Em física nuclear, a secção eficaz (cross section em inglês) define-se como a probabilidade de interacção entre duas partículas. É uma magnitude de superfície normalmente representada com a letra sigma e costuma-se medir em barns :
Estatisticamente os núcleos dos átomos de uma placa podem-se considerar como círculos diminutos de rádio r distribuídos ao longo de um plano de superfície A .No diagrama seguinte representam-se um grupo de partículas a que incidem a velocidade V sobre um grupo de partículas X que actuam como branco das primeiras. Assim a probabilidade de impactar contra uma dessas partículas distribuídas na lamina será de (nπr 2)/A .Onde n representa o número de partículas X distribuídas na superfície A ..
O diâmetro nuclear típico é de 10−12 cm pelo que as secções eficazes entre núcleos são da ordem de 10−24 cm2 valor ao que se lhe deu uma unidade própria, o barn. Dependendo de que reacções se trate as secções eficazes podem variar enormemente indo desde os 1.000 barns até os 0.001 barn.
As partículas X ao receber o impacto das a dão, como resultado, um núcleo excitado que se desintegra depois da fusão dando lugar a uma série de possibilidades diferentes ou canais de saída, a cada um com sua probabilidade de ocorrência.


A secção eficaz das reacções entre ditas partículas calcula-se como segue:
Onde
representa a largura do nível de energia da partícula a e
a largura total.
é a longitude de onda de De Broglie e f(E) é o factor de forma . Seu valor dependerá de se há ressonância nuclear ou não. Se não a há seu valor será constante.
Por conseguinte:
Em caso que a energia de fusão entre as partículas a e X coincida com a de algum dos níveis de energia se dá um fenómeno chamado ressonância nuclear então o factor de forma se torna dependente da energia e vale:
Onde Erês é a energia de ressonância. Como se pode ver facilmente a pouco que E se afaste de E rês o termo deixará de contribuir pelo que lho pode considerar como um bico de Dirac.
A secção eficaz é um parámetro altamente dependente da energia por isso resulta complicado especular seus valores a baixas energias, para além de onde obtemos dados experimentales. A altas energias não nos é difícil obter dados já que a probabilidade de ocorrência das reacções é alta mas a baixas energias a probabilidade é tão baixa que com as mostras de partículas com as que se trabalha nunca ocorre nada.
Segundo a fórmula que se deu da secção eficaz a dependência da energia seria como segue:
Este é o percurso livre médio.
Isto é o factor de penetración da barreira culombiana (Mais informação em: Bico de Gamow).
Depende pouco.
Só depende em uma estreita margem nas cercanias da ressonância nuclear, normalmente é constante.
Para resolver este problema criou-se, a partir da secção eficaz, o factor astrofísico (S(E)) muito menos dependente de E o que o faz mais facilmente extrapolable. Usa-se, sobretudo, em astrofísica porque muda pouco ao longo da vida de uma estrela.
Como se vê, o que se fez é lhe tirar a dependência com respeito ao factor de penetración.
Ao produto
denomina-se-lhe secção eficaz macroscópica, sendo N a densidade de partículas branco que podem interaccionar. As unidades resultantes para a secção eficaz macroscópica são de longitude inversa.
Veja-se também: