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Terapia de grupo

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É um tratamento científico de natureza psicológica que se proporciona aos pacientes que o precisem de maneira grupal, para melhorar sua saúde mental e qualidade de vida. Ademais, o grupo psicoterapéutico dota a seus membros de estratégias adequadas de afrontamiento e de recursos cognitivos e emocionais adaptativos para a mudança e aumenta a autonomia e o crescimento pessoal a nível individual, evitando a cronificación e a diminuição sintomatología nas áreas afectadas pelo transtorno.

Conteúdo

Antecedentes das técnicas de intervenção grupal

Prehistoria

Drama Grego.

A história da Humanidade tem estado influída por dinâmicas e interacções grupales. Os líderes tribales e religiosos serviam-se da malha social para promover curas e mudanças de conduta muito dantes de que existissem os profissionais da saúde mental.

Os primitivos ritos chamánicos, as tragédias gregas e as obras de teatro medievales de carácter moralizante apontam também nessa direcção. Durante a Idade Média, com o fim de ajudar aos doentes mentais numerosos monasterios serviram como asilo; valha como exemplo a colónia Gheel na Bélgica. As sessões grupales de hipnosis dirigidas por Mesmer e o movimento de tratamento moral favoreciam saudáveis interacções de grupos e experiências sociais reconstructivas entre os pacientes mentais.

Quiçá o mais antigo precedente da terapia de grupo seja a abertura da Hull House de Jane Adams, nos Estados Unidos, em 1889. Grande número de pessoas precisavam ser realojadas, e isto levava consigo sérios problemas de organização da convivência, de canalización de suas reivindicações, e de melhora de suas condições de vida. A Hull House tentou proporcionar, por médio do trabalho grupal, uma verdadeira resposta a estas demandas. Jane não esteve sozinha. Organizações católicas e judias tomaram a fins do século passado e princípios do presente o mesmo caminho. Quiçá seja este começo, tão orientado ao bem-estar social e à melhora global das condições de vida, o que tem feito que o trabalho com grupos tenha mantido sempre, junto com seu interesse primordial pelo bem dos membros do grupo, um interesse muito vivo também pela inserção na sociedade em seu sentido mais amplo.


A etapa do sentido comum. Pioneiros

A terapia de grupo, no sentido de uma actividade planificada baixo guia profissional para tratar a patologia da personalidade, é uma invenção americana do século XX.

Joseph Pratt

Entre os pioneiros conta-se a Joseph Pratt (1922), internista que já em 1905, preocupado por aqueles pacientes pobres em recursos económicos, que não se podem permitir um tratamento hospitalario, decide organizar com eles uns grupos de apoio que lhes sirvam de ajuda e de instrução a respeito da conduta a seguir até sua cura. O trabalho com grupos adquire desde este momento o ar de tratamento". Pratt trabalhava em um ambulatorio de Boston (Massachusetts) e os doentes eram tuberculosos. Os grupos que se formaram eram de 20 doentes, e a actividade ao começo se pareceu muito a uma classe: Pratt instruía aos membros da cada grupo sobre como se alimentar, como organizar seu descanso e seu trabalho, no ambiente familiar que deviam suportar, já que não podiam ser atendidos no hospital. Os assistentes que cumpriam melhor o regime proposto eram promovidos às primeiras bichas do aula, segundo uma situação de escalafón ou status claramente estabelecido. O médico assumia o papel de uma figura parental idealizada. Inspeccionava os registos diários que realizavam os pacientes de sua temperatura, pulso, ingesta de alimentos, tempo de permanência no exterior e outros dados, com a finalidade dos estimular para que perseveraran no programa. Mas cedo advertiu que, com o passo do tempo, mais importante que suas palavras era o clima que se criava no grupo mesmo. Os membros, notava, eram, uns para outros, uma poderosa arma de apoio mútuo. Pratt observou que tinham uma arma em suas mãos que nenhum hospital lhes podia proporcionar: a força do vínculo comum que lhes proporcionava a doença comum a todos eles.

Edward W. Lazell

Fruto de um interesse semelhante pelos doentes sem recursos, outro médico, desta vez um psiquiatra, Edward W. Lazell, começou em 1918 a "tratar" aos soldados que voltavam a Norteamérica da Guerra Européia, aquejados de desordens psicóticos, em reuniões de grupo no hospital St. Elizabeth de Washington D.C. . De novo adverte que o grupo, quando se lhe permite comunicar em certa liberdade, aborda temas que têm que ver com a situação global da pessoa, e não se reduz ao que toca ao sintoma concreto que ao começo trouxe à cada pessoa a receber tratamento. Lazell, como Pratt, guiado de seu bom sentido, insistia de forma inconsciente na importância que tem para toda a cura o receber informação adequada, o receber conselhos sensatos, o se ver apoiados por outras pessoas em situação semelhante, e o que os pacientes se identificassem uns com outros de forma espontánea e cordial.

L.Cody Marsh

Aproximadamente uma década mais tarde L.Cody Marsh (1931), sacerdote que depois se fez psiquiatra, desenvolveu um abordaje grupal com pacientes internos no Hospital Estatal de Kings Park, de Long Island. Utilizava os conceitos teóricos de Freud, Lhe Bon, McDougall e os métodos psicoeducativos de Lazell para estimular as emoções grupales e a adaptação ao ambiente hospitalario, onde se aplicava tanto o exhorto como a sugestão. Suplementaba suas conferências com tarefas em casa, leituras, cantos, exercícios grupales, depoimentos e conferências de pacientes, tempo para perguntas e respostas, role playing e outras técnicas psicodramáticas.

O objectivo do tratamento era inspirar nos pacientes um estado de ânimo feliz. Em 1933 organizou inumeráveis grupos “sócio-educativos-industriais” no Hospital Estatal Worcester, para o pessoal, pacientes e comunidade hospitalaria. Trabalhou com grupos de médicos, clérigos, educadores, enfermeiras e estudantes, com temas que incluíam problemas de desenvolvimento, sexualidad, casal, religião, filosofia, e aquisição de serenidad, sucessos, entre outros. Seu lema, repetido com frequência era: “A multidão rompeu-lhes, a multidão deve sanar-lhes". Também se acrescentou, a este moderno médio de abordaje, promover encontros comunitários em seu hospital, com participação tanto de pacientes como de membros de planta.

Esta rudimentaria terapia, que Anthony, E. J. (1972), qualifica de “psicologicamente ingénua” utiliza, em forma sistémica e deliberada, as emoções surgidas no grupo. Estimula o aparecimento de algumas (como a emulación) e desalienta a expressão e desenvolvimento de outras (como a agressão). O método, que induze a identificação do doente com o médico, dá por resultado o fortalecimiento das defesas úteis para poder cumprir certas normas e programas de higiene e de vida.

Outros

Grinberg, L.; Langer, M. e Rodrigué, E. (1957) classificam entre as “terapias exhortativas paternales, que actuam pelo grupo,” aos métodos derivados deste modelo inicial, já que incitam e se valem das emoções colectivas sem tratar de compreender sua natureza, nem modificar as estruturas psíquicas subjacentes. O grupo utiliza-se como médio eficaz e económico para influir a numerosas pessoas. A organização deste tipo, cuja versão moderna constituem-na alguns grupos de encontro e maratona, parece-se à de certas comunidades religiosas que idealizan ao líder. Os programas actuais para pessoas com SIDA incluem muitos de seus princípios.

Anos 30. O influjo do Psicoanálisis

A associação livre converteu-se, ao fio dos anos 30, em sinónimo de tratamento ideal para a cura de problemas psicológicos. O elevado do custo do tratamento psicoanalítico sugere a reunião de grupos onde se possam atingir parecidos resultados. E da confluencia de ambos elementos, associação livre e reunião em grupo, vai nascer a primeira versão do que será em adiante terapia de grupo. A utilização de pequenos grupos em forma planificada para o tratamento de problemas de personalidade, começou nos Estados Unidos na Década de 1930 com os trabalhos de Louis Wender. Paul Schilder. Jacob L. Moreno. Samuel R. Slavson. Fritz Redl e Alexander Wolf. O abordaje de Wender (1936) iniciou-se no contexto de pacientes ingressados, combinando conceitos freudianos sobre a psicologia de grupo (1921) com interpretações da transferência familiar à de transacção, dentro do grupo. Posteriormente estendeu seu trabalho a grupos de pacientes ambulatorios (Wender. Stein. 1949). Edward Pinney (1978) considera a Schilder (1936) como pioneiro da terapia analítica de grupo devido a sistémica interpretação tanto da transferência como dos sonhos. Ainda que Moreno aplicava métodos de acção dramática (o Teatro da Espontaneidad) em Viena a começo dos anos vinte, seu abordaje psicodramático como modalidade de tratamento clínico não surgiu nos Estados Unidos até a metade dos anos trinta, com a fundação de um hospital psiquiátrico em Beacon, Nova York, e dois institutos de formação. Moreno (1953) invocava a superioridad de seus métodos de acção de cara à vida real em frente ao psicoanálisis de Freud, estaticamente centrado nas dinâmicas intrapsíquicas. Como formulou Leon Fine (1979), o psicodrama se serve de interacções dramáticas, medidas sociométricas e dinâmica de grupo, baseando na teoria de papéis para induzir mudanças em indivíduos e grupos mediante o desenvolvimento de novas percepciones e condutas e a reordenação de antigos padrões cognitivos.

Louis Wender

Louis Wender (1889-1966) estudou com William Alanson White e com S. Freud. Foi director do Hospital Hillside, de Hasting-on-Hudson, N. E. Via ao hospital como uma família substituta. Abordou os problemas de convivência entre pacientes mentais leves e psiconeuróticos mediante terapia combinada, individual e grupal. O tratamento durava cinco meses aproximadamente. Nas sessões apresentava uma exposição singela das motivações da conduta, o conflito, o inconsciente, por exemplo. Não interpretava as resistências, senão desviava a atenção delas a outros temas e tomava em consideração certos factores sociológicos (interacção grupal). Apelava ao entendimento intelectual da conduta, favorecia a catarsis e a utilização terapêutica das transferências laterais.

Estes grupos são basicamente de apoio, repressivos, não de busca de insight (capacidade de se dar conta e tomar consciência de uma realidade interior que normalmente tinha permanecido inconsciente). Tentam reforçar os mecanismos de defesa úteis para obter os objectivos planeados. Aplicaram-se com sucesso a pacientes esquizofrénicos temporões com pouca desorganización; bem como em depressões sem retardo marcado, com libidinización do pensamento e nas psiconeurosis (com excepção da neurosis compulsiva severa de longa duração). Nos abordajes de Marsh, Low, Wender e Lazell, os ex pacientes cadastrados regressam à instituição a compartilhar suas experiências com os internos. Wender influiu sobre Aaron Stein, maestro de centos de residentes psiquiátricos no Hospital Mt. Sinaí de Nova York, quem pôde realizar interpretações ao grupo como um tudo, graças a seu percatación da transferência aos pares.

Paul Schilder

Paul Schilder (1886-1940), director clínico do Hospital Psiquiátrico Bellevue e professor-investigador da universidade de N.E., colaborou com Wender no trabalho pioneiro de aplicar os princípios psicoanalíticos freudianos ao enquadre grupal. Interpretava sistematicamente sonhos, associações livres e dirigidas e transferência. Na década dos trinta introduziu no grupo actividades estruturadas (biografias escritas), interpretações didácticas e terapia pela arte (por influência de sua esposa Lauretta Bender), interpretando seus produtos como se de sonhos se tratasse. Por seu interesse na imagem corporal, incluiu em seus grupos cuestionarios sobre corpo e beleza; sentimentos de superioridad e inferioridad com respeito ao aspecto físico, e outros. Prescrevia tratamento conjunto, individual e grupal em um mesmo terapeuta, a fim de obter insight; entendido este como a habilidade para ver as estruturas do mundo real e actuar de acordo com elas e discutia as “ideologias” dos pacientes (ideias e connotaciones que os seres humanos requerem para orientar melhor suas acções).

Doutora Bender

A doutora Bender, por sua vez, tratava a seus grupos de meninos e de adolescentes do Hospital Psiquiátrico de Bellevue, através de classes de ritmo e música, terapia pela arte, rotinas escoares, teatro guiñol, discussões e conferências. Nestes métodos, o terapeuta é uma figura central, de grande autoridade e prestígio, o que fomenta a dependência. Ao realizar conjuntamente a terapia individual e grupal, transferências e contratransferencias complicam-se e a área individual constitui um lugar de reservas e segredos que interferem com a integração do grupo, e reforçam o papel central do terapeuta, poseedor de todos os segredos dos pacientes.

Outras terapias. Alcohólicos Anónimos

Desta mesma corrente derivam-se as terapias com análogos dinamismos que actuam “pelo grupo com estrutura fraternal”, ainda que em vez de que se estabeleça a relação com um terapeuta-pai idealizado, se estimula a fraternidad homogeneizadora dos membros, que diminui a rivalidad e inveja dentro do grupo. São modalidades deste tipo os diversos grupos de autoayuda existentes na actualidade: “clubes” de diabéticos, desahuciados e cancerosos. O exemplo melhor conhecido é o de Alcohólicos Anónimos(A.A.) organização nascida em 1935.

Nos grupos de A.A., cuja membresía varia de três a cinquenta ou mais membros, estimula-se a solidariedade, humildad e colaboração entre os integrantes. O alcohólico não confronta nestes grupos o problema de autoridade e se identifica facilmente com o colega que lhe “passa a mensagem”; não se lhe culpabiliza, mas se lhe convida a assumir a responsabilidade das próprias acções e ao reparo de ofensas e danos a terceiros. Utiliza-se a catarsis tanto com fins de libertação das emoções perturbadoras, como para percatarse de insatisfacciones e ressentimentos que impulsionam à bebida.

Para facilitar a integração ao grupo sugere-se a participação diária nas reuniões e a colaboração em suas tarefas. Induze-se a modificação dos “defeitos de carácter” (formas habituais de pensamento e acção), através da prática de um programa de recuperação, que parte da admisión do alcoholismo como doença e chega à actividade misionera de “ajudar a outros alcohólicos a se recuperar do alcoholismo”. Este labor implica um processo de extroversión, que facilita deixar de pensar nas dificuldades próprias, conduz a se sentir aceitado pela sociedade e aumenta a autoestima. Deslocam a dependência do álcool e de outras pessoas, a um Poder Superior, que pode ser o mesmo grupo de A.A., Deus ou a Natureza. A.A. tem dado lugar ao surgimiento de numerosos grupos que utilizam seus princípios para enfrentar problemáticas variadas: Alanon (familiares adultos alcohólicos), Alateen (filhos de alcohólicos), Narcóticos Anónimos, Drogadictos Anónimos, Famílias Anónimas (de drogadictos e farmacodependientes), Neuróticos Anónimos, Comedores Compulsivos Anónimos, Adictos às Relações Destructivas, Jogadores Compulsivos Anónimos. Synnanon, terapia para drogadictos, une ao programa de A.A. os princípios da comunidade terapêutica.

S.R. Slavson

Wender, Schilder e Moreno, entre outros, eram psiquiatras, enquanto S.R. Slavson começou como educador e trabalhador social, chegando a adquirir uma ampla autoformación como psicoterapeuta. A metade dos anos trinta observou que os rapazs em idade de latencia, tipicamente inhibidos e afectados, ganhavam em espontaneidad graças às interacções dentro de um grupo. Assim, pôs em marcha uma terapia de actividade grupal, que, como seu nome indica, se orienta à expressão de fantasías e sentimentos mediante acção e jogo.

Um clima permisivo dentro do grupo favorece uma regresión benigna, a partir da qual podem se expressar conflitos precoces no contexto de um médio aceptador e estável. Os ingredientes terapêuticos básicos surgem da interacção dos meninos entre si e com o terapeuta. Em definitiva, Slavson consegue que qualquer actividade fique substituída pela palavra, obtendo como resultado um grupo que não somente tem liberdade proyectiva de acção, senão verdadeira liberdade de associação. Com fins terapêuticos utilizam-se dentro do grupo diversos materiais, instrumentos, brinquedos e alimentos (Slavson 1943). Nas duas décadas seguintes fez extensivo seu método ao trabalho grupal com adolescentes e adultos. Desenvolveu protocolos de abordaje para grupos de discussão psicoanalítica desenhados para diversas classes de pacientes e níveis de idade (Slavson. 1964).

Fritz Redl

Fritz Redl (1942), discípulo vienés de August Eichhorn, introduziu, uma vez instalado nos Estados Unidos, os grupos de diagnósticos de meninos. A eles seguiram muitos anos de trabalho abrindo novos caminhos no abordaje grupal para o tratamento de meninos e adolescentes com transtornos graves no médio hospitalario (Redl, Wineman. 1952), Redl (1950) também escreveu sobre psicoanálisis grupal e propagou e estimulou a aceitação da terapia de grupo entre seus colegas psicoanalistas.

Alexander Wolf

Impressionado pelo trabalho com grupo de Wender (1936) e Schilder (1936), Alexander Wolf desenvolveu na década de 1930 um abordaje freudiano para terapia de grupo com adultos, formados por dez pessoas, dez mulheres e dez varões, que se submetem ao que, com toda a propriedade, se pode chamar uma análise pessoal em grupo. O destinatário final de todo o processo era a cada um dos participantes. A base teórica empregada era o mundo conceptual psicoanalítico, e sua principal ferramenta de trabalho a associação livre e a interpretação do inconsciente pessoal. A utilidade deste procedimento era antes de mais nada de economia de meios. Já se tinha advertido, durante a Segunda Guerra Mundial, que as neurosis proliferan e que a atenção a tantos pacientes era impossível se só se podia recorrer à entrevista individual periódica como método de atenção. Quando Wolf começa a dar formação em 1948 e em Nova York a pessoas que aspiram a praticar elas mesmas a terapia grupal, encontra discípulos aventajados que cedo vão continuar sua obra. Um deles é Schwartz. Com ele escreverá ao menos dois livros, nos que se fala, sintomáticamente, de "Psicoanálisis em grupos", e não de "Psicoterapia de grupo". Até esse ponto o individual era ainda o foco primordial, mas excluindo qualquer atenção a estas manifestações a nível grupal em seu tratamento de pacientes individuais no grupo.Wolf e Emanuel Schwartz (1962) abogaban ademais por uma controvertida inovação a base de sessões alternadas sem a presença do terapeuta.

Jacob Levy Moreno

Por outra parte, Jacob Levy Moreno (1889-1974) nasceu em Bucarest e transladou-se a Viena onde estudou medicina. Seus primeiros escritos foram mais filosóficos e poéticos que psicológicos. Organizou sessões grupales para prostitutas em 1913. Acuñó o termo “Psicoterapia de grupo” em 1923. Em 1925 estabeleceu “O teatro do homem espontáneo”. Demonstrou os métodos grupales de acção em 1928 no Hospital Mt. Sinaí de N.E. e os psicodramáticos no Carnegie Hall, de 1929 a 1932 e posteriormente no Hospital St. Elizabeth de Washington, D.C. Praticou a sociometría e o psicodrama a partir de 1934. Fundou um hospital psiquiátrico em Beacon, N. E.; dois institutos de formação e em 1942 a American Society for Group Psychotherapy and Psicodrama. Acuñó os termos: encontro, comunicação interpersonal, terapia de grupo, psicoterapia de grupo e catarsis grupal, em 1912, 1918, 1931, 1932 e 1937 respectivamente.

Moreno dirigia uma escola de arte dramático conforme aos princípios mais avançados do momento (fundamentalmente os de Stanislavski), onde se improvisavam e dramatizaban, com propósitos educativos: factos do diário viver; conflitos; sonhos; tentativas de solução de problemas, por exemplo. Se percató do efeito de certos papéis dramáticos sobre a vida matrimonial de uma de suas actrizes, à qual ajudou através de dramatizaciones realizadas ex professo. Assim descobriu que a dramatización dos conflitos facilita sua superação. O conflito posto em cena é sempre grupal (familiar ou escolar) e por extensão: empresa, conflitos raciais, com o que passa do psicodrama ao sociodrama.

O psicodrama emprega interacções dramáticas, medidas sociométricas e dinâmicas de grupo e facilita as mudanças de indivíduos e grupos apoiando na teoria de papéis. Isto permite o desenvolvimento de novas percepciones e condutas, bem como a reordenação de velhos padrões cognitivos. O sociodrama é uma forma de representação psicodramática que tende a aclarar e resolver problemas do grupo social total (dificuldades no desempenho de papéis sociais e trabalhistas) não individuais, pelo que é mais pedagógico que psicoterapéutico. A sociometría estuda a qualidade e direcção das relações interpersonales dentro dos grupos; mede objetivamente as distâncias emotivas e afectivas, e as afinidades e diferenças entre os integrantes de um grupo. Moreno ampliou o conceito aristotélico do efeito catártico do drama sobre as paixões dos espectadores (catarsis secundária ou do espectador) aos actores-produtores (eliminação de emoções retidas e autolimitadoras) para libertar sua criatividade. O importante em seu método é a ruptura criativa com as inhibiciones do passado pessoal (libertar a criatividade genuina), não o entendimento detalhado das conexões históricas.

O método moreniano possui certos elementos da “terapia pelo grupo com estrutura fraternal”, já que o papel de líder formal é restrito. No psicodrama os pacientes são tanto agentes terapêuticos para os espectadores, como beneficiarios directos do método. Desta linha derivam: o psicodrama psicoanalítico colectivo de Anzieu, cujo propósito é mais didáctico que terapêutico e o psicodrama terapêutico individual dos Lemoine. Os psicodramatistas argentinos Martínez Bouquet, Pavlovsky, Moccio e Dalmiro Bustos concebem ao grupo como uma totalidade em interacção dialéctica com o nível individual e interpretam ambas vertentes (individual e grupal).

Moreno vs. Slavson

Desde a perspectiva de hoje em dia, resulta difícil compreender a aberta, prolongada e intensa rivalidad entre Jocob L. Moreno e S.R.Slavson. dois brilhantes e apasionados expoentes do movimento de terapia de grupo. O conflito entre ambos, que também implicou a seus discípulos, começou se disputando a primacía. Moreno (1959), pretendia ter sido o primeiro em acuñar o termo “terapia de grupo”, científica. A isso, sua mulher. Zerka T. Moreno (1966), acrescentava: a época da literatura baixo o título de terapia de grupo começa com Moreno. Em outro lugar, Jocob Moreno(1958) afirmou que pretender que Joseph Pratt é o pioneiro da terapia de grupo é um mito. Slavson(1979), por sua vez, declarava que seus grupos de actividade de 1934 constituíam o começo da terapia de grupo com a introdução do grupo pequeno, que teve lugar em 1934. Slavson menospreciaba o valor do psicodrama, afirmando que só era útil para pacientes psicóticos e que o psicodrama pode servir como inductor de catarsis, técnica de ensaio e médio de comunicação, mas nunca como uma terapia total. Está claro que Moreno tinha razão ao se queixar de que não tinha sido suficientemente considerado pelos abordajes Gestalt, existencial e de grupo de encontro; todos os quais adoptaram muitas de suas ideias mas, provavelmente se equivocava ao acusar a Schilder. Foulkes e Ezriel de ter-se apropriado de seus conceitos. Depois da morte de Moreno em 1974. sua esposa e herdeira profissional descreveu-o como “um líder dissidente, solitário, narcisista, carismático mas excêntrico, antipático mas atraente” Fine (1979).

Igualmente, ao avaliar o legado de Slavson, Anthony (1971), descreveu-o como “um autodesignado cão guardião com o que se pode contar para ladrar aos estranhos e morder aos selvagens que rondan as margens da terapia de grupo. Com um poderoso impulso para o desenvolvimento da terapia de grupo, ao mesmo tempo propõe limitações para o ulterior crescimento da terapia de grupo como forma de tratamento por próprio direito. Como teórico é mais categórico que criativo, e se dá uma firmeza em sua postura que dificilmente encontramos na arte”. Resulta lamentável que ainda sendo figura de talha internacional cujas obras se publicaram em muitas línguas, com seguidores em todo mundo, ainda tem pouco crédito e reconhecimento”(Fine 1979). O mesmo pode dizer-se de Slavson, com exceção de que a American Group Psychotherapy Association, que ele fundou, tem conseguido sobreviver como a maior e mais respeitada organização profissional de terapeutas de grupo. Depois da morte de Slavson a associação adoptou um carácter mais plural, o que atraiu em seu seio a terapeutas de grupo de todas as orientações ideológicas (incluindo psicodramatistas).

Por outro lado, dita associação foi elemento impulsor para a constituição em 1974 da democrática Internacional Association of Group Psychotherapy (Scheidlinger. Schamess. 1992).

Só cabe especular sobre o que o movimento de terapia de grupo seria hoje em dia em todo mundo se Moreno e Slavson, trabalhadores infatigables ambos, tivessem unido seus esforços em vida, em lugar de disputar e promover organizações, conferências e publicações competidoras.

Kurt Lewin

O psicólogo Kurt Lewin (1890-1947) desenvolveu nos anos trinta, na Alemanha, os conceitos da “teoria do campo” e a “dinâmica de grupo”; contribuições sustantivas da moderna Psicologia Social, que se derivam de seu interesse na física e química. Emigrado a Estados Unidos de Norteamérica em 1933, formou o Centro de Investigação de Dinâmica de Grupo, que se integrou em 1948 ao Instituto de Investigação Social da Universidade de Ann Arbor, Michigan, e entronizó os laboratórios nacionais de treinamento (grupos T, seminários ou oficinas de formação) em Bethel, Maine.

Lewin afirmou que os grupos têm propriedades distintivas, diferentes das de subgrupos e membros individuais e que, tratar aos grupos como unidades não elimina o dilema entre os aspectos subjetivos e objectivos do campo social. Concebeu os processos grupales como campos estruturados, constituídos por elementos interrelacionados. Os aspectos grupales (liderança, redes de comunicação, características do grupo, coesão, interdependencia, concorrência e cooperação) influem sobre o indivíduo. Uma das causas de resistência à mudança subyace à relação entre o indivíduo e o valor das normas de grupo. Não pode se predizer a conduta grupal sem tomar em conta as metas, normas e valores grupales e a forma em que o grupo vê sua própria situação e a de outros grupos. O grupo é um sistema dentro de uma hierarquia de sistemas.

A dinâmica de grupo é uma amalgama de três disciplinas: psicologia individual, psicologia social e sociologia. Combina o “skill group” no que os participantes aprendem técnicas de manejo e participação em grupo, com o “training group”, dentro do qual se convida aos participantes a resocializarse em função do que sucede entre eles; a abrir-se ao outro, ser mas aceptantes e receptivos às interacções dentro do grupo.

Lewin introduziu a investigação-acção como método de trabalho para conseguir a mudança em situações sociais concretas. Estudou as formas em que interactúan o grupo, o líder e os membros individuais e a relação entre esta interacção e a tarefa, desenvolvimento e estrutura do grupo. Psicologia ao mesmo tempo dinâmica e gestaltista, articula o médio social com os fenómenos de formação, integração e desintegração dos grupos.

O conceito nuclear da “teoria do campo” do funcionamento do pequeno grupo (o que sucede dentro do campo depende da distribuição de forças através dele), é precursor da teoria geral dos sistemas e do estudo do estilo de liderança sobre o comportamento grupal. Os laboratórios de treinamento tentam demonstrar a forma em que se modificam os processos grupales primitivos, mediante o desenvolvimento de confiança, espontaneidad e incremento na cercania e sensibilidade entre os membros do grupo.

Em um ano dantes de sua morte, Lewin realizou uma oficina sobre problemas de integração interracial no Colégio de Educadores do Estado de New Britain, Connecticut, no que os membros solicitaram participar nas reuniões das equipas de treinamento e investigação. Assim se descobriu um médio e um processo reeducativo poderoso, consistente em que: o confronto objectivo e a reflexão dos membros de um grupo, sobre as características e efeitos de sua própria conduta, produz uma aprendizagem significativa sobre si mesmos, as respostas dos demais e a evolução do grupo em general.

Que se supunha nestes momentos que era o curativo da situação grupal? Sem dúvida, como se disse dantes, a interpretação que se fazia ao paciente das resistências que se iam refletindo em suas atitudes para o terapeuta e para os demais membros do grupo, e das impressões que o passado infantil de relação com seus pais tinha deixado em seu mundo de vivências e de conduta. Podemos dizer que somente se introduz um elemento novo e exclusivo da situação grupal no conjunto da teoria psicoanalítica tradicional. É o conceito de transferência múltiplo, derivado da presença óbvia de outras pessoas que não são o terapeuta mesmo. A cada pessoa transfere impulsos, sentimentos e fantasías à cada uma dos outros membros do grupo.

Influjo da dinâmica de grupo.

Depois da morte de Lewin, em 1947, a terapia de grupo cobrou um llamativo impulso e uma crescente popularidade. Devido à abundância de casos psiquiátricos, os poucos psiquiatras militares existentes viram-se obrigados a utilizar métodos de grupo por pura necessidade. Desta forma, os hospitais militares americanos e britânicos converteram-se em semillero de experientes em terapia de grupo. É a etapa do auge da terapia grupal. Chega o influjo da “dinâmica do grupo”. Vai começar a batalha dos grupalistas em frente aos individualistas. Dos partidários da análise individual em grupo, em frente aos partidários da terapia de grupo. Nomes tão bem conhecidos como S.h.Foulkes, wilfred r. Bion ou Ezriel, todos eles ingleses, renegam em verdadeiro modo de suas origens psicoanalíticos. Reivindicam para o grupo um maior protagonismo. Porque é o grupo como totalidade o que cura, não a mera relação transferencial com várias pessoas individuais ao mesmo tempo. Pela primeira vez a Psicologia Clínica vai tomar em consideração àquele ramo da psicologia que tem tratado ao grupo como uma realidade sui generis e uma possível unidade de análise: a psicologia social.

Wilfred R. Bion

Wilfred R. Bion., analisado de Melanie Klein, contribuiu ao desenvolvimento da análise grupal aplicando princípios psicoanalíticos a grupos de soldados hospitalizados por neurosis de guerra, com a finalidade de reintegrar a seus labores militares. A tarefa psíquica consistia em produzir homens que se respeitassem a si mesmos, socialmente adaptados à comunidade e que, em consequência, aceitassem suas responsabilidades, tanto em tempo de paz como de guerra. O experimento durou seis meses. Em realidade a meta não era primariamente terapêutica, senão encurtar a hospitalização. No entanto, o Northfield Army Neurosis Centre concebeu-se como uma comunidade, na que todos os aspectos da vida do paciente no hospital tinham uma função para a recuperação: terapia de grupo, psicodrama, grupos de actividades, de discussão e de salas, entre outras.

Bion limitava-se a interpretar os fenómenos emergentes como um acontecer global do grupo (ou de partes do mesmo), em função do tudo. Familiarizado com a teoria do campo de Lewin, considerou ao grupo, desde um ponto de vista dinâmico, como uma entidade diferente dos membros que o compõem. A partir de suas observações hipotetizó que todos os grupos têm dois tipos de actividades: uma racional, consciente, que tende à cooperação (grupo de trabalho); e outra compartilhada pelos membros do grupo, cuja origem é inconsciente, que se opõe à primeira e actua segundo um suposto básico.

O líder da cada suposto básico não é necessariamente o terapeuta, senão o membro mais adequado para cumprir as funções que o grupo requer em um momento dado. A ideia central de Bion de um processo inconsciente colectivo, ao qual contribui a cada indivíduo e que une aos membros, tem tido um impacto ininterrumpido no campo da terapia grupal.

Com olha-a de ingressar ao Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra, a Clínica Tavistock acolheu a um grupo de psiquiatras psicoanalíticamente formados, entre eles: Joshua Bierer, (introductor de um dos primeiros programas de hospital de dia); Sigmund Henry Ezriel, que desenvolveu a teoria do conflito focal; Henry Foulkes, quem sentou as bases do grupoanálisis e Tom Main que acuñó o termo comunidade terapêutica. Bion (1948) e Ezriel, H. (1950 e 1952) afirmavam que a tarefa essencial do terapeuta de grupo consiste em confrontar ao grupo como um tudo, com os temas de seus fantasías inconscientes compartilhadas no aqui e agora; e por esta razão conferiram máxima importância à interpretação da transferência central.

Tavistock

Baixo a direcção de J. D. Sutherland, Tavistock deveio o ponto focal do trabalho psicoanalítico em Grã-Bretanha. Posteriormente, o Centro de Investigação Social Aplicada do Instituto Tavistock de Relações Humanas, dirigido por A. Kenneth Encrespe, ofereceu conferências sobre dinâmica de grupo. Encrespe recomendava intervir em forma específica segundo as necessidades particulares da cada paciente. Nas experiências vivenciales de grupos pequenos, médios ou intergrupos, enfatizava-se especialmente a importância da estrutura social e também as relações com a autoridade.

No método Tavistock de terapia grupal, o terapeuta presta atenção à dinâmica do grupo como um tudo. As investigações com respeito a este método de tratamento demonstraram seu baixo nível terapêutico, como a interpretação exclusiva ao grupo como um tudo, fere o narcisismo dos pacientes, lhes deixando um sentimento de minusvalía e deshumanización. Ademais, os clínicos desta corrente têm dificuldade para definir operacionalmente os conceitos de seu enquadre psicoterapéutico. A organização Tavistock incluía um grupo industrial de altos directores de empresa, interessados no conhecimento da dinâmica de grupo e sua aplicação ao campo trabalhista. Bion, Harold Bridger, Fred Emery, Foulkes, Erci J. Miller, A. Kenneth Encrespe, Eric Trist e Pierre Turquet, fundaram o Instituto Tavistock de Relações Humanas, que integrou as ideias de Bion do grupo como um tudo, com a teoria de campo de Lewin.

Substituíram o modelo burocrático e autoritario do hospital psiquiátrico por outro, no que todas as relações e actividades da equipa hospitalario e os pacientes estavam ao serviço da tarefa terapêutica (precursor da comunidade terapêutica). Descobriram que os lugares de trabalho são mais produtivos quando se tomam em consideração as interconexiones entre os aspectos económicos, técnicos e sociais do trabalho. O anterior provocou uma mudança de foco do trabalhador individual ao grupo de trabalho e levou-os a tentar a aplicação de um enfoque sociopsicológico à transformação de indústrias, organizações e pequenas sociedades.

S. H. Foulkes

S. H. Foulkes (1898-1976) psicoanalista alemão, chegou ao Reino Unido em 1933. Trabalhou com Kurt Goldstein, neurólogo expoente da escola gestáltica de psicologia dinâmica, que entendia a rede neuronal como um sistema de comunicação. O Instituto de Psicoanálisis estava localizado no mesmo edifício que a Escola de Sociologia de Frankfurt. Foulkes relacionou-se com Norbert Elias, Max Horkheimer e Teodoro Enfeito, acercando ao pensamento da Escola, que tentava integrar as ideias de Marx sobre a importância da sociedade com o enfoque freudiano do indivíduo. Daí que Foulkes conceptualice ao grupo como um “todo social”, maior que a soma de suas partes. O modelo foulkiano baseia-se no paradigma biológico-organísmico; é um sistema aberto, holístico, gestáltico, que se define em termos da informação significativa que recebe das forças psicológicas sociais.

Foulkes exercia como psicoanalista individual em Exeter, Inglaterra, entre 1938 e 1939. Ao ver a seus pacientes na sala de espera começou a perguntar-se: “que dizer-se-iam uns a outros se estivessem juntos?” Este foi o início da mudança da terapia do paciente isolado à atenção às relações interpersonales e o tratamento grupal. Iniciou a nova prática (group-analysis) em 1940. Visualizou a totalidade das comunicações grupales como o equivalente da “livre associação” do paciente individual. Em contraste com Slavson e Wolf e Schwartz, quem compartilhavam a crença na primacía do enfoque individual na terapia de grupo, Foulkes prohijaba uma posição centrada no grupo, refletida em seu aserto de: “cuida ao grupo e o indivíduo cuidará de si mesmo”.

Junto com Anthony considerou que a “transferência” se desenvolve com menor intensidade no grupo que na análise individual; motivo pelo qual este último é o procedimento de eleição para o tratamento das “neurosis de transferência”. Os autores assinalaram ademais, que na análise individual, a “transferência” tem um carácter regresivo, “vertical”, porque se refere ao passado; enquanto no grupo é “horizontal”, pois desenvolve-se no plano actual e multipersonal. Seu énfasis tanto no indivíduo como no grupo, lhe dá ao grupoanálisis um lugar intermediário entre os conceitos do grupo como um todo e o psicoanálisis do indivíduo no grupo. Ao chamar ao método grupoanálisis e não psicoanálisis de grupo, se apoiam em A. Freud, quem confina o psicoanálisis à situação individual. Foulkes formou a Sociedade analítica de grupo de Londres em 1952.

Os trabalhos de Bion e Foulkes em Northfield, vivero da análise de grupo britânico, originaram dois modelos diferentes. A definição do papel do enfoque Tavistock, no que a tarefa é interpretar a cultura do suposto básico (Bion) ou a tensão grupal comum (Ezriel). O grupoanálisis é terapia no grupo, do grupo e realizada pelo grupo. Em mudança, o marco Tavistock é terapia do grupo realizada pelo condutor, consciente do marco do grupo como um tudo, mas livre de efectuar comentários a respeito da cada um dos membros e interactuar com eles.

Outros líderes britânicos

Outros líderes britânicos que cabe citar são E. James Anthon, Joshua Bierer e John Rickman, que junto aos anteriores, escreveram seus primeiros artigos sobre o trabalho grupal no Hospital Militar Norhfield. Willian c. Menninger (1946), o principal psiquiatra militar da América, considera que o emprego de terapia de grupo durante a Segunda Guerra Mundial foi uma das mais importantes contribuições à psiquiatría civil. Nesse sentido, as duas principais associações de terapeutas de grupo, a American Group Psychotherapy Association, fundada por S.R. Slavson, e a American Society of Group Psychootherapy and Psychodrama, criada por J.L Moreno, viram a luz durante a Segunda Guerra Mundial e experimentaram seu primeiro estirón na seguinte década. Entre os líderes americanos cabe citar a Samuel Hadden, Alexander Wolf, Irving Berger, Donald Shaskan e Eric Berne. Quanto aos britânicos.

Giles Thomas

Em 1943 Giles Thomas, baixo os auspicios da Josiah Macy.Jr..Foundation, publicou um artigo sobre terapia de grupo, de interesse histórico mas relativamente ingénuo, aparentemente ignorante de que a terapia de grupo contemporânea já se tinha posto em marcha nos hospitais militares tanto americanos como britânicos. Thomas esperava que seus achados impulsionassem a aplicação de métodos de grupo nas emergências de guerra. Classificou as terapias de grupo em dois principais (1) repressivo-sugestiva e (2) analítica. Sua categoria repressivo-sugestiva incluía o método de classe de Pratt (1922) e Alcohólicos Anónimos. A categoria analítica abarcava o trabalho de Schilder (1936) e Wender (1936). Thomas estava perplejo porque seus colegas psiquiatras tinham feito tão pouco com os métodos de grupo, e perguntava-se se isso dever-se-ia ao medo à exposição pessoal e a que se desatassem forças grupales de difícil controle.

Alfred Adler

Alfred Adler sustentava que o psicoanálisis não toma suficientemente em conta as pressões sociais e políticas às que está sujeito o indivíduo e viu na atmosfera igualitaria da terapia de grupo o ambiente natural para a psicoterapia. Fundou clínicas de terapia familiar e grupal a partir de 1921. Rudolph Dreikurs (1897-1972) trabalhou em Viena com Adler durante os anos vinte. Abordaram meninos e grupos de pais, com um método que denominaram Terapia colectiva”. O foco do tratamento era o contexto social da conduta. Dreikurs também se abocó à terapia dos transtornos sociais subsecuentes à Primeira Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Chicago, colaborou com Carl Rogers e foi um dos primeiros em levar a psicoterapia de grupo à prática privada a partir de 1929. Julhos Metzel começou a trabalhar em 1927 com grupos de alcohólicos.

Anos 50

Uma década mais tarde publicou-se um trabalho algo mais complexo de Florence B. Powdermaker e Jerome D.Frank (1953) em que, com uma linha psicoanalítica ecléctica, os autores estudavam o processo na terapia de grupo tomando os aspectos que consideravam mais desejáveis da cada um dos diversos modelos de terapia grupal contemporânea. Citando a ditos autores, nosso abordaje da terapia de grupo com pacientes neuróticos tem pontos em comum com o de Foulkes, Ackeman, Slavson e Wolf, ao mesmo tempo que nos consideramos influídos pelos conceitos analíticos de Schilder e o énfasis de Trigant Burrow sobre o estudo da interacção grupal. Ao longo dos anos cinquenta o campo da saúde mental, incluída a terapia de grupo, arrepiou-se de dificuldades devido às imprevisíveis disputas e lutas hegemónicas entre diversas escolas de pensamento. Apesar das temporãs brigas ideológicas entre os psicoanalistas partidários de Freud, Adler e os neofreudianos, adscritos às ideias de Karen Horney e Harry Snack Sullivan, surgiu uma grande quantidade de novas terapias competidoras, entre elas a análise transaccional, a terapia centrada na pessoa, a Gestalt (Perls, 1969) que nasceram em contextos grupales. O resto de abordajes, inicialmente individuais, cedo começou a estender seus conceptualizaciones sobre terapia individual ao âmbito do grupo (Corsini, 1973).A literatura sobre terapia de grupo dos anos 50 demonstrou a aplicabilidad do tratamento grupal em uma ampla faixa de settings, incluindo hospitais gerais e psiquiátricos, ambulatorios, programas de reabilitação e instituições correccionales. A população de pacientes abordables ocupava um amplo espectro. desde meninos e adolescentes até adultos com transtornos psiquiátricos diversos (incluindo problemas psicosomáticos, homossexuais e atrasados mentais).

Era verdade que o mesmo conceito de grupo como totalidade", com vida própria e própria dinâmica, não era fácil de aceitar para muitas pessoas. Para uns simplesmente porque, muito comprensiblemente, encontram mais óbvio que se lhe reconheça autonomia e individualidad a uma entidade com base tão física como é a do ser humano. Para outros, porque já o falar de grupo como totalidade" como algo que supera ao indivíduo, e no que este se vê inmerso, tem connotaciones terrivelmente amenazantes, totalitarias, por não dizer fascistas.

Mas uma vez conseguida tal aceitação, uma corrente de contribuições teóricas tentou unir a terapia de grupo com o campo psicoanalítico. Dada a posição dominante do mesmo entre os psicoterapeutas. Ao fio de tais produções teóricas surgiram publicações que abordavam aspectos básicos do como e quando da terapia de grupo, sentando critérios diferenciais respecto de aplicabilidad, grupos homogéneos contra heterogéneos, tratamento combinado e conjunto e manejo de separação de pacientes.

Anos 60

Ao terminar a Segunda Guerra Mundial, a Cruz Vermelha dos Estados Unidos de Norteamérica instituiu terapia grupal para os veteranos. No início dos anos sessenta, durante o governo de J. F. Kennedy, surgiu um novo modelo do Centro Comunitário de Saúde Mental. Os numerosos centros que surgiram a todo o longo e largo do país cobrindo as demandas de saúde mental dos cidadãos, tiveram que contar em grande parte com a terapia de grupo e as técnicas unidas à mesma. Cresceu a demanda de terapeutas formados e com experiência em pacientes ambulatorios, internos e com objectivos preventivos. De facto, ante a carência de um número suficiente de terapeutas de grupo adequadamente formados, os gestores sanitários começaram a recorrer a soluções imprudentes, entre elas encomendar tarefas de trabalho com grupo a pessoal sem treinamento.

Esta rápida evolução é uma esfera já de por sim dominada por conflitos de papel profissional e por uma terminología confusa, serviu para realimentar temas espinosos como limites, diversidade de técnicas e diferentes objectivos do tratamento. Alguns terapeutas começaram a sugerir que os tradicionais objectivos do tratamento de fazer conscientes os conflitos inconscientes do paciente e de reorganizar o carácter, se substituíssem por expectativas mais limitadas, orientadas para o funcionamento yoico, as capacidades sociais e a exclusão de sintomas. A literatura profissional da época reflete essa notável agitación, em paralelo aos continuados esforços para estabelecer sólidas teorias psicodinámicas da terapia de grupo.

Além do tratado sobre a Terapia Analítica de Grupo de Slavson (1946), apareceram notáveis trabalhos de Wolf e Schwartz (1962) e de Dorothy Whitaker e Morton Lieberman (1964). Na Inglaterra, à importante contribuição de Foulkes (1964) seguiu o influente livro de Bion (1959): Experiências com Grupos e Outros Escritos. As contribuições de Slavson (1964) e de Wolf e Schwartz (1962) compartilham a crença fundamental da primacía do abordaje centrado na cada membro individual do grupo. Foulkes, pelo contrário, apoia a uma perspectiva centrada no grupo, refletida na seguinte cita: “Cuida ao grupo e a cada indivíduo cuidar-se-á a si mesmo”. Por trás deste assunto tinha perguntas complicadas, tais como: Há dinâmicas grupales nos grupos terapêuticos? Resultam antiterapéuticas as manifestações de dinâmica grupal?. As posturas extremas de psicoterapeutas da escola britânica de relações objetales, como Henry Ezriel (1950) e Bion (1959), que achavam que o objectivo do terapeuta grupal reside essencialmente em confrontar ao grupo como totalidade com suas fantasías inconscientes compartilhadas, acordou muita controvérsia entre os terapeutas de grupo norte-americanos. Dada a relativa novidade da terapia de grupo e a complexidade do objectivo de construir uma teoria, alguns autores –entre eles James Arsenian. Elvin Semrad e David Saphiro (1962), Helen Durkin (1964) e Saul Scheidlinger (1968)-consideraram prematura qualquer generalização ampla ou dicotómica; ainda que aceitavam a existência de alguns elementos gerais característicos de toda a terapia, invocavam um contínuo e cuidadoso exame da forma em que tais factores cardinales aparecem na terapia de grupo. Com seu carácter multipersonal e seus processos de dinâmica grupal.

Encounter group movement

O denominado encounter group movement dos anos 60, que atraiu muito a atenção da opinião pública e inclusive deu pé a um best-seller (Schhutz 1967), supôs um repto simultaneamente que uma dificuldade para o campo do trabalho profissional com grupos, já que muita gente começou a equiparar estas controvérsias, às vezes inclusive nocivas, com a terapia de grupo em si mesma (Yalom. Lieberman. 1971). Cedo outras sociedades profissionais instalaram à Associação Americana de Terapia de Grupo para que sublinhasse a diferença entre as iniciativas de educação emocional desenhadas para o público em general, e a terapia de grupo, com sua finalidade de tratar a doença. Por outro lado também se exigiu aos promotores de grupos de encontro que aplicassem uma série de medidas de segurança em suas actividades, incluindo o screening (selecção) de participantes, a aplicação do consentimento informado e, sobretudo, o oportuno treinamento dos condutores de grupo.

Aronson

Aronson (1964) delineó a terapia combinada e surgiram enfoques grupales dirigidos aos pacientes “difíceis de atingir”: drogadictos, delinquentes, doentes crónicos e população de ghetos urbanos, em hospitais gerais e psiquiátricos, clínicas para pacientes externos, programas de reabilitação e instituições correccionales.

Maxwell Jones

Maxwell Jones desenvolveu as comunidades terapêuticas nos sessenta, o que influiu na presença de programas intensivos baseados nos grupos, nos que utilizou princípios do psicodrama, componentes cognitivos, afectivos e de acção. Simultaneamente com o trabalho de Jones, Ewen Camero no Canadá e Joshua Bierer em Londres sentaram as bases do programa do hospital de dia.

França

As ideias de Kurt Lewin adquiriram forte influência na França ao termo da Segunda Guerra Mundial; época na que a demanda de atenção psicoterapéutica facilitou a admisión dos enfoques grupales nos meios “psi”. Baixo os auspicios da Agência Européia de Produtividade (AEP), a partir de 1951 estabeleceram-se contactos entre os franceses e Bethel. O primeiro seminário de formação dirigido por franceses levou-se a cabo em 1955. Os laboratórios congregaron aos pioneiros galos da psicologia dos grupos, discípulos de Lewin, Balas, Bion, Moreno e Rogers.

Até a década dos sessenta, predominan na França duas correntes: uma que tenta abarcar ao grupo como totalidade, aplicando conceitos psicoanalíticos às técnicas de Lewin, de Moreno e Rogers e a psicoanalítica, em especial o psicodrama psicoanalítico, que usa ao grupo só como agente movilizador.

A primeira corrente se desenvuelve principalmente na Société d’Etudes du Psychodrame Théorique et Pratique; Lhe Groupe Francais de Sociometrie, de Psychodrame et de Dynamique de Groupe e o Círculo de Estudos Franceses para a formação e a Investigação Activa em Psicologia Dinâmica da Personalidade e Grupos Humanos (CEFFRAP). A aplicação do psicoanálisis ao grupo deriva de várias linhas teóricas. Em um grupo ficam S. Levobici, S. Diatkine, S. Decobert, E. e J. Kerstenberg. Em outro: G. Testemale, M. Monod e D.Anzieu, e em um terceiro grupo, P. Lemoine, S. Blajan-Marcus e H. Michel Lauriat. Apesar da cercania geográfica, os trabalhos de Bion e Foulkes não tiveram maior importância neste momento e Lacan mostrou uma franca rejeição para a questão grupal.

CEFFRAP, fundada em 1962 por Didier Anzieu, esteve constituída até 1985 por 18 profissionais, pertencentes a diferentes sociedades psicoanalíticas, ou sem afiliación societaria, que tentaram manter a estrutura de um pequeno grupo, preocupado por dotar de um sólido corpo teórico a suas práticas clínicas. Sua finalidade é o estudo da psicodinámica dos pequenos grupos desde uma perspectiva psicoanalítica. CEFFRAP organiza anualmente diversos tipos de formação” no sentido de lapso de aprendizagem que gera uma evolução e tende à socialización. Tenta localizar aos participantes na situação propícia para experimentar os efeitos do inconsciente. Estas práticas grupales não constituem uma psicoterapia, nem pelo objectivo que perseguem os analistas, nem pela demanda dos participantes. Não se menciona a história individual dos membros do grupo mas, de todos modos, se produzem efeitos psicoterapéuticos dado o tipo especial de relação que se institui e a experiência que se realiza.

Em 1963, J. B. Pontalis, quem fosse discípulo de Lacan, publicou O pequeno grupo como objecto, ponto de inflexão no enfoque psicoanalítico do grupo. Ao ano seguinte, D. Anzieu, psicoanalista e sociólogo, pronuncia uma conferência em CEFFRAP e outra na Faculdade de Letras e Ciências Humanas de Aix-em Provence, nas que sustenta que as técnicas lewinianas conduzem à idealización do coordenador grupal e à manipulação da transferência, em vez da seu entendimento e interpretação. Destas condições emerge, no seio das organizações sociais, uma “ideologia” do “bom grupo”, ou uma “espontaneidad” contestataria. A partir deste momento começa o abandono paulatino das técnicas psicosociales e morenianas, que geram críticas virulentas e cedem o passo a um dispositivo netamente psicoanalítico.

Anos 80

Depois de décadas de predominio o movimento psicoanalítico no campo da terapia grupal, em 1982 compreendeu-se em Norteamérica que os grupos psicoterapéuticos, com seu foco primário no “reparo” da patologia pessoal, diferem das modalidades grupales “terapêuticas” da saúde mental, bem como dos diversos grupos de crescimento pessoal, treinamento e autoayuda. Concluiu-se, ademais, que os trabalhadores experimentados de campos teóricos divergentes e técnicas diversas, obtêm resultados terapêuticos similares Os terapeutas de grupo norte-americanos de orientação psicoanalítica na actualidade não só se apoiam na teoria das pulsiones e na psicologia do eu, senão na teoria das relações objetales e a psicologia do self.

A corrente existencial-experiencial

Provavelmente não há nestes momentos uma orientação mais difundida entre os que trabalham com grupos como a que mencionamos a seguir. Demos-lhe este nome porque podemos considerar que tem sua origem na psiquiatría e psicopatología existencial que iniciaram na Alemanha Ludwig Binswanger e Medard Boss. Conquanto é verdade que ao ser retomada nos Estados Unidos por autores como Rollo May ou Carl Rogers bem poderia se chamar corrente humanista.

Não se pode negar a esta corrente uma origem psicoanalítico. Mas faz uma contribuição claramente nova. Ao considerar que o paciente tem um mundo de experiências absolutamente irreductible, ao que somente ele tem verdadeiro e autêntico acesso, modifica radicalmente o carácter da relação paciente/terapeuta. Qualquer intervenção que converta ao terapeuta em um técnico sabedor das últimas chaves do que ao paciente lhe passa, parte de uma falsidade de fundo. Ninguém, se não é o paciente mesmo, é esse experiente sabedor do que realmente ele mesmo está a experimentar.

Mas isto introduz na relação terapeuta paciente um forte clima igualitario. Clima que não somente autoriza ao terapeuta a se mostrar mais aberto, e a relacionar de uma maneira mais intensamente emocional, senão que converte à mesma relação Eu - Tu que entre eles deve se dar, no encontro sanador por excelencia.

A palavra encontro é chave para expressar e compreender o elemento sanador do grupo. Rogers empregou-a enfatizada com o adjectivo intenso. O objectivo não é já analisar os mecanismos inconscientes em uma situação de transferência múltipla, nem conduzir os processos grupales. O objectivo é tentar aos participantes no grupo intensas experiências de encontro consigo mesmos e com os demais.

Uma experiência deste tipo não acha que o sucesso terapêutico tenha lugar quando se aprendam determinadas habilidades sociais que ser-lhe-ão úteis na vida, nem quando a cada pessoa obtenha insights lúcidos que desvelem seus conflitos inconscientes. O sucesso dar-se-á quando a cada um dos membros, no âmbito resonador e facilitador do grupo, obtenha experiências intensas de fundo valor catártico. Não importa tanto a transferência do assim obtido à realidade exterior ao grupo. A experiência de encontro tem já valor em si mesma, e faz à pessoa mais autêntica (lhe ajuda a "ser mais").

Terapia de grupo e psicoanalisis

A rápida aceitação como abordaje clínico válido que a terapia de grupo tem desfrutado entre a comunidade de profissionais da saúde mental desde seus começos nos anos 50, tem sido mais lenta relativo ao campo do psicoanálisis . Saul Tuttman (1980) referia-se a uma evidente resistência, quando não desconfiança e incomodidad e às vezes inclusive choque e desprezo, além de medo, quando os psicoanalistas se toparon com a noção de terapia de grupo. Michael Balint (1968), o famoso psicoanalista britânico e fundador dos denominados grupos Balint para médicos, amonestó ao movimento psicoanalítico por ter ignorado a terapia de grupo em detrimento dos interessados, sobretudo, nossa própria ciência. Agora são outros os que estão a recolher uma rica colheita neste importante campo e nós perdemos uma oportunidade, quiçá irrecuperable, de obter observações clínicas de primeira mão a respeito das dinâmicas colectivas. E no entanto, há signos de aproximação. Neste sentido, cabe contrastar duas intervenções separadas feitas faz mais de vinte anos por dois experimentados psicoanalistas. Lawrence Kubie questionava em 1958 se a terapia de grupo, por si sozinha, podia engendrar insights tão profundos e produzir mudanças tão em longo prazo como os que às vezes se conseguem dentro do espectro de terapia psicoanalítica individual. Entre os que responderam a esse artigo estava Foulkes (1958), que no mesmo número da revista não só mostrava seu desacordo com Kubie senão também lhe acusava de ter preconceito com respeito à terapia de grupo.

Algo mais de duas décadas depois, Leopold Bellak (1980) considera a terapia de grupo como uma valiosa modalidade que amplia a dimensão da empresa terapêutica. Inclusive foi para além, afirmado que o treinamento psicoanalítico poderia melhorar se o candidato fizesse terapia de grupo além da tradicional análise didáctica. Seguirá tendo um malentendido enquanto alguns psicoanalistas não se dêem conta de que a terapia de grupo guarda relação indirecta com os escritos psicoanalíticos sobre a liderança, iniciados por Freud com Psicologia das Massas e Análises do Eu (1921). De facto, qualquer teorización sobre a terapia de grupo supõe a integração de dois sistemas conceptuais dispares, mas relacionados, complexo a cada um deles por si mesmo: (1) o sistema da psicologia grupal, que propõe a pergunta Que move aos grupos?, o que inclui o tema da liderança e é aplicável a todos os grupos, e (2) o sistema de terapia grupal, que é uma modalidade de intervenção clínica com técnica específica encaminhadas a induzir mudanças de conduta nos pacientes (Schidlinger, 1982).

No futuro há razões para esperar uma aproximação a cada vez maior. Nesse sentido as contribuições da escola britânica de relações objetales, onde cabe citar a Bion (1959) e Ezriel (1950), têm conseguido atrair a atenção de um número a cada vez maior de psicoanalistas em todo mundo. Também têm escrito sobre o tema da psicologia de grupo dois inovadores na esfera do tratamento psicoanalítico de pacientes com alterações do desenvolvimento: Outro Kemberg (1980) e Heinz Kohut (1976). Por outro lado, a intervenção de temas sobre identidade individual em seus aspectos autónomo e de afiliación realizada por Gerald Steckler e Samuel Kaplan (1980) e a ampliação do conceito de introyectos por E. James Anthony (1980) até incluir grupos como a família representa prometedoras incursões no campo da conduta social e, com isso, no mundo da psicologia grupal. A temporã afirmação de Freud (1921) de que “desde o princípio a psicologia individual é, ao mesmo tempo, também psicologia social quiçá esteja em caminho de se validar.


Funcionamento do grupo

Por que dizemos que um grupo é um factor de cura? Por que sana um grupo? Sabemos já que ao falar de grupo, se não queremos nos contradizer, e achar à postre que estamos a manejar uma realidade regresiva e destructiva, devemos referir a um grupo estruturado, a cujo frente há um líder, moderador, facilitador ou terapeuta, cuja presença é fundamental, e que caminha para uns objectivos de mudança que conhece e favorece. É verdade que o estilo deste líder pode ser muito variado, e exigimos que suas intervenções vingam ditadas por uma concepção coerente do que quer dizer ser pessoa humana, e do que quer dizer estabelecer relação interpersonal. Vamos percorrer singelamente alguns aspectos concretos para poder explicar o funcionamento do grupo.

Relação grupo-grupo familiar

O grupo faz presente de forma viva e actual ao grupo familiar primário no que tantas de nossas maneiras de sentir, pensar e actuar cobraram forma.

Os manuais de terapia grupal falam sem excepção da transferência múltipla. É difícil ponderar exageradamente o intenso dos sentimentos que se desenvolvem em nós quando entramos a fazer parte de um grupo. Pode-se dizer que em tal situação revivem subtilmente muitas das emoções que tinham lugar em nosso interior nos primeiros anos de nossa vida. E com essas emoções, têm perdurado muitos dos processos que originam nosso mal-estar, e que surgem potentes na situação de grupo.


Algumas contribuições de Melanie Klein:

1. A transferência (múltipla neste caso), faz que toda a relação contenha rasgos infantis, como grande dependência, necessidade de ser guiado, desconfiança irracional.

2. Ansiedade de perseguição é um dos rasgos infantis: qualquer mal-estar vê-se como procedente de forças hostis exteriores (também o bem-estar vem de forças boas”). Os impulsos destructivos próprios acordam ansiedade de perseguição.

3. Introyección e Projecção: na idade adulta o julgamento a respeito do mundo exterior, nunca ficará livre do influjo do mundo interior. Introduzir clareza neste mundo é tarefa primordial do Grupo de terapia.

4. Objectos internos: Sempre se dão “fantasías inconscientes”, que são as representações do instinto, e que acabam por conformar um mundo interior muito influente na vida mental da pessoa (a mãe que ama, cuida, alimenta, é o primeiro objecto interno; sempre que a ansiedade de perseguição não seja demasiado grande).

5. A Projecção permite a Empatía: a não ser que seja muito hostil, e então a estorva. Uma dose de inveja acompanha sempre ao facto de receber: o outro tem algo que dar, mas pode lho guardar para si: os silêncios contêm invejas neste sentido.


Grupo e Mãe não são relações alheias desde o ponto de vista emocional. Em ambas situações (Grupo - Mãe) está presente a luta entre dois pólos: o pólo de procurar companhia, fundir-se com um Outro que dá calor e ajuda, evitar a solidão, e o pólo de ficar isolado, separado e desprotegido. Nas duas situações vivem-se experiências de satisfação e experiências de frustración (recebo atenção, escuta... mas, ou não me compreendem do tudo, ou me asfixiam e não me deixam a autonomia que eu desejaria).

O Grupo, como a Mãe, nos faz sentir poderosamente ambivalentes: Não nos recordam a nossa niñez, não nos parecem infantis, muitas de nossas reacções grupales nas que sentimos ódio e amor ao mesmo tempo, nas que pomos em marcha mecanismos de defesa tão primitivos como a divisão do bom e o mau, e nas que nos identificamos proyectivamente?

Em segundo lugar, no grupo vivem-se poderosamente sentimentos que têm que ver com a antiga relação Filho-Pai. Estar em um grupo sempre é ver como se acordam em nós as velhas tensões entre a rebeldia e o sometimiento em frente ao depositario da autoridade. Tensões que dão lugar, de forma muito viva, a vivências de rivalidad entre irmãos/iguais.

Efectivamente, um grupo dá sempre origem a uma rede implícita de identificações, que vai criando a Gestalt do grupo, a mentalidade grupal. O resultado desta mentalidade grupal, é que a cada um dos membros do grupo sente como tem a sua disposição um canal afectivo e simbólico que lhe permite a expressão do mais profundo e primitivo de si mesmo. Um clima no que lhe é possível à cada um assumir papéis, estabelecer relações que canalicen tanto a agressão como o afecto. O grupo na idade adulta, como o foi a família nos primeiros anos da vida, facilita médios inapreciables para a maturidade.

E essa é a primeira e grande razão pela que um grupo sã. Porque permite elaborar (isto é, experimentar de forma repetida e a cada vez mais adaptada), as emoções, as ansiedades e os conflitos originarios da vida humana.

Aprendizagem

O grupo cria um espaço vital no que é possível aprender de forma privilegiada. Aprendizagem e mudança sempre têm estado brigando por ser objectivos alternativos de todo o grupo8. Mas, pode-se pensar em uma mudança pessoal, mais ou menos profundo, que não inclua, ao menos, a aprendizagem de formas de comunicação, de novas formas de sentir e de pensar? E, propondo-o de forma inversa, podemos imaginar uma aprendizagem qualquer excluindo que dê como fruto pequenos ou grandes mudanças pessoais? Os terapeutas individuais (não conductuales) se vêem quase sempre voluntariamente maniatados, quando tentam proporcionar a seus pacientes dados que lhes suponham uma aprendizagem. Não somente isso, senão que quase todos eles se vêem obrigados a renunciar ao conselho como arma terapêutica, desde que têm aceitado com gosto que é o paciente o que deve tomar a iniciativa, e conhecem a sensibilidade extrema que tem a injerencias em seu terreno por parte de qualquer terapeuta demasiado ansioso por adiantar soluções.

Um terapeuta individual tem de proteger seu papel sem proporcionar à pessoa à que quer ajudar nenhuma experiência nebulosa a respeito de quem é a cada um nesta relação, ou a respeito do que se pretende na relação mesma. Isto lhe impede dar conhecimentos teóricos que em hipótese poderiam ser úteis. Os membros de um grupo, no entanto, podem permitir-se "explicar" em que consiste isso de estar mau, quais são os passos que têm ajudado à cada um, e o que convém fazer neste caso particular, desde um plano de igualdade altamente terapêutico e não comprometedor para o processo. A numerosas pessoas é-lhes necessário o facto de aprender cognitivamente sobre o funcionamento psíquico. Naturalmente trata-se de uma aprendizagem implícita, e por isso terapeuticamente eficaz e menos defensivo. A situação de igualdade que se estabelece entre os membros do grupo faz que muitos conselhos directos se dêem e se recebam sem que o terapeuta abandone seu papel. Por outra parte uma actividade tão estruturada como é o conselho, ajuda a que apareçam patologias ocultas, como seria, por exemplo, a do rechazador de todo o conselho. Ou o mecanismo de negación. Junto ao intercâmbio de dados, próprio de toda a interacção, e ao conselho, existe no grupo uma aprendizagem sanador de soma importância que é a aprendizagem de imitação. É verdade que seria ingénuo pensar que não se dá conduta imitativa na relação de ajuda individual. Todo o psicólogo que se formou ele mesmo em uma relação de ajuda, sabe por experiência própria até que ponto se surpreende mais tarde repetindo intervenções, modos de fazer e de pensar daquela pessoa que uma vez lhe ajudou a ele. Mas no grupo a situação é, a este respecto, enormemente mais explícita e mais rica. Os participantes contam com uma variedade grande de condutas que podem imitar e "ensayar". Delas umas serão abandonadas mais tarde, outras serão modificadas. Todas elas pertencerão, como ensaios válidos, ao processo de crescimento. Não esqueçamos que é A. Bandura, obviamente, o que tem tratado pacientes mostrando em sua presença, por exemplo, como se aborda uma fobia. E conseguiu-o com sucesso. O grupo não provoca conscientemente a conduta imitativa. Mas sua possibilidade dá-se e é importante.

Somos conscientes da dificuldade que entranha o entender correctamente a palavra "aprender" neste contexto. O trabalho com grupos, que se vem chamando dinâmica de grupos, nasceu precisamente como uma forma de aprender na que este termo passava a querer dizer algo mais próximo a intuir, a vivenciar, a captar de forma imediata e sem muito razonamiento, mas com uma luz especial. Isto é, a simbolizar adequadamente um conhecimento penetrando todo seu sentido, de forma emocional e lúcida ao mesmo tempo. Algo que somente se pode dar por médio da experiência e que dificilmente se dá quando transmitimos conhecimentos teóricos nus. Aprender neste contexto é equivalente a mudar, a crescer, ou a madurar. A sanar.

Experiências de contacto com os demais

O grupo é um lugar privilegiado no que se podem conseguir experiências de especial qualidade no contacto próximo com os demais, que são, por sua mesma natureza, experiências de maduración.

A sugestão de Maslow, de que somente as experiências culminantes (peak experiences) nos podem conduzir a essa unificação pessoal que nos converte em pessoas conseguidas e totais, em comunión nós mesmos, com os demais e com o mundo, fez nascer, nos anos sessenta, numerosos movimentos que se lançaram à busca de oportunidades de experimentar. A droga, a estrada, a vida sem estrutura, converteram-se em tópicos e ao mesmo tempo em símbolos de uma busca. O grupo, dentro deste ambiente, ofereceu-se como uma oportunidade mais, e sem os perigos das demais, de conseguir experiências intensas, vivências totalizadoras e autênticas, e, em uma palavra, plenitude pessoal. Ao cabo dos anos repetia-se a oferta tão temporã do inventor do Psicodrama: sucedia por fim a nível social o "convite a um encontro”. A realidade é que no grupo o outro se converte em um alter que me altera com sua presença. Aparece como alguém diferente de mim, mas ao mesmo tempo tão semelhante e tão próximo a mim como pára que a comparação comigo seja possível. Põe ante mim a realidade de que se pode ser pessoa de outra maneira a como eu o sou. Encontro-me com ele e ao mesmo tempo me encontro comigo. "Dizem que o homem não é homem / até que não ouve seu nome / de lábios de uma mulher, / pode ser" dizia intuitivamente Machado. O grupo é o lugar dos outros. Eles, como o coro grego, abrem ante mim um horizonte de emoções. Neles os sentimentos ressoam, se amplificam, cobram uma estranha realidade. O fenómeno da empatía multiplica-se como em uma situação de vertigem, se fazendo mais real e mais pregnante. Moreno usava belas palavras para expressar essa experiência indefinible que proporciona o grupo: "E quando estejas perto eu tomarei teus olhos e pôr no lugar dos meus, e tu tomarás meus olhos e pôr no lugar dos teus. E então eu olhar-te-ei a ti com teus olhos e tu a meu com os meus"10. O encontro realiza frequentemente o paradigma da situação empática sanadora.

Em palavras de Yalom, no lugar citado mais acima, a grande experiência que os grupos proporcionam é o sentimento de cura. O grupo é um lugar privilegiado no que se pode ter a experiência de que alguns membros têm melhorado já, e outros estão em trance do fazer em presença de todos os demais participantes. A mensagem é clara: É possível sanar. E a consiguiente mobilização de energia pode chegar a ser arrolladora. Claro que isto nos deve fazer pensar que não todos os grupos são igualmente sanadores. Não o são. Grupos com longa história, e por tanto com longa memória de sujeitos que mudaram para melhor, são uma poderosa arma em mãos de um terapeuta avezado. Tenhamos em conta que muitas técnicas grupales que se empregam comummente dão enorme importância a este factor. Citemos sem entrar em mais detalhes os grupos de alcohólicos anónimos, ou alguns grupos de recuperação de drogodependientes, nos que a presença de ex-alcohólicos, ou de ex-drogodependientes é um elemento terapêutico básico.

O grupo: referências mais universais.

Um sentimento iatrogénico é o de unicidad nos problemas pessoais. Frequentemente encontramos na prática clínica que os problemas psíquicos se agrandan e geram defesas a partir da sensação do paciente de que o que a ele lhe passa não lhe passa a ninguém mais.

O grupo tira sentido de unicidad, o desconfirma. Frequentemente problemas muito profundos (experiências de incesto, etc.) percebem-se no grupo como acontecimentos da própria história que ao ser faladas entram em relação com "o universal" do grupo. Na particular associação livre que se dá no grupo, atingem paradoxalmente uma nova facilidade de verbalización aqueles "segredos" tidos por innombrables. As técnicas do segredo anónimo têm vindo a revelar três conteúdos como principais "segredos" que bloqueiam campos inteiros da actividade psíquica das pessoas:



Precisamente estas áreas de conteúdo psíquico são algumas das que recebem do grupo maior facilitación à hora de ser verbalizadas. Com muita frequência o grupo associa situações de conteúdo semelhante ou diverso, nas que o núcleo é qualitativamente o mesmo,. e que diluyen a angústia da irrepetibilidad. Por uma vez ensayar formas de abordar o inabordable parece ser possível.

O grupo: Identificações positivas

Frequentemente a neurosis tem gerado ou tem em sua origem identificações falsas que mantêm aos sujeitos em um inmovilismo doente. O grupo convida a um tipo de acção (não estamos aqui sugerindo que o grupo provoque mecanismos defensivos de acting out) no que é possível que se gerem identificações positivas. A situação grupal permite que a cada um dos sujeitos seja ao mesmo tempo paciente e agente terapêutico. No regime de igualdade que impera em um grupo todos estão tacitamente convidados a dar ao mesmo tempo que a receber ajuda, e por tanto a adoptar o papel de ayudador, de mãe protectora, ou de apoio na desgraça, segundo outros membros do grupo, a julgamento da cada um, o vai precisando. Com o qual todos têm a oportunidade de se identificar com figuras positivas de maneira mais real do que permitiria nenhuma relação individual de ajuda.

Quando se está mau, é crença comum, ajudar é a única saída para romper o círculo infernal da doença.

O moderador

O moderador do grupo como elemento de cura: da intervenção “individual” à intervenção “grupal”.

A história dos últimos anos tem ido enfatizando o papel que aquele que está à frente de um grupo desempenha no bom funcionamento deste. Sempre se trata de um papel decisivo como elemento de impulso à maduración e ao crescimento. O grande elemento sanador de um grupo é a pessoa focal de sua terapeuta.

Nos anos trinta e quarenta supuseram o primeiro florecimiento da terapia de grupo. O terapeuta, baixo a influência todopoderosa da da terapia individual, passa a desempenhar o papel de controlador de um processo conhecido. O facto de realizar em grupo o que, de seu, pode ser realizado comodamente em uma situação individual, além de supor uma poupança notável de tempo e energias, permite realizar o labor de terapia em um clima propício. Assim o terapeuta é o criador de um clima de confiança não amenazadora: Protege ao grupo de sua própria irracionalidad, e inclusive pode permitir-se proteger a um membro que está a receber um feedback pouco adequado ou excessivo. Mantém a atenção fixa nos dados da cada uma das pessoas que sucedem no presente do grupo, tentando ao mesmo tempo que seja o grupo, e não ele mesmo, quem gere esses dados, conseguindo assim transmitir uma postura clarificadora sumamente eficaz.

Os instrumentos conceptuais não têm variado enormemente, se pensamos na terapia individual. As dificuldades que se encontram, com seus matizes, são também as esperadas:


Associação livre: A “free floating discussion” é seu equivalente. A Resistência: Existe, mas os outros membros “reagem ante as defesas e ajudam a sua desmontaje”. A transferência: Existe, mas no grupo é múltiplo. E cambiante. A contratransferencia: É mais difícil de controlar. Há muita tensão emocional para o terapeuta. Especial perigo de abuso de poder. O acting out: Existe mais actuação. Às vezes não é fácil manter os limites claros.


Pode-se dizer que a relação criada no grupo é uma relação “em leque”. A cada um dos pacientes se relaciona principalmente com o centro evidente que é o terapeuta, e baixo sua mirada permite que lhe afectem as presenças alheias que lhe rodeiam, e assim façam mais patentes as condutas conflictivas ou construtivas.


Nos anos cinquenta supõem a descoberta da interpretação directa, e da relação com o grupo como com um tudo. O terapeuta ascende a um silêncio mais suscitador de fantasías colectivas que criador de clima benévolo que diminua as defesas. A eficácia do terapeuta, ao assimilar a noção de emoções grupales, e a teoria dos objectos internos, amplia-se com novos aspectos:


O terapeuta relaciona-se com o grupo a um nível manifesto, e nele transmite sobretudo que “Neste grupo se podem expressar até os sentimentos mais intensos, e de qualquer tipo”.

A um nível mais latente relaciona-se com os estratos mais infantis (mais regresivos) dos membros do grupo. Estes lhe percebem como um ser omnipotente, paternal, do qual seria muito placentero depender. E ao mesmo tempo como alguém de quem há que se defender para ser um mesmo (como na vida).

Mas mais que nada "Proporciona experiências ao grupo". (Não é frequente que faça interpretações do nível infantil). Tem, obviamente, mais fé no vivido que no interpretado.

Evolução

A evolução é crucial. É a evolução que vai desde fazer terapia individual em grupo, a realizar terapia de grupo. As publicações que encontramos nos últimos anos oferecem modalidades de muito diversos tipos para a terapia em situação grupal. Mas todas elas se viram afectadas por este movimento pendular do individual ao grupal. Bem é verdade que o que se dedica a esta actividade de forma regular, conhece bem quais são as tentaciones do terapeuta: Submetido à mirada directa de sete?, oito?, pares de olhos, suporta a tensão de uma intensa vivência que lhe toma a ele por ecrã de projecções, que deposita nele a electrizante responsabilidade de contactar com o comum, o focal. Esse terapeuta sente uma e outra vez o telefonema à omnipotencia gratificante em curto prazo, da interpretação individual, ou à acolhedora situação do que suscita e acaricia a confidencia pessoal.

Um terapeuta normal conhece até que ponto é fácil recorrer a estereotipos aclaradores, sempre tão bem recebidos pelos pacientes, que desejam se conhecer. É fácil, e confortable, porque evita assim a intensidade dolorosa, quase de trance, que se vive quando um grupo enfrenta no momento presente, e não na narração, os grandes conflitos da afectividade humana.

Bibliografía

DÍAZ PORTILLO, Isabel. Bases da terapia de grupo. Editorial Pax. ISBN: 9688604224 http://books.google.é/books?vão=hDtB0l7FsxkC&printsec=frontcover#v=onepage&q=&f=false

LÓPEZ-YARTO, Luis. Revista Aberturas psicoanalíticas nº10. http://www.aperturas.org/articulos.php?vão=0000193&a=Terapia-de grupo-ou-terapia-em grupo

RODRÍGUEZ FALHA, Rafael. Técnicas de intervenção grupal: Manual de teoria. http://www.scribd.com/doc/20929770/7%C2%BA-Tec-Grupal

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/n/d/Andorra.html"