Tempo próprio é o tempo medido para um observador que está a viajar pelo espaço-tempo a uma verdadeira velocidade. O conceito de tempo próprio é necessário nas teorias da relatividad de Einstein para descrever efeitos tais como a dilatación do tempo.
A dilatación do tempo tem sido observada e medida em diversos experimentos, e revela que o tempo que mede um observador em movimento uniforme com respeito a outro mede um intervalo de tempo mais pequeno que o que está em repouso (ainda que a perspectiva do observador em movimento é que é o outro quem mede um intervalo mais pequeno, coisa que conduz ao paradoxo dos gémeos).
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E daí que a variação do tempo próprio se defina simplesmente como:
A definição de tempo próprio implica descrever o curso que uma partícula de prova, observador ou relógio lhe toma para viajar por um espaço-tempo e a estrutura métrica desse espaço tempo em particular.
Pode-se observar que quando
ambos tempos, o tempo coordenado e o tempo próprio, coincidem como prediz a mecânica clássica. Isso permite que pára pequenas velocidades possamos usar o suposto da mecânica clássica de que existe um tempo absoluto ou referência temporária universal comum a todos os observadores, assim um observador "clássico" todo o que tem que fazer é medir o intervalo de seu tempo próprio, e inferir que outros observadores que se movem a pequenas velocidades com respeito a ele medem o mesmo intervalo de tempo.
Se consideramos uma partícula de massa m que se move baixo a acção de uma força constante F, temos a seguinte equação de movimento:
Integrando a anterior equação do movimento chega-se a:
Onde:
O tempo próprio para a partícula acelerada pode relacionar com o tempo coordenado de um observador inercial mediante a seguinte integração:
A métrica mais general possível tanto em relatividad especial, quando consideramos sistemas de referência não inerciales, como em relatividad geral, quando o espaço-tempo não é plano pode escrever na anotação física abreviada como:
(*)![]()
Onde os índices
e os índices
. O primeiro termo do segundo membro tem propriedades relacionadas com o tempo físico, enquanto o tensor que simétrico covariante que aparece no segundo termo pode se interpretar como um tensor métrico tridimensional definido positivo. As propriedades desses dois sumandos permitem-nos introduzir a distância física e o tempo físico medido por um observador. Então o tempo próprio de uma partícula que se move segundo a curva:
pode avaliar-se singelamente como:
No entanto convém recordar, que se a métrica não é estática, dois observadores que partiram de um mesmo ponto e arribaron ao mesmo ponto, ao longo de trajectórias diferentes diferirão no tempo decorrido, tal como sucede no paradoxo dos gémeos, fazendo impossível em general a sincronização de relógios. A sincronização de relógios é possível só quando a 1-forma do primeiro termo do segundo membro de () é uma diferencial exacta.