| Tundra | |
| Tipos principais de hábitat do WWF(11. Tundra) | |
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| Características | |
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| Ecozona (s) | Neártico e Paleártico |
| Clima | Frio com verões curtos |
| Tipo de vegetación | Arbustos e herbaceos |
| Latitudes | Ao redor e para além do Círculo Polar Ártico |
| Superfície | 7.300.000 km² |
| Localização | |
| Continente (s) | América do Norte e Ásia |
| País (é) | |
| Outros dados | |
| Partilha geográfica | |
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| Ecorregiones na rede Global 200 | |
| (113) Alaskan North Slope Coastal Tundra (Canadá, USA) (114) Canadian Low Arctic Tundra (Canadá) (115) Fenno-Scandia Alpine Tundra and Taiga (Finlândia, Noruega, Rússia, Suécia) | |
| Ecorregiones de tundra | |
A tundra é um bioma que se caracteriza por seu subsuelo gelado, falta de vegetación arbórea, ou em todo o caso de árvores naturais, pelo que é devido à pouca heliofanía e ao estrés do frio glacial; os solos estão cobertos de musgos e líquenes e são pantanosos com turberas em muitos lugares. Estende-se principalmente pelo Hemisfério Norte: na Sibéria,[1] Alaska, norte do Canadá, sul da Gronelândia e a costa ártica da Europa.[1] No Hemisfério Sur manifesta-se com temperaturas bem mais casais durante o ano e em lugares como o extremo sul de Chile e Argentina, ilhas subantárticas como Georgia do Sur e Kerguelen, e em pequenas zonas do norte da Antártida[2] próximas ao nível do mar.
A tundra ocupa aproximadamente um quinto da superfície emergida, subindo as latitudes em direcção a ambos pólos do planeta começam (entre os 45 e 60°, tanto norte como sul) as zonas de tundra, baixando estas latitudes se costumam encontrar bosques de coníferas (no Hemisfério Norte piceas) com algumas betulaceas anãs (isto é a taiga), no Hemisfério Sur com bosques e selva húmida fria antiboreal de fagáceas seguidos de coníferas austrais.[3]
Também existem biomas semelhantes aos de tundra por efeito de altura (páramos montanos), como no Tíbet e em diversos níveis das montanhas ao redor do mundo como ocorre em zonas tropicais de Peru e Bolívia.
Podem-se distinguir dois tipos de tundra: alpina e ártica; a alpina, ou de alta montanha, encontra-se em zonas montanhosas, enquanto a ártica encontra-se em zonas mais baixas em onde se formam charcos e é nesta onde há maior presença de vegetación.
Conteúdo |
São zonas próximas aos pólos, em torno dos círculos polares onde os invernos são extremamente frios, os verões curtos e frescos. Com chuvas ligeiras em verão e nevadas o resto do ano. Seu clima polar propícia que durante os longos invernos a temperatura permaneça por embaixo dos zero graus e que o terreno esteja coberto por gelo e neve. Em mudança durante os curtos verões a temperatura pode variar de zero a dez graus centígrados pelo que grandes extensões se convertem em pântanos nesta época, devido ao deshielo e a que os solos não permitem que se filtre a água devido ao permafrost o que favorece a solifluxión, dando lugar a pântanos (turberas).
Cabe realçar que mas de um terço do carbono sequestrado no solo se encontra nas áreas de taiga e tundra. Quando o permafrost se funde um pouco, liberta carbono como dióxido de carbono, efeito que se observou em Alaska. Nos anos 70, a tundra era um depósito de carbono, mas na actualidade considera-se-lhe mais como uma fonte de carbono gasoso.[4]
A fauna, nas tundras, possui a necessidade de proteger-se do frio, para isto os diferentes organismos possuem diferentes formas para se proteger do fritou dependendo de sua regulação da temperatura. Assim, homeotermos; desenvolvem um denso pelaje, acumulam uma grande quantidade de gordura subcutánea, sua relação superfície volume é o mais pequena possível para assim se isolar do fritou, constroem galerías na neve quando não há permafrost no solo, e por último alguns migram em épocas muito frias como o reno e o caribú. Os poiquilotermos por sua vez, contemplam estados de resistência ao fritou, com ciclos de desenvolvimentos curtos em épocas cálidas, abundam assim os insectos ápteros e acuáticos, escasean os reptiles e anfibios. Os níveis tróficos são muito curtos em inverno, com poucas espécies não migratorias, aumenta a corrente trófica com a chegada dos animais migratorios. Em ecosistemas litorais as aves e os mamíferos litorais como focas e lobos de mar (Otaria flavescens) também são um importante componente migratorio. Dado o anterior e a pouca diversidade de presas, as mudanças de um afectam ao conjunto e daí as grandes flutuações populacionais periódicas das tundras. do que é geral. Entre os animais podemos encontrar herbívoros, como o caribú, reno, boi almizclero, lebre ártica, cabra nival e o lemming, e carnívoros, como o urso branco (no extremo norte) lobo, halcón gerifalte, urso kodiak e o búho nival; os salmones são, em grande parte, a base da rede trófica para a fauna deste bioma[5]
A vida vegetal vê-se exposta a baixas temperaturas o qual lhe dificulta sua sobrevivência devido à dificuldade para conseguir água a qual esta congelada na maior parte do ano, ademais o material orgânico mineralizado é muito pobre devido à baixa taxa de descompocicion da matéria orgânica. Nas tundras onde as temperaturas são inferiores a 10 °C no mês mais frio e períodos anuais sem gelos inferiores a 3 meses se imposibilita o crescimento arboreo, pelo que as plantas comuns são os pastos, musgos e líquenes, que não passam os 10 cm de altura, graças aos fortes ventos que os fazem se manter colados ao solo.
A tundra alpina está situada nas montanhas através do mundo em alta altitude onde as árvores não podem crescer. A estação de crescimento e desenvolvimento dura aproximadamente 180 dias. A temperatura da noite é geralmente por embaixo de baixo 0 °C. Diferencia-se da tundra andina, por seus solos bem drenados. As comunidades de plantas são similares às árticas.[6]
luminosidade: aumenta a directa e diminui a difusa.