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Varicocele

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Varicocele
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Varikozele1.jpg
Várices vistas através do escroto esquerdo de um sujeito com varicocele.
DiseasesDB 13731
MedlinePlus 001284
eMedicine rádio/739 
MeSH D014646

Sinónimos {{{sinónimos}}}

Em medicina, o termo varicocele refere-se à dilatación das veias do cordão espermático que drenan os testículos, as quais se voltam tortuosas e alongadas.[1] Os copos sanguíneos que nutrem ao testículo se originam no abdomen e descem pelo canal inguinal, fazendo parte do cordão espermático, até chegar à gónada. O fluxo de sangue venoso está controlado por uma série de válvulas que impedem o reflujo sanguíneo. Umas válvulas defeituosas ou a compressão das veias por estruturas adjacentes, podem causar a dilatación destas veias e originar um varicocele.[2]

Conteúdo

Epidemiología

A varicocele dá-se em um 15-20% dos homens e em um 40% dos homens infértiles. Diagnostica-se entre os 15 e 25 anos de idade, sendo raro encontrá-lo após os 40 anos. A maioria dos casos são extratesticulares, ainda que em um 2% apresenta-se intratesticular. As veias que mais se afectam são as do lado esquerdo, ainda que pode se dar também no direito e inclusive em ambos lados.[3]

Classificação

O varicocele idiopático produz-se quando as válvulas, situadas entre as veias ao longo do cordão espermático, não funcionam correctamente. Trata-se do mesmo mecanismo que dá lugar às veias varicosas comuns nas pernas. Isto dá lugar a um reflujo sanguíneo no plexo pampiniforme que ocasiona um aumento das pressões e, finalmente, danos no tecido testicular. O 98% dos varicoceles idiopáticos ocorrem no lado esquerdo, possivelmente devidos ao trajecto da veia espermática esquerda desembocando na veia renal. A veia espermática direita drena directamente na veia cava inferior, um trajecto consideravelmente menor. Os varicoceles isolados no lado direito são raros, por isso devem ser objecto de avaliação ante uma possível massa abdominal ou pélvica.

O varicocele secundário origina-se pela compressão do drenaje venoso do testículo por diferentes causas, principalmente de estirpe tumoral. A presença de um varicocele secundário em um paciente a mais de 40 anos de idade estabelece uma suspeita de malignidad pélvica ou abdominal. Uma causa não maligna do varicocele secundário é o denominado fenómeno do cascanueces,[4] no que a arteria mesentérica superior comprime a veia renal esquerda, causando o aumento das pressões que se transmitem retrógradamente ao plexo pampiniforme do lado esquerdo.[5]

Etimología

Ilustração do plexo pampiniforme rodeando o testículo.

O termo varicocele refere-se à dilatación e à tortuosidad do plexo pampiniforme, a rede de veias que drena o testículo.[2] Este plexo, resultante da fusão das veias espermáticas, viaja ao longo da porção posterior do testículo e do epidídimo com o conduto deferente e depois continua no interior do cordão espermático.[6] A veia espermática direita desemboca na veia cava inferior, enquanto a espermática esquerda fá-lo na veia renal esquerda, em ângulo recto, a qual desembocará posteriormente na cava inferior.

Os copos que compõem o plexo pampiniforme atingem, normalmente, os 0.5-1.5 mm de diâmetro. No entanto, quando existe varicocele, superam os 2 mm de diamétro.[1]

Patologia

A rede venosa do cordão espermático drena para a veia espermática e conhece-se como plexo pampiniforme. O transtorno é essencialmente igual às varices nas pernas e fazem que uma veia, que normalmente tem 0,5-1,5 mm de diâmetro, se dilate a mais de 2 mm. A maioria dos homens com varicocele têm semen de características anormales, que tende a melhorar após o reparo do varicocele. Encontrou-se uma associação entre a exposição à fumaça do cigarro e o deterioro do espermiograma em pacientes com varicocele.[7]

Quadro clínico

Na maioria dos casos o varicocele não cursa com sintomas evidentes. Um menino pode crescer sem percatarse ele nem seus pais de uma varicocele. Não é senão até que se lhe faz um exame físico de rigor, como o requerido por certas empresas trabalhistas e na inscrição militar obrigatória que muitos adolescentes e adultos jovens descobrem a doença.

Os sintomas tendem a ocorrer ao final de um dia inusualmente caluroso, ao final do coito, ou após um tempo prolongado de estar em posição vertical.

Os sintomas de um varicocele podem incluir:[8]

A varicocele pode chegar a uma fase na que aumenta de volume o escroto ou o testículo causando dor ou incomodidad a tal ponto de limitar os diversos movimentos pasivos da cadera. Com a intensidade da dor, que costuma ser intermitente, se acompanha uma irradiación principalmente ao interior do muslo e é uma dor que responde bem aos analgésicos habituais.

Diagnóstico

À palpación encontra-se uma massa contorsionada e macia ao longo do cordão espermático, que se descreve como uma carteira de vermes.[9] Para facilitar a palpación da massa aconselha-se-lhe ao paciente que realize a manobra de Valsalva ou bem, que se mantenha de pé durante o exame, com o fim de incrementar a pressão venosa intraabdominal e provocar a dilatación das veias.

No entanto, a massa pode não ser tão óbvia, especialmente quando se estende para abaixo. O lado do testículo que apresenta o varicocele pode ou não ser mais pequeno em relação com o lado são.

Quando o varicocele não se evidência mediante a exploração física podem resultar fiáveis os ultrasonidos porque detectam a dilatación dos copos do plexo pampiniforme a mais de 2 mm. A ecografía Doppler é uma técnica que mede a velocidade à que o sangue flui pelos copos.[1] Realizar a manobra de Valsalva durante a exploração com Doppler aumenta a sensibilidade da técnica porque detecta o fluxo sanguíneo retrógrado que se origina em um varicocele.[1]

Tratamento

Os varicoceles podem-se tratar com um suporte escrotal (por exemplo, suspensorios ou calzoncillos especiais), junto com um fármaco vasoconstrictor. No entanto, se a dor continua ou se aparece infertilidad ou atrofia testicular, pode ser necessária uma ligadura quirúrgica.

O tratamento quirúrgico do varicocele denomina-se varicocelectomía.[10] As 3 possíveis vias de abordaje são a inguinal, a retroperitoneal e a infrainguinal/subinguinal. Depois de realizar a incisión procuram-se as veias espermáticas dilatadas e unem-se com seda. Trata-se de uma intervenção muito singela realizada em pouco mais em media hora e com anestesia epidural. Ao tratar de uma intervenção ambulatoria, o paciente pode ir-se a casa em um par de horas ou quando desapareçam os efeitos de dita anestesia. Durante as 24 horas posteriores à cirurgia mantêm-se carteiras de gelo para reduzir a inflamación. Também se recomenda o uso de um suspensorio, já que evita as moléstias deste padecimiento, como a dor.

As possíveis complicações deste procedimento incluem um hematoma, uma infecção, ou um dano nos tecidos e estruturas escrotales. Ademais, o dano à arteria que fornece o sangue ao testículo também pode ocorrer.

Uma alternativa à cirurgia é a embolización, uma técnica não invasiva para o varicocele que se leva a cabo por um radiólogo intervencionista. Isto implica introduzir um pequeno cabo por uma veia periférica e chegar até as veias abdominales que drenarán os testículos. Mediante um pequeno e flexível catéter, se obstruyen as veias para que o aumento da pressão desde o abdomen já não se transmita aos testículos (estes drenarán através de pequenas veias colaterales). O período de recuperação é significativamente menor que com a cirurgia e o risco de complicações é mínimo. No entanto, sua eficácia não é tão elevada como na cirurgia. A embolización é um tratamento efectivo para os varicoceles que anteriormente têm sido intervindos cirurgicamente; trata-se de varicoceles que reaparecem após ter sido operados. A principal teoria que explica este facto é a presença de veias testiculares que procedem da colateralización venosa. O uso de uma cola durante a embolización ou de torques metálicas, que são como bolas que se desprendem, pode ser efectivo em frente ao fenómeno das veias colaterales.[11]

Prognóstico

O varicocele costuma ser inocuo e normalmente não requer tratamento por um tempo indefinido ou até que apareçam sintomas.[9] Se é necessária a cirurgia pelo aparecimento de infertilidad ou atrofia testicular, o prognóstico é bom. A eliminação quirúrgica do varicocele pode restabelecer a temperatura testicular que ocasionam um aumento da produção de espermatozoides .[2] Apesar disso, as recentes investigações duvidam se este processo sirva para melhorar a fertilidad.

A presença de um varicocele não impede a participação em actividades desportivas individuais ou em equipa.[9]

Complicações

Com o aumento da pressão causada pela varicosidad, o complexo de veias que drenan o testículo aumentam a resistência à circulação sanguínea, causando alterações metabólicas e estruturais do órgão, o que pode implicar dano ao tecido circundante. Podem ver-se afectadas as condições ideais para o crescimento e a maduración dos espermatozoides sãos e sua capacidade fecundante. Sem tratamento, a varicocele é uma causa frequente de infertilidad masculina e também podem causar dor crónico. Com frequência observou-se a alteração de fluído seminal que apresenta diversas anomalías, o mais frequente é a redução do número de espermatozoides e/ou deterioro de seu motilidad e morfología. A dilatación das veias traduz-se em um aumento de uns poucos graus da temperatura dos testículos que se mantém durante um tempo prolongado, pode causar infertilidad, já que a produção de espermatozoides, é muito sensível a pequenas mudanças de temperatura.[12] A varicocele pode também causar uma hipertrofia testicular.[13] Em alguns casos, o tratamento do varicocele melhora a fertilidad do sujeito. Após a operação há que guardar repouso (10 dias) se se faz algum esforço se corre o risco de produzir uma hernia.

Veja-se também

Referências

  1. a b c d Carol M. Rumack; Stephanie R. Wilson, J. William Charboneau, Jo-Ann Johnson (2006). «Capítulo 24: O Escroto», Diagnóstico por ecografía (em espanhol), Espanha: Elsevier, pp. 870. ISBN 848174879X. Consultado o 3 de abril de 2009.
  2. a b c Craig A Canby (2007). Anatomía baseada na resolução de problemas (em espanhol), Espanha: Elsevier, pp. 163. ISBN 8481749877. Consultado o 3 de abril de 2009.
  3. Márquez Moreno, Antonio Javier; Julve Villalta, Emilio; Ruiz Escalante, José. «Epidemiiología do varicocele».
  4. «O varicocele secundário».
  5. Rudloff Ou, Holmes RJ, Prem JT, Faust GR, Moldwin R, Siegel D (2006). «[Expressão errónea: operador < inesperado Mesoaortic compression of the left renal vein (nutcracker syndrome): case reports and review of the literature]». Annals of vascular surgery 20. doi:10.1007/s10016-005-5016-8. p. 120-9. PMID 16374539. 
  6. R. J. Last; Chummy S. Sinnatamby (2003). Anatomía de Last (em espanhol), Paidotribo, pp. 222-223. ISBN 848019670X. Consultado o 3 de abril de 2009.
  7. ACEVEDO, Cyntia, HIDALGO, María E, VENEGAS, Andrés et a o. Avaliação da possível incidencia da varicocelectomía sobre o estrés oxidativo sócio com varicocele. Rev Cubana Invest Bioméd [on-line]. 2000, vol. 19, não. 3 [citado 2008-05-30], pp. 213-216. Disponível em: [1]. ISSN 0864-0300.
  8. [MedlinePlus] (maio de 2008). «Varicocele» (em espanhol). Enciclopedia médica em espanhol. Consultado o 20 de março de 2009.
  9. a b c Cuppett, Micki; Walsh, Katie M (2007). «Doenças genitourinarias e ginecológicas», Medicina geral aplicada ao desporto, Elsevier Espanha. ISBN 8481749915. «Veja-se página 160»
  10. Masson, S.; Günter Janetschek, Donald P Griffith, Jens Rassweiler (1997). «Capítulo 23: Linfadenectomía pélvica extraperitoneal laparoscópica e disección dos copos epigástricos dantes da revascularización peneana», Cirurgia laparoscópica em Urología (em espanhol), Espanha: Elsevier, pp. 274. ISBN 8445804812. Consultado o 3 de abril de 2009.
  11. «Técnica de embolización».
  12. Jung A, Schuppe HC. Influence of genital heat stress on semen quality in humans (em espanhol). Andrologia. 2007 Dic;39(6):203-15.
  13. Sakamoto H, Ogawa E, Yoshida H. Relationship between testicular volume and varicocele in patients with infertility (em espanhol). Urology. 2008 Gene;71(1):104-9.

Enlaces externos

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