| Sr. Chinarro | |
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| Informação pessoal | |
| Origem | Sevilla, Andaluzia |
| Estado | Em activo |
| Informação artística | |
| Género(s) | Indie, Pop-Rock |
| Período de actividade | 1990 – |
| Discográfica(s) | Mushroom Pillow Acuarela Discos O Exército Vermelho |
| Membros | |
| Antonio Luque | |
Sr. Chinarro é um grupo de música sevillano formado em torno de 1990 . Seu estilo é fundamentalmente indie e suas maiores influências são grupos ingleses como The Cure, Depeche Mode, Jogo and the Bunnymen ou NewOrder . Também está influído por artistas espanhóis como Kiko Veneno, A Dama se Esconde e o cantor sevillano Silvio. Apesar de considerar-se como um grupo, o peso de Sr. Chinarro recae inteiramente sobre Antonio Luque. Ao redor dele têm gravitado as múltiplas reencarnaciones deste projecto, que bem poderia se considerar pessoal. De facto, é o único membro do grupo que tem permanecido nele durante a totalidade dos mais de quinze anos de existência.
O maior atractivo de Sr. Chinarro são sem dúvida as letras das canções, compostas quase em sua totalidade por Antonio Luque, a excepção de algumas nos primeiros discos. Nelas se combina o surrealismo e o costumbrismo. Metáforas, dobros sentidos, jogos de palavras e imagens quotidianas encontram-se sem cessar em toda a produção lírica de Antonio Luque.
Conteúdo |
As origens de Sr. Chinarro - cujo nome é uma homenagem à personagem interpretada pelo actor Fernando Chinarro no programa de televisão O grande circo de TVE - se remontam até 1990. Naquele ano, Antonio Luque e alguns amigos de Sevilla , entre outros Juan Francisco Morato (ex Bastos), Jesús Franco e Manuel Béjar começam os ensaios que germinarán em 1991 com a publicação da primeira maqueta do grupo que continha 4 cortes. Outra maqueta de duas canções também seria gravada naquele ano. Durante os primeiros anos, o grupo fazia parte do Colectivo Karma, uma espécie de agrupamento dos incipientes grupos de indie sevillanos.
Seria com o Colectivo Karma com o que o grupo de Antonio Luque publicasse de forma oficial suas primeiras canções. Era o ano 1992 e em um disco homónimo do Colectivo apareciam as canções Escapa amanhecer, Campanario e Esquivar.
As canções de Sr. Chinarro chegarão a Madri , onde são recebidas com algarabía pelo fanzine Malsonando. A pessoa por trás do fanzine é Jesús Llorente, grande conhecedor da cena indie local. Frustrado ao ver que não conseguia que nenhum selo publicasse o trabalho de Sr. Chinarro, seria o próprio Llorente quem pusesse os meios para que as canções saíssem ao mercado. Desta forma nasce Acuarela Discos em 1993 tendo como primeira referência o EP Pequeno Circo. Desde então e até 2005 todos os lançamentos do grupo seriam por médio de Acuarela, a excepção de algum single e colaborações.
Em 1994 o grupo voa para Nova York para encontrar-se com Kramer, famoso produtor por cujas mãos tinham passado grupos como Galaxie 500, Low ou Bongwater. O resultado do encontro seria o primeiro LP do grupo titulado Sr. Chinarro: treze canções entre as que se inclui uma versão de Leave Me Alone de New Order . Apesar do renomeado produtor o sónido é muito escuro e mate.
O single Lerele (1995) e o disco Compito (1996) seguiriam a senda traçada pelo primeiro disco, ainda que o grupo vai ganhando em matizes e profundidade. Em 1996 aparece o single de vinilo Ondina dentro do "Clube do Single" de Elefant Records; contém uma versão do tema titular de Aviador Dro e outra da Casa do Mistério dos Ilegais.
A primeira grande transformação chega em 1997 . Com a entrada de David Belmonte, pintor e instrumentista, o som volta-se bem mais colorista e alegre. Os coros femininos e as referências ao folclore andaluz são constantes no porqué de meus peinados (1997) considerado por alguns como a obra magna de Sr. Chinarro. O disco foi escolhido pela revista Mondosonoro como um dos 25 melhores discos em castelhano e ocupa o posto 96 na lista dos 100 melhores discos espanhóis do século XX, publicada em 2005 pela revista Rockdelux.
Noséqué-nosécuántos foi publicado em 1998 e continua pela senda da fórmula que tão bem tinha resultado com o anterior LP. Belmonte e as referências andaluzas seguem aí mas seria por última vez, já que no novo século, deparaba outra volta de porca.
Depois de passar 1999 quase em barbecho e recomponiéndose da saída da formação de Belmonte e de Sandra -a corista- o 2000 chega com o EP A pena máxima baixo o braço. Além de conter uma de melhore-las canções de Antonio Luque até a data, - a estremecedora Zero em gimnasia-, o EP serve como antecipo do que se avecina. Adeus à alegria e ao ar constumbrista que despediam os discos anteriores e boas-vindas a tons mais cinzas e apagados.
Já em 2001 chega A primeira ópera envasada ao vazio. Este é possivelmente o disco mais difícil e áspero de toda a produção de Antonio Luque. A música soa cortante e a voz de Luque parece mais apagada que de constumbre. Muitos quiseram ver no LP uma aproximação ao slowcore de Low e Piano Magic em boga por então ou inclusive ao pós-rock.
Como complemento à primeira ópera... chegasse em 2001 o EP A casa em cima e em 2002 outro EP de título A tapia da salsa. O som arisco segue aí e inclusive Antonio Luque permite-se o luxo de experimentar com efeitos de som e samplers até agora inéditos em seu discografía. Em 2001 publicou-se também o recopilatorio Despede do lago. As rarezas de Antonio Luque 1993-2001 onde se incluem caras-b dos singles, misturas diferentes, versões e canções inéditas ou aparecidas em outros recopilatorios.
A seguinte reinvención do Sr. Chinarro começa em 2002 com a publicação de seu sexto LP de título Cobre o quanto antes. Ainda que não é uma volta ao pop propriamente dito se distancia o suficiente da primeira ópera... para marcar o começo de uma nova étapa. A culminación desta chega com O ventrílocuo de si mesmo (2003) onde as melodias voltam pela porta grande.
Quanto todo parecia indicar que o destino de Sr. Chinarro estaria eternamente lígado a Acuarela Discos, no final de 2003 salta a notícia de que o grupo tinha abandonado seu discográfica de toda a vida para passar à recém criada O Exército Vermelho, um selo propriedade do grupo granadino Os Planetas em colaboração com a multinacional RCA. As causas da mudança não são do todo bem conhecidas mas é notoria a grande amizade que une a Antonio Luque com os membros dos Planetas. Ainda assim, Acuarela Discos segue administrando a edição das canções do grupo sevillano.
No final de 2004 começa a gravação do primeiro disco do grupo fora de Acuarela. Nela participam, além de Antonio Luque, outros músicos conhecidos da cena indie espanhola, como Antonio Arias (Lagartija Nick), Pedro Sanmartín (A Boa Vida) e o próprio (J dos Planetas como corista e produtor do disco. Outra colaboração inesperada é a do cantaor Enrique Morente.
Estava claro que o oitavo disco chinarro ia ser muito diferente ao resto e assim foi. O fogo amigo (2005) é sem lugar a dúvidas o disco mais acessível e agradável de toda a discografía de Antonio Luque e cia. A produção é bem mais cuidada que dantes e a tão especial voz de Luque soa inmejorable. O disco foi respaldado unanimemente pela crítica chegando inclusive a auparse no mais alto das listas do melhor do ano em alguns meios, como a revista RockdeLux, onde é eleito Disco do Ano. Ademais conta com a particular colaboração de Enrique Morente no tema "O rito".
Para arrematar no ano 2005 apresenta-se também o documental sobre o grupo titulado Minutos musicais com o Sr. Chinarro dirigido por Sergio Silva e Mae Molina e estreado no CCCB de Barcelona .
Em 2006 Sr. Chinarro edita o álbum O mundo segundo, uma continuação do fogo amigo, no selo discográfico Mushroom Pillow. Entre as novas canções destacam algumas como "A decoración", "Não dispares", "O longínquo oeste" ou "Esplendor na erva", e é eleito, por segundo ano consecutivo, Disco do Ano pela revista RockdeLux.
Na primavera de 2008 edita-se o que até agora é o último disco de Sr. Chinarro, Ronroneando, que segue a luminosa e muito melódica senda estilística marcada em dois álbuns anteriores, além de manter uns textos costumbristas e a cada vez menos criptografados. Neste disco destacam canções como "Os anjos", "Tímidos", "Anacronismo" ou "San Antonio".
Em 2009 abandonaram a banda Javi Vega, Jordi Gil e Pablo Cabra devido ao sucesso de Maga, substituindo-os Damián Fernández, José Tejada e José María Cantos.[1]