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Tratado de Niza

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Votos do Conselho da União Européia*
País Votos População
(milhões)

Alemanha2982.0
Reino Unido2959.4
França2959.1
Itália2957.7
Espanha2739.4
Polónia2738.6
Países Baixos1315.8
Grécia1210.6
República Checa1210.3
Bélgica1210.2
Hungria1210.0
Portugal129.9
Suécia108.9
Áustria108.1
Eslováquia75.4
Dinamarca75.3
Finlândia75.2
Lituânia73.7
Irlanda73.7
Letónia42.4
Eslovénia42.0
Estónia41.4
Chipre40.8
Luxemburgo40.4
Malta30.4

Total321450.7

(*)= Peso relativo nos votos do Conselho da União Européia tal e como se decidiu em Niza. Estas mudanças surgiram efeito o 1 de novembro de 2004.

Tratado de Niza, tratado celebrado pelo Conselho Europeu entre os dias 7 e 9 de dezembro de 2000 e assinado o 26 de fevereiro de 2001 , para modificar os Tratados vigentes. Entrou em vigor o 1 de fevereiro de 2003 depois de ter sido ratificado pelos 15 Estados membros segundo o previsto em seus respectivos regulamentos constitucionais. O processo de ratificação estendeu-se até 2002.

Conteúdo

Resultados do tratado

O propósito primário do Tratado de Niza era reformar a estrutura institucional para enfrentar a ampliação da União Européia, uma tarefa que teria que ter levado a cabo a Conferência Intergubernamental do Tratado de Ámsterdam, que no entanto não pôde resolver em quase nenhum ponto.

O Tratado adoptado pelo Conselho Europeu de Niza foi criticado por muitos. Alemanha tinha exigido ter maior peso no voto por causa de sua maior população, ao qual se opôs França que insistiu que em que se mantivesse a tradicional paridade entre França e Alemanha. Uma proposta que teria simplificado muito o sistema actual tivesse sido a de introduzir a dupla maioria de Estados membros e população para substituir o sistema actual de maioria qualificada, ao qual também se opôs França por razões similares. Finalmente atingiu-se um compromisso que consistia em uma dupla maioria de Estados Membros e votos. Ademais um Estado membro poderia solicitar opcionalmente que se verificasse que os países de voto afirmativo representavam uma proporção suficiente da população da União.

O Tratado estabeleceu que se aumentasse o número de cadeiras no Parlamento Europeu até atingir os 732, o que excedia o disposto no Tratado de Ámsterdam.

A questão da redução do tamanho da Comissão Européia resolveu-se com uma escapatoria, já que o Tratado estabeleceu que uma vez que o número de Estados membros atingisse os 27, o número de comissários nomeados na seguinte Comissão seria reduzido por embaixo dos 27 pelo Conselho, sem chegar a especificar como realizar-se-ia essa redução. Como medida transitória especifica que após o 1 de janeiro de 2005, Alemanha, França, o Reino Unido, Itália e Espanha renunciariam a seu segundo comissário.

O Tratado estabelecia a criação de tribunais subsidiarios de faixa inferior ao Tribunal de Justiça da União Européia e o Tribunal de Primeira Instância para as áreas jurídicas de especial interesse como a de patentes.

O Tratado de Niza criou novas normas para regular uma colaboração mais estreita, já que considera inaplicables as normas introduzidas no Tratado de Ámsterdam e destacou que estas normas ainda não têm sido empregadas.

Em resposta às fracassadas sanções contra Áustria, impostas após que uma coalizão que incluía ao partido de Jörg Haider chegasse ao governo, e por causa do temor de que os novos Estados membros pudessem no futuro pôr em perigo a estabilidade da União, o Tratado de Niza adoptou pela primeira vez normas formais para aplicar sanções a um Estado membro.[1]

O Tratado também estabeleceu disposições sobre as consequências financeiras da expiração do Tratado de Paris ou da Comunidade Européia do Carvão e do Aço.

Considerou-se que o Tratado de Niza não tinha tratado a questão básica da reforma institucional, já que as instituições da União Européia seguiam sendo demasiado complexas, pelo que em Niza se lembrou o estabelecimento da Convenção Européia que conduziria a uma Conferência Intergubernamental em 2004.

A Comissão e o Parlamento Europeu mostraram sua decepção pelo facto de que a Conferência Intergubernamental de Niza não adoptou muitas de suas propostas relativo à reforma da estrutura institucional ou a introdução de novos poderes, como a nomeação do Promotor Europeu. O Parlamento Europeu ameaçou com aprovar uma resolução contra o Tratado, ainda que não tem capacidade formal de veto. Ademais o Parlamento Italiano ameaçou com não o ratificar, se o Tratado não contava com o apoio do Parlamento Europeu. No entanto, nada disto chegou a suceder e o Parlamento Europeu aprovou o Tratado.

Muitos argumentam que a estrutura de pilares, que se manteve no Tratado, é demasiado complicada, que os diferentes tratados deveriam se fundir em um, que as três (agora duas) personalidades legais das Comunidades deveriam se fundir e que a Comunidade Européia e a União Européia deveriam se fundir em uma única União Européia com uma única personalidade jurídica. As regiões alemãs também demandaron uma separação de poderes clara entre a União e os Estados membros.

Por outra parte, o Tratado de Niza também não incorpora a Carta de Direitos Fundamentais, já que este aspecto também ficou para a Conferência Intergubernamental de 2004 depois da oposição do Reino Unido.

Veja-se também

Referências

  1. ↑ «Uma cláusula penaliza a entrada de partidos racistas nos governos» (em espanhol). o mundo (2000). Consultado o 14/06/2007.

Enlaces externos


Predecessor:
Tratado de Ámsterdam (1999)
Tratados do CE/CEE/UE
2003 - 2007
Sucessor:
Tratado de Lisboa (2007)
Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"
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