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Torno paralelo

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Artigo principal: Torno
Torno paralelo de 1911.
Torno paralelo moderno.

O torno paralelo ou mecânico é o tipo de torno que evoluiu partindo dos tornos antigos quando se lhe foram incorporando novos equipamentos que conseguiram o converter em uma da máquina ferramenta mais importante que têm existido.

No entanto na actualidade este tipo de torno está a ficar relegado a realizar tarefas pouco importantes, a utilizar nas oficinas de aprendices e nas oficinas de manutenção para realizar trabalhos pontuas ou especiais.

Para a fabricação em série e de precisão têm sido substituídos por tornos copiadores, revólver, automáticos e de CNC.

O torno paralelo é uma máquina que trabalha no plano, porque só tem dois eixos de trabalho, ( Z e X) a carroça que desloca as ferramentas ao longo da peça e produz torneados cilíndricos, e a carroça transversal que se desloca de forma perpendicular ao eixo de simetría da peça, com esta carroça se realiza a operação denominada escareado. Leva montado uma terceira carroça, de accionamento manual e giratório, chamado Charriot, montado sobre a carroça transversal, com o Charriot, inclinado aos graus necessários é possível mecanizar cones.

O característico deste tipo de torno é que se podem realizar no mesmo todo o tipo de tarefas próprias do torneado, como perfurado, cilindrado, mandrinado, refrenrado, com rosca, cones, chanfrado, rebaixo, moleteado, etc; mediante diferentes tipos de ferramentas e úteis que de forma intercambiáveis e com formas variadas se lhe podem ir acoplando.

Para manejar bem estes tornos se requer a perícia de funcionários muito bem qualificados, já que o manejo manual de suas carroças pode ocasionar erros com frequência na geometria das peças torneadas.

Conteúdo

Movimentos de trabalho na operação de torneado

Aprendiz trabalhando em um torno paralelo.

Estrutura do torno paralelo

No torno paralelo, como em todas as máquinas ferramenta, podemos diferenciar duas partes fundamentais:

Elementos componentes

O torno tem quatro componentes principais:

Cabeça móvel.
A cabeça móvel ou contracabezal (ver figura) está apoiado sobre as guias da bancada e pode-se deslocar manualmente ao longo delas segundo a longitude da peça a mecanizar, levado no ponto desejado se bloqueia sua posição com a alavanca (T6).
Mediante o volante (T1) pode-se avançar ou retroceder o contrapunto (T5) sobre o corpo do contracabezal (T3), esta deslocação pode-se bloquear impedindo que retroceda com a alavanca (T2).
Neste contracabezal a base (T4) e o corpo (T3) são peças diferentes fixadas uma a outra mediante parafusos, que podem ser aflojados e permitir uma verdadeira deslocação transversal do corpo com respeito a sua base, esta operação se pode fazer para mecanizar cones de pequeno ângulo de inclinação.
  1. Carroça principal, que produz os movimentos de avanço no sentido longitudinal das guias do torno e profundidade de passagem em escareado.
  2. Carroça transversal, que se desliza transversalmente sobre a carroça principal, avançando na operação de escareado, e determina a profundidade de passagem em cilindrado.
  3. Carroça orientable ou superior, sua base está apoiada sobre uma plataforma giratória orientable segundo uma escala de graus sexagesimales, emprega-se para a usinagem de cones, ou em operações especiais como algumas formas de com rosca.
O portaherramientas: sua base está apoiada sobre uma plataforma giratória para orientar em qualquer direcção.
Detalhe da carroça portaherramientas.
Na imagem pode-se ver em detalhe a carroça de um torno paralelo, a carroça principal (4) está apoiado sobre as guias da bancada e move-se longitudinalmente por elas,
Na parte delantera esta o quadro de mecanismos (5) o volante (5a) permite o deslocar manualmente a direita ou esquerda, a embraiagem de roscar (5b) tem duas posições desembragado ou embragado nesta posição à carroça se move longitudinalmente a velocidade constante pelo husillo de roscar. A embraiagem de cilindrar (5c) tem três posições cilindrar, desembragado e refrentar, a velocidade de avanço virá fixada pelo husillo de cilindrar. Neste painel de comandos pode-se ligar um ou outro automático, mas não se pode modificar nem a velocidade de avanço nem o sentido do movimento que terá que fixar na caixa de avanços e transmitido à carroça mediante o husillo de roscar ou de cilindrar segundo corresponda.
A carroça transversal (3) está montado e ajustado em bicha de milano sobre a carroça longitudinal e pode-se deslocar transversalmente, de forma manual com a manivela (3b) ou em automático refrentando.
Sobre a carroça transversal esta a carroça orientable (2) esta carroça se pode girar sobre si mesmo um ângulo qualquer marcado na escala (2b), mediante a manivela (2a) esta carroça se pode avançar ou retroceder.
Sobre a carroça orientable, esta a toreta portaherramientas (1) onde se monta a lâmina

Corrente cinemática

A corrente cinemática gera, transmite e regula os movimentos dos elementos do torno, segundo as operações a realizar.

Detalhe dos comandos da caixa de velocidades e avanços.
Na imagem pode-se ver a cabeça de um torno, o eixo principal sobre o que está montado o plato (H4), as alavancas da caixa de velocidades e investidor de giro (H2) (H3) e (H5).
Na imagem pode-se ver na parte posterior (H10), a caixa da lira, que liga a parte posterior do eixo do torno com a caixa de avanços (H6), a lira que não se vê na imagem, determina a relação de transmissão entre o eixo principal e a caixa de avanços mediante engrenagens desmontables.
Eixo de cilindrar (H8), chanfrado para transmitir um movimento rotativo aos mecanismos da carroça principal, este movimento emprega-se tanto para a deslocação longitudinal da carroça principal, como para o transversal da carroça transversal.
Eixo de roscar (H7), com rosca em toda a longitude que pode estar em contacto com a carroça, a embraiagem de roscar é uma porca partida que abraça este eixo quando está embragado, os avanços com este eixo são mais rápidos que com o de cilindrar, e se emprega como seu nome indica nas operações de com rosca.
Na imagem pode-se ver um terceiro eixo (H9) com uma alavanca de empuñadura vermelha junto à caixa de avanços, este terceiro eixo não existe em todos os modelos de torno e permite, mediante um interruptor, pôr o motor eléctrico em marcha ou investir seu sentido de giro, outra ou outras duas alavancas similares estão na carroça principal, a um ou outro lado, que permitem girar este eixo colocando em três posições giro a direita, parado ou esquerda. Nos modelos de torno que não dispõem deste terceiro eixo, a posta em marcha se faz mediante pulsadores eléctricos situados normalmente na parte superior da cabeça.

Equipa auxiliar

Plato de garras.
Plato e cão de arraste.
Pontos de arraste.

Requerem-se certos acessórios, como sujetadores para a peça de trabalho, suportes e portaherramientas. Alguns acessórios comuns incluem:

Especificações dos tornos paralelos convencionais

[1]

Fases de trabalho em torno

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Empregando uma série de operações com os acessórios e ferramentas necessárias, realiza-se a usinagem de uma peça de revolução em um torno, vejamos com um exemplo, trata-se de fabricar um parafuso, partindo de material redondo que coincide com o diâmetro maior da cabeça do parafuso e que empregaremos passa sujeitar a peça ao plato do torno, as fases da usinagem seriam as seguintes:

  1. Realizam-se as operações prévias; fixando a peça ao plato, colocando o contrapunto, se for o caso, e colocando a lâmina adequada no porta ferramentas.
  2. Cilindrar o corpo do parafuso ao diâmetro de com rosca, deixando o que será a cabeça do parafuso ao diâmetro original. Realizassem-se várias passadas de desbaste e um final de acabamento, cilindrando o corpo do parafuso e refrentando a cara direita da cabeça.
  3. Cilindrar e chanfrar a parte anterior da peça, o que depois será a ponta do parafuso, neste caso o parafuso terá uma parte cilíndrica na ponta ao diâmetro de fundo da rosca, dantes de começar a zona com rosca. Chanfra-se tanto o final da peça como o começo da zona com rosca.
  4. Ranurar a garganta próxima à cabeça ao diâmetro de fundo da rosca, esta ranhura permitirá, na peça finalizada, roscar o parafuso em toda sua longitude, e durante a fase de usinagem permitir-nos-á sacar a lâmina com facilidade.
  5. Roscar o corpo do parafuso, esta operação realiza-se em várias passadas, até conseguir o perfil da rosca definitivo. Neste caso é uma rosca trapezoidal de uma sozinha entrada.

Neste processo a peça é conformada eliminando por arranque de viruta parte do material em operações sucessivas até obter a forma geométrica de uma peça totalmente terminada ou de um produto semielaborado que requererá operações posteriores. Podem-se ver neste exemplo as operações de cilindrado, escareado, chanfrado, chanfrado e com rosca em desbaste e acabamento.

Uma modificação ao caso anterior consiste em não realizar a ranhura ao final da rosca, o qual impede enroscar o parafuso em toda sua longitude, dado que junto à cabeça do parafuso há uma zona não com rosca; no entanto, o parafuso é mais resistente, pois a ranhura debilita o corpo do parafuso em uma zona onde há concentração de tensões.

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O com rosca em torno sem ranhura para a saída da ferramenta obriga a que esta saia em marcha, isto é, se retira a ferramenta enquanto está em contacto com a peça. Uma ver apartada investe-se o sentido de giro do torno fazendo outra passada. Deve ter-se em conta que durante o com rosca em torno não se desembraga a barra de roscar, senão que se investe o sentido de giro, e que para a realização de uma rosca são necessárias várias passadas.

Esta operação de retirar a lâmina retrocedendo a carroça transversal a mão, sem parar a máquina e sem desembragar o automático, investindo o sentido de giro imediatamente, exige grande habilidade por parte do tornero, dado que tudo isto se tem que fazer nas proximidades da cabeça do parafuso e várias vezes durante a usinagem da peça.

Na figura pode ver-se como sobe progressivamente o fundo da rosca até o diâmetro exterior e que o corpo do parafuso não tem a escotadura junto à cabeça que se observa no primeiro exemplo.

Fontes

Veja-se também

Referências

Enlaces externos

Museu de máquina ferramenta

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