| Silvio Rodríguez Domínguez | |
|---|---|
Silvio Rodríguez na praça de Maio, em Buenos Aires (25 de maio de 2006). | |
| Informação pessoal | |
| Nascimento | 29 de novembro de 1946 (63 anos) |
| Origem | San Antonio dos Banhos, |
| Filho(s) | Silvito O Livre |
| Ocupação(é) | Cantor Guitarrista Produtor Compositor Desenhista Fotógrafo Deputado |
| Informação artística | |
| Alias | O Aprendiz, O Escaramujo |
| Género(s) | Canção de autor Folk Trova Canção protesta |
| Instrumento(s) | voz Guitarra Piano Harmônica Percussão Baixo |
| Período de actividade | 1964 - |
| Discográfica(s) | EGREM, Oxalá |
Silvio Rodríguez Domínguez (29 de novembro de 1946 em San Antonio dos Banhos, Cuba) é um cantautor, guitarrista e compositor cubano. Expoente característico da música de seu país surgida com a Revolução cubana, conhecida como a Nova Trova. Silvio é um dos cantautores a mais trascendencia internacional.
Junto a Pablo Milanés, Noel Nicola e Vicente Feliú contribuiu à formação da Nova Trova Cubana.
Conteúdo |
Silvio Rodríguez Domínguez nasceu o 29 de novembro de 1946 em San Antonio dos Banhos, população localizada ao sul de Havana . Criou-se em uma família camponesa pobre; seu pai, Víctor Dagoberto Rodríguez Ortega, foi camponês e poeta aficionado, sua mãe, Argélia Domínguez León, dedicava-se aos labores domésticos. Afirmações aparentes parecem indicar que sua vocação musical se deve à inclinação que sua progenitora teve pelo canto, ao qual era muito aficionada.
Quando Silvio tinha cinco anos de idade, sua família se transladou a Havana , e, aos sete anos, recebeu classes de piano com Margarita Pérez Picou. Pouco depois seus pais divorciaram-se e sua mãe regressou com ele e sua irmã a seu povo natal. Já adulto muito jovem, participa em campanhas de alfabetización na Província de Cienfuegos ; ao ano seguinte, começa a trabalhar como desenhista de historietas e caricaturas no semanário "Mella". Ali conhece a Lázaro Fundora, quem lhe exhorta a iniciar a aprendizagem da guitarra.
Em 1962 durante alguns meses dá início ao estudo de piano complementar, e simultaneamente efectua estudos de pintura na escola "San Alejandro".
Em março de 1964 dá início a seu Serviço Militar Obrigatório, ao mesmo tempo que estuda e toca a guitarra e começa a compor alguns temas. Dessa época são conhecidos alguns como "O vento és tu", "A canção da trova" e "Te fica". Em 1967 vontade primeira menção no concurso literário das Forças Armadas Revolucionárias com seu livro de poemas "Furado Caderno Não. 1"; no mesmo ano termina o serviço militar.
Mario Romeu, anima-lhe a apresentar no programa de televisão "Música e estrelas", e faz-lhe os arranjos de Sonho do pendurado e a árvore" e "Fica-te". Nessa época começa a dar seus primeiros recitais em solitário com temas de César Portillo da Luz autor do bolero "Contigo na distância". Posteriormente entrou na Casa das Américas, dirigida por Haydée Santamaria, onde coincidiu com outros autores como Pablo Milanés e Noel Nicola.
Na decada do 60 faz parte do Grupo de Experimentacion Sonora do ICAIC, participando na creacion da música de vários documentales como Depoimento, O homem de Maisinicú, Ao sul do Maniadero e A Nova Escola. A esta época correspondem temas como A era está pariendo um coração e Canção do eleito. Nesses anos marcha a Angola a lutar junto às FAR. Ali faz-se grande amigo de Pablo Milanés.
Em 1969, se enrola no barco pesqueiro Praia Girón, e navega durante quase 5 meses pelo Atlántico e a costa africana (fazendo escala em Grande Canaria, Lanzarote e Senegal).
Em setembro de 1969, quando zarpó de Havana no motopesquero "Praia Girón", inclusive fora de Cuba o núcleo inicial do depois chamado "Movimento da Nova Trova", do que foi um de seus fundadores, "já era qualificado por alguns como um urticante mas insoslayable acontecimento da revolução cubana". Quatro meses e dois dias esteve de travesía, nos quais ficaram 62 canções, muitas delas inéditas.
Na nave Praia Girón
1. Um barco segue ao mundo (27 de setembro de 1969) 2. Fábula do oceano (28 de setembro de 1969) 3. Pelo Trópico de Cancro (30 de setembro de 1969) 4. Ao cabo do mar (3 de outubro de 1969) 5. O tempo (4 de outubro de 1969) 6. Praia Girón (5 de outubro de 1969) 7. Por todo o espaço, por todo o tempo (6 de outubro de 1969) 8. História das cadeiras (7 de outubro de 1969) 9. Hoje não quero estar longe da casa e a árvore (13 de outubro de 1969) 10. A respeito do amor (14 de outubro de 1969) 11. 23 (16 de outubro de 1969) 12. Mais de uma vez (17 de outubro de 1969) 13. Elogio do horror (18 de outubro de 1969) 14. Para o que tem pressa (19 de outubro de 1969) 15. E bem mais que veremos vendo (25 de outubro de 1969) 16. A coisa está em... (27 de outubro de 1969) 17. O universo é um rastro de ferros (27 de outubro de 1969) 18. Elogio do pecado (28 de outubro de 1969) 19. Cleopatra (28 de outubro de 1969) 20. Faz não sê que tempo já (fins de outubro de 1969) 21. O calendário (princípios de novembro de 1969) 22. Marcha da roda (princípios de novembro de 1969) 23. Corro o risco (9 de novembro de 1969) 24. As mulheres dos indivíduos (10 de novembro de 1969) 25. O circo (provavelmente o 11 de novembro de 1969) 26. Soava-me o nariz (provavelmente o 12 de novembro de 1969) 27. Os pássaros (13 de novembro de 1969) 28. Os cazabrujas de Doures (mediados de novembro de 1969) 29. Érase que se era (24 de novembro de 1969) 30. A primeira mentira (25 de novembro de 1969) 31. Os mortos e os vivos (26 de novembro de 1969) 32. Tens de saber meu nome (3 de dezembro de 1969) 33. Como todo mundo(4 de dezembro de 1969) 34. Josáh, a que pinta (5 de dezembro de 1969) 35. Devo partir-me em dois (5 de dezembro de 1969) 36. As ruínas (7 de dezembro de 1969) 37. Soneto? (8 de dezembro de 1969) 38. Jerusalém, ano zero (9 de dezembro de 1969) 39. Em meu país (10 de dezembro de 1969) 40. Quando digo futuro (11 de dezembro de 1969) 41. Martianos (11 de dezembro de 1969)
Na nave Oceano Pacífico
42. A alegria (22 de dezembro de 1969) 43. Oxalá (23 de dezembro de 1969) 44. Ao vir para cá (23 de dezembro de 1969) 45. Certa história de amor (24 de dezembro de 1969) 46. A quem possa interessar (25 de dezembro de 1969) 47. Uma velha visão (25 de dezembro de 1969) 48. Depois que canta o homem (27 de dezembro de 1969) 49. Boga-boga (28 de dezembro de 1969) 50. Hombrediablo (01 de janeiro de 1970) 51. Podes matar-me, se prefere-lo (05 de janeiro de 1970) 52. Suave menina (07 de janeiro de 1970) 53. Navegando para o este (09 de janeiro de 1970) 54. Tens sido jogado (13 de janeiro de 1970) 55. O rei das flores (13 de janeiro de 1970) 56. Palavras (15 de janeiro de 1970) 57. O matador (15 de janeiro de 1970) 58. Quando me morra (17 de janeiro de 1970) 59. Resumem de notícias (20 de janeiro de 1970) 60. Vejo-me claramente (25 de janeiro de 1970) 61. E eu te dei uma flor (27 de janeiro de 1970) 62. Ao final desta viagem na vida (28 de janeiro de 1970)
A viagem na Praia Girón representou para Silvio dois aspectos importantes: "O primeiro uma espécie de regresión ao mais primitivo do homem. Ver ao homem em constante luta contra o médio ambiente, ser partícipe dessa luta, é algo inenarrable, emotivo. O outro é ter consciência do que representa essa Frota pesqueira a milhares de quilómetros de nossa costa, pescando pelo futuro"
Fazia dois anos que tinha concluído o serviço militar, levava 27 meses de artista profissional" e sentia pânico pelas luzes e as câmaras o que, confessa, "me sucede ainda".
A primeira canção que compôs a bordo do barco foi Um barco segue ao mundo, no dia 27 de setembro de 1969. A última, coincidindo com o final da recolhida, foi Ao final desta viagem na vida, o 28 de janeiro de 1970, quando regressou a bordo do pesqueiro Oceano Pacífico.
Ademais, outras canções como Oxalá, O rei das flores, Resumem de notícias, Jerusalém, ano zero e Quando digo futuro foram compostas ao longo da travesía no motopesquero.
A princípio dos 70, junto com Pablo Milanés e outros dos que depois fariam parte da Nova Trova, começa a fazer parte do Grupo de Experimentación Sonora (GESI) que encarregar-se-ia de gravar bandas sonoras de diferentes filmes e documentales cubanos. Recebe uma completa educação musical da mão de mestres como Leio Brower. O GESI pesquisaria e fundiria elementos da música tradicional cubana e brasileira, o rock, o jazz, a música clássica, a música electrónica, o happening, o fenómeno beat, etc, dando como resultado um original som.
Desta época são algumas gravações como Fuzil contra fuzil; Papalote; Cuba vai (junto a Pablo Milanés e Noel Nicola); Da ausência e de ti, Velia; O Maior; Granma (uma espectacular obra colectiva); A Ovelha Negra; Se tenho um irmão. Estas canções seriam editadas anos mais tardes em discos como os três do GESI,
Em 1972 faz gira por Alemanha e Chile, onde actua com Isabel Parra (filha de Violeta) e Víctor Jara (quem morreria assassinado ao ano seguinte depois do golpe militar de Pinochet). Nesse ano celebrar-se-ia na Habana o “Encontro de música latinoamericana”. No final de ano, o 1º de dezembro, Silvio, Pablo e outros novos cantautores cubanos, a maioria vinculados ao GESI (Noel Incola, Eduardo Ramos, Augusto Branca, Pedro Luis Ferrer, Santiago Feliú, Vicente Feliú, Sara González, Pancho Amat , unem-se para formar a Nova Trova Cubana e dedicam-se a procurar a novos trovadores por toda a ilha.
Em 1974 celebrou-se na República Dominicana o Festival Internacional da Nova Canção Sete Dias com o Povo; a delegação cubana estava formada por Silvio Rodríguez e Noel Nicola. Entre outros artistas do evento estavam: Mercedes Sosa, Ana Belém, Víctor Manuel, Pi da Serra, Os Guaraguao, Danny Rivera, Roberto Darwin, Sonia Silvestre, Víctor Víctor, Guadalupe Trigo e Expressão Jovem. Foi a primeira vez que lhe correspondeu efectuar uma apresentação ante um cheio completo.
Em 1975 grava com seus próprios arranjos o álbum "Dias e flores", com o acompañamiento da Orquestra EGREM; com os temas "Pequena serenata diurna", "Eu digo que as estrelas" e "Sonho com serpentes". Em 1976 , como muitos outros artistas cubanos, se alista como combatente nas brigadas internacionalistas cubanas à Guerra Civil de Angola. Após compor sua canção titulada "Testamento", marcha para Angola, onde compõe Canção para meu soldado", "Pioneiros" e "A Gaviota"; acompanhavam-lhe Vicente Feliú e José Álvarez Ayra.
Regressa a República Dominicana em 2006 após 14 anos sem apresentar-se ali. "Silvio... 14 anos depois" foi precisamente o título das três apresentações de Silvio, duas no Teatro Nacional de Santo Domingo, o 29 e 30 de abril, e uma no Grande Teatro do Cibao de Santiago (norte), o 2 de maio. As bilheteiras destes concertos venderam-se tão só duas horas despues de aberta a venda, e unicamente com publicidade boca em boca. Dias despues saiu nas ruas de Santo Domingo a publicidade dos concertos. Pediu que "seus grandes amigos", os intérpretes dominicanos Sonia Silvestre, Víctor Víctor e José Antonio Rodríguez, lhe acompañeran no palco.
Justo 1 ano despues, em segunda-feira 30 de abril do 2007 apresentou-se (agora de maneira gratuita) no estádio Quisqueya em Santo Domingo, ante uns 20,000 assistentes. O concerto foi chamado "Silvio, ao povoo trabalhador", organizado pelo Ministério de Cultura Dominicano com motivo do Dia dos Trabalhadores. Interpretou “Rabo de nuvem” (a dúo com seu compatriota Carlos Luis, quem vive em Santo Domingo). Dantes de Silvio iniciar, o grupo acapella "TES A-T" interpretou de maneira impecable a cancion "o problema".
A seu regresso faz uma gira por Espanha, onde gravaria, em duas sessões de trabalho e acompanhado tão só por sua guitarra, o disco "Ao final desta Viagem", onde interpreta algumas de suas primeiras canções como "Oxalá", "A era está pariendo um coração", "Canção do eleito" e "Óleo de mulher com sombrero". Seu seguinte disco, em 1979 , também seria só com guitarra: titulou-se "Mulheres", com temas como "Aonde vão" e "Certa história de amor".
Em 1978 viaja aos Estados Unidos, onde actuou junto a Pete Seeger; depois a Dinamarca, Noruega e Suécia, e, a partir de então a realização de frequentes giras por toda América Latina e Espanha. Em 1980 gravou "Rabo de nuvem I". Esta gravação incluiu a colaboração de sua irmã Anabel López.
Em 1982 gravou "Unicornio", incluído o tema do mesmo nome, quiçá, sua mais famosa canção. O disco, com uma orquestación mais rica que o anterior, incluía ademais "Canção urgente para a Nicarágua", em homenagem à Revolução Sandinista. "Por quem merece amor", "A maza", e outros temas. Em 1983 colaborou no disco de Aute "Entre amigos". Seus primeiros concertos na Argentina (1984), com a colaboração de músicos como León Gieco, Piero e Víctor Heredia, seriam editados depois em disco. Em 1984 também gravou o multidisco "Tríptico", com a colaboração de Anabel López, Pablo Milanés e Pancho Amat. Aí estão canções fundamentais como Llueve outra vez ou O vagabundo.
Em 1985 , Silvio Rodríguez começaria uma gira com o grupo Afrocuba, dirigido por Oriente López. Toca em Madri, no Palácio dos desportos. Com Afrocuba grava em 1986 , em Madri , o álbum duplo "Causas e casualidades" com temas como "Sonho de uma noite de verão", "Canção em harapos" e "Réquiem".
Em 1988 "Oh melancolia", álbum duplo com temas como "Eva" e "Jerusalém ano zero" e "O estranho caso das damas da África". Em 1990 , realizou gira com o grupo Irakere. Em Chile, no Estádio Nacional de Santiago, ante umas cem mil pessoas, participa em um excepcional concerto, do qual surgiria um disco triplo, no que apareceriam temas não gravados até o momento, por exemplo "O homem estranho", singela homenagem a Víctor Jara.
Em 1992 fazia seu aparecimento o disco “Silvio”, o primeiro de uma trilogía em princípio só com guitarra.
No cuadernillo do disco, Silvio explica a origem de algumas dessas canções, como “Parceira”, “que mais bem deveria se chamar “Filhas”, por ser uma canção a minhas canções”. Destacam, O Néscio, Homem, Quem Fora, A guitarra do jovem soldado (recordando sua juventude), o swing A desilusión, Monólogo e Abracadabra, uma canção que Silvio adverte como um sortilegio para conjurar algum maleficio.
Seguir-lhe-iam “Rodríguez” (1994) e “Domínguez” (1996). Esses discos com uma grande aceitação entre o público, incluíam temas como O escaramujo, Flores nocturnas, Nua e com sombrilla (um curioso tema erótico), Asa de colibrí, Canção do trovador errante (um tema totalmente falado com um efeito de fundo electrónico), Me querem (um divertido tema sobre seus “inimigos”) ou Reino de ainda. Esta trilogía quase só com guitarra (com pequenos toques de percussão e tímidos elementos eléctricos em “Domínguez”, (onde colaborariam a mãe e a irmã do cantor), se viu completada com “Descartes”, disco no que incluiu temas que, por alguma razão, tinham ficado fora no tríptico que divide seu nome.
Em 1993 gravaria com Luis Eduardo Aute o disco ao vivo “Cara a cara”, e voltariam a fazer gira juntos no final dos 90.
Novamente o cinema argentino solicitou a intervenção de Silvio para musicar um filme, em 1995, a canção Devo, incluída no disco “Rodíguez”, foi o tema principal do filme Fotos da alma”, que toca o tema do SIDA.
Em 1999 editou junto com o guitarrista Rei Guerra o disco “Borboletas”, com a colaboração da colega de Silvio, Niurka González, tocando a flauta em dois temas. Incluiria temas como Olivia, Viñeta ou Sem filho nem árvore nem livro. Após um período sem giras pôs-se mãos à obra para compor e arranjar seu seguinte disco que seria orquestal, “Expedição”, que seria editado no 2002, e no que participaram membros da Orquestra Nacional de Cuba, estudantes de música, alguns dos músicos habituais na discografía de Silvio (Anabel López, Pancho Amat, Niurka González, Yanela Lojos, etc.), e membros de Diakara. Inclui temas como Tempo de ser fantasma, Sortilegio, Fronteiras ou Ontem à noite foi a orquestra.
Em 2003 gravou Cita com anjos, um disco repleto de grandes colaborações e com temas que fazem alusão à situação actual do mundo, com uma canção dedicada à Guerra do Iraque, e uma homenagem a Salvador Além. Para Silvio trata-se de um disco inspirado, gravado com um mesmo pulso e estado de ânimo, que tem muita unidade, dedicado a seus filhos e a seu primeiro neto, especialmente na formosa canção Minha casa tem sido tomada pelas flores.
Em 2006 edita "Érase que se era", album duplo com temas compostos entre os anos 1968 e 1970, com temas em sua maioria inéditos até o momento.Esta obra inclui um video da canção "epistolario do subdesarrollo" onde mostra a realidade social do país. Posteriormente empreende uma gira por vários países de Latinoamérica e depois Espanha, junto ao trío Trovarroco, o percusionista Oliver Valdés e a flauta e clarinete de Niurka González.
Na cidade de Lima o 23 de fevereiro de 2007 recebe o grau de doutor Honoris Causa por parte da Universidade Nacional Maior de San Marcos "Em mérito a sua excelencia artística".
Em 2010, o 1 de julho, participou no Congresso Iberoamericano de Cultura na cidade de Medellín Colômbia em foro com o Bandoneonista Rodolfo Mederos. Neste encontro sustentou-se a ideia de fortalecer uma ideia da cultura como unidade dos povos latinoamericanos, na resposta pela dependência ou a independência das músicas que se criam com o mercado como suprema realidade estética.
A mais recente actividade destacada de Silvio Rodríguez tem sido sua apresentação na segunda versão do concerto patrocinado por Juanes , Paz sem fronteiras, conjuntamente com outros artistas do género popular como Olga Tañón, Amaury Pérez, Danny Rivera e Miguel Bosé, entre outros, este último calculou um cheio de um milhão cento cinquenta mil pessoas (1.150.000), que colmaram a Praça da Revolução, em Havana , Cuba.
No ano 2009, proíbe-se-lhe a entrada a Estados Unidos, depois de que Silvio fosse convidado a Nova York, para participar no concerto para comemorar o aniversário 90 de Pete Seeger. Após conhecer a negativa do governo norte-americano, Silvio declarou que ele achou que após ter solicitado a visa em várias ocasiões, desta vez sim outorgar-lha-iam, confiando nas declarações de Barack Obama, quem aparentaba ter uma aproximação com Cuba.[1] Depois, foi-lhe permitida sua entrada e dispôs-se a fazer concertos em San Juan de Porto Rico e na cidade de Nova York.
O 9 de maio de 2010, Silvio Rodríguez começou a publicar sua própria bitácora pessoal em linha, a que titulou "Segunda Cita"
Uma recopilación das letras de suas canções encontra-se no livro Dou-te uma canção, publicado em 2006 pelos editorial Temas de Hoje.
| Ano | Título | Discográfica |
|---|---|---|
| 1968-69 | Pluma em ristre | EGREM-CNC |
| 1975 | Dias e flores | EGREM, Oxalá, Fonomusic |
| 1975 | Dou-te uma canção | EGREM, Oxalá, Fonomusic |
| 1977 | Quando digo futuro | EGREM, Oxalá, Fonomusic |
| 1978 | Ao final desta viagem | EGREM, Oxalá, Fonomusic |
| 1978 | Antología | EGREM, Oxalá, Fonomusic |
| 1979 | Mulheres | EGREM, Oxalá, Fonomusic |
| 1980 | Rabo de nuvem | EGREM, Oxalá, Fonomusic |
| 1982 | Unicornio | EGREM, Oxalá, Fonomusic |
| 1984 | Tríptico | EGREM, Oxalá, Fonomusic |
| 1986 | Causas e casualidades | Sonoland |
| 1987 | Oh, melancolia! | |
| 1987 | Memórias | |
| 1990 | Silvio Rodríguez em Chile | |
| 1990 | Espanha e Argentina ao vivo | |
| 1991 | Canções urgentes | |
| 1992 | Silvio Autobiográfico | |
| 1992 | Silvio | Jerzy Belc e Jorge |
| 1994 | Rodríguez | EGREM |
| 1996 | Domínguez | Jezy Belc e Miguel Angel Bárzagas |
| 1998 | Descartes | Jurek e Maykel |
| 1999 | Borboletas | Oxalá |
| 2002 | Expedição | |
| 2003 | Cita com anjos | EGREM, Oxalá |
| 2006 | Érase que se era | EGREM, Oxalá |
| 2010 | Segunda cita |
Para princípios do 2010 espera-se que seu seguinte disco veja a luz. O qual já tem sido gravado com o nome de “Segunda Cita”. Desta gravação, o cantautor deu a conhecer a letra de alguns temas em 2008. E em seu mais recente gira incluiu “O gigante”, ademais, através de internet já circula a versão definitiva do bolero chamado “Demasiado”, dedicado a César Portillo da Luz. Ao finalizar no século XX em Cuba foi seleccionado por diversos meios de imprensa e especialistas junto à Ernesto Lecuona como o melhor compositor do século no país, também recebeu junto a Juan Manuel Serrat o prêmio a melhor autor de gero canção de hispanoamerica na segunda metade do século que terminava. Seu lírica incomparável e seu fertilidad criativa única encheram-no de centos de grandes hits ou temas que têm copado em diversas épocas as rádios do mundo hispano, sem ser um artista comercial conta com vários discos de ouro em vendas e de seu cancionero já se pode dizer que alguns temas são clássicos obrigatórios da canção hispana e latina. Sem dúvidas sua estatura como artista o situa entre os grandes da canção dos últimos anos.
Modelo:ORDENAR:Rodriguez Silvio