A velocidade é uma magnitude física de carácter vectorial que expressa a deslocação de um objecto por unidade de tempo. Representa-lha por ou
.
Suas dimensões são [L]/[T]. Sua unidade no Sistema Internacional é o m/s.
Em virtude de seu carácter vectorial, para definir a velocidade devem considerar-se a direcção da deslocação e o módulo, ao qual se lhe denomina celeridade ou rapidez.[1]
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A velocidade média ou velocidade média informa sobre a velocidade em um intervalo de tempo dado. Calcula-se dividindo a deslocação (Δr) pelo tempo (Δt) empregado em efectuá-lo:
(1)![]()
Se consideramos a coordenada intrínseca, isto é a longitude percorrida sobre a trajectória, a expressão anterior se escreve na forma:
(2)![]()
Por exemplo, se um objecto percorre uma distância de 1 metro em um lapso de 31,63 segundos, o módulo de sua velocidade média é:
Permite conhecer a velocidade de um móvel que se desloca sobre uma trajectória, quando o lapso de tempo é infinitamente pequeno, sendo então o espaço percorrido também muito pequeno, representando um ponto da trajectória.
Em forma vectorial, a velocidade é a derivada do vetor de posição respecto do tempo:
onde
é um versor (vetor de módulo unidade) de direcção tangente à trajectória de corpo em questão e
é o vetor posição, já que no limite os diferenciais de espaço percorrido e posição coincidem.
O cálculo de velocidades relativas em mecânica clássica é aditivo e encaixa com a intuición comum sobre velocidades; desta propriedade da aditividad surge o método da velocidade relativa. A velocidade relativa entre dois observadores A e B é o valor da velocidade de um observador medida pelo outro. As velocidades relativas médias pela e B serão iguais em valor absoluto mas de signo contrário. Denotaremos ao valor a velocidade relativa de um observador B com respeito a outro observador A como
.
Dadas duas partículas A e B, cujas velocidades medidas por um verdadeiro observador são
e
, a velocidade relativa de B com respeito à denota-se como
e vem dada por:
Naturalmente, a velocidade relativa da com respeito a B denota-se como
e vem dada por:
de modo que as velocidades relativas
e
têm o mesmo módulo mas direcção contrária.
A velocidade angular não é propriamente uma velocidade no sentido anteriormente definido senão uma medida da rapidez com a que ocorre um movimento de rotação. Ainda que não é propiamnete uma velocidade uma vez conhecida a velocidade de um ponto de um sólido e a velocidade angular do solido se pode determinar a velocidade instantânea do resto de pontos do sólido.
Em mecânica relativista pode definir-se a velocidade de maneira análoga a como se faz em mecânica clássica no entanto a velocidade assim definida não tem as mesmas propriedades que sua análogo clássico:
Ademais esta cuadrivelocidad tem propriedades de transformação adequadamente covariantes e é proporcional ao cuadrimomento linear.
Em mecânica relativista a velocidade relativa não é aditiva. Isso significa que se consideramos dois observadores, A e B, se movendo sobre uma mesma recta a velocidades diferentes
, respecto de um terceiro observador Ou, sucede que:
Isto sucede porque tanto a medida de velocidades, como o transcurso do tempo para os observadores A e B não é o mesmo como têm diferentes velocidades, e como é sabido o passo do tempo depende da velocidade de um sistema em relação à velocidade da luz. Quando se tem em conta isto, resulta que o cálculo de velocidades relativas não é aditiva. A diferença do que sucede na mecânica clássica, onde o passo do tempo é idêntico para todos os observadores com independência de seu estado de movimento. Outra forma de vê-lo é a seguinte: se as velocidades relativas fosse simplesmente aditiva em relatividad chegaríamos a contradições. Para vê-lo, consideremos um objecto pequeno que se move com respeito a outro maior a uma velocidade superior à metade da luz. E consideremos que esse outro objecto maior se movesse a mais da velocidade da luz com respeito a um observador fixo. A aditividad implicaria que o objecto pequeno mover-se-ia a uma velocidade superior à da luz com respeito ao observador fixo, mas isso não é possível porque todos os objectos materiais convencionais têm velociades inferiores à de luz. No entanto, ainda que as velocidades não são aditivas em relatividad, para velocidades pequenas comparadas com a velocida da luz, as desigualdades se cumprem de modo aproximado, isto é:
Sendo inadequada esta aproximação para valores das velocidades não despreciables em frente à velocidade da luz.
Em mecânica cuántica não relativista o estado de uma partícula se descreve mediante uma função de onda
que satisfaz a equação de Schrödinger. A velocidade de propagación média da partícula vem dado pela expressão:
Obviamente a velocidade só será diferente de zero quando a função de onda é complexa, sendo identicamente nula a velocidade dos estados unidos estacionários, cuja função de onda é real. Isto último se deve a que os estados estacionários representam estados que não variam com o tempo e por tanto não se propagam.