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Teoria do desenvolvimento

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As teorias do desenvolvimento, entendidas em seu sentido actual, pretendem identificar as condições socioeconómicas e as estruturas económicas necessárias para achar uma senda de desenvolvimento humano e crescimento económico sustentado (produtivo ou não). Normalmente o campo não se refere à análise de países do Norte, senão que se estudam directamente as economias do Sur(no entanto, não deve se esquecer que alguns economistas ortodoxos actuais consideram às vezes aos modelos neoclásicos e keynesianos de crescimento do Norte também como teorias de desenvolvimento).

Podemos dividir as visões do desenvolvimento económico em cinco fundamentais: a conservadora, seguida principalmente pelos economistas neoclásicos; a reformista, seguida pelos keynesianos; a revolucionária produtiva, pelo marxismo tradicional; a revolucionária humana, em torno de economistas do desenvolvimento humano e esquerdistas actuais (alter-globalistas, ecologistas e feministas); e a revolucionária pessoal, por um heterogéneo conjunto de economistas perennes ou transpersonales com antecedentes teóricos no anarquismo político clássico. Estas visões respondem as questões básicas da economia, o desenvolvimento e a desigualdade Norte-Sur a partir da seguinte: como conseguir o desenvolvimento para os diferentes países e pessoas? Estes são as propostas:

Conteúdo

Postura do liberalismo

Segundo a postura do liberalismo o caminho exitoso ao desenvolvimento consegue-se, segundo realizaram os actuais países ricos, mediante o agregado de riquezas, aumento de produção e inovação tecnológica. Estas foram as primeiras teorias sobre o desenvolvimento.

Depois da Segunda Guerra Mundial, os autores liberais presagiaron que os países terceiro mundistas seguiriam o caminho ao desenvolvimento através do capitalismo, mediante diferentes etapas. Segundo estas posturas, é chave para o desenvolvimento o aumento da produção para abastecer as necessidades da população. Isto é, o crescimento económico leva à longa ao desenvolvimento económico. Por isso se considera que a renda ou o produto per-cápita indicam o grau de desenvolvimento, como os que seguem o FMI e o Banco Mundial. No entanto, com o aumento da desigualdade entre países ricos e pobres estas ideias começaram-se a considerar simplificadoras do problema do subdesarrollo.

Postura do keynesianismo

Segundo a teoria do keynesianismo, o liberalismo tem defeitos que dificultam o desenvolvimento dos países, o que faz necessárias reformas estruturais aos países pobres, ou inclusive à economia global.

Estas teorias originaram-se pouco depois do surgimiento do liberalismo económico ao ver que este tinha suas falhas, como que países com bom crescimento de produção não se desenvolviam. Seus autores consideram que a visão capitalista sobre o desenvolvimento tende a reduzir os problemas ao marco da produção impedindo que se façam reformas consideradas necessárias.

No entanto, esta postura considera que o desenvolvimento se consegue por um capitalismo similar ao usado por países ricos. Mas tentando ter um mercado interno poderoso e saneado, grande importância dos sectores macroeconómicos primário, secundário e terciário de maneira equilibrada, um fluxo económico estável e pouca dependência do exterior. Em consequência segundo esta teoria o aumento produtivo é o factor necessário para o desenvolvimento.

Postura do marxismo

Segundo esta opinião os países subdesarrollados, ainda que realizem reformas tanto internas como no Comércio Mundial, jamais chegassem ao desenvolvimento, já que os países que já se desenvolveram lho impedem por que não é conveniente. A conclusão que se obtém é que para se desenvolver deve se fazer outro modelo económico alternativo. Como o socialismo soviético ou o teórico de Marx.

Esta postura converteu-se no estandarte dos autores de esquerda, tomo força a fins dos sessenta, para debilitar-se nos oitenta e noventa com a queda da URSS. Segundo esta postura os países capitalistas do Norte (Primeiro Mundo) desenvolveram-se marginando e subdesarrollando aos do Sur (Terceiro Mundo) devido à exploração colonialista e imperialista para a extracção de recursos naturais e o uso de mão de obra barata. Por isso é que este neo-imperialismo impede de forma deliberada o desenvolvimento do Terceiro Mundo, para manter seu bem-estar e níveis de consumo a costa deste.

Os autores socialistas terminaram por usar esta teoria como argumento da imposibilidad estrutural do capitalismo mundial. Usando como base de suas teorias que enquanto os Neoliberales e Keynesianos centram suas análises em temas unilaterais ou concretos, os marxistas assumem que há estruturas internacionais que levam a essa desigualdade. Segundo esta teoria existe um norte ou centro que acumula riquezas e inova em tecnologia mas a costa de explodir ao sul ou periferia que carece de indústria e formas de acumular riquezas por imposição dos países ricos, perpetuando um desenvolvimento desigual. Os marxistas propuseram uma via para o desenvolvimento diferente à do capitalismo: o Socialismo.

Actualmente estes postulados são uns do principais ponto de critica da Globalização.

Postura do humanismo

Segundo esta postura o principal erro de seus opositores é que estes se enfocan tanto no método que esquecem o objectivo, e que não é, necessariamente, o desenvolvimento económico. Este enfoque é muito critico do capitalismo, sustentando que se devem realizar mudanças radicais ao sistema económico, para garantir maior bem-estar da gente, que é o que se importa.

Isto leva a uma progressiva humanización do conceito de desenvolvimento mas se encontra em conflito frequente com o tema de aumento de produção. Já que ao centrar-se no meramente económico deixa-se de lado o valor do social em um país, como sustentam seus adeptos. Esta postura não critica mais que a via ao objectivo, que tipo de desenvolvimento se deseja? Postula que o desenvolvimento económico não é suficiente, já que se não existe uma melhora social e humana todo é em vão.

Segundo este enfoque é negativo seguir o mesmo caminho que percorreram os países ricos. Já que tem um grave preço social e ecológico, pelo que se deve procurar vias económicas alternadas. Portanto consideram que o desenvolvimento tradicional, baseado na industrialización e a produção está errado e o substituem com um baseado no desenvolvimento humano, isto é, o aumento das oportunidades sócio-económicas ou das capacidades humanas que em um país levam ao desenvolvimento, considerando como requisitos mínimos:

A base que funda este pensamento prove de várias fontes:

Uma das principais críticas que lhes fazem seus rivais é que se requer um maior crescendo económico (com ou sem reformas segundo a postura) para que a população tenha maiores acessos aos produtos e que por médio dos ganhos do Estado se crêem e financiem programas de educação e investimento social de forma coordenada (o Estado é a única organização capaz do fazer) que levassem à longa à industrialización e melhoras na qualidade de vida.

Postura do individualismo e anarquismo

Segundo esta postura, fortemente influenciada pelo anarquismo, surgida não de intelectuais de países ricos, não têm o mesmo conceito de sudesarrollo que as de países aqueles países, pelo que possui postulados mais filosóficos que as anteriores, já que se relaciona às tradições culturais não ocidentais, como a filosofia perenne, que levam ao desenvolvimento a centrar no crescimento pessoal e a autorrealización, progrido interior. Já que consideram ao indivíduo como base da sociedade (as mudanças começam pelo indivíduo e depois na sociedade).

Postula que o real desenvolvimento é no interior do ser humano, pelo que sua consequência é uma mudança na economia (e não uma mudança económica como origem), já que é um movimento de unidade e amor internas (a esencia humana é o amor e a felicidade quando estamos conscientes disso nos realizamos), só a partir disso, na relação com nosso meio e quem nos rodeiam se iniciam mudanças na sociedade.

Bibliografía básica de consulta

Algumas análises da ordem política internacional desde estrutura-a norte-sul

Algumas análises do desenvolvimento e de suas teorias.

Algumas análises do desenvolvimento desde uma perspectiva humana.

Algumas análises do desenvolvimento desde uma perspectiva humana enfatizando as visões próprias do sul.

Veja-se também

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