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Sacramento da ordem

sacramento da ordem - Wikilingue - Encydia

classificação presbiterial.

A ordem sagrada é um dos sacramentos da Igreja católica. Consiste na consagración de um varão ao ministério do serviço à Igreja, o que lhe exige dedicação plena e livre disposição: toda pessoa consagrada, adquira ou não a plenitude de ordem, leva uma vida sacerdotal.

A doutrina Católica indica que este sacramento se confere àqueles que, tendo recebido um particular chamado de Deus e depois de ter discernido sua vocação à vida sacerdotal, são considerados idóneos para o ministério pastoral correspondente.

Conteúdo

Teología do sacramento

No apartado dedicado à instituição mostrar-se-á como entende a Igreja católica o que, como nos demais sacramentos, se dê uma instituição por parte de Cristo de um novo sacerdocio. No apartado posterior chamado reflexão teológica” oferece-se um percurso histórico a grandes rasgos das principais concepções do sacerdocio católico.

Instituição

Jesucristo, durante sua vida pública, instituiu um grupo de doze pessoas a quem chamou “apóstoles” e que lhe seguiam em sua vida e predicación itinerante por Galilea e Judea (cf. Mc 3 14-15). A estes deu poderes especiais para expulsar demónios e curar doenças (cf. Mt 10 1) mas sua missão principal era “estar com Ele” e pregar o evangelho. Depois, o evangelista Lucas indica que Jesús escolheu também a outros 72 chamados discípulos” e os enviou com idênticos poderes que os dos apóstoles (cf. Lc 10 1-2). Estes apóstoles foram quem acompanharam-lhe durante o Último Jantar. Segundo o relato evangélico, depois de entregar o pão e o vinho e fazer alusão a seu corpo e sangue, Jesucristo disse: “façam isto em memória de mim” (cf. 1 Co 11 24 e textos paralelos). Este texto é interpretado como uma vontade do Senhor de estabelecer sacerdotes que perpetuassem esta lembrança. Mais tarde, no dia da Resurrección, Jesús conferiu também aos apóstoles o poder de perdoar pecados em seu nome (cf. Jn 20 21-23) e confiou-lhes as funções de governar, ensinar e santificar dentro de sua Igreja (cf. Mt 28 19-20). Nestes dois momentos solenes, bem como na vinda do Espírito Santo em Pentecostés que terminou de fortalecer aos apóstoles para a missão que tinham recebido, a Igreja reconhece a ocasião da instituição do sacramento da ordem por parte de Cristo. Como nos demais sacramentos não se trata de uma instituição jurídica senão mais bem de uma intenção que os discípulos têm ido aprofundando ao longo do tempo.

Alguns objetan que não estava na intenção de Cristo ter sacerdotes dado que Ele mesmo era o único e eterno sacerdote (como se afirma, pelo demais na carta aos Hebreus) e que nunca usou o termo para o referir a seus apóstoles. No entanto, a mesma carta aos Hebreus que sublinha o acto sacerdotal de Cristo no sacrifício e na intercesión ante o Pai, a identificação que se faz do sacrifício com o oferecimento que Cristo faz de seu corpo no último jantar e o mandato de repetir em sua memória, fazem ver que se trata de um sacrifício e que, como tal é necessário um sacerdote. Agora bem, não se afirma um sacerdocio diferente do de Cristo senão mais bem uma participação conferida aos sacerdotes desse único e sumo sacerdocio.

Reflexão teológica na história

O crescimento da Igreja fez necessária o telefonema de outros que viessem a ajudar no serviço da mesa, na predicación e na celebração eucarística. Assim no livro dos Factos dos apóstoles se narra a eleição e depois missão de sete ayudantes (considerados por alguns como “diáconos” mas não resulta aclarado ainda o tema[1] ) e Pablo menciona que é necessário nomear presbíteros na cada lugar onde se funda uma comunidade.

A terminología em relação com os graus da ordem foi-se delimitando pouco a pouco. Ao que parece nas cartas de san Pablo não há uma distinção clara entre o “episcopos” e o “presbíteros”.

Funções

Dado que três são as funções principais do sacerdote: predicación, celebração dos sacramentos e governo pastoral, as notas específicas diversificam-se de acordo com quem sublinham uma função acima de outras.

A posição do concilio de Trento

Veja-se também: concilio de Trento

O sacerdocio do Novo Testamento é “poder de consagrar e de oferecer o corpo e o sangue verdadeiro do Senhor e de perdoar e reter os pecados”.[2] As outras funções não foram tratadas directamente como mais bem só se discutiram os problemas relacionados com a teología de protestantes.

Definição do ministério pela função sacrificial

Sustentada por autores como Congar e Bouëssé. Afirmam que o sacrifício de Cristo que foi e é propiciatorio é o determinante do ministério sacerdotal.

Definição do ministério pela função de ensinar ou pregar

C. Dillenshneider propõe este aspecto como o principal e definitorio do sacerdote. E Lécuyer funda-o na plenitude sacerdotal conferida aos bispos e que fica expressar em Pentecostés pelas línguas de fogo. Aí sublinha-se e nota-se em seguida a força da predicación e o dom conferido aos apóstoles.

No entanto, contestou-se esta divisão entre bispos e sacerdotes e era lógico que a tarefa de alguns teólogos posteriores fosse uma tentativa de unificação.

Assim L. Bouyer que toma palavra” em seu sentido neotestamentario mais amplo e indica que a graça própria é a da predicación com a mesma intensidade e actualidade que a que tinha a de Cristo.

Depois Karl Rahner que afirmava que ainda que existe o elemento cultual é mais bem o profético o que tem de se considerar como determinante. Assim oferece uma definição: “O sacerdote é o heraldo da palavra de Deus, mas com isto de específico que ele está ordenado a uma comunidade (real ou pelo menos potencial), e que é investido deste ministério por toda a potência da Igreja, chegando a ser assim o heraldo oficial da Palavra de Deus a tal ponto que esta Palavra lhe é confiada com os mais altos graus de intensidade que ela atinge na ordem sacramental. Para dizer as coisas mais simplesmente, ele é o anunciador do Evangelho no nome da Igreja e em virtude de sua missão, Ele o é no modo supremo no qual se realiza esta Palavra, o da celebração eucarística...”.[3]

D. Olivier indica que o sacerdote é o ministro da Palavra e que, por isso, a definição do concilio de Trento estaria expirada.[4]

Definição do ministério pela função de governo

Walter Kasper procura um entendimento novo do sacerdocio baseado no aspecto da autoridade ou governo a partir de uma análise dos carismas concedidos por Deus (cf. 1 Co 12 28) e tomando em conta que no evangelho estes são os elementos mais sublinhados: o serviço, a administração, a autoridade, etc. É também um catalizador dos demais carismas e serve em especial à unidade, essencial para o cumprimento da missão da Igreja.[5] Assim o ministério sacerdotal é um dom de condução de uma comunidade que está ao serviço da unidade e da reconciliação.[6]

A função de pastor como unificador

Jean Galot, tenta uma conciliação dos diversos aspectos tomando como ponto de partida a função de pastor, que, segundo afirma, respeita melhor a complexidade de funções sacerdotales. Trata-se de uma expressão que engloba as funções: “Cristo pastor guia o rebanho pela palavra e garante a verdade de seu ensino pelo depoimento supremo do dom de si”. É a mesma missão confiada aos apóstoles. Agora bem, acrescenta que a missão de guia não é só pasiva no sentido de condução de uma comunidade –como parece afirmar Kasper–, senão também activa: procura reunir a todo o rebanho, tem sido enviado a fazer discípulos. Sempre segundo Galot, se pode afirmar que existe um carisma de governo mas não é este a fonte da autoridade do sacerdote senão mais bem a instituição de Cristo. A condição de pastor expressaria também o modo em que se tem de viver esta função que é serviço por amor. As funções sacerdotales próprias estão ao serviço da comunidade.

Graus

Os graus ou ministérios inferiores desenvolveram-se por diversas necessidades litúrgicas. Na “Tradição apostólica” de Hipólito mencionam-se aos “leitores” e aos “subdiáconos”. Igualmente em uma carta do Papa Cornelio a Fabián no ano 252 mencionam-se os sete graus: presbíteros, diáconos, subdiáconos, acólitos, exorcistas, leitores e ostiarios (cf. Eusebio, História Ecclesiastica). A Igreja latina assumiu estes sete graus como ordens. Em mudança a tradição grega só fez ordens inferiores ao diaconado os de subdiácono e leitor.

Durante a escolástica normalmente considerava-se que a cada um das ordens era um sacramento com seu carácter próprio. E na primeira escolástica o episcopado era considerado não como uma ordem senão como um poder maior de jurisdição.

Buenaventura afirma que o episcopado não acrescenta nada novo ao presbiterado senão que é um aumento do poder conferido ao sacerdote. Ainda assim acrescenta que tem uma verdadeira “eminencia” ou elevação que conserva inclusive quando não tem diócesis.[7]

Tomás de Aquino comentando o mesmo texto de Pedro Lombardo[8] afirma que ordem se tem de chamar principalmente ao sacramento e, em segundo lugar também às funções ou oficios relacionados com algumas acções sagradas. Assim, o episcopado pode ser considerado uma ordem. Dado que o bispo pode conferir as ordens sagradas possui um grau maior que o sacerdote em relação com o Corpo de Cristo.[9]

A maioria dos teólogos posteriores têm defendido que o episcopado não seria uma ordem diferente do presbiterado. Assim por exemplo: Juan Capreolo, Francisco Silvestre de Ferrara, Domingo de Soto, Gonet, Billuart, Billot, Hugon e Batiffol. Em mudança, no Decreto de Graciano mencionam-se nove graus considerando ao episcopado como um deles. Duns Scoto, por sua vez, considera-o como diverso e, ademais, de grau eminente.

No Concilio de Trento, no canon seis a respeito do sacramento da ordem afirma-se que “na Igreja católica existe uma hierarquia instituída por classificação divina, que consta de bispos, presbíteros e ministros”. Ainda assim teve discussão sobre a origem da jurisdição. Os bispos espanhóis pretendiam fazer valer a postura pela qual tal origem seria divina ainda que o Papa é quem define exactamente o lugar onde aplicar-se-ia. No entanto, a maioria dos pais conciliares pensava que o poder de jurisdição lhes vinha também aos bispos do Papa. Por isso, se optou pela fórmula genérica: “divina ordinatione” que implica um desejo ou uma intenção não instituída necessariamente. Outro problema surgido a raiz do texto aprovado era o modo de interpretar o termo “ministros”, já que podia aplicar-se aos diáconos mas também ao resto das ordens. A superioridad dos bispos sobre os presbíteros ficou refletida no canon 7: “Se quis dixerit, episcopos non esse presbyteros superiores, vel non habere potestatem confirmandi et ordinandi, vel eam quam habent, illis esse cum presbyteris communem, anathema sit”. Afirma-se que eles têm o poder como ministros ordinários de ordenar outros presbíteros e de dar a confirmação.

Pío XII na constituição apostólica “Sacramentum Ordinis” (do ano 1947 enfrenta o problema de discernir o rito principal e necessário da classificação e afirma-se que é a imposição de mãos (e não a entrega de instrumentos, como alguns tomistas pensavam) fixando as preces que se vão usar para isso: o documento já não toma em conta as chamadas ordens menores nem o subdiaconado, pelo que têm ficado definitivamente fora. Outra afirmação importante é a unidade do sacramento, apesar da diversidade de graus.

O concilio Vaticano II explicitó e completou o afirmado no Concilio de Trento. Determinou os três graus chamando diáconos e não “ministros” ao terceiro deles (cf. Constituição Dogmática Lumen Gentium 28 -desde agora citar-se-á como “LG”). Aclara-se também a terminología em relação com a origem da jurisdição dos bispos: abandona o termo “classificação divina” e assume o mais forte de instituição divina” (cf. LG 18). No entanto, é menos explícito no caso dos sacerdotes, afirmando que se trata de um ministério legitimamente transmitido pelos bispos a algumas pessoas na Igreja (cf. LG 28). Isto é, o problema anterior relacionado com a instituição do episcopado translada-se ao presbiterado.

Quanto à sacramentalidad do episcopado usa a expressão “plenitude do sacramento da ordem” (cf. LG 21), que aplica à consagración em si mesma (sem considerar se se produz após a classificação sacerdotal ou directamente desde o estado laical). Junto com o oficio de santificar confere o de ensinar e reger, além da capacidade de ordenar outros bispos (cf. LG 21): assim se trata de um sacramento tanto no rito (imposição de mãos) como nos efeitos.

Também se afirma a colegialidad dos bispos que é análoga à dos apóstoles (LG 22). Este colégio é “sujeito da suprema e plena potestade sobre a Igreja universal, conquanto não pode exercer dita potestade sem o consentimento do Romano Pontífice”. Agora bem, se faz uma distinção entre o poder ou jurisdição recebida e o exercício de tal poder de maneira que só podem o exercer quem estão em comunión com o Romano Pontífice e os demais membros do colégio. No caso das concessões que alguns Papas têm dado a sacerdotes ou abades para ordenar a outros sacerdotes, se deve considerar que os sacerdotes têm o poder de consagrar outros sacerdotes mas têm exercer só em virtude de uma concessão. É semelhante ao caso da administração da confirmação.

No concilio Vaticano II restaurou-se a figura do diácono permanente. Restabeleceu-se como “grau próprio e permanente da hierarquia” (cf. LG 29). Fala-se de graça sacramental mas evita-se tratar o tema com amplitude e detalhe dada a discussão ainda presente entre os teólogos. No entanto, dado que o diácono permanente não está ordenado ao sacerdocio se gera o problema de dilucidar a natureza do diaconado. No concilio Vaticano II suprimiu-se o subdiaconado, ficando suas funções nos únicos dois ministérios que têm sido assumidos: o lectorado e o acolitado. Não são ordens senão ministérios e, por tanto, estes não são ordenados” senão “instituídos”.

Elementos teológicos

Matéria e forma

Tomando em conta toda a tradição da Igreja resulta claro que as classificações se realizaram com uma imposição de mãos e uma oração consagratoria. É interessante fazer notar, por exemplo, que a tradução da Vulgata de Hch 14 23 diz: “constituissent” ou “ordinassent” (designaram, constituíram) quando o texto grego fala de “impor as mãos”. Este rito difundiu-se invariavelmente em toda a Igreja como consta em multidão de textos recolhidos e comentados por Vão Rossum.[10] Só a partir do século X se incorporou a cerimónia da “Traditio instrumentorum” que consiste na entrega de objectos relacionados com o ministério conferido (o evangelho aos diáconos, o cálice e o vinho aos sacerdotes) que depois se voltou de uso universal. Começou-se a propagar a ideia de que a matéria do sacramento da ordem era esta entrega. Agora bem, este acrescentado causou que não poucos teólogos considerassem como parte essencial do sacramento esta entrega de objectos (entre eles inclusive Tomás de Aquino[11] ) e assim baixo estipulado na Instructio de Sacramentis do Decretum pró armeniis (do 22 de novembro de 1439 ), onde se afirma o seguinte:

“Sextum sacramentum est ordinis cuius matéria est illud, per cuius traditionem confertur Ordo, sicut presbyteratus traditur per calicis cum veio et patenae um pane porrectionem... Forma sacerdotii talis est: Accipe potestatem offerendi sacrificium in Ecclesia pró vivis et mortuis, in nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti”.

Na constituição apostólica Sacramentum ordinis de Pío XII oferece-se uma indicação clara e definitiva do magisterio a respeito da matéria e forma do sacramento da ordem. Há que ter presente que no decreto mencionado anteriormente Eugenio IV não fazia um pronunciamiento definitivo senão que explicava aos armenios a doutrina comum que pelo demais eles tinham adoptado desde o século XII. Nesta constituição afirma-se que a matéria única para a ordem –em seus três graus– é a imposição de mãos e a forma única são as palavras que determinam ou significam os efeitos sacramentales de tal imposição de mãos. Ademais acrescenta que ainda que a praxis anterior tenha sido diferente, doravante não se considera imprescindible, para a validade do sacramento, a traditio instrumentorum.

Assim ficou refletido no Catecismo de Juan Pablo II onde no número 1573 se afirma que o rito essencial do sacramento da ordem está constituída pela imposição de mãos do bispo sobre a cabeça de quem se vai ordenar e por uma oração consacratoria específica para a cada grau na que se roga que o Espírito Santo conceda seus dons apropriados à cada ministério.

Ministro

Segundo o Código de Direito Canónico de 1983 é o bispo consagrado o ministro do sacramento da ordem.

Na classificação de um bispo, pede-se que tenha ao menos outros dois bispos consagrantes. Agora bem, não é lícita a classificação de um bispo sem a permissão expresso do Papa (chamado mandato pontificio”). Na classificação de presbíteros para o clero diocesano, tem de ser o próprio bispo (isto é, aquele que governa na zona onde vive o ordenando) quem confira a classificação. Pode fazê-lo fora de seu diócesis se tem permissão do bispo correspondente.

Sujeito

Para a validade da classificação dentro da Igreja católica, requer-se que o ordenando seja de sexo masculino. Quanto à licitud requerem-se as seguintes condições:

Sozinho varões

Ainda que a controvérsia sobre a possibilidade da classificação de mulheres é relativamente recente a presença de um canon no concilio de Laodicea do século IV determinando que, de acordo com a vontade de Cristo mesmo, só varões podiam ser ordenados sacerdotes, faz notar que este ponto ao menos se discutiu quiçá devido à herejía montanista.

Agora bem, o magisterio pontificio tem indicado com clareza. A principal dificuldade apresentou-se, como reconhece o documento Inter Insigniores da Congregación para a Doutrina da Fé (1976) pelo facto de que algumas denominações protestantes têm admitido em qualidade de pastores” a mulheres causando que tanto teólogos como membros da hierarquia da Igreja solicitem a revisão por parte do Papa deste impedimento. No entanto, o mesmo documento reconhece que: “a Igreja, por fidelidade ao exemplo de seu Senhor, não se considera autorizada a admitir às mulheres à classificação sacerdotal” (número 5). Afirma ademais que a tradição da Igreja tem sido tão firme ao longo do tempo (e na contramão de algumas herejías que se tinham insinuado neste sentido) que não tinha sido necessário intervir definindo o princípio dado que se tratava de uma lei não controvertida.

Por outro lado, Cristo escolheu só a homens tanto para ser seus apóstoles como para os 72 discípulos que enviou a pregar e isto não por condicionamiento cultural, pois já contava com mulheres que lhe seguiam e lhe ajudavam, coisa inaudita entre os rabinos do tempo senão que também encomendou a mulheres missões de grande importância, como o anúncio da Resurrección (cf. Mt 28 7).

O principal argumento usado pelos documentos magisteriales é que o sacerdote actua in pessoa Christi e por tanto, as controvérsias suscitadas são um convite “a descobrir de novo o lugar original do sacerdote dentro da comunidade dos baptizados, da que ele é certamente parte, mas da que se distingue, já que nas acções que exigem o carácter da classificação ele é para a comunidade –com toda a eficácia que o sacramento comporta– a imagem, o símbolo do mesmo Cristo, que chama, perdoa e realiza o sacrifício da Aliança” (número 33).

O Papa Juan Pablo II quis intervir também com sua carta apostólica Ordinatio Sacerdotalis onde afirma solenemente que “com o fim de afastar toda a dúvida sobre uma questão de grande importância, que atañe à mesma constituição divina da Igreja, em virtude de meu ministério de confirmar na fé aos irmãos (cf. Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem em modo algum a faculdade de conferir a classificação sacerdotal às mulheres, e que este ditame deve ser considerado como definitivo por todos os fiéis da Igreja”.

Celibato

Seja por seu valor como ideal para a vida sacerdotal, seja assim que imposição devida a uma lei eclesiástica o celibato dos sacerdotes dentro da Igreja católica tem sido muito contestado. O princípio da secularización que, alguns afirmam, é a base da mesma Encarnación: não permite aos sacerdotes experimentar aquilo que poderão depois aconselhar ou ajudar, se voltam frios e pouco empáticos em relação com a vida das pessoas, desprezam o casal e o sexo, etc. Outros criticam a lei do celibato afirmando que se trata de uma assimilação com aspectos próprios da vida religiosa. Finalmente há quem sustentam a necessidade de abandonar dita lei devido à escassez de vocações, às infidelidades de alguns, ao abandono do estado sacerdotal e a motivos ecuménicos, etc.

No entanto, os documentos da Igreja têm defendido sempre esta prática a partir da meditación da eleição de Cristo mesmo. Diz-se que não foi necessário que Jesús vivesse em castidade, senão conveniente e Deus o assumiu. Estava totalmente consagrado ao Pai e era tal consagración a que lhe impedia tomar mulher. O sacerdocio implica uma orientação análoga de consagración. Ademais isto lhe ajudou a Cristo em sua missão universal: “todo o que faz a vontade de Deus esse é meu irmão e minha irmã e minha mãe” (Mc 3 35). Seu celibato não foi uma reacção “contra” o casal.

Jean Galot comenta assim os textos evangélicos que tratam do celibato:

O celibato sacerdotal impôs-se progressivamente na praxis da Igreja. É innegable a influência maniquea ou gnóstica de alguns textos. No entanto, as motivações que encontramos nos pais da Igreja e nos papas são variadas e apontam mais a aspectos evangélicos. Fala-se de “casar-se com Deus” (Tertuliano), “a obrigação do culto” que tem de ser intempestivo às vezes (Epifanio), a paternidad espiritual (Eusebio de Cesarea), etc.

No concilio de Elvira do ano 300 começou-se a formular a proibição do uso do casal para os clérigos. No século XII exigiu-se inclusive a separação aos sacerdotes casados. De facto, segundo Cochini: «Nenhum concilio anterior a Nicea, nem em oriente nem em ocidente, autorizou jamais aos bispos e aos sacerdotes contrair casal e usar do mesmo se o tinham contraído dantes de sua classificação... No concilio in Trullo do 691, que fixará de maneira definitiva a legislação das igrejas orientais separadas de Roma pela força de Bizancio, a lei de continencia perfeita é estritamente mantida para o bispo, enquanto os outros membros do clero (subdiáconos, diáconos e sacerdotes) autorizados a viver com sua mulher, continuam obrigados à continencia temporária”.[12]

A lei de celibato ainda que guiava o comportamento do sacerdote, não chegou a produzir todos seus efeitos até que se conseguiu unir e promover a adequada formação do clero, graças ao concilio de Trento.

Pablo VI na encíclica “Sacerdotalis coelibatus” enfrentou as principais objeciones e oferecendo as motivações cristológicas, históricas confirmou plenamente a disciplina da Igreja.

Assim no sínodo de 1971 sobre os sacerdotes se confirmou a lei de celibato e assim ficou refletido tanto no Código de direito canónico de 1983 (canon 1037) como no Catecismo de Juan Pablo II (números 1579-1580).

Efeitos

Os efeitos são de carácter indeleble: implica uma configuração com Cristo que permite o ordenado actuar como representante dele em sua qualidade de cabeça da Igreja nas três funções de sacerdote, profeta e rei. Como nos demais sacramentos que implicam um carácter, se trata de um sinal indeleble. Por tanto, quem abandonam o ministério ou são suspensos não perdem o carácter.

Menciona-se também uma graça especial do Espírito Santo nos diversos graus. Para o bispo trata-se de um dom especial de fortaleza. O sacerdote recebe a graça necessária para actuar como tal no lugar de sua jurisdição. E o diácono para o serviço do Povo na predicación e a caridade.

O rito de classificação

classificação presbiterial.

A cerimónia na que se impõe a Ordem sacerdotal tem de ser presidida por um bispo. Nela, o bispo confere a um laico, diácono ou presbítero qualquer das três ordens, entrando o ordenado a fazer parte da hierarquia da Igreja católica. Que o celebrante seja um bispo, assegura a sucessão apostólica, ininterrumpida desde os primeiros dias da Igreja tanto na Católica como nas Ortodoxas.

Na Liturgia católica, a Ordem confere-se por médio da imposição de mãos, que é o signo do sacramento. Dita imposição é acompanhada da oração do Bispo ordenante, telefonema também oração consecratoria. Nela se pede ao Espírito Santo que confira aos candidatos o sacramento da Ordem sacerdotal no grau correspondente (diaconado, presbiterado ou episcopado). A estes ritos essenciais têm-se-lhe acrescentado outros ritos, entre os que se podem destacar a entrega de instrumentos (traditio instrumentorum) ou a postración.

Mediante este sacramento convida-se ao sacerdote a proclamar o evangelho, a celebrar os divinos mistérios e a guiar ao povo de Deus. O sacramento da Ordem recebe-se em plenitude quando se confere o episcopado a um sacerdote, isto é, quando um sacerdote é ordenado bispo.

Na classificação de um bispo deve de ter ao menos três bispos. Só pode ser sacerdote o homem baptizado que, a julgamento do próprio bispo ou superior (se é religioso), reúna as qualidades requeridas e não tenha nenhum impedimento. O rito tem como elementos a imposição silenciosa das mãos e a oração ritual (varia segundo os três graus).

Notas

  1. Vejam-se por exemplo, os seguintes artigos: S. Bihel, “De septem diaconis” em Antonianum 3 (1928), pp.129-150 a favor da identificação destes ministros com os “diáconos” como se lhes considera actualmente. Mas na contramão J. LECUYER, voz “diaconat” no Dictionaire de Spiritualité III pp. 799-803 que afirma que se tratou de uma classificação sacerdotal.
  2. Sessão 23, can. 1
  3. Lhe premier point de départ théologique d'une recherche pour déterminer l'essence du Sacerdoce ministériel, Revista Concilium 43 (1969) pág. 81
  4. cf. Lhes deux visages du prêtre. Lhes chances d'uma crise, Paris 1971
  5. “Accents nouveaux dans a compréhension dogmatique du service sacerdotal”, Concilium 43 (1969)
  6. “Die Funktion dês Priesters in der Kirche”, Geist und Leben 42 (1969)
  7. Comentário ao quarto livro das Sentenças de Pedro Lombardo, II 2 3.
  8. In IV Sent. 24 3 2 2 2.
  9. De perfecione spiritualis vitae 28.
  10. G.M. VÃO ROSSUM, De essentia sacramenti ordinis, Roma 1931, pp. 74-111
  11. In IV Sent. d.24 1 2 2
  12. C. COCHINI, Origines-lhes apostoliques du célibat ecclésiastique, Editorial Ad Solem, Paris 2006, pp221-227).

Enlaces externos

Veja-se também

Bibliografía

Modelo:ORDENAR:Ordem

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