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Rio Paraná

rio paraná - Wikilingue - Encydia

Para outros usos deste termo, veja-se Paraná (desambiguación).
Paraná
Paraná River, Rosario (2).jpg
Vista do rio Paraná à altura de Rosario , desde a costa oeste.
País que atravessa Bandera de Argentina Argentina
Bandera de Brasil Brasil
Bandera de Paraguay Paraguai
Longitude 3.940 km
Altitude da fonte 1.148 msnm
Altitude da desembocadura 0 msnm
Volume médio 17.300 m³/s
Superfície da cuenca 2.582.672 km²
Cuenca hidrográfica Cuenca da Prata
Nascimento rios Grande e Paranaíba
Desembocadura Rio da Prata
Largo da desembocadura n/d
Mapa (s)
Curso y cuenca del río Paraná
Curso e cuenca do rio Paraná

O Paraná é um rio de América do Sul que atravessa a metade sul do subcontinente e faz parte da extensa cuenca combinada da Prata.

Esta cuenca recolhe as águas da maioria dos rios do sul do subcontinente, como o Paraná, o Paraguai, o Uruguai, suas afluentes e diversos humedales, como o Pantanal. É a segunda cuenca mais extensa de Sudamérica, só superada pela do rio Amazonas.

A união dos rios Paraná e Uruguai formam o estuário denominado Rio da Prata, onde o Paraná desemboca em um delta em constante crescimento, produto dos sedimentos que contribuem, principalmente, os rios Paraguai e Bermejo.

Paraná é o apócope da expressão "para rehe onáva" que em idioma guaraní significa parente do mar" ou "água que se mistura com o mar".

Conteúdo

Generalidades

O Rio nasce entre os estados brasileiros de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sur, da confluencia do rio Grande e o rio Paranaíba, aproximadamente a 20° de latitud sul e 51° de longitude oeste.

Flui para o sudoeste, marcando o limite do estado de Mato Grosso do Sur com os de São Paulo e Paraná até a cidade de Salto do Guairá, desde onde demarca a fronteira entre Brasil e Paraguai em uma extensão de 190 km até o Triplo Fronteira entre Argentina, Paraguai e Brasil.

Desde esse ponto, na confluencia com o rio Iguazú, passa a ser limite entre Argentina e Paraguai. Aqui o rio descreve uma ampla curva que o desvia para o oeste, até seu confluencia com o rio Paraguai, onde gira bruscamente para o sul, se internando completamente em território argentino até sua desembocadura no Rio da Prata. Neste trajecto final, o rio serve de limite natural entre várias províncias, já que a sua margem direita (oeste e sudoeste) ficam as províncias de Chaco, Santa Fé e Buenos Aires, enquanto à esquerda, encontram-se as de Missões, Correntes e Entre Rios.

A cuenca do Paraná compõe-se de dois subcuencas: as cuencas dos rios Paraná (1.414.132 km²) e Paraguai (1.168.540 km²). O conjunto compreende as cuencas dos tributários andinos destes, como o rio Bermejo e o rio Pilcomayo. Em tão enorme extensão podem-se encontrar diferentes ambientes acuáticos naturais, que vão desde os típicos de água doce até aqueles em que esta se mistura com água de mar em um típico estuário, na desembocadura do Rio da Prata. Só o Paraná, a sua vez, abarca duas zonas com diferentes características hidrográficas, económicas e socioculturais: o Alto Paraná e o Paraná Médio e Inferior.

A cuenca do rio Paraná é a de maior superfície dos dois (1.414.132 km²) e este rio é, ao mesmo tempo, o de curso mais longo: 2.570 km. Se somam-se-lhe os 1.370 km do rio Paranaíba, a longitude total ascende a 3.940 km. A longitude combinada dos rios Paraná e Grande é de 3.870 km e a longitude desde o nascimento do rio Paraguai até a desembocadura do Paraná no Rio da Prata é de 3.645 km. Desde seu nascimento até a desembocadura podem diferenciar-se três trechos:

Curso superior ou Alto Paraná

Vista do rio desde a cidade de Rosario.
Arquivo:RioParanaTomaVieja.JPG
Vista do rio desde a tomada velha (Paraná). No fundo apreciam-se os edifícios da Cidade de Santa Fé.
O rio Paraná visto desde as barrancas de Lavalle (Correntes).
O rio Paraná visto desde Paraná (Argentina).
Praias do rio Paraná, em Ramallo .
Entardecer sobre o rio Paraná, em Candelaria (Missões). Por este lugar, em onde se estreita o rio, cruzou o General Manuel Belgrano em sua Expedição Libertadora ao Paraguai

Compreende os primeiros 1.550 km do rio, desde seu nascimento até a confluencia com o rio Paraguai. Neste trajecto atravessa o maciço de Brasília, pelo que é um rio de meseta, que discurre sobre um leito rocoso, entre barrancas que se vão distanciando progressivamente entre si. Em épocas passadas apresentava grande quantidade de saltos de água e rápidos que têm sido aproveitados para construir embalses e represas, como as de Itaipú e Yaciretá, o que fez desaparecer o vale de inundação baixo as águas.

O trecho brasileiro é o mais modificado pela acção do homem: a vegetación subtropical circundante tem sido completamente substituída por campos dedicados à agricultura e a criança de ganhado e seu vale de inundação foi submerso baixo os embalses, o que alterou totalmente os regimes fluviales do rio.

Depois da represa de Yaciretá o rio apresenta uma clara direcção para o oeste, alargando-se progressivamente e ramificándose em vários canais que formam grande quantidade de ilhas fluviales até se unir em frente a Passo da Pátria com o rio Paraguai.

Suas principais afluentes são: pela margem direita, Verde, Pardo, Ivinhema e Monday. Pela margem esquerda, Tieté, Paranapanema, Ivaí, Piquirí e Iguazú.

Curso médio

Compreende uns 722 km desde a confluencia com o rio Paraguai pelo norte até a cidade de Diamante no sul, onde começa o predelta. Ao unir-se com o Paraguai, o curso do rio vira bruscamente para o sul, ao longo de uma falha geológica ocupada pelo largo vale de inundação, convertendo em um rio de planície com grande quantidade de meandros , ilhas fluviales e bancos de areia.

O rio agora é de curso lento, sobre um leito limoso e suas águas transportam grande quantidade de sedimentos provenientes das estribaciones andinas fortemente erosionadas pelos rios Bermejo, Pilcomayo e seus tributários.

O vale de inundação está limitado por barrancas na margem esquerda, enquanto na margem direita, sua costa são baixa e anegadizas com numerosos riachos e lagoas que se inundam em época de crescentes. A partir da cidade de Santa , a margem barrancosa é a direita e a baixa e anegadiza, a esquerda, em território da província dentre Rios.

Principais afluentes: pela margem esquerda, Santa Luzia, Corrente e Guayquiraró. Pela margem direita, Paraguai, Negro e Salgado.

Curso inferior

Estende-se pelos últimos 298 km do rio, desde a cidade de Diamante até sua desembocadura no rio da Prata. O rio segue uma direcção este- sudeste e seu vale compreende o Predelta e Delta do Paraná (antigamente chamado por seus pobladores originarios Carapachay, denominação que tem ficado para alguns braços), dividindo em vários braços principais: Paraná Pavón, Paraná Ibicuy, Paraná Miní, Paraná Bravo, Paraná Guazú e Paraná das Palmas bem como em vários riachos menores que formam ilhas como a das Lechiguanas.

Este trecho corresponde-se com a zona mais povoada e desenvolvida economicamente da Argentina, pelo que em suas riberas se encontram grande quantidade de portos e áreas industriais, sobretudo no Up-river; sendo ademais o trecho com maior navegação fluvial, pelo que se requer um dragado constante do mesmo.

Principais afluentes: pela margem direita, Carcarañá e Luján. Pela margem esquerda, Vitória e Gualeguay.

Regime fluvial

As variações de volume do rio dependem das precipitações. O Paraná atravessa zonas com diferentes tipos e variedades climáticas. O curso superior apresenta uma crescente anual durante o verão, enquanto os cursos médio e inferior vêem modificado seu regime por contribua-los do rio Paraguai, o que provoca uma segunda crescente durante o inverno. O máximo volume do rio regista-se para fins do verão (fevereiromarço) e o estiaje a fins do inverno (agostosetembro).

Volume médio: 11.500 m³/s em Apipé, 15.240 m³/s em Correntes, 15.000 m³/s em Rosario .

Ao desembocar no Rio da Prata (considerando todos os braços de seu delta), seu volume dá uma média de 17.000 m3/s, comparável à de rios como o Misisipi (18.000 m³/s) e o Ganges (16.000 m³/s).

As maiores crescidas, registadas, do rio Paraná foram:

Ano Leitura de escala em m Volume (m3/s)
1982/838,9860.000
18588,9351.000 – 54.000
18788,6547.000 – 50.000
19058,5647.000 – 49.000
19667,9341.000 – 42.000
19777,1334.000
1991/926,7854.000
1997/985,8942.000
Fonte: Entidade Binacional Yacyretá (EBY)

Além dos registos oficiais existem observações históricas ocorridas em séculos passados, onde aquelas de 1612 e 1748 parecem ter sido as maiores, ainda que são não suficientemente conhecidas como para reconstruir os valores de alturas e volumes.

Veja-se também: Anexo:Altura do nível do rio Paraná para declarar alerta e evacuação

Ecología

Imagem em falsa cor do Delta do Paraná, realizada usando longitudes de onda na faixa correspondente ao infravermelho e ao verde.

A floresta tropical e subtropical que dantes ocupava boa parte da cuenca do Paraná se encontra longamente extinta; a área melhor preservada é a província argentina de Missões.

São típicos da fauna da cuenca, entre outros, o gavilán caracolero (Rostrhamus sociabilis, uma ave rapaz que caça os grandes caracoles operculados prosobranquios da ordem Mesogastropoda, Ampullariidae), os Belostomátidos (Belostomatidae, família da ordem Hemiptera, Heteroptera que agrupa as nipas, chinches acuáticas gigantes), grandes reptiles e ofidios como o curiyú, a anaconda, o caimán, o cocodrilo, e o tupinambis, entre outros.

Entre os mamiferos sobresalen os grandes roedores unidos a humedales, característicos de América do Sul (carpincho, coipo, paca comum), o yaguareté, o puma, o tapir do plano, o ciervo dos pântanos, o venado das pampas, o aguará guazú, o zorro pampa e o tamanduá. O delfín franciscana, do estuário do rio da Prata tem sido citado às vezes como um habitante do delta do Paraná e, ainda assim que há dúvidas, no trecho inferior do rio.

Destaca a ictiofauna, pelo tamanho e abundância de seus representantes. Em suas águas encontra-se o dourado, o surubí, o surubí atigrado, o manduvá, o manduví, o bagre sapo, o bagre hocicón, o bagre branco, o bagre amarelo, o pacú, a boga, o sábalo, a tararira, a anguila picuda, várias espécies de palometa ou piraña, várias espécies de mojarra , salmón de rio e várias espécies de listra de rio.

O Paraná recebe numerosas fontes de contaminação em seu curso: cloacas máximas do Grande Santa Fé, Grande Rosario e do Grande Buenos Aires e termoeléctrica de San Nicolás.

Vale de inundação do rio Paraná

Mapa da ecorregión do Pantanal, que desagua no rio Paraguai, que desemboca, a sua vez, no Paraná.
Imagem típica do Pantanal, drenado pelo rio Paraguai, afluente do Paraná.
Vista satelital dos esteros do Iberá. São uma ampla rede de ribeiros, riachos, pântanos, lagoas e banhados no nordeste da República Argentina, só superados em extensão pelo Pantanal brasileiro.

O denominado vale de inundação do rio e seu sistema de ilhas, em seu curso médio, é muito largo, oscilando na província de Santa Fé entre 10 e 20 km em alguns lugares. Todo este vale de inundação está ocupado por depósitos aluviales que a dinâmica do rio modifica constantemente.

A presença permanente de grandes corpos de água, quietos ou em movimento, gera efeitos climáticos locais de alta humidade ambiente e atemperamiento dos extremos de temperatura diários e estacionales, o que tem permitido a presença uniforme de comunidades e espécies típicas das ecoregiones subtropicales húmidas.

Flora

A vegetación nativa característica do vale de inundação do rio Paraná médio é uma ramificação da ecoregión da selva Misionera ou paranaense e suas selvas ou bosques marginales estendem-se para o sul, formando estreitas galerías ao longo dos rios Paraná e Uruguai, penetrando para o oeste por todos suas afluentes, esteros e lagoas. Também existe uma influência de espécies vegetales do espinal.

Cobrindo a costa das lagoas e banhados acham-se diversas comunidades vegetales, entre as que se destacam os varillares de duraznillo branco, juncos, cataizales, pajonales e em águas profundas aparece o camalotal. O duraznillo branco costuma ser excluído pela totóra, uma delgada ciperácea que pode atingir até dois metros de altura. O grande desenvolvimento do junco chega a produzir a desecación de alguns corpos de água: ao morrer seus tallos elevam o fundo de muitas lagoas interiores, avançando um passo mais na sucessão natural.

Nos albardones encontram-se os bosques fluviales ou ribereños, que são estreitos (variam desde uma sozinha fileira de árvores até mais de setenta metros de largo) e cuja vegetación vai mudando de acordo a seu grau de maturidade. O sauce criollo e o amieiro costumam formar colónias quase puras, denominadas genericamente sauzales, nas margens dos rios. São as primeiras espécies que colonizan os albardones recentemente formados ou lugares despojados de seu vegetación natural por causa de uma perturbación.

Nos lugares mais altos desenvolvem-se outras espécies como o ceibo, o laurel de rio, o timbó branco ou o curupí, que enriquecem a composição destes bosques, que apresentam também um estrato herbáceo de grande importância: arbustales de espinillo , chilcas, ramo negro, sarandíes, e pastizales de cortadera , totora, espadaña, carrizo, canutillo e numerosas espécies de gramíneas .

Em solos baixos, próximos aos cursos de água, acham-se pequenos bosques de espinillo ou aromito, que destacam pela fragancia e o colorido de suas flores.

Fauna

A fauna é particularmente rica comparada, por exemplo, com a pampeana, por causa da influência ecorregional misionera mencionada, a variedade de ecosistemas e a presença de refúgios naturais.

Entre os reptiles, o lagarto overo, a tortuga acuática de pescoço longo e as tortugas terrestres são abundantes localmente. O yacaré negro e o yacaré ñato chegam desde o norte até o delta superior entrerriano, onde o último inclusive nidifica. Também sobresalen como espécies carismáticas a yarará, a víbora de coral e a cascabel cascabel, e uma variedade de espécies de tortugas de rio, lagartijas, víboras e culebras.

Há uma grande diversidade de anfibios composta por um elevado número de espécies de ranas, sapos, escuerzos, etc (famílias Microhylidae, Leptodactylidae, Hylidae, Bufonidae, e Pseudidae).

Entre as aves encontramos o hornero, o arañero cara negra, o tordo renegrido, a cardenalilla, o bico de prata, o cabecita negra, a torcacita, o jilguero, a tacuarita azul, o benteveo, o carpintero real, o chingolo, o zorzal colorado, o cardeal, entre outras.

Sócias a lagoas, banhados e cursos hídricos, acham hábitat propícios diferentes aves acuáticas, entre as que podemos reconhecer ao biguá, o caraú, a garza branca, a garza bruxa, a garcita azulada, a gallareta garota, o gallito de água e o pato sirirí pampa, como os mais abundantes.

Entre as aves migratorias que fazem escala na ecoregión se podem mencionar à golondrina doméstica, a golondrina parda, o suiriri real e à tijereta.

Os mamíferos mais característicos são o peludo ou tatú, o lobito de rio, o carpincho, o gato dos pajonales, a rata acuática, a rata colorada, o rato de campo, o cuis comum, o coipo, a comadreja colorada, a comadreja overa, a comadrejita rojiza ou anã, a marmosa comum, o colicorto pampeano, o morcego bicha de rato, o morcego pardo e o vampiro, entre outros.

Usos e aprovechamiento económico

O Paraná e a cuenca da Prata ocupam a área mais povoada e industrializada de Sudamérica, e o rio vincula, a sua vez, as duas maiores áreas económicas do subcontinente: o Estado de São Paulo, no norte e o eixo fluvial industrial Santa Fé-A Prata no sul, o que dá ao rio uma grande importância estratégica tanto a nível político como económico e o converte na principal via de integração do Mercosul.

Historicamente tem sido fonte de conflitos entre espanhóis e portugueses, que se disputaram o controle de seu cuenca e seu acesso desde o Rio da Prata em épocas da colónia. No século XIX foi palco de outras disputas pelos interesses comerciais de potências européias como França e o Reino Unido e das aspirações territoriais do Brasil, que ocupou a cuenca superior dos rios Paraguai e Paraná.

Seu cuenca é a sua vez uma das principais reservas de água doce do mundo, ao estar vinculada com o acuífero guaraní.

Geração de energia

Os saltos de água e rápidos do Alto Paraná têm sido aproveitados para a geração de energia eléctrica e o armazenamento de água para consumo e riego, através da construção das centrais hidroeléctricas da Ilha Solteira, no nascimento do Paraná; a Jupiá, a 21 km da confluencia com o rio Tiete e Porto Primavera, dantes da confluencia com o rio Paranapanema. O Paraguai compartilha com Brasil no km 1.950, a represa de Itaipú (a maior do mundo) e junto com Argentina, a represa de Yaciretá (km 1.455). As duas hidroeléctricas proveen o 99% da electricidade de Paraguai e fazem do país o maior exportador de electricidade do mundo.

Está planificada a construção da represa de Ilha Grande (km 2.120) entre Itaipú e Porto Primavera. Existe também entre Paraguai e Argentina a intenção de construir a represa de Corpus (km 1.597), que inundará o vale do Paraná entre Yaciretá e Itaipú, e uma última represa no trecho inferior do Alto Paraná, que actuará como reguladora dos excedentes das represas localizadas águas acima, a represa de Itatí-Itacorá.

No curso do Paraná Médio estão projectadas as represas de planície de Patí ou Machuca Cué (km 915) e Chapetón (km 635), ainda que sua realização é pouco provável devido ao enorme impacto ecológico que ocasionariam.

Navegação

Vejam-se também: Hidrovía Paraná–Paraguai e Hidrovía Paraná-Tietê
Barco navegando cerca da Ponte Nossa Senhora do Rosario.

A navegação do rio Paraná ao longo de todo seu percurso se vê impedida pela presença da represa de Itaipú, que divide o rio uen dois sectores com navegação fluvial.

O primeiro está estruturado ao longo de 3.442 km pela Hidrovía Paraná–Paraguai, desde o Rio da Prata até Porto Cáceres, no estado de Mato Grosso. Constitui uma importante via fluvial que proporciona uma saída ao oceano a cidades interiores da Argentina e Paraguai. O dragado, manutenção e cobrança de portagem do canal está concesionado à empresa Hidrovía SA. A tarifa básica da portagem é de 1136 dólares estadounidenses por tonelada de registo neto.

O acesso de barcos oceánicos ao Paraná depende do estado de dragado dos principais canais de acesso no Rio da Prata: o Canal Emilio Mitre (profundidade mínima: 10,8 metros) e o Canal Ponta Índio (profundidade mínima: 10,8 metros), bem como o dos braços Paraná das Palmas e Paraná Guazú, com profundidades de 8,7 e 9,1 metros respectivamente. A profundidade da hidrovía é de 10,5 metros até Rosario (km 416) e de 7,5 metros até Santa Fé (km 580). Desde Santa Fé até a confluencia com o rio Paraguai (km 1.240), a profundidade mínima do canal é de 3,60 m, o que permite a navegação de embarcações oceánicas de até 1500 toneladas. Desde este ponto e até Ituzaingó (km 1.455), a navegação de convoys de barcazas importantes é possível, dado que a profundidade atinge 1,80 m.

A construção da represa de Yaciretá e uma esclusa sobre esta permitiram a navegação desde Ituzaingo até Posadas (km 1.583), ao ficar os rápidos de Apipé e Carayá baixo as águas do embalse. A navegação conta com 2,40 metros de profundidade até Cidade do Leste (km 1.932), onde se vê interrompida pela represa de Itaipú.

Mapa da Hidrovía Paraná-Tietê com as esclusas que permitem a navegação.

A navegação, impedida pela presa, continua mais ao norte, sobre a rede brasileira da Hidrovía Paraná-Tietê. Após a presa, a rota segue até a confluencia de rios Paranaíba e Grande (km 2.570) e para além, pelo Paranaíba, através do Canal Pereira Barreto até o porto de São Simão (Goiás) dantes da represa do mesmo nome, e pelo Tieté até Anhumas cerca de São Paulo, a navegação é possível a cada ano para embarcações de até 3 m de calado, já que em todas as represas há esclusas de navegação.

Está projectada a construção de uma esclusa que salve o desnivel de 120 m da represa de Itaipu, vinculando as duas hidrovías, o que possibilitará a navegação fluvial entre Buenos Aires e São Paulo no futuro.

Pontes e túneis

As interconexiones viales e ferroviárias que cruzam o Paraná ao longo de seu curso, desde seu nascimento até sua desembocadura, são:


Complexo Ferrovial Zárate - Braço Longo sobre o rio Paraná das Palmas.

Existem projectos para construir uma segunda ponte entre Resistência e Correntes, outro entre Reconquista e Goya e um novo entre Santa Fé e Paraná.

Principais cidades

Rosario é a aglomeración urbana maior sobre a ribera do Paraná.

Na cuenca do Paraná-Paraguai vivem cerca de 75 milhões de pessoas (90 milhões na Cuenca da Prata). Abarca a zona mais urbanizada de Sudamérica e sua população cresce a razão de aproximadamente um milhão de habitantes por ano. Nela se encontram várias das cidades mais povoadas do subcontinente, como São Paulo, Buenos Aires, Curitiba, Assunção, Campinas e Rosario.

Sobre as riberas do Paraná ou em cercanias de seu vale de inundação destacam-se as seguintes cidades:

Veja-se também

Enlaces externos

Modelo:ORDENAR:Rio Parana Coordenadas: 22°24′21″S 52°49′0″W / -22.40595, -52.81677

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