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Santiago Chalar

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Santiago Chalar
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Informação pessoal
Nome realCarlos Alfredo Paravís Salaverry
Nascimento25 de setembro de 1938.
OrigemBandera de Uruguay Uruguai, Montevideo
Morte21 de novembro de 1994
56 anos
Cónyuge(s)Adela Martínez Graña
Filho(s)Adela, Carlos, Santiago e Isabel
Ocupação(é)traumatólogo, compositor, músico, cantor, poeta
Informação artística
Género(s)Folklore
Instrumento(s)Guitarra
Discográfica(s)Sondor

Carlos Alfredo Paravís Salaverry mas conhecido como Santiago Chalar (25 de setembro de 1938 , Montevideo - 21 de novembro de 1994 ) foi um médico traumatólogo, poeta, compositor, músico, e cantor uruguaio. Alternou os estudos de medicina com a guitarra. O seudónimo Santiago elege-o em homenagem a um amigo falecido em um acidente de aviação e Chalar pelo apellido de seus antepassados. Em sua carreira artística consegue obter numerosos prêmios, discos de platino e discos de ouro.

Conteúdo

Vida

Santiago Chalar casou-se com Adela Martínez Graña, de seu casal tiveram 4 filhos: Adela, Carlos, Santiago e Isabel. Foi um cristão muito comprometido e participou activamente nos labores pastorais de seu parroquia em Minas. Junto com sua esposa dedicou tempo a dar charlas prematrimoniales e chegou a encarregar do ministério de atenção aos doentes e por seus contribuas confiou-se-lhe o Ministério extraordinário da Eucaristía.

Ao igual que Chalar, seus filhos varões são folcloristas mas chegaram a graduarse um como médico e outro advogado. Seu afecto pelos doentes levou-lhe frequentemente a tomar seu guitarra para dar-lhes recitais, sobretudo aos mais deprimidos que convalecían no hospital. Através de um Festival de música de Minas, impulsionado por ele e seus vizinhos consegue um grande sucesso, pelo qual se pôde remodelar o hospital dessa cidade.

Sua vida cristã levou-lhe a trabalhar quase grátis em vários anos para o Hospital de Minas e quando o Ministério de Saúde Pública do Uruguai lhe outorgou um salário, auxilió com esse dinheiro a um desocupado e sua família com filhos pequenos sem que ninguém se inteirasse do facto enquanto ele, sobrevivia com seus rendimentos de cantor.

Carreira artística

Santiago Chalar para 1973.

Chalar era cantor de música folklórica do Uruguai com especialidad em Milonga , Serranera, média Serranera, Valsesito criollo.

Não gostava da política, e dedicava suas letras ao homem de campo e às coisas quotidianas, sendo particularmente sensível aos problemas de seu povo. Referido à política disse:

Não é o meu, eu faço arte, e canto o sentir do homem de minha terra, se todo mundo pode se expressar que o faça.

Aos 9 anos começou seus estudos de guitarra com o professor Gregorio Rodríguez no conservatorio Fernando Sor de Montevideo.

Aos 15 começa seu contacto com a vida do campo e sua inclinação para a música folklorica. Nesta nova etapa, na que também é instruído por seu professor de conservatorio Gregorio Rodríguez, interpreta música própria ou composta por outros autores, incursionando nas correntes musicais da fronteira uruguaio-brasileira. Posteriormente destaca-se a influência que obtém de Atahualpa Yupanqui, do qual toma parte de sua repertorio. Brinda seu primeiro concerto à idade de 17 anos, interpretando com o piano e a guitarra temas folclóricos da América.

Santiago Chalar em Baía, Brasil em 1984, junto a Hugo Marmolejo (teclista) e Omar Sanz (baixo).

Em 1958 conheceu a Osiris Rodríguez Castelos, facto que marcou sua definitiva assimilação dos ritmos autóctonos uruguaios. Em 1961 gravou seu primeiro disco de dupla duração obtendo o prêmio como melhor interpretação do ano pela canção "Gurí pescador" dado pela Câmara do disco e CX14. Em 1964 e 1965 grava seus dois primeiros Long Plays, e posteriormente detém sua produção discográfica para dedicar a seus estudos em medicina. Neste período participa ocasionalmente em festivais no Uruguai e Argentina, destacando-se o auspicio que recebeu de parte do SODRE, para realizar um ciclo de concertos pelo interior do país e a selecção para representar a Uruguai no "Festival Mundial de Folclore", realizado no marco dos Jogos Olímpicos de México 1968.

Em 1974 chega a Minas para ser director do hospital dessa cidade, neste mesmo ano Jorge Cafrune leva-lhe Festival de Cosquín.

Desde o ano 1978 baseou suas interpretações em textos de Santos Inzaurralde e Wenceslao Varela, bem como de Lucio Muniz e Rubén Lena. Participou em todos os festivais de música do Uruguai e em muitos festivais internacionais no Brasil, Argentina, Paraguai, Equador, México, Estados Unidos e Espanha, isto sem interromper sua carreira medica.

Em 1980 Omar Sanz convence a Chalar de agregar um teclado e une-se ao grupo Hugo Marmolejo, juntos realizam giras por América. Este último participou em toda sua produção discográfica a partir dessa data.

Chalar teve grandes sucessos discográficos; com «Minas e Abril», chega aos primeiros postos obtendo um primeiro disco de platino que é outorgado a um cantor de folclore. Os músicos participantes nesta produção foram Silvio Ortega em guitarrón , Roberto Beris e Alberto Mérola em tamboriles . Depois gravou um disco carregado de tangos chamado "Aros de fumaça" onde participaram os irmãos Adán e Carlos Gutiérrez, Washington Fleitas, Beris e Mérola.

Em 1983 produz-se o disco "Desde o mangrullo" onde pela primeira vez se agrega ao grupo sintetizadores, piano e baixo eléctricos. Desde um princípio foi criticado por seus colegas e pese a todo seguiu com essa formação até sua fallecimiento. Com estes novos elementos participam pela primeira vez Omar Sanz em baixo e Hugo Marmolejo nas teclas. Desde este momento a equipa de músicos acompanham-lhe em todas suas actuações, giras e gravações até o momento de seu fallecimiento.

Em seus 30 anos de carreira artística produziu cerca de 20 discos solista e várias obras colectivas. De forma póstuma editou-se uma recopilación telefonema "Por sempre Santiago". Assim mesmo produziu-se um disco com comentários de Santiago desde uma rádio de Minas que se chamou «Canções comentadas».

Sua morte

Chalar lutou contra um cancro que finalmente acabou com sua vida o 21 de novembro de 1994 . Em setembro de 1999 retornam seus restos à cidade que o viu crescer em sucessos, seu amigo Santos Inzaurralde dedicou algumas palavras de boas-vindas:

Bem-vindo Santiago: ontem ao meio dia os cerros comarcanos levantaram seus braços, azufrados de marcelas, para estreitar-te neles. Retornas como te foste aquela tarde de 1994.

As ruas de Minas vêem-te passar, custodiado pela caballería da nobre paisanada da qual foste e és parte. A multidão acompanha-te passo a passo; os troveros de todos os pagamentos requintan seus guitarras, e entre Milongas e Serraneras acendem seus fogones para te receber. Vais à Morada dos Altos Cipreses de Campanero.

Dentro dela, Minas guarda, vivos e imortais, a Juan José Morosoli e Santiago Dossetti.

Posarão sua mirada no Lembrete que a Intendencia Municipal, em nome de teu povo, te oferece para o compartilhar com Adela. A guitarra trunca, concebida por teu amigo, o Arquitecto Carlos Fabini, desafiará aos séculos que cruzem pela pele de seu granito negro.

Nas tardes perceberás a presença de Atadito, de Javier Ulisses Benedetto, do Beto Vérez, do Polaco Rivero, de Aladino Gómez, e ao longe, desde o Mangrullo, Olimpia inclinará suas Bandeiras, e as Asas Vermelhas voarão a teu encontro.

Confundido na funda emoção da multidão, estar-te-ei a olhar uma vez mais. A alma escrever-te-á um Poema, e a Primavera atingir-to-á resolvido em flor!...
Santos Inzaurralde Rodrigo

Omar Sanz, foi o autor do último tema que gravou Chalar e fala justamente de onde seria sua última morada. Esta canção é reconhecida por ser seu último contribua ao canto folclórico do Uruguai, seu nome é Canto a Minas" com letra de Gerardo Martínez.

Discografía

Solista

  • Canto e guitarra (EP. Orfeo 333-9008)
  • Como eu o sento (Orfeo ULP 2768. 1964)
  • Eu não canto pela fama (1965)
  • Uma pena e uma cariño (1974)
  • Bordoneando (1974)
  • Costumes (Sondor 44032. 1975)
  • Rumbeador (Sondor 44058. 1977)
  • Minas e abril (com Santos Inzaurralde. Sondor. 1978)
  • Ao homem bom (Sondor 44088. 1979)
  • Aros de fumaça (1980)
  • Do viver (Sondor 44113. 1980)
  • Desde o mangrullo (com Santos Inzaurralde. Sondor 44198. 1982)
  • Por milonga, cifra e estilo (Sondor 84361. 1984)
  • Antología dos 25 anos de cantor
  • É minha terra (com Santos Inzaurralde. 1988)
  • O fogón de Wenceslao Varela (sobre textos do poeta Wenceslao Varela. Sondor 4662-2. 1990)
  • Somos irmãos (com Wilson Paim. Sondor 4.817-4. 1993)
  • O melhor de Santiago Chalar (Sondor 4842-2. 1993)
  • Por sempre Santiago Chalar (Sondor 4946-2. 1996)
  • O melhor de Santiago Chalar II (Sondor. 2006)

Colectivos

Veja-se também

Enlaces externos

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