| União Européia
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A União Européia (UE) é uma comunidade política de Direito nascida para propiciar e acolher a integração e gobernanza em comum dos povos e dos Estados da Europa. Está composta por vinte e sete Estados europeus, e sua União foi estabelecida com a entrada em vigor o Tratado da União Européia (TUE), o 1 de novembro de 1993 . Se em um princípio a supraestructura "União Européia" aunaba e fundava-se sobre as três Comunidades Européias preexistentes (CECA, Euratom e CEE/CE) baixo o complexo sistema conhecido como "os três pilares" (o comunitário CE-CECA-Euratom mais a PESC mais a cooperação judicial e policial), com a entrada em vigor, o 1 de dezembro de 2009, do Tratado de Lisboa, a União Européia sucedeu por completo às CC.EE. (com certas particularidades no caso de Euratom, que em alguns aspectos pervive) e assumiu com isso sua personalidade jurídica única como sujeito de Direito internacional.[3]
A União Européia tem desenvolvido um sistema jurídico e político único no mundo que se rege por mecanismos e procedimentos de funcionamento interno complexo, que se estenderam e evoluído ao longo de sua história até conformar, na actualidade, um sistema híbrido de governo multinacional (o único existente) dificilmente homologable que combina elementos próximos à cooperação multilateral, conquanto fortemente estruturada e institucionalizada, com outros de vocação netamente supranacional, regidos ambos por uma dinâmica de integração regional muito acentuada.
Isto todo desemboca em uma peculiarísima comunidade de Direito, cuja natureza jurídica e política é muito discutida, conquanto seus elementos fundacionales e sua evolução histórica, ainda aberta, apontam, hoje por hoje, a uma especial forma de moderna confederación ou gobernanza supranacional, acusadamente institucionalizada e com uma inspiração histórico-política de confusa aspiração federal que se detecta com certa clareza em âmbitos como a cidadania européia, os princípios de primacía e efeito directo que lhe são aplicáveis a seu ordenamento jurídico em relação com os ordenamentos nacionais, o sistema jurisdiccional ou a união monetária (o sistema do euro).
A União Européia, e dantes as Comunidades, promove a integração continental por médio de políticas comuns que abarcam diferentes âmbitos de actuação, em sua origem essencialmente económicos e progressivamente estendidos a âmbitos indubitavelmente políticos.[4] Para atingir seus objectivos comuns, os Estados da União atribuem a estas determinadas concorrências, exercendo uma soberania em comum ou compartilhada que se despliega através dos cauces comunitários.
A União Européia rege-se por um sistema interno em regime de democracia representativa.[5] Suas instituições são sete: o Parlamento Europeu, o Conselho Europeu, o Conselho, a Comissão Européia, o Tribunal de Justiça da União Européia, o Tribunal de Contas e o Banco Central Europeu. O Conselho Europeu exerce funções de orientação política geral e de representação exterior, e nomeia aos chefes das altas instituições constitucionais; o Parlamento Europeu e o Conselho exercem a potestade legislativa; a Comissão ou Colégio de Comissários aplica o Direito da União, supervisiona seu cumprimento e executa suas políticas, e a ela corresponde em exclusiva a iniciativa legislativa ante as Câmaras; o Tribunal de Justiça exerce os labores jurisdiccionales supremas no sistema jurídico comunitário; o Tribunal de Contas supervisiona e controla o bom funcionamento e adequada administração das finanças e dos fundos comunitários; e o Banco Central Europeu dirige e aplica a política monetária única da zona euro. A União conta também com outros órgãos, instâncias e organismo de função e atribuições diversas: assim, o Comité Económico e Social, o Comité das Regiões, o Defensor do Povo Europeu, o Alto Representante da União para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, etc...
O território da União compreende o de todos seus Estados.
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| O "Salon de l'Horloge" onde teve lugar a Declaração Schuman, uma espécie de primeira pedra das instituições comunitárias.[6] | |
Depois do final da Segunda Guerra Mundial, Europa encontrava-se sumida na devastación. Alemanha estava destroçada, em termos de perdas de vidas humanas e danos materiais. Conquanto França e Reino Unido resultaram oficialmente vencedoras em frente a Alemanha no conflito, estes dois países também sofreram importantes perdas, ainda que muito menores que as da Alemanha, também afectaram gravemente a suas economias e seu prestígio a nível mundial. A declaração de guerra da França e Reino Unido à Alemanha nazista teve lugar em setembro de 1939. Uma vez finalizado o conflito na Europa o 8 de maio de 1945, o regime alemão foi responsabilizado pelo início da guerra, já que sua política expansionista tinha-lhe levado a ocupar e em alguns casos anexar territórios de outros países do continente. Alemanha, que perdeu parte considerável de seu território anterior à guerra, foi ocupada por exércitos estrangeiros que dividiram sua superfície territorial em quatro partes.
Nos anos seguintes, os ressentimentos e a desconfiança entre as nações européias, dificultavam uma reconciliação. Neste contexto o Ministro francês de assuntos estrangeiros Robert Schuman sustentou decididamente a criação da Alemanha Ocidental,[7] resultado da união das três zonas de ocupação controladas pelas democracias ocidentais, deixando de lado a zona ocupada pela URSS. Schuman, de origem luxemburgo-alemão, tinha possuído as três nacionalidades (francesa, alemã, luxemburguesa) durante diferentes etapas de sua vida. Isto lhe fez compreender a complexidade dos conflitos europeus.
O 9 de maio de 1950, cinco anos após a rendición do Regime Nazista, Schuman lança um apelo a Alemanha Ocidental e aos países europeus que o desejassem pára que submetessem baixo uma única autoridade comum o manejo de suas respectivas produções de aço e carvão. Este facto, acolhido de maneira dispar dentro dos governos europeus, marca o início da construção européia, ao ser a primeira proposta oficial concreta de integração na Europa.[8] O facto é que ao submeter as duas produções indispensáveis da indústria armamentística a uma única autoridade, os países que participassem nesta organização encontrariam uma grande dificuldade no caso de querer iniciar uma guerra entre eles.
Alemanha, através de seu chanceler Konrad Adenauer, acolhe entusiasta a proposta.[8] Na primavera de 1951, assina-se em Paris o Tratado que institucionaliza a Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA), concretando a proposta de Schuman. Alemanha, França, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo (conhecidos como “os seis”), conseguem um entendimento que favorece o intercâmbio das matérias primas necessárias na siderurgia, acelerando desta forma a dinâmica económica, com o fim de dotar a Europa de uma capacidade de produção autónoma. Este tratado fundador procurava aproximar vencedores e vencidos europeus ao seio de uma Europa que em médio prazo pudesse tomar seu destino em suas mãos, se fazendo independente de entidades exteriores. O tratado expirou em 2002,[9] sendo já obsoleto depois da fusão dos órgãos executivos e legislativos no seio da Comunidade Européia, que adquiriu personalidade jurídica e também graças à Acta Única Européia de 1986.
Em maio de 1952, já em plena Guerra fria, se assinou em Paris um tratado estabelecendo a Comunidade Européia de Defesa (CED), que permitia o armamento da Alemanha Ocidental no marco de um exército europeu. Cinco membros da CECA ratificaram o tratado, mas em agosto de 1954, os parlamentares franceses recusaram-no, como consequência da oposição conjunta de gaullistas e comunistas. É de modo que o antigo Tratado de Bruxelas de 1948 é modificado para criar a União Européia Ocidental (UEO) que será até a entrada em vigor do Tratado de Ámsterdam em 1999, a única organização européia encarregada da defesa e a segurança. Ainda que reforçou o antigo tratado, a UEO só foi uma entidade simbólica sem poder nem cooperação real em frente à OTAN. Seu principal papel esteve unido ao desenvolvimento das forças nucleares da França e Reino Unido, principalmente depois do conflito no canal de suez e durante os conflitos de descolonización , assegurando a neutralidade dos outros países europeus.
Um impulso de importância maior chega em 1957 com a assinatura dos Tratados de Roma.[9] Os seis decidem avançar na cooperação nos domínios económico, político e social. A meta proposta foi conseguir um “mercado comum” que permitisse a livre circulação de pessoas, mercadorias e de capitais. A Comunidade Económica Européia (CEE) é a entidade internacional, de tipo supranacional, dotada de uma capacidade autónoma de financiamento institucionalizada por este tratado. Este documento formou uma terceira comunidade de duração indefinida, o Euratom.
Em 1965 assina-se um tratado que funde os executivos das três comunidades européias (quando estas possuíam já instituições comuns em matéria de justiça) por médio da criação de Comissão Européia (CE) e o Conselho Europeu (CE).[9]
A Acta Única Européia assinada em fevereiro de 1986 entra em aplicação em julho de 1987.[9] Esta teve por missão redinamizar a construção européia, fixando a consolidação do mercado interior em 1993 e permitindo a livre circulação igualmente de capitais e serviços. Por este tratado, as concorrências comunitárias são ampliadas aos domínios da investigação e o desenvolvimento tecnológico, médio ambiente e política social. A Acta Única consagra também a existência do Conselho Europeu, que reúne os chefes de estado e governo e impulsiona uma iniciativa comum em matéria de política exterior (a Cooperação Política Européia) bem como uma cooperação em matéria de segurança.
O Tratado de Maastricht assinado em fevereiro de 1992, entrava em vigor em 1993.[9] Baixo este acordo, a União Européia continua o mercado comum e a CEE, transformada em Comunidade Européia, marca uma nova etapa no processo de união. O tratado cria a cidadania européia e permite circular e residir livremente nos países da comunidade, bem como o direito de votar e ser eleito em um estado de residência para as eleições européias ou municipais. Decide-se a criação de uma moeda única européia, o Euro, que entraria em circulação em 2002 baixo controle do Banco Central Europeu.
Em 1999 entra em vigor o Tratado de Amsterdã que afirma os princípios de liberdade, democracia e respeito aos direitos humanos, incluindo explicitamente o princípio de desenvolvimento continuado. Dois anos depois assina-se o Tratado de Niza, que entraria em vigor em 2003.[9] Enquanto, no ano 2002, extingue-se a CECA, criada para 50 anos, e seu âmbito de actuação fica englobado no da Comunidade Européia.
A ampliação de 2004 a 10 novos membros (Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Hungria, Eslováquia, Eslovénia, Malta e Chipre) foi a maior ampliação que se deu na UE. Anteriormente, no ano 2007, incorporaram-se dois novos países à União (Rumania e Bulgária).
Um tratado constitucional foi assinado o 28 de outubro de 2004 . A ratificação do tratado foi iniciada pela aprovação do Parlamento, mas alguns estados convocaram referendos em 2005. O primeiro foi o que se celebrou em Espanha, onde o documento foi aprovado com o 77% de apoio.[10] No entanto, a ratificação atingiu um obstáculo importante quando os votantes da França e os Países Baixos recusaram o documento.[11] [12] Esta ratificação em grande parte deteve-se, com só uns poucos estados tratando do aprovar, ainda, Luxemburgo seguiu adiante com seu voto e aprovou a constituição em um 57%.[13] Isto não mudou as coisas, no entanto, e os dirigentes anunciaram que entravam em um "período de reflexão" sobre a rejeição.
Em 2007 os líderes europeus puseram fim formalmente a este "período de reflexão" com a assinatura da Declaração de Berlim o 25 de março de 2007 (no 50º aniversário da assinatura dos Tratados de Roma).[14] A declaração tinha por objecto dar um novo impulso à busca de um novo acordo institucional dantes de realizar as eleições européias de 2009. Adentrado já no ano 2007, o Conselho Europeu lembrou que a Constituição tinha fracassado, ainda que a maioria de suas mudanças manter-se-iam em uma modificação dos tratados anteriores, em contraposição à constituição, a qual ia substituir todos os tratados anteriores. Deste modo, o 13 de dezembro de 2007, assinou-se o conhecido como Tratado de Lisboa.[15]
Assim, trascurrido mais de meio século desde que se produziu a Declaração Schuman, a UE enfrenta reptos como a aplicação do Tratado de Lisboa (em vigor desde o 1 de dezembro de 2009), o controvertido processo de adesão de Turquia,[16] a ampliação nos Balcanes[17] ou a adesão da Islândia[18] após se ver gravemente afectada pela crise económica do 2008-09.
O território da UE consiste no conjunto de territórios de seus 27 Estados membros[19] com algumas excepções que se expõem a seguir. O território da UE não é o mesmo que o da Europa, já que partes do continente se encontram fora da UE, como Islândia, Suíça, Noruega, e Rússia. Algumas partes dos Estados membros não fazem parte da UE, apesar de que fazem parte do continente europeu (por exemplo as Ilhas do Canal e as Ilhas Feroe). Vários territórios de ultramar associados aos Estados membros que estão fora da Europa geográfica não são também não parte da UE (por exemplo, Gronelândia, Aruba, as Antillas Neerlandesas, e de todos os territórios não europeus sócios com o Reino Unido). Alguns territórios de ultramar são parte da UE, inclusive se não são geograficamente parte da Europa, como as Açores, Ilhas Canárias, Ceuta, Guayana Francesa, Guadalupe, Madeira, Martinica, Melilla, San Bartolomé, San Martín, San Pedro e Miguelón e A Reunião.[20]
A superfície combinada dos Estados membros da UE cobre uma área de 4.324.782 quilómetros quadrados. A paisagem, o clima, e a economia da UE vêem-se influídas por sua costa, que somam 69.342 quilómetros de longo. A UE tem a segunda costa mais longa do mundo após Canadá. A combinação dos Estados membros compartilha fronteiras terrestres com 21 Estados não membros para um total de 12.441 quilómetros, a quinta fronteira mais longa do mundo.[19]
Na Europa a UE tem fronteiras com Noruega, Rússia, Bielorrusia, Ucrânia, Moldávia, Suíça, Liechtenstein, Andorra, Mônaco, San Marinho e com Cidade do Vaticano. Também com Turquia, a República de Macedonia, Albânia, Sérvia e Croácia, conquanto estes vários destes países estão em via de integração à União Européia.[21] Por último, tem fronteiras com: San Martín nas Caraíbas; Brasil e Surinam em América do Sul e com Marrocos na África.
Os territórios que conformam a União Européia se encontram praticamente em sua totalidade no continente europeu.[19] Este território encontra-se muito fragmentado, já que abarca várias penínsulas, como a Escandinava (parcialmente), a Ibéria, a Itálica, a península de Jutlandia e a Balcánica (parcialmente), entre outras. A sua vez, o território da União também inclui grande número de ilhas como Grã-Bretanha, Irlanda, Sicília, Cerdeña, Chipre, Córcega, Creta, Malta, Baleares, Açores, Madeira, Reunião, Mayotte, Martinica e Canárias, entre outras.
O território da União Européia está banhado pelo norte pelo Oceano Atlántico e os mares do Norte, Báltico, Frisia, da Irlanda, Celta, Cantábrico e pelo Canal da Mancha; pelo sul está banhado pelos mares Mediterráneo, Alborán, Liguria, Tirreno, Adriático, Jónico e Egeo. E pelo oeste está bañádo pelos mares Negro, de Mármara e Azov. Os territórios de ultramar no continente americano estão banhados pelo oceano Atlántico e o mar das Caraíbas; e territórios que são archipiélagos africanos estão banhados pelo Oceano Atlántico (Canárias, Madeira e Açores), pelo Oceano Índico (Reunião (departamento da França)|Reunião), e pelo Canal de Moçambique (Mayotte).
Enquanto os principais sistemas montanhosos são os Alpes, onde está o ponto mais alto da União Européia, o bico Mont Blanc com 4.810 m; os Cárpatos; os Pirineos; os Alpes escandinavos; entre outros.
A estrutura hidrográfica radial do terreno que facilita a interconexión de rios mediante canais, se deve ao carácter peninsular do continente e por isso a que a maioria dos rios fluem para o exterior desde o centro do continente.
As principais vertentes hidrográficas do território da União Européia são:
Incluindo os territórios de ultramar dos Estados membros, a UE experimenta a maioria dos tipos de clima, de ártico a tropical, pelo que as médias meteorológicas da UE em seu conjunto carecem de sentido. Na prática, a maioria da população vive já seja nas zonas com um clima mediterráneo (o sul da Europa), um clima oceánico temperado (Europa Ocidental), ou um cálido verão continental (Europa oriental).[22]
Deste modo, segundo a classificação climática de Köppen existem vários tipos de climas na União Européia:
Ainda que grande parte da União Européia está situada em latitudes setentrionais, os mares que rodeiam o território e a Corrente do Golfo proporcionam um clima moderado, com invernos frios e verões temperados.[23] Enquanto na zona com clima mediterráneo costumam ter em uns meses de verão calurosos, nos meses de inverno moderados, e nos meses de primavera e outono costumam apresentar chuvas torrenciais.
A União Européia ocupa o 3º posto no ránking mundial de população (estimativas do 2010),[24] aos 501.259.840 de pessoas que se estimam que vivem na UE em 2008. Isto é, que a UE tem 194.407.460 habitantes mais que os Estados Unidos (seguinte na lista).
| Pos | País | População (est. 2010) | População (est. 2005) | Pos 2008 |
|---|---|---|---|---|
| 1 | República Popular Chinesa | 1.336.240.000 | 1.313.661.696 | 1 |
| 2 | Índia | 1.177.972.000 | 1.080.264.388 | 2 |
| 3 | União Européia | 501.259.840 | 460.322.425 | 3 |
| 4 | Estados Unidos | 308.791.280 | 300.061.309 | 4 |
| 5 | Indonésia | 245.452.739 | 241.973.879 | 5 |
O número de habitantes da União deverá incrementar-se substancialmente no próximo decenio, em parte devido à imigração mas sobretudo graças ao processo de ampliação, que poderia dar cabida a Turquia , Islândia, Albânia e vários estados da antiga República Federal Socialista da Jugoslávia (Croácia, Sérvia, Macedonia, Bósnia & Herzegóvina, Montenegro e Kosovo), com o qual o total da população da União aumentará em mais de 100 milhões de habitantes.
Pese a que a população da UE constitui a terceira potência demográfica do mundo, por trás de China e a Índia, só contribuiu em 2003 em menos de 2% ao aumento da população mundial, que se incrementou em 75 milhões.
Na maioria dos países do sul da Europa produziu-se uma mudança desde uma situação de altos índices de nascimentos e mortes a uma de baixas taxas de nascimentos e mortes, ainda que este fenómeno apareceu décadas depois que em outros países europeus mais desenvolvidos.
Em Espanha , a natalidad reduziu-se em mais da metade entre 1960 e 1990, de 21,7 a 10,2 nascimentos por mil habitantes. Em nenhum outro país da União a taxa de nascimento baixou tanto como em Espanha, mas por outra parte este país ostenta a maior taxa inmigratoria (2003). Em 1900 a esperança de vida em Espanha era de 35 anos, a contínua queda na taxa de mortalidade elevou-a a 62 anos em 1950 , para chegar em 1985 quase de 80 anos para as mulheres e 73 para os homens.
Dantes da ampliação de 2004, a população da União crescia a uma taxa anual de 0,23% (2,3 por mil) devido principalmente ao incremento da população imigrante cujo saldo adicional no ano 2000 foi de 735.000 pessoas, enquanto o crescimento natural da população, durante o mesmo ano, foi de 372.000 habitantes.
Sobre a taxa de crescimento natural da população deve anotar-se que a taxa de natalidad de quase todos os países da União vem crescendo, com excepção da Alemanha, Itália, Grécia e Suécia. As taxas mais altas de natalidad observam-se na Irlanda (14,8 nascidos por mil habitantes), França (12,9) e Países Baixos (12,5). No outro extremo aparecem a Alemanha (8,8) e Grécia (9,0).
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A imigração é responsável a mais das três quartas partes do crescimento total do número de habitantes da UE. Alemanha e Espanha são os principais responsáveis por este crescimento em termos absolutos com cerca de 230 mil imigrantes netos a cada um (somados supõem o 44% do total).
No entanto em termos percentuais, os maiores crescimentos dão-se em Luxemburgo e Portugal (ambos com 6,7 imigrantes pela cada 1000 habitantes), seguidos de Espanha (5,6) e Irlanda (5,1). Ainda que ainda com migração neta positiva, as menores taxas se dão na França, Bélgica, Holanda e Reino Unido. A média da União Européia se cifra em 3 imigrantes pela cada 1.000 habitantes.
A União Européia além de ter a terceira população mundial, a esperança de vida é das mais altas do mundo, com 78,1 anos de vida, e um Índice de Desenvolvimento Humano superior ao das potências emergentes e ao dos Estados Unidos.
Neste contexto a população da UE, experimenta um processo marcadamente desigual entre suas regiões. Por uma parte países como Alemanha, onde durante vários anos a população envelhece exponecialmente, devido à diminuição do número de nascimentos e o constante aumento na esperança de vida. Por outra parte a França é o único grande estado (quanto a número de habitantes se refere) de toda a união que tem conseguido manter uma taxa de natalidad suficiente. A esta base a situação francesa acrescenta uma alta média inmigratorio e uma reduzida taxa de emigración.
Considerando tanto o crescimento vegetativo como o saldo migratorio, os países que mais cresceram em 2002 têm sido Irlanda (12 por mil) e Luxemburgo (10,3) e os que menos Alemanha (1,4) e Itália (2,3). Espanha, com 6,8 quase duplica a média européia (3,6).
A União Européia está formada por 27 países europeus soberanos independentes que se conhecem como os Estados membros.[19] A União foi fundada por seis países da Europa ocidental (França, RF Alemã, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e ampliou-se em seis ocasiões, pelos quatro pontos cardinales da geografia européia. A diferença dos estados dos Estados Unidos, os Estados membros da União Européia não estão obrigados a uma forma republicana de governo. A União está composta de vinte repúblicas e sete monarquias, das quais seis são reinos e uma é um ducado (Luxemburgo).
Alguns Estados membros possuem territórios fosse do continente europeu, os quais podem fazer parte da União; são denominados geralmente regiões ultraperiféricas ou territórios de ultramar. As cidades espanholas de Ceuta e Melilla, que como tais fazem parte da União Européia, se encontram na África, junto a Marrocos, mas não são consideradas regiões ultraperiféricas por parte da União européia.
Até a entrada em vigor do Tratado de Lisboa não se especificava como um país podia sair da União (ainda que Gronelândia, um território da Dinamarca, se retirou em 1985 ), mas isto já não ocorre com o Tratado de Lisboa , já que este contém um procedimento formal para a retirada.
| Band. | Esc. | Nome oficial | Entrada | População | Superfície (km²) | Capital | Dip. | PIB per capita $ | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| | | República Federal da Alemanha | 25 de março de 1957 [25] | 82.314.906 | 357.050 | Berlim | 96 | 35.442 | |
| | | República da Áustria | 1 de janeiro de 1995. | 8.334.325 | 83.871 | Viena | 19 | 39.634 | |
| | | Reino da Bélgica | 25 de março de 1957. | 10.392.226 | 30.528 | Bruxelas | 22 | 36.235 | |
| | | República de Bulgária | 1 de janeiro de 2007. | 7.322.858 | 110.910 | Sofía | 18 | 12.341 | |
| | | República da Chipre | 1 de maio de 2004. | 766.400 | 9.251 | Nicosia | 6 | 29.830 | |
| | | Reino da Dinamarca | 1 de janeiro de 1973 [26] | 5.457.415 | 43.094 | Copenhague | 13 | 37.266 | |
| | | República Eslovaca | 1 de maio de 2004. | 5.396.168 | 49.037 | Bratislava | 13 | 22.040 | |
| | | República da Eslovénia | 1 de maio de 2004. | 2.013.597 | 20.273 | Liubliana | 8 | 29.472 | |
| | | Reino de Espanha | 1 de janeiro de 1986. | 46.951.532 | 506.030 | Madri | 54 | 32.066 | |
| | | República da Estónia | 1 de maio de 2004. | 1.342.409 | 45.226 | Tallin | 6 | 20.259 | |
| | | República da Finlândia | 1 de janeiro de 1995. | 5.289.128 | 338.145 | Helsinki | 13 | 36.217 | |
| | | República Francesa | 25 de março de 1957. | 65.447.374 | 674.843 | Paris | 74 | 34.208 | |
| | | República Helénica | 1 de janeiro de 1981. | 11.125.179 | 131.990 | Atenas | 22 | 30.535 | |
| | | República de Hungria | 1 de maio de 2004. | 10.066.158 | 93.030 | Budapeste | 22 | 19.499 | |
| | | República da Irlanda | 1 de janeiro de 1973. | 4.239.848 | 70.273 | Dublín | 12 | 42.539 | |
| | | República Italiana | 25 de março de 1957. | 59.131.287 | 301.318 | Roma | 73 | 30.581 | |
| | | República da Letónia | 1 de maio de 2004. | 2.281.305 | 64.589 | Riga | 9 | 17.071 | |
| | | República da Lituânia | 1 de maio de 2004. | 3.373.991 | 65.303 | Vilna | 12 | 18.946 | |
| | | Grande Ducado de Luxemburgo | 25 de março de 1957. | 476.200 | 2.586 | Luxemburgo | 6 | 82.306 | |
| | | República de Malta | 1 de maio de 2004. | 404.962 | 316 | A Valeta | 6 | 23.760 | |
| | | Reino dos Países Baixos | 25 de março de 1957. | 16.372.715 | 41.526 | Ámsterdam | 26 | 40.431 | |
| | | República da Polónia | 1 de maio de 2004. | 38.116.486 | 312.683 | Varsovia | 51 | 17.482 | |
| | | República Portuguesa | 1 de janeiro de 1986. | 10.599.095 | 92.391 | Lisboa | 22 | 22.190 | |
| | | Reino Unido de Grã-Bretanha e Irlanda do Norte | 1 de janeiro de 1973. | 60.587.300 | 244.820 | Londres | 73 | 36.523 | |
| | | República Checa | 1 de maio de 2004. | 10.306.709 | 78.866 | Praga | 22 | 25.395 | |
| | | Romênia | 1 de janeiro de 2007. | 22.276.056 | 238.391 | Bucarest | 33 | 12.580 | |
| |
| Reino da Suécia | 1 de janeiro de 1995. | 9.142.817 | 449.964 | Estocolmo | 20 | 37.245 | |
| | União Européia | 25 de março de 1957. | 499.747.211 | 4.324.782 | Bruxelas | 751 | 30.136 |
No jargão comunitário denominam-se regiões ultraperiféricas da União Européia a dez territórios que ainda estando geograficamente afastados do continente europeu fazem parte indivisible de algum dos 27 estados membros da UE.[27] Os dez territórios que formam as regiões ultraperiféricas da União Européia são:[27]
As regiões ultraperiféricas estão formadas por várias regiões insulares e uma região isolada no noroeste do continente sudamericano, a milhares de quilómetros da Europa, mas que integram de direito a União Européia e que formam um grupo peculiar e bem definido no seio desta. Esta situação compartilhada tem levado às regiões ultraperiféricas a estreitar laços de união e afirmar sua vontade de cooperar entre elas para conseguir que a União Européia não esqueça as características destas regiões, para conseguir um desenvolvimento sostenible em longo prazo, e dotar de uma posição de igualdade respecto do resto do território da União.[28]
Os representantes das Regiões Ultraperiféricas, estão a levar a cabo umas reuniões periódicas da Conferência de Presidentes das regiões ultraperiféricas, com a ideia de preparar um programa de cooperação entre as RUP, o RUP PLUS.[20]
Os países e territórios de ultramar são países que não fazem parte do território comunitário (a diferença das Regiões Ultraperiféricas). Os cidadãos dos países e territórios de ultramar têm a nacionalidade dos Estados membros de que dependem (no entanto, em alguns casos seus cidadãos não possuem uma cidadania plena de tais Estados).
Existem vinte países e territórios de ultramar:
Nos Tratados anteriores ao Tratado de Lisboa não tinha previsto nenhum procedimento jurídico que regulasse a retirada dos Estados. Assim por exemplo, na Convenção de Viena não se previa nem a denúncia nem o retiro de um Estado membro.
O próprio Tribunal de Justiça das Comunidades Européias reconhecia o carácter irrevocable dos compromissos assumidos pelos Estados. No entanto, a não previsão de um procedimento jurídico de retirada nos Tratados não é motivo suficiente para impedir que um Estado decida sobre sua continuidade na União Européia.
Para a incorporação de um Estado europeu à União Européia, aquele deve cumprir umas condições económicas e políticas conhecidas como os critérios de Copenhague,[29] por se ter tomado o correspondente acordo no Conselho Europeu de 1993 celebrado na capital dinamarquesa.
Agora bem, a bandeira da União Européia (círculo de doze estrelas amarelas sobre fundo azul) foi adoptada pela então Comunidade Económica Européia em 1985, e seu número de estrelas tem sido e será invariavelmente doze, isto é, não tem relação com o número de estados da União.
Os critérios de Copenhague,[29] aprovados pelo Conselho de Copenhague de 1993 , estabelecem quando um país candidato está pronto para aderir à União. Entre os principais critérios estão os seguintes:
Os quatro países actualmente candidatos oficiais a fazer parte da UE são Turquia, Croácia (ambos desde 2004), a República de Macedonia (desde 2005)[30] e Islândia (desde 2010).[30] [31] Um relatório da Comissão Européia de outubro de 2009 valorizou positivamente a Croácia e Macedonia para uma futura ampliação, mas instou a atrasar o processo com Turquia. [32]
Todos os países dos Balcanes ocidentais (Albânia, Bósnia e Herzegóvina, Montenegro e Sérvia, bem como a região do Kosovo segundo o disposto na Resolução nº 1244 do Conselho de Segurança das Nações Unidas)[33] são candidatos potenciais para aceder à União.[30] Dentro destes países Albânia, Montenegro e Sérvia têm apresentado de maneira formal sua solicitação para aderir à UE, ainda que a UE ainda não tem decidido iniciar os trámites, portanto não se lhes considera de maneira formal como candidatos oficiais.[30]
Kosovo conta com um estatus especial à hora de sua possível entrada na União Européia. A Comissão Européia reconhece-o como candidato potencial, mas esta instituição não o pronta como um país independente, senão que se refere a ele com a denominação Kosovo segundo a Resolução 1244,[33] pois os Estados membros se encontram divididos entre aqueles que o reconhecem como um país independente e os que não têm aceitado a declaração de independência do Kosovo e o consideram parte integrante da Sérvia.[34]
Há vários países da Europa ocidental que têm optado por não aderir à UE, ainda que se comprometeram em parte com a economia da UE e seus regulamentos. De um lado estão Liechtenstein e Noruega, os quais fazem parte do mercado comum, junto com Islândia, através do Espaço Económico Europeu.[35] Suíça, por sua vez, tem vínculos similares através de tratados bilaterais.[36] Enquanto as relações entre a União Européia e os microestados europeus (Andorra, Mônaco, San Marinho e Cidade do Vaticano) incluem o uso do euro e outras cooperações.[37]
O governo da UE sempre tem oscilado entre o modelo de conferência intergubernamental, onde os estados conservam o conjunto de seus prerrogativas e o modelo supranacional onde uma parte da soberania dos estados é delegada à União.
No primeiro caso, as decisões comunitárias são de facto tratadas entre estados e devem adoptar-se por unanimidade. Este modelo, próximo ao princípio das organizações intergubernamentales clássicas, é defendido pela corrente euroescéptica. Segundo eles, são os chefes de estado ou de governo quem têm a legitimidade democrática para representar aos cidadãos. São então as nações quem devem controlar as instituições da União. O segundo caso é o da corrente eurofila. Eles estimam que as instituições devem representar directamente aos cidadãos. Para eles, com a ampliação da UE de 2004 e 2007, as modalidades de tomada de decisões ao seio das instituições devem ser adaptáveis com o fim de evitar todo o risco de parálisis.
Deste modo, cabe destacar que a União utiliza um modelo de governo híbrido, onde o Conselho da União Européia é o representante dos Estados (as decisões não requerem unanimidade, os votos da cada estado são ponderados por seu peso demográfico), e o Parlamento Europeu (única instituição européia eleita por sufragio universal) representa aos cidadãos.
As Instituições da União Européia são os organismos políticos e instituições nos que os estados membros delegan parte de seus poderes e soberania. Com isso se procura que determinadas decisões e actuações institucionais provam de órgãos de carácter supranacional cuja vontade se aplica no conjunto dos Estados membros, desapoderando assim aos órgãos nacionais da cada país.
O tecido institucional da União manteve-se constante desde sua criação em 1952,no entanto, modificaram-se suas concorrências em várias ocasiões.
As normas e procedimentos que as instituições devem seguir se estabelecem nos tratados, negociados pelo Conselho Europeu e em conferências intergubernamentales e ratificados pelos parlamentos nacionais da cada Estado. O Tratado de Lisboa, modifica novamente o TUE, mas também o TCE, que passaria a se chamar Tratado sobre o Funcionamento da União Européia (TFUE). [38]
O Tratado de Lisboa tem consolidado a transformação formal do marco institucional supremo, passando a ser sete as instituições constitucionais da União: o Parlamento Europeu, o Conselho Europeu, o Conselho, a Comissão Européia, o Tribunal de Justiça da União Européia, o Tribunal de Contas e o Banco Central Europeu.
Os órgãos são asimilables a instituições de menor faixa (ainda que não gozam desse estatuto), e, se suas funções são concretas, o âmbito sobre o que podem a despregar é transversal ou, se for o caso, se aplicam sobre campos mais específicos mas com amplas concorrências que vão bem mais lá da gestão. Gozam de independência no exercício de suas funções. Os organismos são estruturas subsidiarias de outras instituições mas com autonomia funcional, geralmente versada em âmbitos especializados de gestão vicaria.
As agências européias[42] são organismos especializados que se encarregam de um aspecto específico (cientista, técnico, jurídico ou social) da estrutura da União Européia. Encontram-se distribuídas nos países membros da UE. Sua função é proporcionar cooperação entre os estados membros e ajuda a seus cidadãos nas áreas de sua concorrência.
Estas agências têm contribuído de maneira significativa ao funcionamento efectivo da UE, graças a sua especialização em áreas determinadas da arquitectura comunitária. Ao ser, em sua maioria, instituições descentralizadas e independentes têm servido para fortalecer o carácter plurinacional da União.
As agências dividem-se em quatro categorias englobadas em dois tipos: as agências “reguladoras” e as “executivas”. As agências reguladoras, que se dividem a sua vez em três categorias, se encontram descentralizadas e se encarregam de uma concorrência concreta sem limite de tempo; conhecem-se como agências dos “três pilares”. As últimas, as agências executivas, encontram-se na sede da Comissão Européia (Bruxelas ou Luxemburgo) e criaram-se por um tempo determinado, para realizar uma tarefa específica.
O direito da União Européia é o conjunto de normas e princípios que determinam o funcionamento, corporacion e concorrências da União Européia. Caracteriza-se por tratar de uma ordem jurídico sui generis, diferenciado do Direito internacional bem como da ordem jurídica interno dos países membros. Não deve se confundir o Direito comunitário europeu com o Direito da Europa, que faz referência ao Conselho da Europa.
O Direito originario é aquele conteúdo nos diversos tratados que os Estados membros subscrevem, sendo as fontes de maior faixa, e aquelas que possibilitam o aparecimento do Direito derivado, que está submetido ao originario. O Direito derivado não só cederá em caso de contradição com o originario, senão que ademais deve estar fundamentado e originado nos diferentes Tratados que o compõem.
Os Tratados da União Européia são de dois tipos fundamentalmente. De um lado estão os tratados fundacionales, nos quais se incluem todas as normas contidas no Tratado da Comunidade Européia do Carvão e do Aço (enquanto existiu), o Tratado da Comunidade Económica Européia e o Tratado da Comunidade Européia da Energia Atómica. Enquanto o resto de tratados são modificativos e complementares, incluindo nesta categoria os tratados que têm modificado as disposições fundacionales. Os mais importantes são: o Tratado de fusão, a Acta Única Européia, o Tratado da União Européia, o Tratado de Ámsterdam, o Tratado de Niza e o Tratado de Lisboa. Ainda que também são tratados modificativos os Tratados de adesão da cada um dos Estados que se foram aderindo à União.
O direito derivado é aquele que se hga desenvolvido através das diferentes normas que têm aprovado as diferentes instituições européias. As normas que podem aprovar estas instituições são: os regulamentos, as directoras e as decisões.
Os regulamentos são normas jurídicas emanadas das instituições européias que possuem efeito directo nos países membros, e que prevalecem sobre o Direito nacional da cada um deles. Existem quatro procedimentos para a aprovação de regulamentos. Em primeiro lugar, o regulamento será adoptado pelo Conselho a proposta da Comissão e com a aprovação do Parlamento. Por outro lado, a Comissão poderá ditar regulamentos por sua iniciativa própria nos casos previstos pelos Tratados, bem como quando receba a correspondente delegação do Conselho para tal emissão regulamentar.
As directoras comunitárias são mandatos dirigidos a um ou vários países membro, sendo competentes para sua emissão o Conselho; a Comissão; e o Conselho junto com o Parlamento. Seu rasgo mais característico é a ausência de eficácia directa nos Ordenamentos aos que vai dirigida, precisando de uma transposición por parte do Estado membro para que entrem em vigor e façam nascer nos cidadãos direitos e obrigações. Desta maneira, a directora contém uns objectivos que os estados terão de cumprir usando os meios do Direito interno, dentro do prazo indicado.
Finalmente, as decisões são mais limitadas porque, ainda tendo carácter obrigatório, não costumam ter carácter geral, senão que se dirigem a destinatários precisos. Podem-se comparar com os actos administrativos no âmbito interno.
A Carta dos direitos fundamentais da União Européia é o texto no que se recolhem todos os direitos civis, políticos, económicos e sociais dos cidadãos europeus[43] e de todas as pessoas que vivem no território da União.
Os direitos fundamentais são a dignidade, a liberdade, a igualdade, a solidariedade, a cidadania e a justiça, os quais já se recolhem no Convênio Europeu para a Protecção dos Direitos Humanos, na Carta Social Européia do Conselho da Europa, na Carta Comunitária dos Direitos Sociais Fundamentais dos Trabalhadores, e a sua vez nas próprias constituições dos Estados membros da União, bem como em outros convênios internacionais que têm assinado os Estados da União Européia.
Com o fim de facilitar uma verdadeira liberdade de circulação das pessoas no território da União Européia e lutar de maneira mais eficaz contra as formas mais graves de delincuencia, decidiu-se criar um espaço de liberdade, segurança e justiça.
Dantes, os âmbitos da justiça e os assuntos de interior (JAI) regiam-se pelo método intergubernamental e figuravam em um título específico do Tratado de Maastricht: o título VI (também chamado «terceiro pilar»).
O Tratado de Amsterdã «comunitarizó» o asilo, a imigração e a cooperação judicial civil. Manteve-se o terceiro pilar mas já unicamente para a cooperação policial e judicial em matéria penal. As matérias relacionadas com a JAI -tanto as pertencentes ao primeiro pilar como ao terceiro- seguiam unidas, não obstante, por um projecto comum: o ELSJ (espaço de liberdade, segurança e justiça).
A cooperação policial e judicial em matéria penal (AGIS), dantes denominada Justiça e Assuntos de Interior (JAI), é o terceiro dos três pilares da União Européia. Este pilar centra-se na cooperação para a aplicação da lei e a luta contra o racismo. Este pilar baseia-se na cooperação intergubernamental mais que os outros dois pilares, já que este tem muito pouca participação da Comissão, o Parlamento e os tribunais europeus. É o responsável pelas políticas, incluindo a Ordem Européia de Detenção. Outras áreas da política de Justiça e Assuntos de Interior (como a cooperação judicial em matéria civil) foram transferidos no Tratado de Amsterdã (1997) ao nível supranacional do CE.
Para desenvolver este pilar criaram-se várias Agências de cooperação policial e judicial em matéria penal,[44] as quais são:
Nos últimos anos, a Comissão Européia tem ganhado maior representação em organismos como o G8 ou o G20, principalmente através do Comissário para as relações exteriores, no entanto os Estados membros se representam na Organização Mundial do Comércio através de seu comissário comercial.
O efeito da política exterior da união também se sente através do processo de ampliação; o atractivo que para vários estados tem adquirir a qualidade de membro é um factor importante que contribui à reforma e à estabilização dos países do ex-bloco comunista na Europa. A união é também o maior doador mundial de ajuda humanitária e a principal financiadora das agências de nações unidas implicadas na ajuda humanitária e a cooperação para o desenvolvimento.[45]
Existe ademais uma Política de Vecindad da União Européia que persegue que a UE não seja um ente alheio a seu meio nem desvinculado de seus vizinhos. Com estas políticas procura-se intensificar as relações bilaterais com algumas ex repúblicas soviéticas bem como os estados da cuenca sul do Mediterráneo. Dentro deste contexto, está a desenvolver-se um grande projecto, o Processo de Barcelona: União para o Mediterráneo, enfocado em longo prazo a procurar uma relação de aproximação entre a UE e une-a Árabe. Em relação com os vizinhos do este, exíste outra iniciativa, a Associação Oriental, levada a cabo entre o bloco comunitário e ex-repúblicas soviéticas.
A defesa e a segurança são tradicionalmente matérias de soberania nacional. A política da UE nesta área foi estabelecida como o segundo dos três pilares no Tratado de Maastricht de 1992. A Política Exterior e de Segurança Comum (PESC) foi estendida pelo Tratado de Amsterdã (1997) que definiu os objectivos para a PESC.
O potente impulso que no âmbito institucional tem suposto para a política comum de segurança e defesa o Tratado de Lisboa, parece apontar, com o forte impulso de um núcleo duro de países encabeçados por França (Itália, Espanha, Polónia, etc... e, em menor medida, Alemanha), a um relanzamiento significativo da política comum de segurança e defesa.
Particular relevância tem no âmbito da política comum de segurança e defesa a chamada "cláusula de defesa comum" contida no apartado 7º do artigo 42 do Tratado da União, de acordo com a qual se um Estado membro é objecto de uma agressão armada em seu território, os demais Estados da União "deverão" lhe prestar ajuda e assistência "por todos os meios a seu alcance". Esta cláusula, adoptada com a entrada em vigor de Lisboa, inspira-se nitidamente na que contém, em parecidos termos, o Tratado do Atlántico Norte. Os Estados poderão canalizar dita assistência através de organização criada por dito tratado.
Enquanto a OTAN é responsável da defesa territorial da Europa, a UE adoptou missões pacificadoras e humanitárias, através da EUFOR. A EUFOR é a denominação das forças militares baixo comando da União, às ordens do Conselho da União Européia (CUE), ainda que condú-lo o Comité de Segurança e Política Exterior da União Européia e a implantação civil do tratado em mãos do Escritório da Alta representação. Os esforços de ambos são coordenados pelo Alto Representante da União para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, Catherine Ashton. O exército da UE inclui uma força européia de intervenção rápida, que compreende 60.000 membros e aos Grupos de combate da União Européia.
A política de Cooperação para o Desenvolvimento na União Européia caracteriza-se por ter um enfoque global, compreendendo Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (AOD) para os países menos desenvolvidos ou as populações mais desfavorecidas, e cooperação económica para os países que tenham atingido um determinado nível de desenvolvimento. Ademais, a Comunidade tenta basear sua cooperação em relações políticas institucionais.
Por outro lado, uma parte da cooperação comunitária é uma cooperação diferenciada por áreas geográficas (cooperação regionalizable), e outra parte são acções de cooperação destinadas a qualquer zona do mundo (cooperação horizontal).
As regiões às que a Comunidade destina seus recursos são: os países ACP (África, Caraíbas, Pacífico), os países Mediterráneos, Ásia e Latinoamérica, e os países da Europa Central e Oriental e os Novos Estados Independentes.
As acções de cooperação horizontal são: a ajuda alimentária, a ajuda humanitária, a cooperação através de ONGD e de organismos multilaterais, e a cooperação em matéria de mulher e desenvolvimento, médio ambiente, droga e sida.
A economia da União Européia (UE) é a maior do mundo,[46] [47] segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), superando aos Estados Unidos da América. Já que segundo os dados do FMI para 2006, o PIB (nominal) da Europa é de 13.926.873.000.000 $, enquanto o estadounidense é de 13.228.391.000.000 $.
Isto faz que o Produto interno bruto Nominal per capita da União Européia, no ano 2006 fosse de 29.899 $, enquanto o de EE.UU. era de 44.168 $.
O orçamento da União Européia contém todos os rendimentos e todas as despesas da UE. Conquanto tem ido aumentando ao longo do tempo, actualmente seu limite está fixado no 1,27% do PIB da União. O orçamento anual fixa-se dentro de um marco financeiro plurianual previamente estabelecido para um período não inferior a cinco anos (actualmente 7 anos). Para o período financeiro 2007-2013 está a discutir-se a proposta de alguns países como Alemanha ou os Países Baixos do reduzir ao 1% do PIB da União, mas esta proposta encontra uma forte oposição nos 10 países incorporados à União no ano 2004 e em países como Espanha, Grécia, Irlanda ou Portugal.
Como a União Européia tem um parlamento e uma administração diferente e independente de seus estados membros, gere também de forma independente as despesas dirigidas às políticas comuns da União. Para fazer frente a estas despesas, a União Européia tem um orçamento lembrado de 116 mil milhões de euros para o ano 2007 e um orçamento de 862.000 milhões de euros para o período entre 2007 e 2013.[49]
A União Européia nutre-se dos recursos que lhe transferem os estados membros e que lhe correspondem por direito, os conhecidos como recursos próprios, os quais provem fundamentalmente das exacciones agrícolas, dos direitos de aduanas, de uma quota sobre o IVA e de uma quota em relação com o PIB. Enquanto o resto de recursos têm fundamentalmente um carácter testimonial, já que supõem só um 1% dos rendimentos da União, como são as multas impostas pela Comissão Européia ou o excedente positivo, se há, do ano anterior.
As despesas da União Européia dividem-se em dois grandes blocos. De um lado estão as despesas de funcionamento, isto é, as despesas de funcionamento dos organismos da União (pessoal, inmuebles, materiais...), os quais supõem menos de 10% da despesa da União Européia. E por outro lado estão as despesas de operações, os quais incluem as despesas das diferentes políticas comunitárias.
O Mercado interior da União Européia (MIUE)[50] é uma combinação de união aduaneira e zona de livre comércio. Assim, os membros da União actuam como bloco, definindo os mesmos impostos ao comerciar para afora (para evitar concorrências internas), anulando entre eles os impostos em fronteira e permitindo o livre trânsito de pessoas, bem como de capitais e serviços (livre prestação de serviços e liberdade de estabelecimento das empresas).
No ano 2007, depois das duas ampliações da União, decidiu-se dar-lhe um novo rumo ao MUE dando-lhe prioridade ao consumidor e as pequena empresas. O mercado único reformado não só pretende sacar partido da globalização, senão que quer ajudar a manter os lucros sociais e ecológicos.
O Acordo de Schengen,[51] assinado o 14 de junho de 1985 em Schengen , uma localidade de Luxemburgo , constitui um dos passos mais importantes na história da construção da União Européia (UE). O acordo tem como objectivo finalizar com os controles fronteiriços dentro do espaço de Schengen para harmonizar os controles fronteiriços externos, com a criação de uma zona de livre circulação.
Todos os países do espaço de Schengen, com a excepção de Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia, são membros da União Européia (UE). Por outra parte, dois membros da União, Irlanda e o Reino Unido, têm optado por permanecer fosse do Schengen.
O Espaço Económico Europeu (EEE)[35] começou a existir o 1 de janeiro de 1994, com motivo de um acordo entre países membros da União Européia (UE) e da Associação Européia de Livre Comércio (EFTA). Sua criação permitiu aos países da EFTA participar no mercado único europeu sem ter que aderir à UE. Os membros da associação são os 27 países integrantes da UE, e Islândia, Liechtenstein e Noruega.
Por sua vez Suíça, como membro da EFTA, também tinha direito a entrar no Espaço Económico Europeu, mas depois de um resultado negativo à entrada em um referendo nacional o dezembro de 1992, não ratificou o acordo. As relações de Suíça com a UE estão regidas por um conjunto de tratados bilaterais e entrou a fazer parte do espaço Schengen em novembro de 2008.[36] [51]
O Tratado da União Européia, em vigor desde 1993, prevê a criação de uma união económica e monetária com a introdução de uma moeda única (que por aquele então se pensava chamar ECU). Dela fariam parte os países que cumprissem uma série de condições; introduzir-se-ia de forma gradual. A data inicialmente prevista foi-se atrasando. Finalmente, os estados membros da União Européia lembraram o 15 de dezembro de 1995 em Madri a criação de uma moeda comum européia -já baixo a denominação de euro"- com data de posta em circulação em janeiro do ano 2002.
O Euro é a moeda da Eurozona ou zona do Euro, composta em 2009 por dezasseis dos 27 Estados membros da UE que compartilham esta moeda única. Os bilhetes e moedas de euro puseram-se em circulação o 1 de janeiro de 2002, data na que 1 euro se mudava por 0,9038 dólares estadounidenses (USD). Outras metas da moeda européia deram-se em julho de 2002 , quando o euro ultrapassou a paridade com o dólar no mercado de divisas, e em julho de 2008 quando o euro atingiu seu valor máximo até o momento, ao se mudar 1 euro por 1,5990 dólares.
O Banco Central Europeu (BCE), foi criado em 1998 , de conformidade com o TUE, para introduzir e gerir a nova moeda, efectuar operações com divisas e garantir o bom funcionamento dos sistemas de pagamento. É também responsável por fixar as grandes linhas e executar a política económica e monetária da UE. Uma das principais tarefas do BCE é manter a estabilidade de preços na zona euro, preservando o poder adquisitivo do euro.
Depois da ampliação da União em 2004, o 16 de junho de 2006, os chefes de Estado e de Governo dos Estados membros aprovaram a proposta da Comissão Européia da entrada da Eslovénia no Euro para o 1 de janeiro de 2007.[52] Em um ano depois, na cimeira de 21 e 22 de junho de 2007, os chefes de Estado e de Governo aprovaram a entrada na zona euro de Malta e Chipre para o 1 de janeiro de 2008.[53] Em outro ano depois, o 8 de julho de 2008, os ministros de Economia e Financias da União Européia aprovaram a entrada da Eslováquia na zona euro a partir de 1 de janeiro de 2009.[54] E finalmente, o 17 de julho de 2010, os ministros de Economia e Financias da União Européia aprovaram a última ampliação da zona euro até a data, na que se aprova que Estónia entre na eurozona, e portanto adopte o euro, a partir de 1 de janeiro de 2011.[55]
O resto dos Estados que ingressaram à UE com as ampliações de 2004 e 2007 não têm podido adoptar o euro ainda. No entanto, estes países estão a tomar as medidas necessárias para implementá-lo como divisa própria, ainda que este processo pode demorar em vários anos. Por sua vez, tanto Dinamarca como o Reino Unido decidiram ficar fosse (opt-outs) da zona euro quando se ratificou o Tratado de Maastricht, ainda que se espera que Dinamarca realize um referendo nos próximos anos para ver se mudam este facto e entram a fazer parte da moeda única.
A UE é membro da Organização Mundial do Comércio (OMC) desde o 1 de janeiro de 1995, e a sua vez, os 27 estados membros da União são membros da OMC.[56] É importante destacar que a UE é a primeira potência comercial do planeta, já que representa mais de 20% do comércio internacional (importações e exportações).[57] Em seu interior, Alemanha tem o maior mercado da União atendendo a seu PIB.
A UE é o principal sócio comercial da Rússia, a maioria de países africanos, os países europeus não pertencentes à UE e a partir de 2005 também da República Popular Chinesa, com a que as transacções superam os 100.000 milhões de euros ao ano. No entanto a UE, ainda não tem reconhecido ao país asiático como uma economia de mercado. Entre tanto França pediu o levantamento do embargo de armas que Europa mantém com China desde os factos da Praça de Tian'anmen em 1989 .
A UE tem assinalado que está interessada em fechar acordos de livre comércio os países latinoamericanos,[58] os quais estão integrados em vários grupos. Um é a Comunidade Andina constituída por Bolívia , Colômbia, Equador, e Peru,[59] [60] e outro é o Mercado Comum Centroamericano,[61] [62] ao mesmo tempo que também tem celebrado acordos de cooperação com México e Chile, e está em negociações para a liberalização do comércio com o Mercosul.[63]
O Tratado da União Européia ou Tratado de Maastricht deu reconhecimento oficial à dimensão cultural da integração européia, ao atribuir certas concorrências (bastante reduzidas) de acção cultural à Comunidade Européia, no artigo 128 (hoje 151) do Tratado. Segundo isso, a Comunidade Européia deve impulsionar as culturas dos Estados membros, tendo especial cuidado em preservar a diversidade, mas pondo também de manifesto o "património cultural comum".
Sobre cultura, a Comissão Européia dispõe de um Comissário que agrupa em uma sozinha carteira a educação, a formação, a cultura e a juventude,[64] mas não o multilingüismo.
Um dos projectos culturais mais importantes é a designação da Capital Européia da Cultura.[65] Este é um título conferido pela comissão e o parlamento europeu a uma ou duas cidades européias, que durante um ano têm a possibilidade de mostrar seu desenvolvimento e vida culturais. Algumas cidades européias têm aproveitado esta designação para transformar completamente suas estruturas culturais e ser reconhecidas no âmbito internacional. Quando uma cidade é nomeada capital européia da cultura, nela se desenvolvem todo o tipo de manifestações artísticas.
Outro projecto cultural comunitário é o da Jovem Orquestra da União Européia. Nela coincidem músicos jovens com talento procedentes da União Européia junto com professores reconhecidos internacionalmente para conformar uma orquestra renomeada a escala internacional.
Os programas educativos europeus mais importantes são Comenius, no âmbito escolar, Leonardo dá Vinci, para a formação profissional, programa Erasmus, para o ensino universitário e Grundvig,[66] para o ensino de adultos.
O programa eLearning promove a integração efectiva das tecnologias da informação e a comunicação (TIC) nos sistemas de educação e formação na UE. A linha mais importante deste programa é a iniciativa eTwinning, que põe a disposição dos centros escoares um portal de internet com ferramentas e apoio para facilitar a realização de projectos de hermanamiento entre centros de diferentes países. Os hermanamientos de eTwinning permitem aos professores de todas as matérias desenvolver projectos pedagógicos comuns, compartilhar experiências e recursos didácticos e introduzir a dimensão européia no aula. Os alunos tem a oportunidade de aprender de e com seus colegas de outros países, de praticar idiomas estrangeiros e de desenvolver destrezas relacionadas com as TIC.
Em 1995, a Comissão Européia publicou o Livro Branco sobre a educação e a formação. Nele se explicou amplamente a importância de que os cidadãos europeus possam receber formação ao longo de toda a vida, o que se conhece como aprendizagem permanente. O objectivo é manter a competitividade e combater a exclusão social.
Recolhendo estas ideias, em 2000, o Memorándum sobre a aprendizagem permanente, documento de trabalho de serviços da Comissão Européia, convoca um debate europeu para fazer realidade a aprendizagem durante toda a vida a nível individual e institucional. Ao final do memorándum, propõem seis chaves a ter em conta para esta estratégia: garantir o acesso universal e contínuo à aprendizagem para obter e renovar as cualificaciones dos cidadãos, aumentar o investimento em recursos humanos, criar métodos eficazes para a aprendizagem permanente, valorizar a aprendizagem não formal e informal, asesorar e informar das oportunidades de aprendizagem durante toda a vida e oferecer oportunidades próximas de aprendizagem permanente.
Ainda assim, existem grandes diferenças de nível cultural, social e moral entre os países potenciais e desenvolvidos da união com respeito aos menos desenvolvidos e inclusive em alguns dos países ricos há níveis profissionais muito débis e contraproducentes aos esquemas da União.
A União Européia tem sido sempre conhecida como uma das zonas de maior prestígio educativo e é famosa por seus projectos e por sua grande evolução e experiência e ainda que tenha déficits em algumas de suas características, dedica muito esforço económico e social para que estas debilidades sejam superadas, sobretudo em países que se têm cohesionado recentemente.
Processo de Bolonha é o nome que recebe o processo iniciado a partir da Declaração de Bolonha, acordo que em 1999 assinaram os ministros de educação de diversos países da Europa (tanto da UE como de outros países como Rússia ou Turquia). na cidade Italiana de Bolonha . Tratou-se de uma declaração conjunta (A UE não tem concorrências em matéria de educação) que deu início a um processo de convergência que tinha como objectivos facilitar o intercâmbio de titulados e adaptar o conteúdo dos estudos universitários às demandas do mercado.
A declaração de Bolonha conduziu à criação do Espaço Europeu de Educação Superior, um âmbito ao que se incorporaram países e que serviria de marco de referência às reformas educativas que muitos países teriam de iniciar nos primeiros anos do século XXI. Este acordo se enmarca dentro do Acordo Geral de Comércio de Serviços, assinado em 1995, e cujo objectivo declarado é “liberar o comércio de serviços” a escala mundial (porque a OMC integra a 151 Estados, incluindo a toda a União Européia) para introduzir no mercado, já que “o financiamento público é um elemento de distorsión dos mercados”.[67]
Para muitos sectores da sociedade, o Processo de Bolonha vai para além do assinado em Bolonha,[68] compreendendo aspectos relativos a toda a reforma universitária que se consideram mais importantes, especialmente aqueles referidos ao financiamento da universidade pública,[69] e conta com muitos detractores e opositores.[70]
A União Européia conta, em todas suas instituições, com 24 idiomas oficiais e de trabalho.[71] No entanto, na Comissão Européia, por exemplo, o colégio de comissários negocia sobre a base de documentos apresentados em alemão, espanhol, francês e inglês.
Nos estados membros utilizam-se, além dos 24 idiomas assinalados, dúzias de idiomas mais, cooficiales só em parte do território ou não oficiais. Uma das políticas chaves da UE é a de promover a aprendizagem por todos os cidadãos de pelo menos dois idiomas aparte de sua língua materna. O objectivo é não só facilitar a comunicação entre cidadãos, senão também fomentar uma maior tolerância para os demais e um respeito para a diversidade cultural e linguística da União.
Vários programas de cooperação promovem a aprendizagem dos idiomas e a diversidade linguística mediante, por exemplo, intercâmbios escoares, o desenvolvimento de novos métodos, ou bolsas para o profesorado de idiomas. De alguma maneira disto fala seu lema "unida na diversidade" (latín: «In varietate concordia»).[72]
Dos 27 estados da União Européia, bem como dos dois estados em negociações de adesão (Turquia e Croácia), exísten algumas diferenças entre seus cidadãos em motivos religiosos. Enquanto em alguns países como Itália, Espanha, França ou Irlanda predomina a religião católica; em outros como Suécia ou Dinamarca a protestante, em outros como Grécia a ortodoxa e em outros como Turquia a muçulmana.
Ademais, exíste uma percentagem de agnósticos e ateus nos estados da UE que também varia segundo o estado no que te encontres. Segundo um eurobarómetro publicado em 2005, enquanto tão só um 5% dos turcos e malteses não crêem em deus, na França ou República Checa entre o 30-35% se declaram ateus. Em Espanha, o 20% da população declara-se não crente ou atea.
Por outro lado, ao existir uma separação total entre Religião e Estado nos países da UE, a importância da religião na maioria de estados europeus é baixa. Por isso, independentemente da crença pessoal em um deus ou não, a maioria de europeus não é praticante da religião que se atribuem ou simplesmente são irreligiosos, isto é, não seguem nenhuma religião. Desse modo, o 76% dos estonios, o 60% dos checos, o 44% dos holandeses, o 43 % dos húngaros, o 40% dos lituanos, o 35% dos belgas, o 33% dos alemães, o 30% dos luxemburgueses, o 30% dos eslovenos, o 27% dos franceses, o 23% dos eslovacos... não seguem nenhuma religião.
O desporto é principalmente uma responsabilidade dos diferentes Estados membros ou de outras organizações internacionais. No entanto, algumas políticas da UE têm tido um impacto sobre o desporto, tais como a livre circulação de trabalhadores, através da sentença Bosman, a qual proíbe às unes nacionais de futebol a imposição de quotas de jogadores estrangeiros com cidadania européia.[73]
No marco do Tratado do Tratado de Lisboa propôs-se um estatuto especial para aos desportos, o qual eximirá a este sector de grande parte das regras económicas da UE. Durante a formulación da política de desportos da UE, várias associações desportivas européias foram consultados, incluída a FIBA, a UEFA, EHF, IIHF, FIRA e CEV.[74] Todos os estados membros da UE e suas respectivas associações nacionais de desporto participar nas organizações desportivas européias como a UEFA.[75]
A política regional da União Européia (UE) é uma política com o objectivo declarado de melhorar o bem-estar económico de determinadas regiões da União. Ao redor de um terço do orçamento da UE dedica-se a esta política, o objectivo que se persegue é a eliminação das divergências de riqueza em toda a UE, a reestruturação das zonas industriais em declive e a diversificación das zonas rurais com um sector agrícola em declive.
A ampliação mais importante da União teve lugar em maio de 2004 com dez novos Estados membros, em sua maioria procedentes da Europa central ou oriental, seguida pela adesão de Bulgária e Romênia em janeiro de 2007. A maioria destes países são mais pobres que os membros pretéritos e isto tem significado que a renda per capita média da UE se reduziu, o qual tem feito que algumas regiões da anterior UE-15 já não possam optar à ajuda financeira comunitária, já que a maioria das regiões dos novos Estados membros cumprem os requisitos.
Para conseguir esta convergência socioeconómica a União dispõe de vários Fundos Estruturais: o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), o Fundo Social Europeu (FSE), o Fundo Europeu de Orientação e de Garantia Agrícola (FEOGA) e o Instrumento Financeiro de Orientação Pesqueira (IFOP).[77]
A União Européia, além dos fundos estruturais dispõe de uma série de iniciativas reservadas para acções de carácter inovador, as quais em origem eram 13, e actualmente tão só se mantêm quatro,[78] as quais são: o programa INTERREG, cujo objectivo é estimular a cooperação transfronteriza, multinacional e interregional; o programa LEADER, que se propõe fomentar o desenvolvimento rural; o programa EQUAL, que prevê o desenvolvimento de novos métodos de luta contra as discriminações e desigualdades de todo o tipo para aceder ao mercado trabalhista; e o programa URBAN, que fomenta a revitalización económica e social das cidades e das zonas suburbanas em crise.
A Política Agrícola Comum (PAC) é uma das políticas mais antigas da União Européia e um dos seus propósitos originais. A política tem como objectivos o incrementar a produção agrícola, assegurar a certeza do fornecimento dos alimentos, o melhorar a qualidade de vida dos agricultores, e estabilizar os mercados ao assegurar preços razoáveis para os consumidores. Até faz pouco, operava mediante um sistema de subsídios e de intervenção no mercado; até a década de 1990 a política representava o 60% do orçamento anual da União Européia, e hoje em dia ainda representa o 35%.
Os controles de preços e a intervenção nos mercados tiveram como resultado a sobreproducción, a qual se armazenava para manter os níveis mínimos de preços. Para dispor deste superávit, com frequência vendiam-se no mercado mundialinternacional a preços por embaixo dos preços garantidos pela União ou, por outra parte, os agricultores com frequência recebiam subsídios que equivaliam à diferença entre os preços mundiais e os da União. Este sistema criticou-se por vender mais barato que a produção dos países em via de desenvolvimento. A sobreproducción também tem sido criticada pelos ambientalistas pelos métodos de produção intensivos. Por outra parte, os que apoiam à Política Agrícola Comum, argumentam que a ajuda económica para os agricultores, lhes assegura um regular de vida razoável impossível economicamente se não existisse.
Desde o começo da década de 1990, a política foi-se reformando. Ao princípio, estas reformas incluíam a política de separar uma porção de terra da produção, impor quotas na produção lechera, etc. As despesas agrícolas abandonarão os subsídios relacionados com a produção específica por relacionar com a medida do rancho ou a terra, para permitir que o mercado estabeleça os níveis de produção e ao mesmo tempo assegurar a renda dos agricultores. As reformas também incluem a abolição do regime de açúcar entre os estados membros e as nações africanas e caribeñas e sua relação privilegiada.
Em terreno de investigação e exploração espacial na Europa existe a Agência Espacial Européia (ESSA em suas siglas em inglês). Nela colaboram 17 estados europeus, dos quais 15 são comunitários. Espera-se que depois da ampliação da União Européia de 2004 e 2007 os novos membros da UE vão incorporando à Agência. Sua sede central encontra-se em Paris. O lugar desde o que se efectuam os lançamentos dos veículos Ariane da Agência é o Porto espacial de Kourou , situado na Guayana Francesa.
No terreno da física nuclear, destaca a Organização Européia para a Investigação Nuclear. É o maior laboratório de investigação em física de partículas a nível mundial. Está situado na fronteira entre França e Suíça, entre a comuna de Meyrin (no Cantón de Genebra) e a comuna de Saint-Genis-Pouilly (no departamento de Ain). Na actualidade há 20 estados membros, e a Comissão Européia actua como observador. Um de seus projectos estrela é o Grande Colisionador de Hadrones, sobre o que os cientistas e pesquisadores têm posto grandes expectativas.
A UE está a trabalhar para melhorar suas infra-estruturas transfronterizas, por exemplo através das redes transeuropeas (RTE). Os projectos das RTE incluem o Túnel do Canal, o corredor Mediterráneo, o LGV Est, o túnel ferroviário de Fréjus, a Ponte de Oresund e o túnel de base do Brennero. Em 2001, calculou-se que em 2010 a rede compreenderia: 75.200 quilómetros de estradas, 78.000 quilómetros de caminhos-de-ferro, 330 aeroportos, 270 portos marítimos e 210 portos interiores.[79] [80]
Outro projecto de infra-estrutura é o sistema global de navegação por satélite Galileo, construído pela União Européia e posto em marcha pela Agência Espacial Européia (ESSA), o qual estará operativo em 2010. O projecto Galileo, foi lançado em parte para reduzir a dependência da UE sobre o Sistema de Posicionamento Global (GPS) Estadounidense, e também para dar uma cobertura mundial mais completa e permitir uma exactidão muito maior, dada a antigüedad do sistema GPS.[81] Alguns têm criticado ao sistema Galileo devido a seu elevado custo, a seus vários atrasos, e por seu percepción de redundância, dada a existência do sistema GPS.[82]
Em 2007, os 27 Estados membros da UE tinham um consumo interior bruto de energia de 1.825 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep),[83] das quais, ao redor de 46% da energia consumida se produzia nos próprios Estados membros, enquanto o 54% restante importar.[83] Nestas estatísticas, a energia nuclear é tratada como a energia primária produzida na UE, independentemente da fonte do urânio, do que menos de 3% é produzido na UE.[84]
A UE tem tido o poder legislativo no âmbito da política energética ao longo de sua existência, tendo suas raízes na originaria Comunidade Européia do Carvão e do Aço. A introdução de uma política obrigatória e integral da energia foi aprovada na reunião do Conselho Europeu em outubro de 2005, e o rascunho da política foi publicado em janeiro de 2007.[85]
A Comissão tem cinco pontos finque em sua política energética: aumentar a concorrência no mercado interior, fomentar o investimento e aumentar as interconexiones entre as redes de electricidade, diversificar as fontes de energia com melhores sistemas para responder a uma crise, estabelecer um novo marco para a cooperação energética com Rússia, ao mesmo tempo em que pretende melhorar as relações com os estados ricos em energia da Ásia Central[86] e do Norte da África, o uso das fontes de energia existentes de maneira mais eficiente e o aumento do uso das energias renováveis e, finalmente, aumentar o financiamento de novas tecnologias energéticas.[85]
A UE importa actualmente o 82% do petróleo, o 57% do gás[87] e o 97,48% do urânio.[84] Existe a preocupação de que a dependência da Europa com respeito à energia da Rússia põe em perigo à União e a seus países membros. Pelo que a UE está a tratar de diversificar seu fornecimento de energia.[88]
Os países da União Européia em seu conjunto, constituem a principal potência mundial no que ao desenvolvimento e aplicação de energias renováveis se refere. A promoção das energias renováveis tem um papel muito importante, tanto no que se refere a reduzir a dependência exterior da UE em seu abastecimento energético, como nas acções que devem se adoptar em relação com a luta em frente à mudança climática. No entanto Alemanha é o único membro da UE que está em caminho de atingir os objectivos estabelecidos no Protocolo de Kyoto sobre a mudança climática que terminará em 2012.
O Conselho Europeu de março de 2007 em Bruxelas aprovou um plano energético obrigatório que inclui um recorte de 20% de suas emissões de dióxido de carbono dantes do ano 2020 e consumir mais energias renováveis para que representem o 20% do consumo total da UE (contra o 7% em 2006).[89] O acordo reconheceu indirectamente o papel da energia nuclear na redução da emissão de gás de efeito invernadero, correspondendo à cada Estado membro decidir se recorrerá ou não a esta tecnologia.
Por outra parte estabeleceu-se o compromisso de conseguir uma quota mínima de 10% de biocombustibles no consumo total de gasolina e gasóleo de transporte em 2020.
A futura partilha do esforço dessa percentagem de 20% terá em conta as especificidades energéticas da cada estado. Ademais, a UE compromete-se a chegar até um 30% na redução de gases de efeito invernadero em caso de compromisso internacional que envolva tanto a outras potências como aos novos países industrializados.
A União Européia conta com uma das legislações de médio ambiente mais severas do mundo, a qual se introduziu após estar várias décadas estudando os principais problemas medioambientales existentes na União. Actualmente tem maior importância as acções que ajudem a frear a mudança climática, manter a biodiversidade, reduzir os problemas de saúde derivados da contaminação e o uso dos recursos naturais de maneira mais responsável. Desta forma, o que se persegue com estas políticas é a protecção do médio ambiente, de uma maneira que se contribua ao crescimento económico, impulsionando a inovação e a empresa.[76]
A rede Natura 2000 é uma rede ecológica européia de áreas de conservação da biodiversidade.[90] Consta de Zonas Especiais de Conservação designadas de acordo com a Directiva Hábitat,[91] bem como de Zonas de Especial Protecção para as Aves (ZEPA) estabelecidas em virtude da Directora de Aves.[92] Sua finalidade é assegurar a sobrevivência em longo prazo das espécies e os hábitats mais ameaçados da Europa, contribuindo a deter a perda de biodiversidade ocasionada pelo impacto adverso das actividades humanas. É o principal instrumento para a conservação da natureza na União Européia.
Esta rede de espaços coerentes fundamenta-se na política de conservação da natureza da União Européia segundo sua Directora de Hábitats, que complementa a Directora de Aves de 1979 .
A Rede Natura 2000 criou-se através da Directora 92/43/CEE sobre a conservação dos hábitats naturais de fauna e flora silvestres (mais conhecida como Directiva de Hábitats), de 21 de maio de 1992 . Esta rede deve permitir atingir os objectivos estabelecidos pelo Convênio sobre a Diversidade Biológica, aprovado na Cimeira da Terra no Rio de Janeiro em 1992.
O Projecto LIFE financia medidas que contribuem ao desenvolvimento, a aplicação e actualização da política e a legislação comunitária de médio ambiente. Este instrumento financeiro pretende igualmente facilitar a integração do médio ambiente nas demais políticas e conseguir um desenvolvimento sostenible na União Européia.
O Projecto LIFE lançou-se em 1992 , e desde 1996 consta de 3 componentes:
Até agora têm tido quatro fases:
ckb:یەکێتی ئەوروپاkrc:Европа бирликmwl:Ounion Ouropeia