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Síndrome de abstinencia

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A síndrome de abstinencia é o conjunto de reacções físicas ou corporales que ocorrem quando uma pessoa com vício a uma substância (álcool ou bebidas com etanol, fumo ou outras drogas) deixa da consumir.

Esta síndrome também pode apresentar em algumas patologias psicológicas como a Dependência Emocional, onde não se depende de uma substância ou droga, mas sim de afecto desmedido ou dependência para outra pessoa, apresentando o indivíduo somatización (isto é, processo pelo qual se transformam ou convertem problemas emotivos ou psicológicos em dores físicos)[cita requerida]

Ainda que os sintomas variam em forma e intensidade de acordo com o produto empregado e o tempo que leva se desenvolvendo a dependência, em todos os casos se devem a que se alterou o funcionamento normal do sistema nervoso.

A síndrome de abstinencia é denominado coloquialmente gracioso.[1]

Conteúdo

Causas

Em termos gerais, as substâncias adictivas possuem compostos semelhantes aos neurotransmisores (compostos químicos empregados pelos neurónios para comunicar-se entre si) encarregados de desencadear a actividade dos centros cerebrais de recompensa ou prazer, os quais permitem a expressão de emoções gratificantes como entusiasmo, alegria e serenidad. Precisamente por isso há quem os utilizam para enfrentar momentos difíceis.

Mas, o uso frequente de drogas, fumo ou álcool exige quantidades a cada vez maiores para conseguir o mesmo efeito; a este facto conhece-se-lhe como tolerância, e ocorre porque as substâncias adictivas substituem gradualmente a criação de neurotransmisores que desencadeiam sensações de bem-estar. Em consequência, o paciente perde a capacidade de experimentar gozo e tranquilidade de maneira natural, e cria uma dependência ou consumo compulsivo para não sofrer uma série de mal-estares como ansiedade, nervosismo, alucinaciones, sudoración, tremores, escalofríos, dificuldade para dormir, vómito e outros que, em conjunto, formam a síndrome de abstinencia.

Cabe destacar que o abuso de substâncias não sempre cria dependência física, senão psicológica, a qual se baseia no desejo contínuo de consumir um químico para fazer frente a situações que geram mal-estar. Ainda que também é muito difícil de superar, tem a particularidade de que quando se deixa de empregar a droga não se manifestam mudanças no organismo, isto é, não há síndrome de abstinencia, só alterações emocionais e de conduta.

O uso contínuo de substâncias que actuam sobre o sistema nervoso é responsável por dependência física, já que o corpo se adapta a elas e o cérebro experimenta uma mudança em sua estrutura e desempenho, de maneira que só pode funcionar normalmente ante a presença de ditos químicos, sem esquecer que a cada vez requer maiores doses para obter efeitos placenteros.

É importante mencionar que a cada substância actua em forma particular no cérebro e que não todas geram dependência física nem síndrome de abstinencia. Para explicá-lo melhor, podemos recorrer a uma classificação geral de ditos químicos em três grupos:

Sintomas

Os sintomas da síndrome de abstinencia sempre dependerão da substância utilizada e do organismo da cada pessoa, já que não sempre se tem as mesmas reacções, em terminos genereales descrevemos a seguir os sintomas correspondentes aos vícios mais frequentes:

Álcool. A síndrome de abstinencia em bebedores relativamente moderados começa de 12 a 24 horas após ter deixado de beber, e seus sintomas são: tremor, debilidade, escalofríos, dor de cabeça, deshidratación e náuseas (idênticos aos de uma crua ou resaca, mas de maior duração e intensidade). Também é comum o desejo de voltar a ingerir esta substância.

Em grandes bebedores, além do anterior, pode produzir-se um evento mais grave, chamado delírium tremens, que ocorre entre 2 e 10 dias após deixar de ingerir álcool e que pode ser mortal. Em princípio, o paciente mostra-se ansioso, desorientado, com pesadelos, sudoración excessiva, alterações no tacto e depressão profunda; em ocasiões o pulso acelera-se, há febre, convulsões (epilepsia alcohólica) e alucinaciones. Também parece que o solo se move, a cama gira ou as paredes caem.

Se há deficiência de vitaminas chegam a apresentar-se, após o delirium tremens , a síndrome de Korsakoff, no que se perde a memória de acontecimentos recentes, e encefalopatía de Wernicke, que gera movimentos anormales de olhos e extremidades, confusão e mudanças de carácter.

Nicotina. Por regra geral, quanto mais tempo e mais cigarros tenha fumado uma pessoa, muito maior será a probabilidade de que presente sintomas ao abandonar o consumo de fumo; os mais comuns são: desejo irrefrenable de fumar, tensão, irritabilidad, dor de cabeça, dificuldade para concentrar-se, somnolencia ou insónia e aumento do apetito e de importância.

Narcóticos. Morfina, hidromorfona, opio e heroína, além de substâncias farmacológicas como oxicodona e codeína integram este grupo de depresores do sistema nervoso. A reacção do organismo ante a abstinencia costuma ser, em princípio, respiração agitada acompanhada de bostezos, lagrimeo, fluxo nasal e sudoración; depois apresentam-se hiperactividad, sentido de alerta exacerbado, incremento do ritmo cardíaco, piloerección ("pele de gallina") e febre. Outras manifestações são pupilas dilatadas, tremores, escalofríos, dor muscular, inapetencia, dor abdominal e diarrea.

Ansiolíticos e hipnóticos. São fármacos depresores da actividade nervosa, como benzodiacepinas, barbitúricos, glutetimida, cloralhidrato e meprobamato que se prescrevem com receita médica para controlar a ansiedade ou induzir o sonho, mas que ao se tomar em altas doses ou por períodos prolongados geram vício. Ao interromper seu consumo quando há dependência se desencadeia uma reacção grave, aterrorizante e potencialmente mortal, muito parecida ao delirium tremens , cujos sintomas principais são debilidade, mal-estar geral, depressão, tremores, deshidratación, delírio, insónia e alucinaciones.

Anfetaminas. O vício a estes estimulantes do sistema nervoso costuma iniciar quando se administram como medicamentos para baixar de importância, ainda que a metanfetamina e o MDMA ou êxtase têm atingido ampla difusão no mercado ilegal. Quando se interrompe bruscamente seu consumo se geram cansaço e somnolencia extremas, conquanto algumas pessoas se mostram intensamente ansiosas e inquietas. Os consumidores que estavam deprimidos ao começar a usar as anfetaminas podem incrementar seu mal-estar quando as deixam, ao grau de que adoptam tendências suicidas. Também experimentam delírios e alucinaciones.

Cocaína. É outro estimulante do sistema nervoso, só que mais potente; pode inhalarse ou injectar-se, e quando se ferve com bicarbonato sódico se obtém o craque , que pode ser fumado. A tolerância desenvolve-se rapidamente e as reacções de abstinencia incluem cansaço extremo, depressão e ânsia de suicídio; em ocasiões há alucinaciones.

Pó de anjo ou fenciclidina. Foi desenvolvido em meados do século XX como anestésico, mas se suspendeu seu uso porque os pacientes apresentavam ansiedade, delírios e quadros de psicosis temporário (alterações profundas da realidade e da percepción sensorial); no entanto, começou a sintetizar-se em laboratórios clandestinos para seu uso como estimulante. Seu abstinencia gera depressão, ânsia de consumir drogas, fadiga, dificuldades para dormir ou dormir muito, aumento do apetito e de importância, movimentos lentos ou súbitos e sonhos vívidos desagradables. O carácter costuma voltar-se violento e suicida.

Síndrome de abstinencia neonatal

Quando uma mulher grávida é adicta, as substâncias que consome chegam à torrente sanguíneo do feto através da placenta. Ao nascer, a dependência do bebé com respeito à droga continua, mas não sua administração, pelo que padece diversos transtornos em seu sistema nervoso e em seu organismo em general.

Abstinencia em recém nascidos. Além das dificuldades específicas da síndrome, de acordo com a substância empregada pela mãe, um bebé pode apresentar outros problemas:

Diagnóstico

Pelo geral baseia-se em:

Prevenção

Tratamento

A terapia de reabilitação contra os vícios tem entre seus principais objectivos ajudar a superar a síndrome de abstinencia. Novamente, na cada caso deve-se considerar qual é a substância empregada pelo paciente, já que disso dependerão as medidas a seguir:

Álcool Uma das primeiras complicações em ser tratadas é a deficiência nutricional, pelo que é comum a administração de complexos vitamínicos ricos em vitamina C e tiamina (B1); também se combate a deshidratación com soluções intravenosas de magnésio e glucosa. Por outra parte, costuma-se prescrever um fármaco benzodiacepínico durante alguns dias para acalmar a agitación, e em caso que o paciente sofra alucinaciones dar-se-ão antipsicóticos. Todas estas medidas são mais agressivas em caso de delirium tremens, ainda que também se requer o emprego de analgésicos que ajudem a febre e dores de cabeça.

Uma vez que se superou a fase crítica do problema, se requer a exclusão do álcool por completo. Como é praticamente impossível que o paciente o consiga por conta própria, é necessário que conte com ajuda psicológica e apoio de seus familiares, sem esquecer a importância de receber assessoria individual por parte do médico (às vezes prescreverá alguns medicamentos que lhe ajudem a prevenir recaídas, sem esquecer que provavelmente requererá atenção especial devido a problemas hepáticos ou nos riñones). É de muita utilidade que se integre a terapias grupales como as que brinda Alcohólicos Anónimos.

Nicotina. Desenvolveram-se diversas estratégias de terapia, ainda que pára que cumpram com o objectivo de superar definitivamente a síndrome de abstinencia e deixar de fumar é conveniente que se utilizem baixo prescripción médica. Em casos moderados é ideal recorrer a suplementos de nicotina em forma de borracha de mascar ou parches, e em casos mais severos fármacos como clonidina (ajuda a regular a pressão sanguínea), fluoxetina e buspirona (antidepresivos).

Também são importantes o apoio emocional e a terapia psicológica para superar a dependência à nicotina, pelo que é altamente recomendável ir a uma clínica antitabaco, onde se brinda tratamento integral ao paciente, sempre de acordo com suas características.

Narcóticos. A substituição destas substâncias por metadona é o principal procedimento para superar a abstinencia; de facto, este fármaco é também um narcótico, mas gera alterações menores, se toma com menos frequência e pode se diminuir a dose pouco a pouco. Assim mesmo, a naltrexona é útil para a recuperação em caso de dependência à heroína, já que bloqueia os efeitos desta droga inclusive em dose intravenosas importantes. Os grupos de ajuda ou a terapia psicológica são também de grande utilidade.

Ansiolóticos e hipnóticos. Inclusive aplicando o melhor tratamento, uma pessoa pode demorar em um mês ou mais em sentir-se normal. Frequentemente, os médicos tratam a abstinencia voltando a administrar o fármaco causante, só que em dose inferior e a diminuindo progressivamente ao longo de dias ou semanas.

Anfetaminas. Um consumidor crónico chega a precisar de hospitalização durante a abstinencia. Se sofre delírios e alucinaciones pode receber um fármaco antipsicótico, como clorpomacina, que tem efeito calmante e alivia o sofrimento, ainda que pode reduzir a pressão arterial em forma considerável. Assim mesmo, um ambiente tranquilizante e seguro ajuda à pessoa a recuperar-se.

Cocaína. O tratamento exige supervisión de perto porque a pessoa pode voltar-se depresiva e suicida; por isso, muitas vezes se recomenda seu rendimento a um hospital ou centro de reabilitação. O método mais eficaz consiste em combinar assessoramento médico e psicoterapia personalizada ou em grupo, além de que em caso que se apresentem depressão ou transtorno bipolar se devem administrar antidepresivos ou litio, respectivamente.

Pó de anjo ou fenciclidina. As medidas a tomar dependem dos sintomas específicos: administram-se fármacos para baixar a pressão arterial elevada ou para frear as convulsões; quando o paciente se agita, se lhe instala em uma habitação tranquila para que se relaxe, ainda que se lhe deve supervisionar com frequência a pressão sanguínea, respiração e ritmo cardíaco. Não ajuda lhe falar de maneira acalmada, já que isto pode lhe agitar ainda mais. Em caso que a intranquilidad permaneça, dar-se-á um medicamento como diazepam. Superada a crise requer-se tratamento psicológico e provavelmente algum antidepresivo.

Abstinencia em recém nascidos. Os bebés com este problema são irritables e é difícil consolá-los, pelo que os envolver em uma manta durante estes episódios pode ajudar. Ademais, podem requerer calorías adicionais devido a sua maior actividade, de maneira que proporcionam-se-lhes fórmulas lácteas que cubram suas exigências. Em caso de vómito ou diarrea, administram-se líquidos por via intravenosa para evitar deshidratación.

Podem-se recetar medicamentos para tratar sintomas severos, como metadona e benzodiacepinas, especialmente as convulsões. Também é comum que se utilize a mesma substância à que foi exposto o recém nascido, e uma vez que se controlam os sintomas da síndrome de abstinencia, se reduz gradualmente a dose.

Notas

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