A traceología ou análise das impressões de uso em Arqueologia é um método empregado para determinar a função dos artefactos, sobretudo líticos, examinando traça-las de desgaste em suas bordas. A traceología pode ser a única forma de verificar teorias sobre as actividades domésticas, económicas ou artísticas dos artefacos prehistóricos.
O método consiste em recrear ferramentas prehistóricas e urilizarlarlas em diversas funções e em diferentes superfícies, passando assim estabelecer uma base de controle. A seguir repetem-se o experimentos, mas ocultando ao cientista parte da informação essencial. São os «blind teste», controles que pretendem comprovar se se atingiu suficiente segurança na determinação da natureza dos microdesgastes. Por último, estudam-se as impressões dos artefactos de controle e comparam-se com as dos artefactos arqueológicos. A informação pode obter-se com diversos instrumentos ópticos, como os microscopios binoculares, microscopios petrográficos e os microscopio electrónico de varredura.
Alternando a observação arqueológica e os experimentos, podem-se compreender os diferentes estádios de fabricação e uso dos utensilios, tais como o engaste em um cabo ou o reafilado. De facto, o estudo de traça-las de uso tem esclarecido o problema dos úteis enmangados permitindo a reconstrução de certos armazones habitualmente compostos por várias peças montadas, que na excavación podem aparecer soltas e sem relação aparente. O objectivo é, então, essencialmente explicar como se usou um útil, que material trabalhou e com que movimentos físicos, se teve ou não cabo, quanto tempo esteve em uso e se foi reutilizado. Ademais podem-se comparar os resultados com os inferidos pela tipología lítica (no sentido tradicional da expressão).
O primeiro simposio que se ocupou «As Impressões de Uso em Peças Líticas» teve lugar em Vancouver em 1977 , e foi publicado em Nova York em 1979 .[3] Nesse congresso conheceram-se as ideias de Lawrence H. Keeley, que tinha elaborado sua tese doctoral sobre uma série de utensilios do Paleolítico britânico.[4] Em seus trabalhos, Keeley defendia o emprego de micrscopios de alta potência (mais de 500x) para conseguir mais eficácia nas análises de uso. Em concreto só aparelhos como o microscopio electrónico de varredura, permitem diagnosticar com certeza o tipo de material trabalhado pelo utensilio de pedra. Pelo contrário, o americano Geoge Odell, trabalhando com instrumentos de vários yacimientos alemães,[5] defende a viabilidad do emprego de microscopios menos potentes, com uma magnificación inclusive por embaixo de 100x, com os que é possível, no mínimo, saber como foi utilizada a ferramenta de pedra (basicamente: cortar, raspar ou perfurar) e a densidade relativa do material trabalhado (macio ou duro). Outro enfoque interessante foi o proposto pelo australiano Johan Kamminga, com a particularidad de que este pesquisador realizou seus estudos sobre utensilios dos aborígenes australianos que ele mesmo tinha recolhido após assistir a sua utilização como etnógrafo.[6]
Os anglosajones são, sem dúvida, os que mais rápido recolheram o estigo da escola soviética iniciada por Semenov, sobretudo, no Reino Unido (onde brilham as figuras de Newcomer e Kelley, com seus respectivos discípulos) e Estados Unidos (destacando Tringham, Odell e Keller). desde estes pontos de irradiación, quatro décadas depois, pode dizer-se que os estudos traceológicos têm agora especialistas em todo mundo.
Veja-se também: Tribología