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Thahamíes,etnia indígena colombiana da família Caribes e língua Macro Caraíbas, a qual, à chegada dos espanhóis, povoava em grande parte o território montanhoso do hoje departamento de Antioquia compreendido entre os rios Porce e Magdalena.
Os Tahamíes cobriram vastísimas regiões de montanha de Antioquia. Além de Medellín, Os actuais municípios do Carmen de Viboral, Rionegro, Marinilla, Segovia, Amalfi, O Peñol, A Sobrancelha, Porto Nare, Guarne, A Pintada, entre outros, reportam aos Tahamíes como seus pobladores originais.
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Os Tahamíes foram uma etnia pacífica dedicada ao trabalho. Por nenhum motivo guerreiros agressivos como alguns de seus contemporâneos (Catíos, Armas). Pelo contrário, no que se denominou um “massacre demográfico”, durante a conquista existiram os chamados “encomenderos de indígenas”, quem tomavam prisioneiros aos nativos vencidos para vender aos vencedores.
Sabe-se destes encomenderos como provocavam conflitos entre as diversas tribos para induzir à guerra e manter o rentable negócio. Um exemplo conhecido de encomendero poderia ser Bartolomé Sánchez Torre Branca, encomendero das tribos Tahamíes. Pelos anos de 1570 e 1580, em Antioquia, Sánchez organizava-lhes guerras obrigadas, pese ao carácter pacífico dos Tahamíes, contra os Nutabes, com a anuencia e participação económica no despreciable negócio do então governador da província antioqueña, um capitão geral chamado Andrés de Valdivia.
A comunidade dos Tahamíes estava composta por cacicazgos pequenos,[1] sujeito a cada um a um cacique hereditario. Nunca centralizaron estes cacicazgos dispersos, mas em momentos críticos como o confronto com os conquistadores actuaram confederamente com seus similares ao comando do chefe local que tivesse demonstrado maior arrojo e valor no passado. Seu temperamento expansionista obrigava-lhes a estar prestos sempre para batallar a fim de desalojar às tribos dos territórios que tomavam.
A etnia Tahamí compartilhava língua e cultura com a vizinha Nutabe, ainda que foram claramente independentes e autónomas uma de outra. Esta cultura estava expressada, no económico, por sua condição de agricultores muito destacados ainda que de rudimentaria tecnologia, proprietários de imensos campos de maíz, algodón, frutales diversos e fríjol. Também explodiam a pesca de maneira intensa.
Mineiros ademais, extraíam o ouro de alguns núcleos a orlas do Rio Cauca e outros aluviones dispersos, com o qual moldavam figurillas de animais e pessoas humanas. Muito ricos em ouro. De facto, as tumbas dos Tahamíes, como as dos Nutabes, têm propiciado aos buscadores de ouro quantidades muito consideráveis desta riqueza aurífera, inclusive maiores que as dos mais famosos Muiscas neste sentido, quem se levaram a fama do trabalho do ouro acima da superior produção Tahamí e Nutabe.
Outra de suas indústrias foi a alfarería; fabricavam vasijas de varro. Igualmente eram tejedores e teñidores de teias feitas do algodón que cultivavam.
Um dos monarcas mais recordados dos Tahamíes foi o cacique Quirama, e um dos centros de pensamento (Think Tank) mais importantes de Antioquia nos tempos modernos está situado no município do Carmen de Viboral, e leva o nome de Recinto Quirama em rememoración do famoso Cacique Tahamí.