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Televisão

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A televisão é um sistema para a transmissão e recepção de imagens em movimento e som a distância.

Esta transmissão pode ser efectuada mediante ondas de rádio ou por redes especializadas de televisão por cabo. O receptor dos sinais é o televisor.

A palavra "televisão" é um híbrido da voz grega "tv" (distância) e a latina "visio" (visão). O termo televisão refere-se a todos os aspectos de transmissão e programação de televisão. Às vezes se abrevia como TV. Este termo foi utilizado pela primeira vez em 1900 por Constantin Perski no Congresso Internacional de Electricidade de Paris (CIEP).

No Dia Mundial da Televisão celebra-se o 21 de novembro em comemoração da data em que se celebrou em 1996 o primeiro Foro Mundial de Televisão nas Nações Unidas.

Televisor Braun HF 1, um modelo alemão dos anos 1950.

Conteúdo

História

Artigo principal: História da televisão

O conceito de televisão (visão a distância) pode-se rastrear até Galileo Galilei e seu telescópio. No entanto, não é até 1884, com a invenção do Disco de Nipkow de Paul Nipkow quando se fizesse um avanço relevante para criar um médio. A mudança que traria a televisão tal e como hoje a conhecemos foi a invenção do iconoscopio de Vladimir Zworkyn. Isto daria passo à televisão completamente electrónica, que dispunha de uma taxa de refresco muito melhor, maior definição de imagem e iluminação própria.

Primeiros desenvolvimentos

Em 1910 , o disco de Nipkow foi utilizado no desenvolvimento dos sistemas de televisão dos inícios do século XX e em 1925 o inventor escocês John Logie Baird efectua a primeira experiência real utilizando dois discos, um no emissor e outro no receptor, que estavam unidos ao mesmo eixo para que seu giro fosse síncrono e separados 2 m.

As primeiras emissões públicas de televisão efectuou-as a BBC na Inglaterra em 1927 e a CBS e NBC nos Estados Unidos em 1930 . Em ambos casos se utilizaram sistemas mecânicos e os programas não se emitiam com um horário regular.

As emissões com programação iniciaram-se na Inglaterra em 1936 , e nos Estados Unidos no dia 30 de abril de 1939 , coincidindo com a inauguração da Exposição Universal de Nova York. As emissões programadas interromperam-se durante a Segunda Guerra Mundial, retomando-se quando terminou.

Televisão electrónica

Em 1937 começaram as transmissões regulares de TV electrónica na França e no Reino Unido. Isto levou a um rápido desenvolvimento da indústria televisiva e a um rápido aumento de telespectadores, ainda que os televisores eram de ecrã pequena e muito caros. Estas emissões foram possíveis pelo desenvolvimento dos seguintes elementos na cada extremo da corrente: o cano de raios catódicos e o iconoscopio.

O sinal de vídeo

Artigo principal: Sinal de vídeo

O sinal transducida da imagem contém a informação desta, mas como temos visto, é necessário, para seu recomposición, que tenha um perfeito sincronismo entre a deflexão de exploração e a deflexão na representação.

A exploração de uma imagem realiza-se mediante sua descomposição, primeiro em fotogramas aos que se chamam quadros e depois em linhas, lendo a cada quadro. Para determinar o número de quadros necessários para que se possa recomponer uma imagem em movimento bem como o número de linhas para obter uma óptima qualidade na reprodução e a óptima percepción da cor (na TV em cor) se realizaram numerosos estudos empíricos e cientistas do olho humano e sua forma de perceber. Obteve-se que o número de quadros devia de ser ao menos de 24 ao segundo (depois se empregaram por outras razões 25 e 30) e que o número de linhas devia de ser superior às 300.

O sinal de vídeo compõem-na a própria informação da imagem correspondente à cada linha (no sistema PAL 625 linhas e no NTSC 525 pela cada quadro) agrupadas em dois grupos, as linhas ímpares e os pares da cada quadro, à cada um destes grupos de linhas se lhes denomina campo (no sistema PAL se usam 25 quadros por segundo enquanto no sistema NTSC 30). A esta informação há que acrescentar a de sincronismo, tanto de quadro como de linha, isto é, tanto vertical como horizontal. Ao estar o quadro dividido em dois campos temos pela cada quadro um sincronismo vertical que nos assinala o começo e o tipo de campo, isto é, quando começa o campo ímpar e quando começa o campo par. Ao começo da cada linha acrescenta-se o pulso de sincronismo de linha ou horizontal (modernamente com a TV em cor também se acrescenta informação sobre a sincronía da cor).

A codificação da imagem realiza-se entre 0 V para o negro e 0,7 V para o alvo. Para os sincronismos incorporam-se pulsos de -0,3 V, o que dá uma amplitude total da forma de onda de vídeo de 1 V. Os sincronismos verticais estão constituídos por uma série de pulsos de -0,3 V que proporcionam informação sobre o tipo de campo e igualam os tempos da cada um deles.

O som, chamado audio, é tratado por separado em toda a corrente de produção e depois se emite junto ao vídeo em uma portadora situada ao lado da encarregada de transportar a imagem.

O desenvolvimento da TV

Controle Central em um centro emissor de TV.
Câmaras em um plató de TV.

É em meados do século XX onde a televisão se converte em bandeira tecnológica dos países e a cada um deles vai desenvolvendo seus sistemas de TV nacionais e privados. Em 1953 cria-se Eurovisión que associa a vários países da Europa ligando seus sistemas de TV mediante enlaces de microondas. Em uns anos mais tarde, em 1960, cria-se Mundovisión que começa a realizar enlaces com satélites geoestacionarios cobrindo todo mundo.

A produção de televisão desenvolveu-se com os avanços técnicos que permitiram a gravação dos sinais de vídeo e audio. Isto permitiu a realização de programas gravados que poderiam ser armazenados e emitidos posteriormente. No final dos anos 50 do século XX desenvolveram-se os primeiros magnetoscopios e as câmaras com ópticas intercambiáveis que giravam em uma torreta adiante do cano de imagem. Estes avanços, junto com os desenvolvimentos das máquinas necessárias para a mistura e geração electrónica de outras fontes, permitiram um desenvolvimento muito alto da produção.

Nos anos 70 implementaram-se o ópticas Zoom e começaram-se a desenvolver magnetoscopios mais pequenos que permitiam a gravação das notícias no campo. Nasceram as equipas jornalismo electrónico ou ENG. Pouco depois começou-se a desenvolver equipas baseados na digitalização do sinal de vídeo e na geração digital de sinais, nasceram desses desenvolvimentos os efeitos digitais e as paletas gráficas. Ao mesmo tempo que o controle das máquinas permitia a montagem de salas de postproducción que, combinando vários elementos, podiam realizar programas complexos.

O desenvolvimento da televisão não se parou com a transmissão da imagem e o som. Cedo viu-se a vantagem de utilizar o canal para dar outros serviços. Nesta filosofia implementou-se, no final dos anos 80 do século XX o teletexto que transmite notícias e informação em formato de texto utilizando os espaços livres de informação do sinal de vídeo. Também se implementaram sistemas de som melhorado, nascendo a televisão em estéreo ou dual e dotando ao som de uma qualidade excepcional, o sistema que conseguiu impor no mercado foi o NICAM.

A televisão em cor

Veja-se também: Introdução da televisão em cor em diferentes países.
     NTSC     PAL, ou alterando para PAL     SECAM     Sem informaçãoDistribuição dos sistemas de TV no mundo.

Já em 1928 se desenvolveram experimentos da transmissão de imagens em cor. Em 1940 , o mexicano Guillermo González Camarena patenteia, em México e EE.UU., um Sistema Tricromático Sequencial de Campos.

Em 1948 , Goldmark, baseando na ideia de Baird e Camarena, desenvolveu um sistema similar chamado sistema sequencial de campos. O sucesso foi tal que a Columbia Broadcasting System o adquiriu para suas transmissões de TV.

O seguinte passo foi a transmissão simultânea das imagens da cada cor com o denominado trinoscopio. O trinoscopio ocupava mais três vezes espectro radioeléctrico que as emissões monocromáticas e, em cima, era incompatível com elas ao mesmo tempo que muito caro.

O elevado número de televisores em alvo e negro exigiu que o sistema de cor que se desenvolvesse fosse compatível com as emissões monocromas. Esta compatibilidade devia realizar-se em ambos sentidos, de emissões em cor a recepções em alvo e negro e de emissões em monocromo a recepções em cor.

Em busca da compatibilidade nasce o conceito de luminancia e de crominancia . A luminancia porta a informação do brilho, a luz, da imagem, o que corresponde ao alvo e negro, enquanto a crominancia porta a informação da cor. Estes conceitos foram expostos por Valensi em 1937.

Em 1950 a Rádio Corporation of America, (RCA) desenvolve um cano de imagem que portava três canhões electrónicos, os três fazes eram capazes de impactar em pequenos pontos de fósforo de cores, chamados luminóforos, mediante a utilização de uma máscara, a Shadow Mask ou Trimask. Isto permitia prescindir dos canos trinoscópicos tão abultados e engorrosos. Os elétrons de faze-los ao impactar com os luminóforos emitem uma luz da cor primária correspondente que mediante a mistura aditiva gera a cor original.

Enquanto no receptor implementavam-se os três canhões correspondentes às três cores primários em um sozinho elemento; no emissor (a câmara) mantinham-se os canos separados, um pela cada cor primária. Para a separação faz-se passar a luz que conforma a imagem por um prisma dicroico que filtra a cada cor primária a seu correspondente captador.

Sistemas actuais de TVC
Barras de cor EBU vistas em um MFO e um vectoscopio.

O primeiro sistema de televisão em cor criado que respeitava a dupla compatibilidade com a televisão monocroma se desenvolveu em 1951 por um grupo de engenheiros dirigidos por Hirsh nos laboratórios da Hazeltime Corporation nos EE.UU. Este sistema foi adoptado pela Federal Communication Commission de USA (FCC) e era o NTSC que são as siglas de National Television System Commission. O sistema teve sucesso e estendeu-se por toda a América do Norte e Japão.

Os sinais básicos que utiliza são a luminancia (E), que nos dá o brilho e é o que se mostra nos receptores monocromos, e as componentes de cor, os dois sinais diferencia de cor, o R-E e B-E (o vermelho menos a luminancia e o azul menos a luminancia). Esta dupla selecção permite dar um tratamento diferenciado à cor e ao brilho. O olho humano é bem mais sensível às variações e definição do brilho que às da cor, isto faz que os largos de banda de ambas sinais sejam diferentes, o qual facilita sua transmissão já que ambas sinais se devem de implementar na mesma banda cujo largo é ajustado.

O sistema NTSC modula em amplitude a duas portadoras da mesma frequência defasadas 90º que depois se somam, modulación QAM ou em cuadratura . Na cada uma das portadoras se modula uma das diferenças de cor, a amplitude do sinal resultante indica a saturación da cor e a fase o tinte ou tom do mesmo. Este sinal chama-se de crominancia . Os eixos de modulación estão situados de tal forma que se cuida a circunstância de que o olho é mais sensível à cor carne, isto é que o eixo I se orienta para a laranja e o Q para as magentas. Ao ser a modulación com portadora suprimida faz falta mandar uma salva da mesma para que os geradores do receptor possam se sincronizar com ela. Esta salva ou burst costuma ir no pórtico anterior do pulso de sincronismo de linha. O sinal de crominancia soma-se à de luminancia compondo o sinal total da imagem.

As modificações na fase do sinal de vídeo quando esta é transmitida produzem erros de tinte, isto é de cor (muda a cor da imagem).

O NTSC foi a base da que partiram outros pesquisadores, principalmente europeus. Na Alemanha desenvolveu-se, por uma equipa dirigida por Walter Bruch um sistema que reparava os erros de fase, este sistema é o PAL, Phase Altenating Line.

Para isso a fase da subportadora se alterna na cada linha. A subportadora que modula a componente R-E, que em PAL se chama V, tem uma fase de 90º em uma linha e de 270º na seguinte. Isto faz que os erros de fase que se produzam na transmissão (e que afectam igual e no mesmo sentido a ambas linhas) se compensem à representação da imagem ao se ver uma linha junto à outra, Se a integração da imagem para a correcção da cor a realiza o próprio olho humano temos o denominado PAL S (PAL Simples) e se se realiza mediante um circuito electrónico o PAL D (PAL Delay, retardado). O PAL foi proposto como sistema de cor paneuropeo na Conferência de Oslo de 1966. Mas não se chegou a um acordo e como resultado os países da Europa Ocidental, com a excepção da França, adoptaram o PAL enquanto os da Europa Oriental e França o SECAM.

Na França desenvolveu-se pelo pesquisador Henri de France um sistema diferente, o SECAM, « SÉquentiel Couleur À Mémoire » que baseia sua actuação na transmissão sequencial da cada componente de cor moduladas em FM de tal forma que em uma linha se manda uma componente e na seguinte a outra componente. Logo o receptor combina-as para deduzir a cor da imagem.

Todos os sistemas tinham vantagens e inconvenientes. Enquanto o NTSC e o PAL dificultavam a edição do sinal de vídeo por sua sequência de cor em quatro e oito campos, respectivamente, o sistema SECAM fazia impossível o trabalho de mistura de sinais de vídeo.

A alta definição "HD"

O sistema de televisão de definição regular, conhecido pelas siglas "SD", tem, em PAL, uma definição de 720x576 pixeles (720 pontos horizontais na cada linha e 576 pontos verticais que correspondem às linhas activas do PAL) isto faz que uma imagem em PAL tenha um total de 414.720 pixeles. Em NSTC mantêm-se os pontos por linha mas o número de linhas activas é sozinho de 525 o que dá um total de pixeles de 388.800 sendo os pixeles levemente largos em PAL e levemente altos em NSTC.

Desenvolveram-se 28 sistemas diferentes de televisão de alta definição. Há diferenças quanto a relação de quadros, número de linhas e pixeles e forma de varredura. Todos eles se podem agrupar em quatro grandes grupos dos quais dois já têm ficado obsoletos (os referentes às normas da SMPTE 295M, 240M e 260M) se mantendo outros dois que diferem, fundamentalmente, no número de linhas activas, um de 1080 linhas activas (SMPT 274M) e o outro de 720 linhas activas (SMPT 269M).

No primeiro dos grupos, com 1.080 linhas activas, dão-se diferenças de frequência de quadro e de mostras por linha (ainda que o número de mostras por tempo activo de linha mantém-se em 1.920) também a forma de varredura muda, há varredura progressivo ou entrelazado. Da mesma forma ocorre no segundo grupo, onde as linhas activas são 720 tendo 1.280 mostras por tempo de linha activo. Neste caso a forma de varredura é sempre progressiva.

No sistema de HD de 1.080 linhas e 1.920 mostras por linha temos 2.073.600 pixeles na imagem e no sistema de HD de 720 linhas e 1.280 mostras por linhas temos 921.600 pixeles no ecrã. Em relação com os sistemas convencionais temos que a resolução do sistema de 1.080 linhas é 5 vezes maior que o do PAL e cinco vezes e meia que o do NTSC. Com o sistema de HD de 720 linhas é um 50% maior que em PAL e um 66% maior que em NTSC.[1]

A alta resolução requer também uma redefinição do espaço de cor mudando o triângulo de gamut.

A relação de aspecto

Na década dos 90 do século XX começaram-se a desenvolver os sistemas de televisão de alta definição. Todos estes sistemas, em princípio analógicos, aumentavam o número de linhas da imagem e mudavam a relação de aspecto passando do formato utilizado até então, relação de aspecto 4/3, a um formato mais apaisado de 16/9. Este novo formato, mais agradável à vista estabeleceu-se como regular inclusive em emissões de definição regular.

A relação de aspecto expressa-se pela largura do ecrã em relação à altura. O formato regular até esse momento tinha uma relação de aspecto de 4/3. O adoptado é de 16/9. A compatibilidade entre ambas relações de aspecto se pode realizar de diferentes formas.

Uma imagem de 4/3 que se vá ver em um ecrã de 16/9 pode se apresentar de três formas diferentes:

Uma imagem de 16/9 que se vá ver em um ecrã de 4/3, de forma similar, tem três formas de se ver:

O PALplus
Artigo principal: PALplus

Na Europa Ocidental, e onde o sistema de televisão da maioria dos países é o PAL, se desenvolveu, com apoio da União Européia, um formato a cavalo entre a alta definição e a definição regular. Este formato recebeu o nome de PALplus e ainda que foi apoiado pela administração não conseguiu cuajar.

O PALplus foi uma extensão do PAL para transmitir imagens de 16/9 sem ter que perder resolução vertical. Em um televisor normal recebe-se uma imagem de apaisada com faixas negras acima e abaixo da mesma (letterbox) de 432 linhas activas. O PALplus mandava informação adicional para rechear as faixas negras chegando a 576 linhas de resolução vertical. Mediante sinais auxiliares que iam nas linhas do intervalo de sincronismo vertical se comandava ao receptor PALplus lhe indicando se a captación tinha sido realizada em varredura progressivo ou entrelazado. O sistema ampliou-se com o chamado "Colorplus" que melhorava a decodificación da cor.

A digitalização

No final dos anos 80 do século XX começaram-se a desenvolver sistemas de digitalização. A digitalização na televisão tem duas partes bem diferenciadas. Por um lado está a digitalização da produção e pelo outro a da transmissão.

Quanto à produção desenvolveram-se vários sistemas de digitalização. Os primeiros deles estavam baseados na digitalização do sinal composto de vídeo que não tiveram sucesso. A proposta de digitalizar as componentes do sinal de vídeo, isto é a luminancia e as diferenças de cor, foi o que resultou mais idóneo. Em um princípio desenvolveram-se os sistemas de sinais em paralelo, com grossos cabos que precisavam de um fio para a cada bit, cedo se substituiu esse cabo pela transmissão multiplexada em tempo das palavras correspondentes à cada uma das componentes do sinal, ademais este sistema permitiu incluir o audio, embebiéndolo na informação transmitida, e outra série de utilidades.

Para a manutenção da qualidade necessária para a produção de TV desenvolveu-se a norma de Qualidade Estudo CCIR-601. Enquanto permitiu-se o desenvolvimento de outras normas menos exigentes para o campo das produções ligeiras (EFP) e o jornalismo electrónico (ENG).

A diferença entre ambos campos, o da produção em qualidade de estudo e a de em qualidade de ENG estriba na magnitude o fluxo binário gerado na digitalização dos sinais.

A redução do fluxo binário do sinal de vídeo digital deu lugar a uma série de algorítmos, baseados todos eles na transformada discreta do cosseno tanto no domínio espacial como no temporal, que permitiram reduzir dito fluxo possibilitando a construção de equipas mais acessíveis. Isto permitiu o acesso aos mesmos a pequenas empresas de produção e emissão de TV dando lugar ao auge das televisões locais.

Quanto à transmissão, a digitalização da mesma foi possível graças às técnicas de compressão que conseguiram reduzir o fluxo a menos de 5 Mbit/s, há que recordar que o fluxo original de um sinal de qualidade de estudo tem 270 Mbit/s. Esta compressão é o telefonema MPEG-2 que produz fluxos dentre 4 e 6 Mbit/s sem perdas apreciables de qualidade subjetiva.

As transmissões de TV digital têm três grandes áreas dependendo da forma da mesma ainda que são similares quanto a tecnologia. A transmissão realiza-se por satélite , cabo e via radiofrequência terrestre, esta é a conhecida como TDT.

O avanço da informática, tanto a nível do hardware como do software, levaram a sistemas de produção baseados no tratamento informático do sinal de televisão. Os sistemas de armazenamento, como os magnetoscopios, passaram a ser substituídos por servidores informáticos de vídeo e os arquivos passaram a guardar suas informações em discos duros e fitas de dados. Os ficheiros de vídeo incluem os metadatos que são informação referente a seu conteúdo. O acesso à informação realiza-se desde os próprios computadores onde correm programas de edição de vídeo de tal forma que a informação residente no arquivo é acessível em tempo real pelo utente. Em realidade os arquivos estruturam-se em três níveis, o on-line, para aquela informação de uso muito frequente que reside em servidores de discos duros, o near line, informação de uso frequente que reside em fitas de dados e estas estão em grandes livrarias automatizadas, e o arquivo profundo onde se encontra a informação que está fora de linha e precisa de sua incorporação manual ao sistema. Todo isso está controlado por um banco em onde figuram os assentos da informação residente no sistema.

A incorporação de informação ao sistema realiza-se mediante a denominada função de ingesta. As fontes podem ser geradas já em formatos informáticos ou são convertidas mediante conversores de vídeo a ficheiros informáticos. As captaciones realizadas no campo por equipas de ENG ou EFP gravam-se em formatos compatíveis com o do armazenamento utilizando suportes diferentes à fita magnética, as tecnologias existentes são DVD de raio azul (de Sony), gravação em memórias ram (de Panasonic) e gravação em disco duro (de Ikegami).

A existência dos servidores de vídeo possibilita a automação das emissões e dos programas de noticiários mediante a realização de listas de emissão, os chamados play out.

Tipos de televisão

TV Analogica Sony.

Difusão analógica

A televisão até tempos recentes, princípios do século XXI, foi analógica totalmente e seu modo de chegar aos televidentes era mediante o ar com ondas de rádio nas bandas de VHF e UHF. Cedo saíram as redes de cabo que distribuíam canais pelas cidades. Esta distribuição também se realizava com sinal analógica, as redes de cabo podem ter uma banda atribuída, mais que nada para poder realizar a sintonía dos canais que chegam pelo ar junto com os que chegam por cabo. Seu desenvolvimento depende da legislação da cada país, enquanto em alguns deles se desenvolveram rapidamente, como na Inglaterra e Estados Unidos, em outros como Espanha não têm tido quase importância até que no final do século XX a legislação permitiu sua instalação.

O satélite, que permite a chegada do sinal a zonas muito remotas e de difícil acesso, seu desenvolvimento, a partir da tecnologia dos lançamentos espaciais, permitiu a exploração comercial para a distribuição dos sinais de televisão. O satélite realiza duas funções fundamentais, a de permitir os enlaces dos sinais de um ponto ao outro da órbita, mediante enlaces de microondas , e a distribuição do sinal em difusão.

A cada um destes tipos de emissão tem suas vantagens e inconvenientes, enquanto o cabo garante a chegada em estado óptimo do sinal, sem interferências de nenhum tipo, precisa de uma instalação cara e de um centro que realize o embebido dos sinais, conhecido com o nome de cabeceira. Só se pode entender um tendido de cabo em núcleos urbanos onde a aglomeración de habitantes faça rentable o investimento da infra-estrutura necessária. Outra vantagem do cabo é a de dispor de um caminho de volta que permite criar serviços interactivos independentes de outros sistemas (normalmente para outros sistemas de emissão se utiliza a linha telefónica para realizar a volta). O satélite, de elevado custo em sua construção e posta em órbita permite chegar a lugares inaccesibles e remotos. Também tem a vantagem de serviços disponíveis para os televidentes, que possibilitam a exploração comercial e a rentabilidad do sistema. A comunicação via satélite é uma das mais importantes na logística militar e muitos sistemas utilizados na exploração civil têm uma profundidade estratégica que justificam o investimento económico realizada. A transmissão via rádio é a mais popular e a mais estendida. O investimento da rede de distribuição do sinal não é muito caro e permite, mediante a rede de reemisores necessária, chegar a lugares remotos, de índole rural. O sinal é muito menos inmune ao ruído e em muitos casos a recepção se resiente. Mas é a forma normal da difusão dos sinais de TV.

Difusão digital

Barras de cor EBU em formato YUV.
Artigo principal: Televisão digital

Estas formas de difusão mantiveram-se com o nascimento da televisão digital com a vantagem de que o tipo de sinal é muito robusta às interferências e a norma de emissão está concebida para uma boa recepção. Também há que dizer que acompanha ao sinal de televisão uma série de serviços extras que dão um valor acrescentado à programação e que no regulamento se incluiu todo um campo para a realização da televisão de pagamento em suas diferentes modalidades.

A difusão da televisão digital baseia-se no sistema DVB Digital Video Broadcasting e é o sistema utilizado na Europa. Este sistema tem uma parte comum para a difusão de satélite, cabo e terrestre. Esta parte comum corresponde à classificação do fluxo do sinal e a parte não comum é a que o adapta à cada modo de transmissão. Os canais de transmissão são diferentes, enquanto o largo de banda do satélite é grande o cabo e a via terrestre têm-no moderado, os ecos são muito altos na difusão via terrestre mintas que em satélite praticamente não existem e no cabo se podem controlar, as potências de recepção são muito baixas para o satélite (chega um sinal muito débil) enquanto no cabo são altas e por via terrestre são médias, a mesma forma tem a relação sinal-ruído.

Os sistemas utilizados segundo o tipo de canal são os seguintes, para satélite o DVB-S, para cabo o DVB-C e para terrestre (também chamando terrenal) DVB-T. Muitas vezes realizam-se captaciones de sinais de satélite que depois são metidas em cabo, para isso é normal que os sinais sofram uma ligeira modificação para sua adecuación a norma do cabo.

Em EE.UU. desenvolveu-se um sistema diferente de televisão digital, o ATSC Advanced Television System Committee que enquanto nas emissões por satélite e cabo não difere muito do europeu, na TDT é totalmente diferente. A deficiência do NTSC tem feito que se unifique o que é televisão digital e alta definição e o peso das companhias audiovisuais e cinematográficas tem levado a um sistema de TDT característico no que não se prestou atenção alguma à inmunidad contra os ecos.

Televisão terrestre

A difusão analógica por via terrestre, por rádio, está constituída da seguinte forma; do centro emissor fazem-se chegar os sinais de vídeo e audio até os transmissores principais situados em lugares estratégicos, normalmente no alto de alguma montanha dominante. Estes enlaces realizam-se mediante enlaces de microondas ponto a ponto. Os transmissores principais cobrem uma ampla zona que se vai recheando, naqueles casos que tenha sombras, com reemisores. A transmissão realiza-se nas bandas de UHF e VHF, ainda que esta última está praticamente extinguida já que na Europa designou-se à aeronáutica e a outros serviços como a rádio digital.

A difusão da televisão digital via terrestre, conhecida como TDT se realiza na mesma banda da difusão analógica. Os fluxos de transmissão reduziram-se até menos de 6 Mb/s o que permite a incorporação de vários canais. O normal é realizar um agrupamento de quatro canais em um Mux o qual ocupa um canal da banda (em analógico um canal é ocupado por um programa). A característica principal é a forma de modulación. A televisão terrestre digital dentro do sistema DVB-T utiliza para sua transmissão a modulación OFDM Orthogonal Frecuency Division Multiplex que lhe confere uma alta inmunidad aos ecos, ainda a costa de um complicado sistema técnico. A OFDM utiliza milhares de portadoras para repartir a energia de radiación, as portadoras mantêm a ortogonalidad no domínio da frequência. Emite-se durante um tempo útil ao que segue uma interrupção chamada tempo de guarda. Para isso todos os transmissores devem estar síncronos e emitir em paralelo um bit do fluxo do sinal. O receptor recebe o sinal e espera o tempo de guarda para processá-la, nessa espera desprezam-se os ecos que se pudessem ter produzido. A sincronía nos transmissores realiza-se mediante um sistema de GPS .

A televisão digital terrestre nos EE.UU., utiliza a norma ATSC Advanced Television System Committee que deixa sentir a diferente concepção com respeito ao serviço que deve ter a televisão e o peso da indústria audiovisual e cinematográfica estadounidense. A televisão norte-americana desenvolveu-se a base de pequenas emissoras locais que se uniam a uma retransmisión geral para certos programas e eventos, ao invés que na Europa onde têm primado as grandes correntes nacionais. Isto faz que a vantagem do sistema europeu que pode criar redes de frequência única para cobrir um território com um sozinho canal não seja apreciada pelos norte-americanos. O sistema americano não tem prestado atenção à eliminação do eco. A deficiência do NTSC é uma das causas das ânsias para o desenvolvimento de um sistema de TV digital que tem sido associado com o de alta definição.

O ATSC estava integrado por empresas privadas, associações e instituições educativas. A FCC Federal Communication Commission aprovou a norma resultante deste comité como regular de TDT em EE.UU. o 24 de dezembro de 1996 . Propõe uma convergência com os computadores pondo énfasis na varredura progressiva e no pixel quadrado. Têm desenvolvido duas hierarquias de qualidade, a regular (definiram-se dois formatos, um entrelazado e outro progressivo, para o entrelazado usam 480 linhas activas a 720 pixeles por linha e o progressivo 480 linhas com 640 pixeles por linha, a frequência de quadro é a de 59,94 e 60 Hz e o formato é de 16/9 e 3/4) e a de alta definição (em AD têm dois tipos diferentes um progressivo e outro entrelazado, para o primeiro se usam 720 linhas de 1.280 pixeles, para o segundo 1.080 linhas e 1.920 pixeles por linha a 59,94 e 60 quadros segundo e um formato de 16/9 para ambos). Têm desenvolvido duas hierarquias de qualidade, a regular e a de alta definição. Utiliza o largo de banda de um canal de NTSC para a emissão de televisão de alta definição ou quatro em qualidade regular.

Os sistemas de difusão digitais estão chamados a substituir aos analógicos, prevê-se que se deixem de realizar emissões em analógico, na Europa este previsto o apagón analógico para o 2012 e em EE.UU. decretou-se o 17 de fevereiro de 2009 como a data limite na que todas as estações de televisão deixem de transmitir em sistema analógico e passem a transmitir exclusivamente em sistema digital. No dia 8 de setembro de 2008 ao meio dia realizou-se a primeira transição entre sistemas no povoado de Wilmington, Carolina do Norte.

Televisão por cabo

Artigo principal: Televisão por cabo

A televisão por cabo surge pela necessidade de levar sinais de televisão e rádio, de índole diversa, até o domicílio dos abonados, sem necessidade de que estes devam dispor de diferentes equipas receptores, reprodutores e sobretudo de antenas.

Precisa de uma rede de cabo que parte de uma cabeceira em onde se vão embebiendo, em multiplicação de frequências, os diferentes canais que têm origens diversos. Muitos deles provem de satélites e outros são criados ex professo para a emissão por cabo.

A vantagem do cabo é a de dispor de um canal de volta, que o forma o próprio cabo, que permite o poder realizar uma série de serviços sem ter que utilizar outra infra-estrutura.

A dificuldade de tender a rede de cabo em lugares de pouca população faz que somente os núcleos urbanos tenham acesso a estes serviços.

A transmissão digital por cabo esta baseada na norma DVB-C, muito similar à de satélite, e utiliza a modulación QAM.

Televisão por satélite

Artigo principal: Televisão por satélite

A difusão via satélite iniciou-se com o desenvolvimento da indústria espacial que permitiu pôr em órbita geoestacionaria satélites com transductores que emitem sinais de televisão que são recolhidas por antenas parabólicas.

O alto custo da construção e posta em órbita dos satélites, bem como a vida limitada dos mesmos, vê-se aliviado pela possibilidade da exploração de outra série de serviços como são os enlaces ponto a ponto para qualquer tipo de comunicação de dados. Não é desdeñable o uso militar dos mesmos, ainda que parte deles sejam de aplicações civis, já que boa parte do investimento esta realizada com orçamento militar.

A vantagem de chegar a toda a superfície de um território concreto, facilita o acesso a zonas muito remotas e isoladas. Isto faz que os programas de televisão cheguem a todas partes.

A transmissão via satélite digital realiza-se baixo a norma DVB-S, a energia dos sinais que chegam às antenas é muito pequena ainda que o largo de banda costuma ser muito grande.

Televisão IP (IPTV)

O desenvolvimento de redes IP, baseadas em acessos dos clientes às mesmas mediante ADSL ou fibra óptica, que proporcionam grande largo de banda, bem como o aumento das capacidades de compressão de dados dos algorítmos tipo MPEG, tem feito possível a distribuição do sinal de televisão de forma digital encapsulada em mediante protocolo IP.

Têm surgido assim, a partir do ano 2003, plataformas de distribuição de televisão IP (IPTV) suportadas tanto em redes do tipo ADSL, VDSL ou de fibra óptica para visualização em televisor , como para visualização em computadores e telefones móveis.

A televisão de 3D

Artigo principal: Televisão 3D

A visão estereoscopica ou estereovisión é uma técnica já conhecida e utilizada na fotografia de princípios do século XX. No final desse mesmo século o cinema em 3D, em três dimensões, era já habitual e estava comercializado. No final da primeira década do século XXI começam a ver-se os primeiros sistemas comerciais de televisão em 3D baseados na captación, transmissão e representação de duas imagens similares deslocadas a uma com respeito à outra e polarizadas. Ainda que experimentou-se algum sistema sem que se precisassem gafas com filtros polarizados para ver estas imagens em três dimensões, como o da casa Philips, os sistemas existentes, baseados no mesmo princípio que o cinema em 3D, precisam da utilização de filtros de cor, cor vermelha para o olho direito e cian para o olho esquerdo,[2]

O sistema de captación está composto por duas câmaras convencionais ou de alta resolução devidamente adaptadas e sincronizadas controlando os parámetros de convergência e separação bem como o monitoreado das imagens captadas para poder corrigir em tempo real os defeitos próprios do sistema. Normalmente realiza-se uma gravação e uma posterior postproducción em onde se corrigem os defeitos inherentes a este tipo de produções (aberraciones, diferenças de colorimetría, problemas de convergência, etc.).

Tipos de televisores

Artigo principal: Televisor

Conhece-se como televisor ao aparelho electrodoméstico destinado à recepção do sinal de televisão. Costuma constar de um sintonizador e dos comandos e circuitos necessários para a conversão dos sinais eléctricos, bem sejam analógicas ou digitais, em representação das imagens em movimento no ecrã e o som pelos altavoces. Muitas vezes há serviços associados ao sinal de televisão que o televisor deve processar, como o teletexto ou o sistema NICAM de audio.

Desde os receptores mecânicos até os modernos televisores planos tem tido todo um mundo de diferentes tecnologias. O cano de raios catódicos, que foi o que proporcionou o grande passo no desenvolvimento da televisão, se resiste a desaparecer ao não se encontrar, ainda, quem o substitua, mantendo a qualidade de imagem e o preço de produção que este proporciona. Os ecrãs planos de cristal líquido ou de plasma não têm conseguido o substituir ao dar uma imagem de inferior qualidade e ter um elevado preço, sua grande vantagem é a linha moderna de seu desenho. Os televisores preparados para a alta definição também não estão a se abrir passo ao carecer de horas de programação nessa qualidade e ao contentar-se o utente com a qualidade da emissão regular.

A pouco tempo do chamado apagón analógico ainda são escassos os televisores e outros electrodomésticos que se usam em televisão, como grabadores, que incluem o sintonizador TDT ou os decodificadores para a recepção de cabo e satélite.

Alguns tipos de televisores

Durante uma conferência de imprensa em Berlim, dentro da feira de mostras industriais e electrónica de consumo IFA 2009, Sony anunciou seus planos de apresentar avanços na experiência de visualização 3D para os lares. Sony refere-se à tecnologia 3D de alguns de seus televisores, como BRAVIA, que além de seu ecrã LCD incorporaria um sistema para reproduzir conteúdos em alta definicion, as imagens 3D ver-se-iam mediante umas gafas especiais.[cita requerida]

Sony pensa desenvolver a compatibilidade da tecnologia 3D em outros modelos de televisores, além de outras unidades como produtos relacionados com Blu-ray, VAIO ou a consola de videojuegos PlayStation, de modo que seja possível ver imagens 3D em uma variedade de conteúdos multimédia reproduzidos desde o televisor do lar, como filmes, séries ou inclusive videojuegos. Ainda que começou como avance aproveitando a feira IFA alemã, no ano 2010 já saíram à venda os primeiros modelos.

Veja-se também

Consola de edição.

Emissões televisivas

Referências

  1. a b High definition television. Sony Training Services 2008
  2. Kronomav Gravação em 3D

Bibliografía

Enlaces externos

Wikcionario

mwl:Telibison

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