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Na Sexta-feira Negra em Venezuela , refere-se em síntese ao dia sexta-feira, 18 de fevereiro de 1983, quando o bolívar sofreu uma desvalorização em frente ao dólar estadounidense, derivado de políticas económicas assumidas pelo então presidente Luis Herrera Campins, cujo governo no momento recorreu ao controle de mudança, impondo uma restrição à saída de divisas.
Consequentemente, para Venezuela, na Sexta-feira Negra representa uma meta que mudou sua história económica. Até esse dia o dólar cotou-se livremente no país ao valor de 4,30 bolívares. Desde entoes a desvalorização constante do bolívar, complicações com o pagamento da dívida externa, acelerado deterioro do poder adquisitivo e a implantação de um controle de mudança chamado Regime de Mudança Diferencial" (RECADI) –que teve graves casos de corrupção– pelo governo da época fizeram desaparecer a estabilidade cambial da moeda venezuelana.
À Sexta-feira Negra de Venezuela lhe anteceden factos tais como a queda dos preços do petróleo que levou às exportações petroleras de 19,3 millardos de dólares em 1981 a quase 13,5 millardos em 1983 (uma queda do 30 por cento) e o início da crise da dívida na América Latina, produziram uma fuga de capitais de quase 8 mil milhões de dólares e portanto o correspondente descenso das reservas internacionais, factores que faziam iminente uma desvalorização.