O teorema da estatística do espín da mecânica cuántica estabelece a relação directa entre o espín de uma espécie de partícula com a estatística que obedece. Foi demonstrado por Fierz e Pauli em 1940, e requer o formalismo de teoria cuántica de campos.
O espín é um momento angular intrínseco (não associado a seu movimento espacial) que possui toda a partícula a nível cuántico. Pode tomar valores inteiros (0,1,2,...) ou semienteros (1/2,3/2,...), em unidades da constante de Planck
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A estatística de uma espécie de partículas determina seu comportamento colectivo.
Estas duas propriedades estão em aparencia totalmente descorrelacionadas. No entanto é um facto experimental que todos os bosones possuem espín inteiro, enquanto os fermiones possuem espín semientero. Esta relação constitui o enunciado do teorema.
Há um par de fenómenos interessantes facilitados pelos dois tipos de estatística. A distribuição de Bose-Einstein descreve os bosones em um condensado Bose-Einstein. Baixo uma verdadeira temperatura, a maioria das partículas em um sistema bosónico estará no estado fundamental (a a mais baixa energia). Daí resultam propriedades incomuns como a superfluidez.
A distribuição de Fermi-Dirac, que descreve o comportamento dos fermiones, também proporciona interessantes propriedades. Dado que só um único fermión pode ocupar um estado cuántico, o nível fundamental de energia só pode ser ocupado por dois fermiones, com seus espines alinhados de maneira contrária. Assim, inclusive ao zero absoluto de temperatura, o sistema tem uma verdadeira energia diferente de zero. Como resultado, um sistema fermiónico exerce pressão externa. Ainda a temperaturas diferentes de zero, dita pressão existe. Esta pressão é a responsável por que certas estrelas em massa não possam colapsar devido à gravidade (ver anã branca, estrela de neutrones, e buraco negro).