A tectónica é a especialidad da geologia que estuda as estruturas geológicas produzidas por deformação da cortezaterrestre , as que as rochas adquirem após se ter formado, bem como os processos que as originam.
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A forma do relevo terrestres depende em boa medida das estruturas geológicas, isto é, de como estejam dispostos os materiais que a compõem. As estruturas das formações rocosas são de duas classes:
De acordo com estes conceitos a Tectónica é uma parte da Geologia Estrutural, aquela que se centra nas estruturas de deformação, sem situar em seu centro as estruturas de tipo original. Na prática Tectónica e Geologia Estrutural são frequentemente tratadas como sinónimas.
As forças afectam à estrutura dos materiais às mais diversas escalas espaciais, formando estruturas que precisam para se medir desde fracções de milímetro até centos de quilómetros. Podemos distinguir em função dessas dimensões:
Os materiais da litosfera, a capa rígida superficial, estão submetidos à força da gravidade e a diferentes combinações locais de forças horizontais. Estas procedem da deslocação das placas, cuja origem última está na dinâmica convectiva do manto. O calor interno da Terra, essencialmente um residuo do libertado por contracção gravitatoria durante sua formação, distribui-se de maneira desigual, dando lugar a diferenças regionais que mantêm uma activa, ainda que muito lenta, circulação interna. Na superfície a deslocação produzem forças locais que provocam as deformações que estuda a Tectónica.
A cada ponto material da corteza está submetido a um campo de esforços (forças dirigidas) que variará segundo as forças horizontais em jogo e onde sempre intervém a gravidade. Se reconce uma direcção de esforço máximo, outra de esforço mínimo, perpendicular à anterior, e por último uma de esforço médio perpendicular ao esforço máximo e ao mínimo. Na direcção do esforço máximo tem-se de produzir um encurtamento da estrutura, ao mesmo tempo que um alongamento (necessário para manter constante o volume da formação) na direcção do esforço mínimo. As dimensões não devem variar na direcção do esforço médio. A deslocação neta de materiais deve produzir em uma direcção oblíqua aos esforços máximo e mínimo.
Por outra parte a aplicação de um esforço crescente deveria dar lugar a deformações de tipos diferentes. Primeiro uma deformação elástica, reversible, como a que afecta às rochas quando são atravessadas pelas ondas sísmicas; segundo uma deformação plástica, geometricamente contínua e irreversible, como a que observamos no plegamiento; por último, uma deformação rígida, por rompimento, discontinua e irreversible, quando se supera verdadeiro valor. As falhas representam o exemplo maior de deformação rígida.
As propriedades intrínsecas da rocha, as estruturas que forma e as circunstâncias em que se encontram determinam o valor que tem de ter um esforço para que a deformação seja rígida, plástica ou elástica. Chama-se rochas competentes às que demonstram pouca plasticidade e atingem o limite de rompimento sem ter chegado a sofrer uma deformação plástica significativa. São competentes em general as rochas plutónicas e, entre as sedimentarias, as calizas ou as areniscas consolidadas quando não estão muito estratificadas. Uma estratificación fina dará lugar geralmente a igualdade de material a deformações plásticas, principalmente dobras. São especialmente incompetentes as rochas arcillosas ou as areias. As circunstâncias físicas, especialmente a pressão confinante, podem alterar o comportamento de uma rocha: nas regiões profundas da corteza e no manto, a elevada pressão faz improvável o rompimento, e materiais que são muito rígidos na superfície se comportam de um modo bem mais plástico.
Existem duas classes básicas de movimentos, os verticais ou epirogénicos de amplo rádio e muito lentos, que tratam de recuperar o equilíbrio isostático; e os movimentos horizontais ou orogenéticos, responsáveis pelos relevos dobrados e fracturados. Na actualidade o paradigma que explica o relevo da Terra, ao igual que quase tudo em Geologia, é a tectónica de placas.
Aubouin, J., Brousse, R., et a o. (1980). Tratado de Geologia. Tomo 3, Tectónica, tectonofísica, morfología. Barcelona, Omega