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Tabela periódica dos elementos

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Arquivo:Periodic Table Armtuk3.svg
A tabela periódica dos elementos.

A tabela periódica dos elementos classifica, organiza e distribui os diferentes elementos químicos, conforme a suas propriedades e características.

Costuma atribuir-se a tabela a Dimitri Mendeleiev, quem ordenou os elementos baseando na variação manual das propriedades químicas, conquanto Julius Lothar Meyer, trabalhando por separado, levou a cabo um ordenamento a partir das propriedades físicas dos átomos.

Conteúdo

História

A história da tabela periódica está intimamente relacionada com vários aspectos do desenvolvimento da química e a física:

A descoberta dos elementos

Ainda que alguns elementos como o ouro (Au), prata (Ag), cobre (Cu), chumbo (Pb) e o mercurio (Hg) já eram conhecidos desde a antigüedad, a primeira descoberta científica de um elemento ocorreu no século XVII quando o alquimista Henning Brand descobriu o fósforo (P). No século XVIII conheceram-se numerosos novos elementos, os mais importantes dos quais foram os gases, com o desenvolvimento da química pneumática: oxigénio (Ou), hidrógeno (H) e nitrógeno (N). Também se consolidou nesses anos a nova concepção de elemento, que conduziu a Antoine Lavoisier a escrever sua famosa lista de substâncias simples, onde apareciam 33 elementos. A princípios do século XIX, a aplicação da pilha eléctrica ao estudo de fenómenos químicos conduziu à descoberta de novos elementos, como os metais alcalinos e alcalino-térreos, sobretudo graças aos trabalhos de Humphry Davy. Em 1830 já se conheciam 55 elementos. Posteriormente, em meados do século XIX, com a invenção do espectroscopio, descobriram-se novos elementos, muitos deles nomeados pela cor de suas linhas espectrales características: cesio (Cs, do latín caisĭus, azul), talio (Tl, de talho, por sua cor verde), rubidio (Rb, vermelho), etc.

A noção de elemento e as propriedades periódicas

Logicamente, um requisito prévio necessário à construção da tabela periódica era a descoberta de um número suficiente de elementos individuais, que fizesse possível encontrar alguma pauta em comportamento químico e suas propriedades. Durante os seguintes 2 séculos, foi-se adquirindo um grande conhecimento sobre estas propriedades, bem como descobrindo muitos novos elementos.

A palavra "elemento" procede da ciência grega mas sua noção moderna apareceu ao longo do século XVII, ainda que não existe um consenso claro com respeito ao processo que conduziu a sua consolidação e uso generalizado. Alguns autores citam como precedente a frase de Robert Boyle em sua famosa obra "The Sceptical Chymist", onde denomina elementos "verdadeiros corpos primitivos e simples que não estão formados por outros corpos, nem uns de outros, e que são os ingredientes de que se compõem imediatamente e em que se resolvem em último termo todos os corpos perfeitamente mistos". Em realidade, essa frase aparece no contexto da crítica de Robert Boyle aos quatro elementos aristotélicos.

Ao longo do século XVIII, as tabelas de afinidad recolheram um novo modo de entender a composição química, que aparece claramente exposto por Lavoisier em sua obra "Tratado elementar de Química". Todo isso conduziu a diferenciar em primeiro lugar que substâncias das conhecidas até esse momento eram elementos químicos, quais eram suas propriedades e como os isolar.

A descoberta de um grande número de novos elementos, bem como o estudo de suas propriedades, puseram de manifesto algumas semelhanças entre eles, o que aumentou o interesse dos químicos por procurar algum tipo de classificação.

Os pesos atómicos

A princípios do século XIX, John Dalton (1766-1844) desenvolveu uma nova concepção do atomismo, ao que chegou graças a seus estudos meteorológicos e dos gases da atmosfera. Sua principal contribuição consistiu na formulación de um "atomismo químico" que permitia integrar a nova definição de elemento realizada por Antoine Lavoisier (1743-1794) e as leis ponderales da química (proporções definidas, proporções múltiplas, proporções recíprocas).

Dalton empregou os conhecimentos sobre proporções nas que reagiam as substâncias de sua época e realizou algumas suposições sobre o modo como se combinavam os átomos das mesmas. Estabeleceu como unidade de referência a massa de um átomo de hidrógeno (ainda que se sugeriram outros nesses anos) e referiu o resto dos valores a esta unidade, pelo que pôde construir um sistema de massas atómicas relativas. Por exemplo, no caso do oxigénio, Dalton partiu da suposição de que a água era um composto binário, formado por um átomo de hidrógeno e outro de oxigénio. Não tinha nenhum modo de comprovar este ponto, pelo que teve que aceitar esta possibilidade como uma hipótese a priori.

Dalton conhecia que 1 parte de hidrógeno se combinava com 7 partes (8 afirmaríamos na actualidade) de oxigénio para produzir água. Portanto, se a combinação produzia-se átomo a átomo, isto é, um átomo de hidrógeno combinava-se com um átomo de wolframio, a relação entre as massas destes átomos devia ser 1:7 (ou 1:8 calcular-se-ia na actualidade). O resultado foi a primeira tabela de massas atómicas relativas (ou pesos atómicos como os chamava Dalton) que foi posteriormente modificada e desenvolvida nos anos posteriores. As incertezas dantes mencionadas deram lugar a toda uma série de polémicas e divergências com respeito às fórmulas e os pesos atómicos que só começariam a se superar, ainda que não totalmente, com o congresso de Karlsruhe em 1860.

Metais, não metais e metaloides e metais de transição

A primeira classificação de elementos conhecida foi proposta por Antoine Lavoisier, quem propôs que os elementos se classificassem em metais, não metais e metaloides ou metais de transição. Ainda que muito prático e ainda funcional na tabela periódica moderna, foi recusada como tinha muitas diferenças nas propriedades físicas como químicas.

Triadas de Döbereiner

Um das primeiras tentativas para agrupar os elementos de propriedades análogas e relacionar com os pesos atómicos se deve ao químico alemão Johann Wolfgang Döbereiner(1780-1849) quem em 1817 pôs de manifesto o notável parecido que existia entre as propriedades de certos grupos de três elementos, com uma variação gradual do primeiro ao último. Posteriormente (1827) assinalou a existência de outros grupos de três elementos nos que se dava a mesma relação (cloro, bromo e yodo; azufre, selenio e telurio; litio, sodio e potasio).

Triadas de Döbereiner
Litio LiCl
LiOH
Calcio CaCl2
CASO4
Azufre H2S
SO2
Sodio NaCl
NaOH
Estroncio SrCl2
SrSO4
Selenio H2Se
SeO2
Potasio KCl
KOH
Bario BaCl2
BASEIO4
Telurio H2Te TeO
2

A estes grupos de três elementos denominou-se-lhes triadas e para 1850 já se tinham encontrado umas 20, o que indicava uma verdadeira regularidade entre os elementos químicos.

Döbereiner tentou relacionar as propriedades químicas destes elementos (e de seus compostos) com os pesos atómicos, observando uma grande analogia entre eles, e uma variação gradual do primeiro ao último.

Em sua classificação das triadas (agrupamento de três elementos) Döbereiner explicava que o peso atómico média dos pesos dos elementos extremos, é parecido ao peso atómico do elemento de em médio. Por exemplo, para a triada Cloro, Bromo, Yodo os pesos atómicos são respectivamente 36, 80 e 127; se somámos 36 + 127 e dividimos entre dois, obtemos 81, que é aproximadamente 80 e se lhe damos um vistazo a nossa tabela periódica o elemento com o peso atómico aproximado a 80 é o bromo o qual faz que concorde um aparente ordenamento de triadas.

Chancourtois

Em 1864, Chancourtois construiu uma hélice de papel, na que estavam ordenados por pesos atómicos (massa atómica) os elementos conhecidos, arrollada sobre um cilindro vertical. Encontrava-se que os pontos correspondentes estavam separados umas 16 unidades. Os elementos similares estavam praticamente sobre a mesma generatriz, o que indicava uma verdadeira periodicidad, mas seu diagrama pareceu muito complicado e recebeu pouca atenção.

Lei das oitavas de Newlands

Em 1864, o químico inglês John Alexander Reina Newlands comunicou ao Royal College of Chemistry (Real Colégio de Química) sua observação de que ao ordenar os elementos em ordem crescente de seus pesos atómicos (prescindiendo do hidrógeno), o oitavo elemento a partir de qualquer outro tinha umas propriedades muito similares ao primeiro. Nesta época, os chamados gases nobres não tinham sido ainda descobertos.

Lei das oitavas de Newlands
1 2 3 4 5 6 7
Li
6,9

Na
23,0

K
39,0

9,0

Mg
24,3

Ca
40,0
B
10,8

Ao
27,0



C
12,0

Se
28,1



N
14,0

P
31,0



Ou
16,0

S
32,1



F
19,0

Cl
35,5



Esta lei mostrava uma verdadeira classificação dos elementos em famílias (grupos), com propriedades muito parecidas entre si e em Períodos, formados por oito elementos cujas propriedades iam variando progressivamente.

O nome de oitavas baseia-se na intenção de Newlands de relacionar estas propriedades com a que existe na escala das notas musicais, pelo que deu a sua descoberta o nome de lei das oitavas.

Como a partir do calcio deixava de se cumprir esta regra, esta classificação não foi apreciada pela comunidade científica que o menospreció e ridiculizó, até que 23 anos mais tarde foi reconhecido pela Royal Society, que concedeu a Newlands sua mais alta condecoración, a medalha Davy.

Tabela periódica de Mendeléyev

Em 1869, o russo Dmitri Ivánovich Mendeleiev publica sua primeira Tabela Periódica na Alemanha. Em um ano depois fá-lo Julius Lothar Meyer, que baseou sua classificação periódica na periodicidad dos volumes atómicos em função da massa atómica dos elementos.

Por esta data já eram conhecidos 63 elementos dos 90 que existem na natureza. A classificação levaram-na a cabo os dois químicos de acordo com os critérios seguintes:

Arquivo:Tabela Periódica Mendeleiev.jpg
Tabela de Mendeléyev publicada em 1872. Nela deixa lacunas livres para elementos por descobrir.

A primeira classificação periódica de Mendeléyev não teve boa acolhida ao princípio. Após várias modificações publicou no ano 1872 uma nova Tabela Periódica constituída por oito colunas desdobladas em dois grupos a cada uma, que ao cabo dos anos se chamaram família A e B.

Em sua nova tabela consigna as fórmulas gerais dos hidruros e óxidos da cada grupo e por tanto, implicitamente, as valencias desses elementos.

Esta tabela foi completada no final do século XIX com um grupo mais, o grupo zero, constituído pelo gás nobre descobertos durante esses anos no ar. O químico russo não aceitou em princípio tal descoberta, já que esses elementos não tinham cabida em sua tabela. Mas quando, devido a sua inactividade química (valencia zero), se lhes atribuiu o grupo zero, a Tabela Periódica ficou mais completa.

O grande mérito de Mendeléyev consistiu em pronosticar a existência de elementos. Deixou lacunas vazias para situar nelas os elementos cuja descoberta realizar-se-ia anos depois. Inclusive pronosticó as propriedades de alguns deles: o galio (Ga), ao que chamou eka-alumínio por estar situado embaixo do alumínio; o germanio (Ge), ao que chamou eka-sicilio; o escandio (Sc); e o tecnecio (Tc), que seria o primeiro elemento artificial obtido no laboratório, por síntese química, em 1937 .

A noção de número atómico e a mecânica cuántica

A tabela periódica de Mendeléiev apresentava certas irregularidades e problemas. Nas décadas posteriores teve que integrar as descobertas dos gases nobres, as "terras raras" e os elementos radioactivos. Outro problema adicional eram as irregularidades que existiam para compartilhar o critério de classificação por peso atómico crescente e o agrupamento por famílias com propriedades químicas comuns. Exemplos desta dificuldade encontram-se nos casais telurio-yodo, argón-potasio e cobalto-níquel, nas que se faz necessário alterar o critério de pesos atómicos crescentes em favor do agrupamento em famílias com propriedades químicas semelhantes.

Durante algum tempo, esta questão não pôde se resolver satisfatoriamente até que Henry Moseley (1867-1919) realizou um estudo sobre os espectros de raios X em 1913. Moseley comprovou que ao representar a raiz quadrada da frequência da radiación em função do número de ordem no sistema periódico se obtinha uma recta, o qual permitia pensar que esta ordem não era casual senão reflito de alguma propriedade da estrutura atómica. Hoje sabemos que essa propriedade é o número atómico (Z) ou número de ónus positivas do núcleo.

A explicação que aceitamos actualmente da "lei periódica" descoberta pelos químicos de mediados do século passado surgiu depois dos desenvolvimentos teóricos produzidos no primeiro terço do século XX. No primeiro terço do século XX construiu-se a mecânica cuántica. Graças a estas investigações e aos desenvolvimentos posteriores, hoje aceita-se que a classificação dos elementos no sistema periódico está relacionada com a estrutura electrónica dos átomos dos diversos elementos, a partir da qual se podem predizer suas diferentes propriedades químicas.

Tabela periódica dos elementos[1]
Grupo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
I A II A III A IV A V A VI A VII A VIII VIII VIII I B II B III B IV B V B VI B VII B VIII 0
Período
1 1
H
2
Tenho
2 3
Li
4
5
B
6
C
7
N
8
Ou
9
F
10
Ne
3 11
Na
12
Mg
13
A o
14
Se
15
P
16
S
17
Cl
18
Ar
4 19
K
20
Ca
21
Sc
22
Ti
23
V
24
Cr
25
Mn
26
27
Co
28
Nem
29
Cu
30
Zn
31
Ga
32
Ge
33
As
34
Se
35
Br
36
Kr
5 37
Rb
38
Sr
39
E
40
Zr
41
Nb
42
Mo
43
Tc
44
Ru
45
Rh
46
Pd
47
Ag
48
Cd
49
In
50
Sn
51
Sb
52
Te
53
I
54
Xe
6 55
Cs
56
Ba
* 72
Hf
73
Ta
74
W
75
Re
76
Vos
77
Ir
78
Pt
79
Au
80
Hg
81
Tl
82
Pb
83
Bi
84
Po
85
At
86
Rn
7 87
Fr
88
Ra
** 104
Rf
105
Db
106
Sg
107
Bh
108
Hs
109
Mt
110
Ds
111
Rg
112
Cn
113
Uut
114
Uuq
115
Uup
116
Uuh
117
Uus
118
Uuo
Lantánidos * 57
A
58
Ce
59
Pr
60
Nd
61
Pm
62
Sm
63
Eu
64
Gd
65
Tb
66
Dy
67
Ho
68
Er
69
Tm
70
Yb
71
Lu
Actínidos ** 89
Ac
90
Th
91
Pa
92
Ou
93
Np
94
Pu
95
Am
96
Cm
97
Bk
98
Cf
99
É
100
Fm
101
Md
102
Não
103
Lr


Alcalinos Alcalinotérreos Lantánidos Actínidos Metais de transição
Metais do bloco p Metaloides Não metais Halógenos Gases nobres e Transactínidos

Classificação

Grupos

Artigo principal: Grupo da tabela periódica

Às colunas verticais da tabela periódica conhece-se-lhes como grupos. Todos os elementos que pertencem a um grupo têm a mesma valencia atómica, e por isso, têm características ou propriedades similares entre si. Por exemplo, os elementos no grupo IA têm valencia de 1 (um elétron em seu último nível de energia) e todos tendem a perder esse elétron ao se enlaçar como iones positivos de +1. Os elementos no último grupo da direita são os gases nobres, os quais têm cheio seu último nível de energia (regra do octeto) e, por isso, são todos extremamente não reactivos.

Numerados de esquerda a direita, segundo a última recomendação da IUPAC (e entre parêntese segundo a antiga proposta da IUPAC), os grupos da tabela periódica são:[cita requerida]

Grupo 1 (I A): os metais alcalinos
Grupo 2 (II A): os metais alcalinotérreos
Grupo 3 (III A): Família do Escandio
Grupo 4 (IV A): Família do Titanio
Grupo 5 (V A): Família do Vanadio
Grupo 6 (VI A): Família do Cromo
Grupo 7 (VII A): Família do Manganês
Grupo 8 (VIII): Família do Ferro
Grupo 9 (VIII): Família do Cobalto
Grupo 10 (VIII): Família do Níquel
Grupo 11 (I B): Família do Cobre Grupo 12 (II B): Família do Zinco
Grupo 13 (III B): os térreos
Grupo 14 (IV B): os carbonoideos
Grupo 15 (V B): os nitrogenoideos
Grupo 16 (VI B): os calcógenos ou anfígenos
Grupo 17 (VII B): os halógenos
Grupo 18 (0): os gases nobres

Períodos

As bichas horizontais da tabela periódica são chamadas períodos. Contrário a como ocorre no caso dos grupos da tabela periódica, os elementos que compõem uma mesma bicha têm propriedades diferentes mas massas similares: todos os elementos de um período têm o mesmo número de orbitais . Seguindo essa norma, a cada elemento coloca-se segundo sua configuração electrónica. O primeiro período só tem dois membros: hidrógeno e helio; ambos têm só o orbital 1s.

A tabela periódica consta de 7 períodos:

A tabela também esta dividida em quatro grupos, s, p, d, f, que estão localizados na ordem sdp, de esquerda a direita, e f lantánidos e actínidos. Isto depende da letra em terminação dos elementos deste grupo, segundo o princípio de Aufbau.

Blocos

Artigo principal: Bloco da tabela periódica
Tabela periódica dividida em blocos.

A tabela periódica pode-se também dividir em blocos de elementos segundo o orbital que estejam a ocupar os elétrons mais externos.

Os blocos chamam-se segundo a letra que faz referência ao orbital mais externo: s, p, d e f. Poderia ter mais elementos que encheriam outros orbitais, mas não se sintetizaram ou descoberto; neste caso continua-se com a ordem alfabética para nomeá-los.

Outras formas de representar a tabela periódica

Veja-se também

Bibliografía

Enlaces externos

Wikcionario

mhr:Химий тӱҥлык-влакын периодик радамлыкше

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/n/d/Andorra.html"
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