Se deseja ver a acepcción musical genérica (voz humana e harmonia), consulte Voz de tiple.
O tiple é um cordófono pequeno da família da guitarra.
Tem 10 ou 12 sensatas de aço, em quatro cursos.
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O tiple considera-se o instrumento nacional de Colômbia . Suas origens encontram-se nos limites dos departamentos de Santander e Boyacá, especialmente nos municípios de Chitaraque (Boyacá) e Suaita (Santander). Utiliza-se no acompañamiento de ritmos típicos do interior do país como o bambuco e o corredor. Também se usa como acompanhante da tradicional trova antioqueña (canto repentista ou improvisado). Eventualmente, o instrumento tem sido usado por artistas actuais para a execução de música popular colombiana e boleros.
O principal intérprete que tem tido este instrumento em Colômbia foi o já falecido mestre Francisco "Pacho" Benavides Caro, quem desse carácter solista a este instrumento, bem como os também mestres Álvaro Delmar, Pedro Nel Martínez, José Luis Martínez, Jairo Areias, Henrry Mora, Ricardo Varela e Adriam Manrrique.
Existem muitos eventos de música Colombiana onde os diferentes ritmos são acompanhados com o tradicional Tiple. Em Envigado, Antioquia, realiza-se anuamente um encontro nacional onde o Tiple é o convidado de honra e muitos intérpretes se fazem presentes para o mostrar em todas suas manifestações.
O tiple tem uma faixa que se estende desde o re4 (correspondente no pentagrama ao primeiro espaço adicional embaixo da primeira linha em chave de sol) até o se5 da quinta linha adicional superior, em termos de sons naturais e convencionalmente estabelecidos para o instrumento.
Esta extensão pode-se distribuir metodologicamente em três secções: registo baixo, registo médio e registo alto. O registo médio é o mais conveniente para a adecuación de uma melodia à idiomática do instrumento. Isto é, a melodia deve ser disposta na tonalidad em onde prevaleça maioritariamente o registo médio. No entanto, no caso frequente de encontrar-nos com obras que apresentam uma parte em modo maior e outra no modo relativo menor, e não fosse possível enmarcar a totalidade da melodia no registo médio, dada seu amplo registo, teremos então a opção de trabalhar uma de suas partes no registo baixo, isto é na oitava inferior, o qual nos permite utilizar outros efeitos de carácter tímbrico e harmônico.
Extensão compreendida entre o re4 (localizado no primeiro espaço adicional do pentagrama, embaixo da primeira linha em chave de sol), e o re5 (da oitava superior, correspondente à quarta linha do pentagrama).
Extensão compreendida entre o se4 (localizado na terceira linha do pentagrama em chave de sol) e o meu6 (da terceira linha adicional do pentagrama).
Extensão compreendida entre o re5, localizado na quarta linha do pentagrama em chave de sol, e o se6 (na quinta linha adicional superior do pentagrama).
Por razões próprias da morfología do instrumento tiple, o som que se concebe é mais brilhante na medida em que a obra seja susceptível de ser adaptada a uma tonalidad na qual se encontre o maior número de sensatas pulsadas ao ar, especialmente quando queira que se trate de execuções nas que o rasgueo (r) ou guajeo e brisa (Br) se queiram destacar, como expressões características da execução da mano direita no tiple.
Conquanto é verdadeiro, que o rasgueo em si mesmo constitui uma característica de ordem essencial na linguagem do tiple, não é menos verdadeiro que a forma como se tañe ou se pulsa o instrumento no estrito sentido de executar e interpretar uma melodia com ou sem acompañamiento, também se faz trascendente; não só pela execução em se mesma, senão também pela interpretação à que dá lugar a forma e o género da obra que se pretende adecuar.
Nessa ordem de ideias, as formas generalizadas de pulsação no tiple podem-se considerar assim: o pellizcado, o cuasi-apoio e o apoio propriamente dito. Na primeira possibilidade, isto é, o pellizcado, o som que se desprende da execução não se faz tão prolongado, mas sim liviano e muito grácil. No cuasi- apoio, o som prolonga-se um pouco mais, comoquiera que o apoio que se realiza se retira rapidamente da sensata, com o ânimo de “não privar” à sensata na que descansa o apoio de sua expressão sonora, pois bem sabemos que assim não a estejamos a pulsar, esta emite som como consequência de receber o movimento sonoro da sensata que se esteja a pulsar. E finalmente, o apoio propriamente dito, o qual se utiliza quando queira que se tenha disposto que o fragmento musical a executar, deva ser interpretado de maneira unida e com uma duração prolongada e/ou expresiva da cada nota.
No caso das obras musicais que correspondam em seu desenho melódico à estrutura das escalas maiores ou menores, as tonalidades que mais se adecuan ao parámetro anteriormente assinalado e em uma ordem preferencial, são as seguintes: sol, meu menor, sol menor, meu, re, re menor, do, a, a menor, e se menor.
Agora bem, no evento de utilizar os demais modos antigos (modos dórico, frigio, lidio, mixolidio e locrio) isto é, os modos antigos que não correspondem propriamente à estrutura das escalas maiores e menores (modo jónico e eólico) ou outras escalas, é conveniente ter em conta o mesmo critério esboçado anteriormente, quando se esteja a transportar a melodia, toda a vez que as melodias concebidas no tom original da cada um dos modos, nos oferecem uma proporção adequada para a execução de melodias em sensata solta e assim também, em sensata calcada. soa muito bem
Os harmônicos estão classificados em duas categorias: harmônicos naturais e harmônicos octavados. A sua vez, estes admitem outra subdivisión, podem ser simples ou compostos: aqueles, os que se executam sobre uma sozinha nota, e estes, os que se executam sobre dois ou mais notas. Para o caso que nos ocupa, resulta muito apropriado encontrar em uma obra a possibilidade de utilizar os harmônicos naturais, bem sejam simples ou complexos, dentro do discurso melódico ou harmônico da mesma; não obstante, se requer-se usar os harmônicos octavados, conta-se também com a possibilidade de acompañamiento do dedo polegar, o qual nessa circunstância pode contribuir com o discurso harmônico da obra.
Este é um efeito que para o caso do tiple, permite utilizar a primeira sensata como acompanhante, toda a vez que a melodia se encontra necessariamente na segunda sensata e ocasionalmente na terça. Esta condição faz-se muito adequada quando se utiliza o rasgueo, porquanto o conduzir a linha melódica na segunda e/ou terça sensata (s) garante fazer prevalecer o volume da mesma, de uma parte, e de outra, se não se rasguea nesse fragmento musical, se conta então com a possibilidade de realizar um acompañamiento enriquecido com a tímbrica da sensata ao ar e a sensata calcada nesse registo.
É um dos efeitos que mais impressão causa quando se executa com precisão e rapidez. A melodia deve ser localizada preferivelmente nas sensatas quarta e terceira, o qual não é óbice para não incluir em um momento dado na segunda. Isso, pelo que se faz necessário deixar a cargo da primeira ou segunda sensata o acompañamiento tremolado. Ao utilizar este maravilhoso efeito e tendo em conta que o som é movimento, o trémolo que suporta uma das sensatas do grupo de três, próprio das ordens do tiple, se traduz em uma riqueza não só de ordem tímbrico, senão também de volume, o instrumento emite então um formoso som que flamea em seu versatilidad harmônica.
É a alma da idiomática tiplística, e é precisamente por isso, pelo que resulta conveniente dispor sua execução e interpretação no momento indicado. Greve dizer que, uma vez determinado o ponto climático da obra, é bem importante puntualizar em que momentos faz seu aparecimento, para que no melhor dos casos o resultado do espectro sonoro que arroja sua execução, se possa valorizar não só como linguagem sustantivo do instrumento, senão também como efeito.