O sofrimento é a emoção motivada por qualquer condição que submeta a um sistema nervoso ao desgaste. O sofrimento, como qualquer outra sensação, pode ser consciente ou inconsciente. Quando se manifesta de forma consciente o faz em forma de dor ou infelicidade, quando é inconsciente se traduz em agotamiento ou cansaço.
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Quando se manifesta como dor (seja físico ou emocional), alguma estrutura orgânica está em perigo, o corpo entra em estado de alerta e se é demasiado, o cérebro desliga para evitar mais danos. Quando os danos são produzidos em estruturas orgânicas alheias ao sistema nervoso central, se denomina como alerta física; quando se produz uma ruptura entre o esperado e o obtido, gera uma alerta emocional (se veja Esperança (estado do ânimo)). Ao não usar as conexões sinápticas estas se deterioram por sua ineficacia no tempo, obrigando à mente a refazer um esquema alternativo para readaptar o antigo esquema ao novo, em função do conseguido.
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Quando um se centra como algo exclusivo em conseguir prazer, a parte psíquica que nos faz consciente dessas sensações acaba reportando um desgaste excessivo, o desgaste aumenta tanto assim que a capacidade de neurotransmisión aumenta. Ao ser capaz de satisfazer os potenciais com maior velocidade, a mente fica libertada com maior prontitud; em consequência, se a prioridade é conseguir esse sentimento, chegará um momento no que a malha psíquico reporte uma mensagem de: 'Precaução, está a chegar-se ao agotamiento somático da malha neuronal'. Se persistimos e passamos por alto essa advertência, então a prioridade de sentir prazer nunca chegará a ser satisfeita, pois em vez de enviar neurotransmisores à zona de prazer, enviar-se-ão à zona da dor, a prioridade não se satisfaz e se dispara a primeira alerta: Agotamiento, se a mente contínua estabelecendo-o como prioridade se dispara a segunda alerta: vehemencia, e se por último não se conseguiu o objectivo, se dispara a terça e última alerta: Frustración.
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Pode parecer-nos graciosa uma situação depois de outra, podemos nos estar a rir um bom momento, mas chega um momento em que nos cansamos, tanto no físico como no psíquico (sensação consciente de sofrimento, osea, dor). Enquanto a dor não seja consciente, a sensação será de cansaço.
Sofremos em todo momento, e ainda com mais razão quando nos estamos a adaptar ao médio que nos rodeia. Dado que o médio é dinâmico, o sofrimento é mais intenso quanto mais dinâmico seja este. O sofrimento é menos intenso em situações que já temos controladas (essas situações podem ser esgotadoras, mas é difícil que nos causem dor, a não ser que cheguemos a um agotamiento extremo). Quando se nos muda uma rotina, se geram diversas sensações: Ansiedade, estrés, desejo, vehemencia, tudo dependerá do meio e da sensação de perigo, o corpo segregará mais ou menos adrenalina, elevando a capacidade do organismo de reagir mais rápido.
A educação é a forma que tem o homem de adaptar ao sofrimento. Dá igual a forma na qual se nos tenha educado, pois não estamos exentos de nos encontrar com situações que nos levem a nossos limites, o verdadeiramente importante é que a parte racional nos capacita melhor ou pior para enfrentar essas mudanças. Baixo novas condições ou qualquer mudança que requeira um processo de adaptação biológico, o homem pode chegar a responder de forma exagerada por medo ao castigo, ao não encontrar uma saída razoável, acaba actuando de forma vehemente.
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Nestes casos, a selecção natural indicará que espécimen é o mais apto, tendo mais tendência a desaparecer aqueles que sentem dor, pois esta sensação costuma nublar as funções racionais e isso é indicativo de estar a violar alguma estrutura biológica natural que por ontogenia se dotou ao ser que experimenta essa dor.
Usualmente o sofrimento associa-se com a dor e a infelicidade, mas não têm por que estar vinculados dado que qualquer condição pode ser sofrimento e causar dor se se é consciente do desgaste que se está a ter. O sofrimento quando causa dor obriga ao indivíduo a adaptar de alguma maneira.
Razonar causa sofrimento e pode chegar a causar dor se a situação tem obrigado à mente a submeter ao cérebro a mudanças que provoquem que os neurónios mudem seus esquemas sinápticos ou estabelecer novas conexões, pelo que há uma mudança biológica que permitirá ao indivíduo resolver a situação e pôr meios que lhe permitam se adaptar, para evitar sofrer.
A origem do sofrimento é uma questão puramente económica, o desgaste dos recursos contribui a sensação de sofrer, mas se ao organismo custa-lhe mais energia da que dispõe em curto prazo resolver um problema, notifica ao cérebro que a situação é imediatamente inviable com a sensação de dor. Isto é relevante quando se agride algum membro físico, ou quando a situação é emocionalmente insostenible, causando ferida física ou emocional. Dado que a ferida não é algo que o corpo possa resolver de forma imediata, se informa que está a ter um desgaste que requer de uma reconstrução. Quando a reconstrução é emocional, isso significa que tem tido uma ruptura de algum esquema sináptico por confrontación directa entre o esperado e o obtido, pelo que se requer em ambos casos de um contribua energético extra, de continuar assim, o corpo pode ver comprometida a integridade vital, pelo que se notifica com sensação de dor. A sensação de dor pode-nos indicar que se precisem de outros factores tais como o uso da razão, o uso de instrumentos ou singelamente estar em repouso e esperar a que o próprio organismo responda favoravelmente. Se há opção de evitá-lo, o indivíduo evitará a dor por pura lei natural, mas não tem porque evitar o sofrimento. Os meninos são mais tolerantes ao desgaste psíquico, contam com um número maior de conexões sinápticas que lhes permitem razonar de forma mais flexível.
O ser humano tem procurado as causas do sofrimento desde faz milénios. Os budistas têm dito que a razão do sofrimento é, em esencia, o erro de percepción do humano comum que se vê a si mesmo como separado do resto,sem percatarse do que os preceitos hinduistas e a física moderna têm concluído: que em um nível profundo, se chame espiritual ou subatómico, todos estamos relacionados e conectados, nos influímos e afectamos permanentemente.
Outra razão, mais psicológica, é a tendência da mente, seja por natureza ou condicionamiento, a identificar-se com aspectos negativos: Esta é o conhecido costume de ver "o copo médio vazio", e não "o copo médio cheio" na cada situação.
Segundo Albert Ellis,criador da Terapia Racional Emotiva Comportamental, existe uma tendência humana à sabotagem, à dor, à crise, ao que denominou: a conduta neurótica. A conduta neurótica inclui formas de comportamento autosaboteadoras que nos afastam, bloqueiam ou impedem a vigência de nossos valores ou o lucro de nossos objectivos.
Para Renny Yagosesky, Orientador da Conduta e Escritor, o sofrimento,visto no contexto actual, tem sua base na persistência da ideia materialista egoísta, e na incapacidade das pessoas para contrarrestar o bombardeio de estímulos nocivos ou triviais do médio circundante. A ideia de que o material dar-nos-á bem-estar duradouro e proteger-nos-á contra as mudanças internas e externos é probadamente caduca, ainda que paradoxalmente sobrevalorada, pese a que o material é transitório e na contramão de nossos apegos, os objectos do mundo se vão, se degradam, se vencem, se danificam ou morrem.
Entre os antónimos incluem-se a felicidade e prazer.
Em uma frase como “sofrer de uma doença” o énfasis este posto em ter a doença, e não tanto na infelicidade que esta causa.
Termos relacionados são tristeza, pena e duelo. Baixo verdadeiro ponto de vista a raiva é um tipo de sofrimento. O aburrimiento também é um sofrimento derivado da falta de interesse nas coisas (concretas ou abstratas).
É um tema frequente em filosofia (especialmente importante no estoicismo) e a religião (frequentemente, como forma de castigo pelo pecado).
The suffering, é um videojuego que descreve a pior emoção existente.
A viagem à felicidade As novas chaves científicas Eduardo Punset. E.D. Destino. Oitava Edição: 02/2006 ISBN 84-233-3777-4. Dep. Legal: B.5.199-2006