Visita Encydia-Wikilingue.com

Renault 12

renault 12 - Wikilingue - Encydia

Renault 12
Renault 12 modelo 1972 con carrocería sedán
Fabricante Renault
Período 1969-1999
Predecessor Renault 10
Sucessor Renault 18
Tipo Automóvel de turismo
Segmento Segmento D
Carrocerías Sedán quatro portas
Familiar cinco portas
Furgoneta três portas
Longo / largo
/ alto / batalha
4345 / 1616 / 1435mm
Relacionado Dacia 1310/1410
Ford Corcel
Similares
Citroën GS
Fiat 124
Fiat 128
Ford Escort
Opel Kadett
Peugeot 304
Simca 1100

O Renault 12 é um automóvel de turismo do segmento D produzido pelo fabricante francês Renault entre os anos 1969 e 1999. Em seu lançamento, foi posicionado para cobrir no oco entre o Renault 6 e o Renault 16. O R12 foi substituído em 1978 pelo Renault 18 mas continuou em produção fora da Europa até 1999, e foi vendido baixo a marca Dacia até 2006.

O R12 é um cinco praças com motor atacante e tracção delantera, que existe com carrocerías sedán de quatro portas e familiar de cinco portas, que se comercializavam com os nomes «Berline» e «Break» respectivamente.

Conteúdo

História

Em 1966, os modelos estavam centrados somente no Renault 8 um popular todo atrás que estava a dar seu jogo e um revolucionário Renault 16 de tracção delantera que tinha aparecido recentemente e que se desenvolvía bem entre os modelos de faixa alta. Paralelamente o Renault 4 seguia seu ritmo como veículo de jovens e de mercados rurais. Decide-se desenhar um modelo de maior capacidade, ao que incorporar-se-iam a sua linha as novas tendências para que oferecesse a menor resistência possível aplicando as novas teorias existentes que depois se plasmarían no chamado coeficiente CX. Desta forma configura-se a chamada “linha seta”, característica do modelo. Inicialmente concebeu-se com um revolucionário frontal de três faros asimétricos, mas as dificuldades para uma homologação final decidiram deixar as coisas como estavam por aquele então, com duas faros.

O sedán foi apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de Paris de 1969, e o familiar agregou-se à faixa em 1970. Além de França – e o que o fez um grande sucesso mundial – se fabricaram em Palencia e Valladolid, Espanha; Santa Isabel, Argentina; em Medellín , Colômbia; em Melbourne , Austrália; Mariara, Venezuela; Cidade Sahagún, México; e em Turquia.[1]

No Brasil, foi fabricado um veículo denominado Ford Corcel, o qual não era mais que o R12 vendido baixo a marca do óvalo. Os acordos para a produção do R12 no Brasil iniciaram-se previamente com a Willys Overland do Brasil encarregada da representação oficial de Renault no país. No entanto esta empresa avariou a metade das negociações e seu controle foi assumido pela Ford Motor Company, que assim passava a consolidar sua posição no país. Apesar disto, as negociações continuaram, tendo como resultado a produção de um carro de baixo consumo, com toda a tecnologia do Renault, mas com um desenho próprio e uma marca diferente. Este carro foi produzido nas novas instalações de Ford em São Bernardo do Campo.

O modelo concebeu-se como um modelo de carácter universal e que pretendia se realizar também em países que por aquele então se iniciavam no mundo da fabricação e a montagem. Para isso se eliminou a bondade das barras de torque, aplicadas com sucesso nos Renault 4 e Renault 16,. acoplando-se uns berços helicoidais de amplo percurso que recordavam a macieza das barras. Por outro lado aplicou-se-lhe um eixo rígido “sui generis” na parte trasera que lhe propiciava segurança e facilidade de condução. Desta maneira evitava-se a utilização de sistemas industriais avançados, como as barras de torque, em países onde a tecnologia ainda não tinha chegado a esses temas. Tratava-se de construir um carro robusto e ao mesmo tempo de manutenção seguro e económico, valido em todos os lugares.

Renault 12 Gordini.

Na Europa, ofereciam-se dois motores de gasolina de quatro cilindros em linha, um 1269 cc de 54 CV com caixa manual de 3 marchas , e um 1565 cc com duplo carburador Weber e 125 CV. Este último se vendia unicamente com carrocería sedán baixo o nome R12 Gordini, e incorporava freio# a disco nas quatro rodas e uma caixa de mudanças de cinco marchas. A faixa européia foi reestilizada no ano 1975, com uma grelha, faros e tabuleiro diferentes.

Nos Estados Unidos, o motor era uma gasolina de 1647 cc, inicialmente de 65 CV e depois de 72 CV. Em outros países, existiu uma variante do de 1269 cc com a cilindrada aumentada a 1397 cc.

O Renault 12 na Argentina

1978 Renault 12 Alpine em Córdoba , Argentina.

Em 1971, depois de uma série de exames exhaustivos, IKA-Renault saca à venda o Renault 12. Este modelo era basicamente similar ao TL europeu, mas diferenciava-se por trazer grandes defesas nos paragolpes e uns antiestéticos mas práticos ventiletes nas portas delanteras. A primeira série estava dotada de um motor de 1300 cc que desenvolvia uma potência ligeiramente maior com respeito aos modelos europeus, concretamente 82 CV SAE. Em 1973 aparece a versão familiar e em 1974 faz-se-lhe uma pequena reestilización, que inclui novos aros e modificação da canaleta do teto como no modelo europeu contemporâneo.

Em 1976 aparece a modificação mais importante. Surgem pela primeira vez na Argentina as denominações «TL» e «TS», que trazem uma nova reestilización, na que se deixam de lado os ventiletes, se colocam novos faros traseros, paragolpes mais grossos e nova grilla trasera de saída de ar, assemelhando ao modelo europeu. E ao igual que ocorresse com a primeira versão, estes dois modelos possuíam uma potência algo maior respecto de seus irmãos europeus. Dotados com o novo motor de 1400 cc, o TS dava 74 CV DIN e o TL de 63 CV DIN, e foi a primeira vez na história que um Renault 12 incorporou Ar Acondicionado, pois se editou uma versão do TS com semelhante prestação. Em 1978 nasce o modelo mais desportivo e exclusivo da versão argentina, o Renault 12 Alpine, do que se fabricaram só 493 unidades. Era facilmente reconocible por uma notoria saliente do capou, as faixas laterais com a lenda «Alpine» e detalhes desportivos no interior. O motor entregava uma potência de 110 HP SAE. As primeiras edições vinham em cor negro com faixas douradas e azul com faixas cinzas. A última versão foi vermelha com duas linhas laterais brancas.

Em 1982, enquanto Europa deixava definitivamente de produzí-lo, na Argentina volta-se a realizar um restyling, adquirindo a partir de então um look que se caracterizava principalmente por uns novos paragolpes com punteras de borracha. Em 1984 aparece a série mais luxuosa, o «GTS», de 77 CV DIN, faros dobros redondos, aros especiais e ar acondicionado. Em 1986 sai à venda uma versão económica e extremamente simples, o «L», e para 1990 volta-se a actualizar a faixa, com o nascimento do «GTL», que trazia paragolpes de plástico envolvente, ar acondicionado opcional, faros dobros redondos e caixa de 5 velocidades. Em 1991 deixa-se de lado o GTL e unifica-se a linha em dois modelos: o TL e o L. Pouco mais adiante sai à venda a última versão dantes do fim da produção, uma versão TL de 1600 cc e 63 CV DIN, e outra com ar acondicionado, de 77 CV DIN. Em 1994 sai da fábrica o último Renault 12 argentino.

No âmbito desportivo, obteve títulos argentinos em mãos de Ernesto Soto, Antonio Buigas, Carlos Celis e Gabriel Raies.

O Renault 12 em Espanha

Renault 12 com carrocería familiar.

Passados em uns meses da apresentação mundial e bem entrado no ano 1970 se inicia a fabricação e a venda do modelo em Espanha. É apresentado, no mês de abril, no Salão do Automóvel de Barcelona. A versão inicial espanhola, sem nome específico, estava baseada na versão TL francesa de 1289 cc, à que se tinham realizado algumas melhoras no equipamento geral, destacando uma tapicería de assentos híbrida, composta de skay e paño, mais adequada às características climáticas espanholas. Em um ano mais tarde somar-se-lhe-ia a versão TL, com a mesma mecânica e melhor equipamento.

Em outono de 1971 aparece a versão «S», baseada na TS francesa, e com alguns detalhes que somente montar-se-iam nesta versão do mercado espanhol. Possuía uma calandra com quatro faros de desenho próprio que lhe conferiam uma personalidade notável. Os aros eram de tipo Rostyle, com desenhos geométricos específicos, contava com cuantarrevoluciones no salpicadero, e os assentos de desenho moderno conferiam-lhe um aspecto mais luxuoso além de confortable. Quanto à mecânica, levava incorporado um carburador de duplo corpo, que lhe supunha conseguir uma potência de 68 CV DIN. Em janeiro de 1972 incorporar-se-lhe-iam os cristais tintados de cor verde, resultando o nome comercial S.L.E. (S Luas Especiais)

Em 1972 aparece a carrocería familiar, unicamente na versão básica (as versões TL e S respectivas chegariam em 1975), apresentada em abril, no salão do Automóvel de Barcelona.

Em setembro de 1976 produz-se a modernização e reordenação da faixa. A carrocería berlina passa a oferecer-se com duas versões: TL, que conserva a motorización das anteriores versões básica e TL; e TS, substituto do S, que incorpora um motor de 1397 cc com 70 CV DIN. As duas versões apresentam as novidades estéticas já presentes na faixa francesa desde a temporada anterior: calandra renovada (com faros dobros no caso do TS, diferentes aos do S mas igualmente específicos da versão espanhola); pilotos traseros grandes com luz de marcha atrás; novos parachoques, com os atacantes integrando as luzes de posição; e interior com novos salpicaderos, assentos e volantes de direcção. A carrocería familiar incorporou as mesmas novidades estéticas, e oferecia-se em três versões: básica, TL e TS.

Estas versões continuariam montando-se, sem demasiadas variações, até julho de 1982, data em que o Renault 9 substituiu às versões berlina. Pouco dantes tinha começado a fabricar-se o GTL familiar, versão com o aspecto e equipamento do TS familiar, e um motor menos potente. Seguiria comercializando-se esta versão única até o ano seguinte, quando foi sustuida pelo Renault 18 familiar. Até esse momento, mais de 450.000 instâncias tinham sido construídos nas fábricas de Valladolid e Palencia.

O Renault 12 em México

Arquivo:Renault12Routier.jpg
Renault Routier construído em México.

Começou-se a construir na planta de Dina-Renault de México na cidade de Sahagún no estado de Hidalgo , em sua versão TS e TL em 1974, para 1980 começa-se a fabricação do Renault 12 Routier (quatro faros redondos à frente) cessando sua fabricação em 1983.

Cabe mencionar que este auto teve sua variação TS em com motor de 1600 cc, a comparação dos demais TS do mundo que montavam um 1300, também o TS contava com um carburador Weber calibre 32 dir de duplo corpo, o qual atinge 72 CV.

O Renault 12 em Rumania (Dacia 1300)

Dacia Pickup.

O R12 foi fabricado em Rumania por Dacia durante quase quatro décadas. As carrocerías sedán e familiar puseram-se à venda em 1969 e 1973 com o nome Dacia 1300; em 1975 agregou-se uma furgoneta de quatro portas (1300F) e uma pickup de cabine simples (1302). Algumas versões de ónus incorporavam tracção às quatro rodas.

A licença do R12 venceu em 1978, o que obrigou a Dacia a modificar várias peças para poder seguir vendendo o modelo. Introduziram-se mudanças paulatinamente entre 1979 e 1981, até que em meados desse ano se apresentou o Dacia 1310. Em 1983, a pickup de cabine simples foi renomeada a "1304", e oferecia-se uma variante com painéis laterais pivotantes (1305). Uma cupé de duas portas (1410 Sport) foi vendida entre os anos 1983 e 1992, e um hatchback de cinco portas (1320, depois 1425) entre 1988 e 1996. Agregaram-se duas versões económicas e de alta faixa com os nomes 1210 e 1410.

Na década dos 1990, as versões de alta faixa tinham elementos de equipamento como paragolpes da cor da carrocería, apoyacabezas traseros, rádio passa-cassettes e xícaras de plástico. Em 1992, agregou-se uma pickup dupla cabine (1307) e uma furgoneta de teto elevado (1309). A faixa foi reestilizada em 1994, e depois ao ano seguinte. A última reestilización foi em 1998, que foi sucedida por uma série especial telefonema «Dedicatie», que possuía levantavidrios eléctricos, direcção assistida e aros de liga. Os últimos sedanes e familiares montaram-se o 12 de julho de 2004, e as últimas furgonetas e pickups o 8 de dezembro de 2006.

Referências

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/n/d/Andorra.html"