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Teoria da geração espontánea

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A teoria da geração espontánea, também conhecida como autogénesis é uma antiga teoria biológica de abiogénesis que sustentava que podia surgir vida complexa, animal e vegetal, de forma espontánea a partir da matéria inerte. Para referir à geração espontánea", também se utiliza o termo abiogénesis, acuñado por Thomas Huxley em 1870, para ser usado originalmente para referir a esta teoria, em oposição à origem da geração por outros organismos vivos (biogénesis).

Conteúdo

Geração espontánea

A teoria da geração espontánea aplicava-se a insectos, vermes e seres vivos pequenos nos que não pareciam se gerar por biogénesis.

A geração espontánea antigamente era uma crença profundamente arraigada descrita já por Aristóteles . A observação superficial indicava que surgiam vermes do lodo, moscas da carne podre, organismos dos lugares húmidos, etc. Assim, a ideia de que a vida se estava a originar continuamente a partir desses restos de matéria orgânica se estabeleceu como lugar comum na ciência. Hoje em dia a comunidade científica considera que esta teoria está plenamente refutada.

A autogénesis sustentava-se em processos como a putrefacción. É de modo que de um trozo de carne podiam gerar-se larvas de mosca. Precisamente, esta premisa era como um fim de uma observação superficial, já que -segundo os defensores desta corrente- não era possível que, sem que nenhum organismo visível se acercasse ao trozo de carne aparecessem as larvas, a não ser que sobre esta actuasse um princípio vital gerador de vida.

Facções contra a geração espontánea

Diversos experimentos realizados entre os séculos XVII e XVIII revelaram que os vermes ou as moscas, por exemplo, apareciam se tinha ovos destes animais. Ainda assim seguiu-se pensando que os microorganismos podiam surgir de forma espontánea sobre os chamados caldos nutritivos.

O experimento de Redi

Francesco Redi, um médico italiano, realizou um experimento em 1668 no que colocou quatro copos nos que pôs respectivamente um pedaço de serpente, pescado, anguilas e um trozo de carne de boi. Preparou depois outros quatro copos com os mesmos materiais e deixou-os abertos, enquanto os primeiros permaneciam fechados herméticamente. Ao pouco tempo algumas moscas foram atraídas pelos alimentos deixados nos copos abertos e entraram a comer e a pôr ovos; decorrido um lapso de tempo, nesta série de copos começaram a aparecer algumas larvas. Isto não se verificou, em mudança, nos copos fechados, nem sequer após vários meses. Por tal motivo, Redi chegou à conclusão que as larvas (vermes) se originavam das moscas e não por geração espontánea da carne em descomposição.

Alguns objetaron a Redi dizendo que nos copos fechados tinha faltado circulação do ar (o princípio activo ou princípio vital) e isso tinha impedido a geração espontánea. Redi realizou um segundo experimento: desta vez os copos do experimento não foram fechados herméticamente, senão só recobertos com gasa. O ar, portanto, podia circular. O resultado foi idêntico ao do anterior experimento, porquanto a gasa, evidentemente, impedia o acesso de insectos aos copos e a consiguiente deposición dos ovos, e em consequência não se dava o nascimento das larvas.

Com estas simples experiências, Redi demonstrou que as larvas da carne putrefacta se desenvolviam de ovos de moscas e não por uma transformação da carne, como afirmavam os partidários da abiogénesis. Os resultados de Redi fortaleceram a biogénesis, teoria que sustenta que a origem de um ser vivo somente se produz a partir de outro ser vivo.

O experimento de Lazzaro Spallanzani

Spallanzani demonstrou que não existe a geração espontánea da vida, abrindo caminho a Pasteur. Em 1769 , depois de recusar a teoria da geração espontánea, Spallanzani desenhou experimentos para refutar os realizados pelo sacerdote católico inglês John Turberville Needham, que tinha aquecido e seguidamente sellado caldo de carne em diversos recipientes; dado que tinham-se encontrado microorganismos no caldo depois de abrir os recipientes, Needham achava que isto demonstrava que a vida surge da matéria não vivente. Não obstante, prolongando o período de aquecimento e sellando com mais cuidado os recipientes, Spallanzani pôde demonstrar que ditos caldos não geravam microorganismos enquanto os recipientes estivessem sellados e esterilizados.

O experimento de Pasteur

Ilustração do tipo de matraz utilizado por Pasteur para refutar experimetalmente a teoria da geração espontánea.

Na segunda metade do século XIX, Luis Pasteur realizou uma série de experimentos que provaram definitivamente que também os microbios se originavam a partir de outros microorganismos.

Pasteur estudou de forma independente o mesmo fenómeno que Redi. Utilizou dois matraces de pescoço de cisne (similares a uma Bola de destilación com boca longa e encorvada). Estes matraces têm os pescoços muito alongados que se vão fazendo a cada vez mais finos, terminando em uma abertura pequena, e têm forma de S". Na cada um deles meteu quantidades iguais de caldo de carne (ou caldo nutritivo) e os fez ferver para poder eliminar os possíveis microorganismos presentes no caldo. A forma de S" era pára que o ar pudesse entrar e no entanto que os microorganismos ficassem na parte mais baixa do cano.

Passado um tempo observou que nenhum dos caldos apresentava senha alguma da presença de algum microorganismo e cortou o cano de um dos matraces. O matraz aberto demorou pouco em decompor-se, enquanto o fechado permaneceu em seu estado inicial. Pasteur demonstrou de modo que os microorganismos também não proviam da geração espontánea. Graças a Pasteur, a ideia da geração espontánea foi desterrada do pensamento científico e a partir de então aceitou-se de forma geral o princípio que dizia que todo ser vivo procede de outro ser vivo. Ainda se conservam em museu alguns destes matraces que utilizou Pasteur para seu experimento, e seguem permanecendo estéreis.[cita requerida]

Veja-se também

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"