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Vale de Punilla

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Para outros usos deste termo, veja-se Punilla.
O Cerro Uritorco visto desde O Sapato em verão.

O Vale de Punilla localiza-se no centro oeste da província de Córdoba Argentina. Foi um antigo passo obrigado caminho para as províncias do Cujo. Na actualidade é um dos principais centros turísticos da Argentina.

Conteúdo

Etimología

A denominação do Vale de Punilla procede do facto que neste abundava o arbusto montano punilla.

Geografia

Este vale, como os outros cordobeses, faz parte do extremo sul da região das Serras Pampeanas.
Os limites ocidentais do vale de Punilla estão dados pela Serra Grande que lhe separa do Vale de Traslasierra. A Serra Grande é um sistema orográfico que possui altitudes superiores aos 2000 msnm (por exemplo o Cerro dos Gigantes: 2374 msnm), limitando com o Vale de Traslasierra , por uma ainda quase virgen região altiplánica de prados montanos e densos palmares que oferecem um curioso espectáculo em inverno já que as palmeras são cobertas pelas nevadas. Tal região é denominada Pampa de Achala. Nessas zonas existem cones vulcânicos extintos como os da Pouca e do Boroa.

Limite-los orientais estão dados pela Serra Garota que tem sua cimeira máxima se localiza no Uritorco, de 1950 msnm de altura, imediatamente ao oeste da cidade de Capilla do Monte.

O relevo faz que os rios e ribeiros das Serras de Córdoba tenham abundantes cascatas (pequenas ainda que muito atraentes) ou que seus cursos corram por estreitos canhões não muito profundos ainda que sim muito abruptos e de curiosas geoformas, conhecidos como «cajones».

O rio Cosquín, também chamado San Francisco, corre em direcção norte a sul pelo vale, confluyendo no lago San Roque, com o rio San Antonio que flui de Sur a Norte, ali ambos originam ao Rio Primeiro, chamado em ocasiões Suquía, enquanto os rios Quilpo e Pinto fluem em direcção norte para a cuenca endorréica das Salinas Grandes, contribuindo seus volumes ao lago de Cruz do Eixo. Pelas características 'mediterráneas' do clima, estes rios costumam levar escasso volume durante o estío e "crescer" abruptamente durante as temporadas lluviosas de modo que voltam-se torrencialmente muito caudalosos.

Abundam os lagos-embalses neste vale, sendo o mais conhecido o de San Roque, a cujas orlas se encontra a citada Carlos Paz. O lago San Roque foi formado com o primeiro grande dique sudamericano, construído pelos engenheiros Bialet Massé e Cassafoust a fins de século XIX, quem utilizaram quase todo o material fabricado na zona. O embalse cobriu à antiga igreja colonial de San Roque, cujas ruínas se encontram agora submergidas.

Poucos quilómetros ao Oeste de Carlos Paz encontra-se a Avariada dos Condoritos núcleo do parque natural nacional cuasi homónimo (veja-se também Parque Nacional Avariada do Condorito), conquanto este parque tem a maior parte de sua área incluída no Vale de Paravachasca .

Flora e fauna

A flora autóctona consta de bosques de algarrobo criollo, horco molle (árvore caducifolio que de abril a julho -outono- dá um amarillento, ocre e inclusive dourado a grandes extensões da paisagem), molle de beber, chañar, mistol (de frutos vermelhos comestibles usados em Córdoba, o Cujo e o NOA para dar a yapa (obsequio dado pelos comerciantes) aos meninos até inícios dos anos 1960); lapacho (de bela flor vermelha em primavera), sauces criollos, devastas e palmeras telefonemas na zona «coco», bem como tunas (higuera chumba ou nopal) e pequenas cactáceas.

A fauna autóctona quase tem sido extinguida quanto às espécies maiores ao longo dos séculos XIX e XX: o jaguar (ou «yaguareté» ou «tigre americano») tem desaparecido por completo ao ser exterminado na província de Córdoba para fins de século XIX. Também têm desaparecido os auquénidos (guanacos, lumes) e os cérvidos autóctonos. É provável que até as Serras de Córdoba e San Luis chegasse dantes do século XVI o tremarctos, ou urso de anteojos, (também conhecido como urso andino, urso frontino ou ucumari), mas se carecem de dados de sua existência na zona já no século XIX, o que também pode se dizer dos tapires e pecaríes. Ainda se encontram, ainda que muito raramente, o puma, zorros, gatos monteces, comadrejas, cuices ou aperéas, escuersos, ranitas negras com motas laranjas, armadillos e o cóndor entre outros.

As aves são bastante abundantes, tanto as autóctonas (loros barranqueros, águias, aguiluchos, caranchos, patos criollos, jotes, diversos colibríes, halcones peregrinos, golondrinas, venteveos, pássaros carpinteros, o martín pescador etc.), bem como espécies alóctonas (especialmente pombas e gorriones etcétera).

A fauna alóctona é, ao menos no 2008, quase em sua totalidade de origem europeu, começando pelos animais domésticos, semidomésticos e de corral: cães, gatos, cavalos, asnos (burros), porcinos, caprinos ("chivitos"), ovinos, gallináceas, pombas e gorriones. Em certas zonas encontram-se em estado silvestre cérvidos europeus como o colorado e suidos como os jabalíes ou "chanchos de monte" e lepóridos como as lebres européias.

Nos rios e lagos encontram-se pejerreyes, truchas, mojarritas e um curioso peixe chamado «velha da água».

História

Os yacimientos humanos mais antigos actualmente conhecidos remontam-se a ca. 10.000 ou 8.000 anos dantes do presente (Cultura Ayampitín, Olaén, Ongamira). Prehispánicamente este vale foi um dos centros da etnia henia- kamiare, vulgarmente conhecida como 'os comechingones'. À chegada dos espanhóis no século XVI o território "comechingón" estava a ser invadido pelo norte e este pelos sanavirones procedentes de territórios que actualmente correspondem ao centro da província de Santiago do Estero, o sector ocidental lindero com Traslasierra e o sector setentrional tinham alguma presença "indama" (diaguita) da parcialidad olongasta.
A pouco da fundação da Córdoba da Nova Andaluzia por parte do adiantado Jerónimo Luis de Cabrera as terras do vale foram repartidas em graças e em estadias onde os espanhóis rapidamente plantaram vinhas, olivares e fizeram proliferar ganhados europeus; a luta contra os nativos prehispánicos foi dura ainda que relativamente breve, a vitória espanhola achou-se facilitada em grande parte pelas guerras entre as diversas nações indígenas, a desestructuración originada pelos agentes patogénicos para os quais as populações autóctonas careciam de inmunidad natural e o rápido mestizaje (mixogénesis) neste caso quiçá facilitado pelas similitudes fisiotípicas dos "comechingones" com os europeus; a zona seria em pouco tempo um núcleo da população gaucha.
Como zona gaucha foi uma das que presto maior apoio à causa federal na Argentina durante a primeira metade do século XIX, em especial ao caudillo e governador cordobés nascido neste vale: Juan Bautista Bustos; por esse mesmo motivo, entre 1829 e 1830 o vale sofreu as incursões e ferozes represálias dos subalternos ao general unitário José María Paz.
O importante poblamiento de origem europeu que arribó ao vale de Punilla desde fins de século XIX (ainda que o poblamiento europeu se iniciou no século XVI com os conquistadores espanhóis), principalmente de origem italiano e espanhol, seguido por alemães, produziu importantes mudanças na paisagem: beneficiado o vale de Punilla com um excelente clima mesotérmico semelhante ao mediterráneo, bastante seco ainda que com suficiente humidade como pára que se desenvolvam árvores de grande porte, e sendo bem definidas as quatro estações (em inverno costuma nevar nas populações da Cimeira, Os Cocos, Capilla do Monte e com menor frequência em outras localidades, tal como sucede na Saia), se desenvolveu uma floresta com abundantes espécies procedentes da região holártica, (cipreses, álamos, pinos, cedros, oliveiras, durazneros, vides, peras, higueras, etcétera) ou eucaliptos importados da Austrália. Por esta causa, grandes zonas do Vale de Punilla apresentam paisagens muito semelhantes aos da Itália e Espanha e, em zonas a mais altitude, paisagens com aparências semelhantes às da Europa Central.

O Vale de Punilla encontra-se quase imediatamente ao oeste da importante cidade cordobesa: a cidade de Villa Carlos Paz, praticamente na entrada principal do vale, está a só uns 40 km de dita cidade, comunicadas por uma autopista. O cenro do vale longitudinalmente está percorrido pela rota pavimentada RN 38 (chamada Avenida Geral San Martín) a qual se encontra em muito boas condições de transitabilidad todo o ano a partir de 1960.

A abundância de bosques e a desaprención ocasionam eventualmente incêndios florestais como o que ocorreu nas proximidades da Cimeira e A Saia a fins do mês de setembro e inícios do mês de outubro de 2008, ainda que a província de Córdoba conta com um bom dispositivo para combater os incencidos florestais, este incêndio foi apagado naturalmente por uma extemporánea nevada (nas zonas altas do vale as nevadas são durante junho e julho)

Corre a todo o longo do vale, de sul a norte, uma via FFCC de trocha estreita (1 m) que chega até a cidade de Cruz do Eixo (no saída norte de de o vale). Esta via ferrea foi realizada entre fins do século XIX e inícios do XX, em dito ramal actualmente funciona o "Comboio das Serras" administrado por Ferrocentral.

Características

Praticamente todo o Vale de Punilla coincide com o departamento cordobés homónimo que tem sua capital na cidade de Cosquín (se supõe que é um diminutivo de Cusco ou Cuzco, isto é a forma españolizada da palavra runa sini kódsko que significa «ombligo».

Ainda que o império incaico nunca chegou a atingir zona alguma da actual província argentina de Córdoba, sim chegou a ter alguma influência cultural. Cosquín, telefonema assim por localizar no centro do vale de Punilla, a orlas do rio homónimo, em seu confluencia com o rio Yuspe que procede de agrestes vales menores incluídos no de Punilla.

Economia

Os pobladores costumam realizar artesanatos (inclusive comidas artesanais): cestos, objectos realizados com palmas e totora, cerâmicas, objectos realizados com pedras (inclusive pedras semipreciosas), queijos e quesillos de cabra, pan caseiro horneado em fornos redondos de varro alimentados a lenha, pastelitos de hojaldre, empanadas, chorizos, salamines, presuntos, alfajores, doces e arropes de tuna , chañar, licores de peperina , sombreros e outros artigos de totora e palma caranday seca, brinquedos e bonecos de paño "lenci". Ainda que desde fins de século XIX a principal actividade ecomómica centra-se no turismo favorecido por amenos climas e belas paisagens possuindo por isto uma das melhores infra-estruturas de Sudamérica com abundantes hosterías, hotéis, balnearios, campings etc.

Carlos Paz desde o Cerro da Cruz.

Cidades principais

Carlos Paz, Cosquín e A Saia.

Também há populações menos importantes ainda que destacadas como centros turísticos, por exemplo: A Cimeira, Villa Giardino, Os Cocos, Huerta Grande, Casa Grande, Vale Formoso, Capilla do Monte, Tanti e As Praias entre outras; as quais se encontram ao longo do Vale de Punilla.

Veja-se também

Enlaces externos

Coordenadas: 31°02′S 64°30′Ou / -31.033, -64.5

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