra-se unida de maneira preponderante ao fornecimento de Gás natural procedente de yacimientos russos, onde a alemã Ruhrgas AG é a única assinatura ocidental que possui uma participação em OAO Gazprom, o gigante russo deste hidrocarburo.
Em anos recentes Rússia tem fornecido o 30% de gás natural e o 18% das importações petroleras da União. O país abastece de gás natural a Alemanha, a maior economia da Europa, satisfazendo o 40% de suas necessidades e proveyendo até o 90% da energia em alguns dos novos estados membros da UE, ex satélites da URSS.
Assim mesmo se iniciou a construção do Gasoducto Noreuropeo cuja capacidade final cobrirá cerca do 10% da demanda de gás natural da união.
A moeda com a que se comerciará neste projecto será o euro pese que até agora o dólar tinha sido a moeda mundial das transferências de petróleo e gás.
Nesta mesma ordem, o euro tem destronado a primacía do dólar como moeda de reserva na Rússia.
No campo da aeronáutica e a indústria de defesa, o Estado russo acedeu ao accionariado do consórcio EADS através do maior banco público russo, que adquiriu em 2006 o 5,02 por cento do capital. Essa participação colocou-o ao nível de Espanha, que ostenta o 5,4 por cento.
Protocolo de Kioto e OMC
As aspirações da Rússia de ingressar à Organização Mundial do Comércio (OMC), estão sujeitas ao respaldo de estados já pertencentes à organização. Por isso a UE negociou durante anos para conseguir que Moscovo assinasse o Protocolo de Kioto sobre a mudança climática a mudança de dar sua respaldo à aspiração russa na OMC.
Em outubro de 2004 Rússia confirmou que assinaria o protocolo com o qual a UE votará positivamente no conselho da OMC. Desta maneira Rússia e a UE têm unido forças para defender dois projectos aos que Estados Unidos se mostrou renuente em aceitar.
Conquanto não existe um pacto de política exterior comum entre Rússia e a UE, nos últimos anos se apresentou uma empatía com respeito à posição quanto aos desafios da política internacional.
Depois dos atentados do 11 de setembro ambas partes apoiaram a Guerra no Afeganistão de 2001. Depois, no ano 2003 Rússia por uma parte e Alemanha e França respaldados ao meio dos estados da UE por outra, conformarón o principal bloco que se opôs à invasão de Iraq desse mesmo ano, liderada por George W. Bush, revivendo com isso a esperança de restabelecer um mundo não unipolar.
A situação do território de Kaliningrado no meio da UE confere-se um papel preponderante nas relações bilaterais. Dito território, parte da antiga Prusia Oriental pertenceu a Alemanha até o final da Segunda Guerra Mundial quando foi anexado à URSS de quem Rússia o herdou. Separado do território Russo e circundado por Lituânia e Polónia, Kaliningrado tem uma superfície de 15.000 km² e uma população de um milhão de habitantes, dos que quase a metade vivem na capital. Os investimentos de estados da UE em Kalinigrado duplicaram-se desde 2002. Destaca a construção de uma planta de produção de BMW que fabrica em exclusiva os veículos dessa marca que se vendem no resto da nação russa. O tráfico de pessoas e mercadorias reveste uma complexidade particular, dada a necessidade de uma via de comunicação terrestre entre Kaliningrado e a metrópole.