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Virtudes infusas

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Em teología católica chamam-se virtudes infusas ou mais frequentemente Virtudes cardinales, aos hábitos que Deus infunde directamente na inteligência e na vontade para lhes permitir actuar segundo a fé.[1]

Conteúdo

Natureza

Em uma análise dos elementos da definição:

Costuma-se sublinhar uma diferença mais das virtudes infusas com respeito às naturais e é que as últimas dispõem a um fazer mais fácil; em mudança, as infusas, além disso, dão a potência para uma actuação que excede as capacidades da faculdade onde estão alojadas.

Existência e necessidade

A tradição teológica coincide em afirmar que a necessidade desta intervenção divina na alma se deve à natureza mesma da graça, já que esta não é imediatamente operante e requer a colaboração das faculdades humanas (entendimento e vontade). Agora bem tal cooperação está sujeita a erro devido às consequências do pecado original. A solução a essa dificuldade são as virtudes infusas.[3]

Propriedades

Em primeiro lugar, costuma-se mencionar que estas virtudes acompanham à graça santificante ainda que são diferentes dela[4] e de suas correspondentes virtudes adquiridas.

Há vários textos da Biblia que permitem afirmar que se dá um crescimento nestas virtudes análogo e par ao da graça. Veja-se por exemplo:

Cresçamos em caridade
Ef 4, 15
Eu rogo para que vossa caridade se acreciente mais e mais em conhecimento e em toda discreción
Flp 1, 9
Para que abundeis em esperança pela força do Espírito Santo
Rm 15, 13

A tradição da Igreja católica afirma unanimemente que as virtudes infusas –com excepção da fé e da esperança– desaparecem com o pecado mortal[5] e que não podem «diminuir» dado que não provem da repetição de actos.

Divisão

Vejam-se também: Virtudes teologales, Dons do Espírito Santo e Virtudes morais

Há virtudes infusas que ordenam a faculdade ao fim, estas são as virtudes teologales, há outras que dispõem ante os meios para atingir o fim, são as virtudes morais. As que apoiam a acção do Espírito Santo –ainda que não são exactamente virtudes– são os dons do Espírito Santo.

Notas

  1. A definição segue a do P. Royo Marín que se cita na bibliografía, pág. 127.
  2. Tomás de Aquino faz outra analogia: da esencia da alma surgem as potências e da esencia da graça brotam as virtudes infusas (cf. I-II q.110 a4 ad 1).
  3. Tomás de Aquino faz uma analogia entre a graça e o bem natural dos animais e as virtudes infusas com os instintos (cf. Summa Theologiae I-II q110 a2co).
  4. Royo Marín distingue já na definição pois fala da graça como hábito entitativo e das virtudes infusas como hábitos operativos (cf. op. cit. pág. 129).
  5. Veja-se DZ 838 e 1407. No catecismo de 1992 usa-se a expressão «pecado grave».

Veja-se também

Bibliografía

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/r/t/Artes_Visuais_Cl%C3%A1sicas_b9bf.html"