A velocidade relativa entre dois corpos é o valor da velocidade de um corpo medida pelo outro. Denotaremos ao valor a velocidade relativa de um observador B com respeito a outro observador A como
.
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Dadas dois observadores, A e B, cujas velocidades medidas por um terceiro observador são
e
, respectivamente, a velocidade relativa de B com respeito à denota-se como
e vem dada por:
Naturalmente, a velocidade relativa da com respeito a B denota-se como
e vem dada por:
de modo que as velocidades relativas
e
têm o mesmo módulo mas sentidos opostos.
O cálculo de velocidades relativas em mecânica clássica é totalmente aditivo e encaixa com a intuición comum sobre velocidades; desta propriedade da aditividad surge o método da velocidade relativa.
As definições e propriedades anteriores para dois observadores em movimento relativo aplica-se também para o caso de duas partículas clássicas A e B, cujas velocidades medidas por um observador dado sejam
e
, respectivamente.
O conceito de velocidade relativa é particularmente útil na cinemática do sólido rígido. Se aceita-se que as distâncias entre os diversos pontos de um sólido não variam enquanto este se está a mover pelo espaço, então o sólido é modelizable como sólido rígido e conhecida a velocidade angular
do sólido na cada instante e a velocidade de um ponto Ou do sólido, podemos conhecer a velocidade de qualquer outro ponto P, mediante a relação:
(2)![]()
onde:
, são as velocidades das partículas Ou e P medidas em um mesmo referencial considerado como fixo ou absoluto.
, é o vetor posição do ponto P com respeito ao ponto Ou; isto é que tem como origem o ponto Ou e como extremo o P. Em general, este vetor, ainda que de módulo constante, mudará de direcção no espaço em em transcurso do tempo.
Em mecânica relativista a velocidade relativa não é aditiva, isso significa que se se têm três observadores A e B, se movendo sobre uma mesma recta a velocidades diferentes
, segundo um terceiro observador Ou, sucede que:
(3)Para velocidades pequenas comparadas com a velocida da luz, as desigualdades cumprem-se de modo aproximado, mas para valores comparáveis aos da luz a velocidade relativa é significativamente menor que o valor predito pela mecânica clássica. Isto sucede porque ao se mover com diferentes velocidades os dois observadores percebem o transcurso do tempo e as distâncias de modo diferente. Aliás a velocidade relativa máxima jamais excede à velocidade da luz, enquanto segundo os postulados da mecânica clássica não existe um limite superior para a velocidade relativa de um observador com respeito a outro.![]()
O cálculo relativista exacto revela que o efeito de dilatación do tempo diferentes para dois observadores que se movem um com respeito a outro leva a umas velocidades relativas medidas pela cada um deles dadas por:[1]
(4)![]()
A partir desta expressão () pode provar-se que:
velocidades relativas:
para qualquer outro observador que se mova a uma velocidade inferior
, a velocidade relativa
. Este facto encaixa com o facto de que a luz tem a mesma velocidade em todos os sistemas de medida independentemente da velocidade à que estes se movam.