| Rubén Blades | |
|---|---|
| Informação pessoal | |
| Nome real | Rubén Blades Bellido de Lua |
| Nascimento | 16 de julho de 1948 (62 anos) |
| Origem | Cidade do Panamá, |
| Ocupação(é) | Cantor e compositor |
| Informação artística | |
| Género(s) | Molho, Latin Jazz |
| Instrumento(s) | Voz, Maracas, Chave, guitarra. |
| Período de actividade | 1975 - Actualidade |
| Discográfica(s) | Fania Records, Sony Music, Independente |
| Artistas relacionados | Willie Colón, Héctor Lavoe, Ray Barretto, Pete Rodríguez, Charly García, Roberto Blades, Celia Cruz, Editus |
| Site | |
| Sitio site | http://www.rubenblades.com/ |
Rubén Blades Bellido de Lua (n. Cidade do Panamá, Panamá; 16 de julho de 1948 ) é um cantor, compositor, músico, actor, advogado e político panamenho que desenvolveu a maior parte de sua carreira nos Estados Unidos. Seu estilo tem sido qualificado como molho intelectual.
Desde os anos 1970 até a actualidade tem gravado mais de vinte álbuns e tem participado como convidado em mais de 15 gravações com vários artistas de diferentes géneros e tendências. Em reconhecimento de seu labor tem recebido seis prêmios Grammy. Por outra parte, tem participado como actor em diversas produções tanto de Hollywood como independentes.
Viveu no Panamá as épocas de ditadura militar tanto de Omar Torrijos (1968-1981) como de Manuel Antonio Noriega (1981-1989). A Blades conheceu-se-lhe como duro crítico das ditaduras militares tanto do Panamá como as de toda América Latina, pois faz referência a estes temas nas letras de suas canções, como por exemplo em Desaparecimentos. Também foi crítico do imperialismo dos Estados Unidos, como se nota em sua canção Tiburón. Em 1994 participou nas eleições presidenciais de seu país, nas que ficou em terceiro lugar, com o 20 por cento dos votos, dentre mais de uma dezena de candidatos. Em 2004 Blades apoiou a candidatura presidencial de Martín Torrijos (filho de Omar Torrijos) e, uma vez que este ganhou as eleições, Blades aceitou e exerceu o posto de ministro de Turismo no novo governo desde 2004 ao 2009.
Conteúdo |
Rubén Blades nasceu no seio de uma família onde a arte sempre ocupou um lugar privilegiado, no bairro de San Felipe da cidade do Panamá. Seus pais foram Rubén Blades Bosques e Anoland Bellido de Lua.
Em 1974 , aos 26 anos, se graduó como advogado na Faculdade de Direito e Ciências Políticas da Universidade do Panamá. Culminou seus estudos profissionais na Harvard Law School em 1985 .
Seus inícios na música deram-se com o selo Alegre Records e com o afamado selo musical Fania de Nova York. Seus dotes como cantor lhe abriram as portas, com participações fugaces nas bandas de Pete Rodríguez, Richie Ray, Bobby Cruz e Ray Barretto. No ano 1969 participou na gravação do disco de longa duração Do Panamá a New York/From Panama to New York, com Pete Rodríguez, disco que, no entanto, Blades não inclui em seu discografía.
Não foi senão até sua associação musical com o trombonista nova-iorquino Willie Colón que conseguiu um sucesso firme e o reconhecimento na indústria discográfica. O primeiro disco lançado converteu-se em um clássico do molho: Metendo Mão!, em cuja portada aparecia em letras minúsculas o texto: Willie Colón apresenta a Rubén Blades. De dito álbum saíram os sucessos Pablo Povoo, Plantação adentro e Segundo a cor. O disco foi recebido com muito boas opiniões pela crítica.
Rubén Blades compôs e dedicou a Héctor Lavoe a canção O cantor, considerada uma obra de arte da lírica do molho, por ter retratado em suas letras a vida e obra do artista puertorriqueño.
Vários críticos de molho não duvidam em afirmar que existiu um disco que marcou um dantes e um depois no desenvolvimento deste género. Inclusive o músico e crítico de molho peruano Luis Delgado Aparicio afirma que este disco é um exito no desenvolvimento musical do século XX. Trata-se do disco Semeia, que incluiu os temas agora clássicos Pedro Navaja, Plástico, Procurando guayaba e Semeia. Neste disco já se via consolidado o que em um início se deixou entrever em Metendo Mão!: a habilidade de Blades para pôr em suas letras uma impronta pessoal que depois seria chamada molho intelectual. Em tempos nos que o molho começava seu movimento desde o bairro e a rua aos salões de dance, e as experiências cantadas dos guapos se trocavam por motivos mais sensuales, Rubén Blades lhe cantava ao bandido, ao matarife e à rua. Em Plástico deixa-se ver outro tema recorrente na discografía de Rubén: a exhortación a que uma América Latina unida acorde e cumpra um sonho de hispanoamericanismo que emana directamente de Simón Bolívar. Actualmente Semeia é considerado todo um clássico do molho, e é um dos discos mais vendidos do género de todos os tempos. A união com Willie Colón editou ademais os discos Mestre vida vol. 1 e 2, Canções do Solar dos Aburridos e The Last Fight.
Já em referência a seus discos em solitário, Bohemio e poeta não teve tanta colada como Semeia, mas sim a teve sua ambiciosa ópera Mestre vida, que foi publicada em dois álbuns de longa duração separados e na que narra a história de uma família qualquer em um país da América Latina que poderia ser tanto México ou Argentina como Bolívia ou Guatemala. Desse disco duplo destacaram as canções Manuela, O nascimento de Ramiro e Mestre vida. Os retratos do que se entende por bairro , as críticas aos governos latinoamericanos em general e o canto ao amor e à mulher fazem deste disco duplo um referente integral dos valores que tem o molho como música.
A década dos anos 70 fecha-se para Rubén Blades com outros dois álbuns como solista: O que a faz a paga e Muito melhor, o último dos quais é um disco mais bolerista que salsero.
Já dentro dos 80, Blades inicia outra etapa muito fructífera em sua carreira artística, ao juntar com o grupo Seis do Solar, que depois mudaria seu nome pelo de São do Solar. Esta união produziu os álbuns Procurando a América, no que destacam as clássicos Decisões e O Pai Antonio e seu monaguillo Andrés), Cenas, Água de lua, Duplo fio, Nothing but the Truth, Antecedentes, Live! e Caminhando. Esta etapa fecha-se com o disco The Best.
Já nos 90 e depois de sua experiência política, Rubén faz um disco com Willie Colón (Depois da tormenta), no que se intercalan temas tanto de um como de outro. Em 1997 colabora com Os Fabulosos Cadillacs em seu disco Fabulosos Calavera.
A última parte da discografía de Rubén Blades reflete a um cantor mais maduro e com a capacidade de experimentar novas fusões e novos géneros. O disco A rosa dos ventos inclui música panamenha que Blades oferece como homenagem a seu país. Os discos Tempos e Mundo, co-produzidos com o trío costarricense Editus, conquanto afastaram-se do molho, foram premiados por sua qualidade interpretativa.
A recente participação de Blades no disco Across 110th Street, da Spanish Harlem Orchestra, onde toca seu acompanhante em Seis do Solar Óscar Hernández, demonstra que Blades tem um talento especial para o molho e deixa a seus seguidores à espera de sua seguinte produção.
Em 2007, Rubén começou uma etapa interactiva, mostrando-se mais cerca da gente em um programa via Podcast chamado O Show de Rubén Blades SDRB, realizado desde Panamá, no que faz comentários sobre novas bandas, responde perguntas mandadas pelos internautas e se mostra como é, sincero e claro em seus pensamentos.
Depois de seu participacion no governo panamenho, inicia uma gira mundial desde agosto de 2009 por paises como Porto Rico, Venezuela, Equador, Peru , Estados Unidos e Panama.
Modelo:ORDENAR:Blades Bellido de Lua, Ruben