| Tratado de Livre Comércio da América do Norte | ||||||||||||||||||||
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O Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TLCAN, conhecido também como TLC ou como NAFTA, siglas em inglês de North American Free Trade Agreement, ou ALÉNA, do francês Accord de livre-échange nord-américain ) é um bloco comercial entre Estados Unidos, Canadá e México que entrou em vigor o 1 de janeiro de 1994 e estabelece uma zona de livre comércio. A diferença de tratados ou convênios similares (como o da União Européia), não determina organismos centrais de coordenação política ou social. Existe só uma secretaria para administrar, e três secções: a Secção Canadiana, localizada em Ottawa ; a Secção Mexicana, localizada na Cidade de México, e a Secção Estadounidense, localizada em Washington, D.C..
Uma das partes centrais deste marco regulador do comércio de bens é o programa de desgravación arancelaria, mediante o qual se propõe a eliminação progressiva dos impostos sobre bens originarios, de acordo com umas listas de desgravación.
O governo mexicano começou o planejamento de um programa próprio que mais tarde introduziria as indústrias maquiladoras no norte de México. As maquiladoras são basicamente fabricas de capital estrangeiro (principalmente estadounidense) localizadas quase em sua totalidade ao longo da fronteira mexicana e caracterizam-se pela diversidade de sua produção, abarcando desde a indústria têxtil até a química, passando por componentes electrónicos, maquinarias e repostos para automotores. O "programa de maquiladoras", foi impulsionado pelo governo mexicano como resposta ao fechamento do programa de Braceros, pelo qual se autorizava a trabalhadores agrários mexicanos a realizar trabalhos temporários legalmente em território estadounidense. O fechamento do programa de Braceros acarretou uma forte crescida da desocupación na zona fronteiriça de México razão pela qual dantes de culminar no ano 1995, se pôs em marcha o novo programa.
Consta de um preâmbulo e 22 capítulos agrupados em 8 secções, sua finalidade é aumentar a competitividade entre as empresas mexicanas, canadianas e estadounidenses.
As organizações camponesas e operárias mexicanas levaram a cabo para o primeiro de fevereiro de 2008 marchas contra o tratado e em concreto para renegociar com o governo o capítulo agropecuario em defesa da soberania alimentária e na contramão da reforma energética, protestos encabeçados pela CNC CCC CNTE, o SME e o EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional) no ano novo de 1994, onde os manifestantes, em sua maioria indígenas, se tomaram várias sedes municipais do governo.[2] As manifestações marcharam em muitos estados ainda que a maior foi a da capital DF, onde 200 mil, segundo os organizadores, foram os que marcharam até o Zócalo em protesto. As manifestações concluíram de forma pacífica sem conseguir uma resposta favorável por parte do governo para renegociar o TLC.
Os objectivos deste acordo são somente económicos: eliminar impostos para facilitar a circulação de bens e serviços entre os estados membro e favorecer os investimentos. A diferença de outros projectos de integração regional, os países deste bloco não estabeleceram a livre circulação de pessoas. A partir deste acordo os intercâmbios entre os países cresceram notoriamente. A exportação de México para estes dois países aumentou um 230%. No entanto, os resultados não foram tão favoráveis para este país. As importações desde Estados Unidos cresceram mais que as exportações, a pobreza se manteve nos mesmos níveis e não se geraram novos nem melhores trabalhos. E a principal causa disto são as grandes diferenças entre países industrializados e com alto nível de desenvolvimento (Estados Unidos e Canadá) e a México suas condições económicas e sociais o convertem o sócio mais débil. Mais de 82% das exportações vão destinadas aos Estados Unidos, o que denota o alto grau de dependência de México a este país.