Em matemática, a transformada de Fourier é uma aplicação que faz corresponder a uma função f com valores complexos e definida na recta, outra função g definido da maneira seguinte:
Onde f é
, ou seja f tem que ser uma função integrable no sentido da integral de Lebesgue. O factor, que acompanha a integral em definição facilita o enunciado de alguns dos teoremas referentes à transformada de Fourier. Ainda que esta forma de normalizar a transformada de Fourier é a mais comummente adoptada, não é universal. Na prática o variáveis x e
costumam estar sócias a dimensões (como o espaço -metros-, frequência -segundos^-1-,...) e então é correcto utilizar a fórmula alternativa:
de forma que a constante beta cancela as dimensões associadas às variáveis obtendo um expoente adimensional.
A transformada de Fourier assim definida goza de uma série de propriedades de continuidade que garantem que pode se estender a espaços de funções maiores e inclusive a espaços de funções generalizadas.
Ademais, tem uma multidão de aplicações em muitas áreas da ciência e engenharia: a física, a teoria dos números, a combinatoria, o processamento de sinais (electrónica), a teoria da probabilidade, a estatística, a óptica, a propagación de ondas e outras áreas. Em processamento de sinais a transformada de Fourier costuma considerar-se como a decomposición de um sinal em componentes de frequências diferentes, isto é, g corresponde ao espectro de frequências do sinal f.
O ramo da matemática que estuda a transformada de Fourier e suas generalizações é denominada análise harmônica.
São várias as anotações que se utilizam para a transformada de Fourier de f . Tenho aqui algumas delas:
.
A transformada de Fourier é basicamente o espectro de frequências de uma função. Um bom exemplo disso é o que faz o ouvido humano, já que recebe uma onda auditiva e a transforma em uma descomposição em diferentes frequências (que é o que finalmente se escuta). O ouvido humano vai percebendo diferentes frequências à medida que passa o tempo, no entanto, a transformada de Fourier contém todas as frequências contidas em todos os tempos em que existiu o sinal; isto é, na transformada de Fourier obtém-se um só espectro de frequências para toda a função.
Seja f uma função Lebesgue integrable:
ou
A transformada de Fourier de f é a função
Esta integral faz sentido, pois o integrando é uma função integrable. Uma estimativa simples demonstra que a transformada de Fourier F(f) é uma função dimensionada. Ademais por médio do teorema de convergência dominada pode demonstrar-se que F(f) é contínua.
A transformada de Fourier inversa de uma função integrable f está definido por:
Note-se que a única diferença entre a transformada de Fourier e a transformada de Fourier inversa é o signo negativo no expoente do integrando. O teorema de investimento de Fourier formulado abaixo justifica o nome de transformada de Fourier inversa dado a esta transformada. O signo negativo no expoente do integrado indica a traspolación de complementos yuxtapuestos. Estes complementos podem ser analisados através da aplicação da Varianza para a cada função.
A transformada de Fourier é uma aplicação linear:
Valem as seguintes propriedades para uma função absolutamente integrable f:
Estas identidades demonstram-se por uma mudança de variáveis ou integração por partes.
No que segue, definimos a convolución de duas funciones f, g na recta se define da maneira seguinte:
Novamente a presença do factor adiante da integral simplifica o enunciado dos resultados como o que segue: Se f e g são funções absolutamente integrables, a convolución também é integrable, e vale a igualdade:
Também pode enunciarse um teorema análogo para a convolución na variável transformada,
mas este exige verdadeiro cuidado com o domínio de definição da transformada de Fourier.
Em algumas ocasiões define-se a transformada com um factor multiplicativo diferente de ,
sendo frequente em engenharia o uso de um factor unidade na transformada directa e um factor de em
a transformada inversa. A seguir lista-se uma tabela de funções e suas transformadas de Fourier com um factor unidade. Se deseja-se utilizar outro factor, só deve multiplicar a segunda coluna por esse factor.
| Função | Transformada |
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A ideia do teorema de investimento é que dada uma função f, a transformada de Fourier inversa aplicada à transformada de Fourier de f resulta na função original, em símbolos:
No entanto, o resultado formulado desta forma não é válido, porque o domínio da transformada de Fourier como o definimos no primeiro parágrafo deste artigo não é invariante, ou seja que a transformada de Fourier de uma função integrable não é necessariamente integrable.
Para formular o teorema de investimento precisamos encontrar espaços de funções que sejam invariantes baixo a transformada de Fourier. De facto, há numerosas possibilidades, a mais natural do ponto de vista técnico sendo o espaço de Schwartz de funções φ rapidamente decrecientes. No entanto aqui tomamos um caminho mais directo para formular um enunciado:
Teorema. O espaço de funções complexas f definidas na recta tais que f e a transformada de Fourier de f sejam integrables, é invariante tanto pela transformada de Fourier que pela transformada de Fourier inversa. Ademais para uma função f neste espaço, vale o teorema de investimento (1).
Outra possibilidade para formular um teorema de investimento fundamenta-se no facto de que a transformada de Fourier tem muitas extensões naturais.
O espaço de Schwartz consiste das funções φ tomando valores complexos, definidas em R e infinitamente diferenciables tais que pára todo o m, n inteiros não negativos
onde φ(n) é o n-ésima derivada de φ. Denotamos ao espaço de Schwartz pelo símbolo
.
Teorema Tanto a transformada de Fourier como a transformada de Fourier inversa são aplicações lineares
Ademais vale a fórmula de investimento:
O espaço de Schwartz é invariante com respeito aos operadores diferenciais com coeficientes polinomiales, isto é da forma
onde Pk são polinômios.
Devido às propriedades
e
a transformada de Fourier é uma ferramenta muito importante para o estudo das equações diferenciais tanto para a teoria que para sua resolução prática.
Como as "funções baseie" eikx são homomorfismos da linha real (mais concretamente, do "grupo do círculo") temos certas identidades úteis:
então
Isto é, a transformada de Fourier de uma convolución é o produto das transformadas de Fourier.
Dada uma função no intervalo (0, pi), podem-se definir muitas funções em (−pi, pi) que coincidam com ela em (0, pi); a cada uma das extensões terá uma série de Fourier própria. Mas algumas extensões têm especial interesse. Tendo em conta a propriedade 4 da secção 1.3, pode-se eleger a extensão de maneira que tenhamos uma função par e, nesse caso, a série de Fourier só tem cossenos. Chama-se série de Fourier de cossenos da função original e seus coeficientes calculam-se pela fórmula (1.6) (na que só intervém a função dada no intervalo original). Do mesmo modo, se elegemos uma extensão ímpar, a série que resulta é a série de Fourier de seios da função dada e seus coeficientes vêm determinados por (1.7). Podem-se fazer construções semelhantes a partir de qualquer intervalo.
A transformada de Fourier utiliza-se para passar ao «domínio frecuencial» um sinal para assim obter informação que não é evidente no «domínio temporário». Demonstra-se matematicamente que um sinal periódico se pode decompor em uma soma de seios e cossenos formando uma base ortogonal, desta forma, sinais como a voz ou as ondas se podem decompor em um sumatorio de sinais trigonométricas. O conjunto de constantes que multiplicam à cada frequência formam o espectro de frequências. Desta forma podem-se chegar a diversos experimentos muito interessantes:
Definido o produto escalar entre funções da seguinte maneira:
a transformada de Fourier pode-se entender como o produto escalar entre a função x(t) e a exponencial complexa
avaliado sobretudo a faixa de frequências f. Pela interpretação usual do produto escalar, naquelas frequências nas que a transformada tem um valor maior, mais parecido tem x(t) com uma exponencial complexa.