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Voleibol

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Partido de voleibol internacional masculino.
Partido de voleibol internacional feminino.

O voleibol, vóleibol, vólibol, balonvolea ou simplesmente vóley (do inglês: volleyball[1] ), é um desporto onde duas equipas se enfrentam sobre um terreno de jogo liso separados por uma rede central, tratando de passar a bola acima da rede para o solo do campo contrário. A bola pode ser tocada ou impulsionado com golpes limpos, mas não pode ser parado, sujeitado, retido ou acompanhado. A cada equipa dispõe de um número limitado de toques para devolver a bola para o campo contrário. Habitualmente a bola golpeia-se com mãos e braços, mas também com qualquer outra parte do corpo. Uma das características mais peculiares do voleibol é que os jogadores têm que ir rotacionando suas posições à medida que vão conseguindo pontos.

Existem diversas modalidades. Com o nome de voleibol identifica-se a modalidade que se joga em pista de interior, mas também é muito popular o vóley praia que se joga sobre areia. O voleibol sentado, é uma variante com crescente popularidade entre os desportos para discapacitados e a prática do cachibol está estendida nas comunidades de maiores . A comunidade equatoriana repartida pelo mundo pratica a variante local, o ecuavóley. A comunidade chinesa de Norteamérica mantém uma une de voleibol nove (nine man volleyball). Com carácter mais informal existem outras variantes que são praticadas de forma popular em verão, em praias e zonas turísticas, como o futvóley, o water vóley ou o bossaball.

O voleibol é um dos desportos onde maior é a paridade entre as competições femininas e masculinas, tanto pelo nível da concorrência como pela popularidade, presença nos meios e público que segue às equipas.

Conteúdo

História

O voleibol (inicialmente baixo o nome de mintonette ) nasceu o 9 de fevereiro de 1895 nos Estados Unidos, em Holyoke, Massachusetts. Seu inventor foi William George Morgan, um professor de educação física da YMCA. Tratava-se de um jogo de interior por equipas com semelhanças ao tênis ou ao balonmano. Ainda que próximo em seu alumbramiento ao basquete por tempo e espaço, distancia-se claramente deste na rudeza, ao não existir contacto entre os jogadores.

A primeira bola foi desenhado especialmente a petição de Morgan pela assinatura A.G. Spalding & Bros. de Chicopee, Massachusetts. Em 1912 revisaram-se as regras iniciais que no que refere às dimensões do campo e da bola não estavam asseguradas, se limita a seis o número de jogadores por equipa, e se incorpora a rotação no saque. Em 1922 regula-se o número de toques, limita-se o ataque dos zagueiros e estabelecem-se os dois pontos de vantagem para a consecución do set.

A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) fundou-se em 1947 e os primeiros campeonatos mundiais tiveram lugar em 1949 (masculino) e 1952 (feminino). Desde 1964 tem sido desporto olímpico. O vóley praia incorpora-se à FIVB em 1986 e aos Jogos Olímpicos de verão desde 1996.

Recentemente introduziram-se mudanças substanciais no voleibol procurando um jogo mais vistoso. Em 1998 introduz-se a figura do jogador líbero. Em 2000 reduz-se de forma importante a duração dos encontros ao eliminar a exigência de estar em posse do saque pára puntuar; pode-se ganhar ponto e saque na mesma jogada enquanto dantes podia-se estar a roubar saques de forma alternativa sem que o marcador avançasse. Permitiu-se o toque com qualquer parte do corpo ou permite-se que o saque toque a rede sempre que acabe passando a campo contrário.

Em 2006 propõem-se dois possíveis novas mudanças e provam-se em algumas competições: permitir um segundo saque em caso de falhar o primeiro (como ocorre em tênis) e dispor no banco de um segundo jogador líbero com o que poder alternar ao longo do partido. Finalmente só se aceita, na revisão[2] aprovada no congresso de junho de 2008 celebrado em Dubái , a incorporação de um segundo líbero reserva e a possibilidade de trocar os líberos uma única vez em decorrência do partido.

Campo de jogo e material

O campo de jogo

O campo onde se joga ao voleibol é um retângulo de 18 m de longo por 9 m de largo, dividido em sua linha central por uma rede que separa às duas equipas. Em realidade o jogo desenvolve-se também no exterior, na zona livre, a condição de que a bola não toque solo nem nenhum outro elemento. A zona livre deve ser ao menos de 3 m, mínimo que em competições internacionais se aumenta a 5 m sobre as linhas laterais e 8 m para as linhas de fundo. O espaço livre sobre a pista deve ter uma altura mínima de 7 m que em competições internacionais sobe a 12,5 m.

A 3 m da rede, uma linha delimita na cada campo a zona de ataque, zona onde se encontram restringidas as acções dos jogadores que se encontram nesse momento em papéis defensivos (zagueiros e líbero). Estas linhas, estendem-se ao exterior do campo com traços discontinuos, e a limitação que representam se projecta igualmente em toda a linha, inclusive para além dos traços desenhados. Todas as linhas têm 5 cm de largo.

O contacto dos jogadores com o solo é contínuo, utilizando habitualmente protecções nas articulações. A superfície não pode ser rugosa nem deslizante.

A pista de voleibol
Dimensões
Zonas
  1. Zona livre
  2. Linha central
  3. Linha de fundo
  4. Linha lateral
  5. Linha de ataque
  6. Zona de saque
  7. Zona defensiva
  8. Zona de ataque
  9. Primeiro árbitro
  10. Segundo árbitro
  11. Anotador
  12. Banco
Rede

A rede

No eixo central do campo situa-se uma rede de 1 m de largo e sobre 9,5 a 10m de longo, com duas bandas e duas varetas verticais sobresalientes sobre a linha lateral do campo. A borda superior da rede, as varetas e o próprio teto do pavilhão delimitam o espaço pelo que se deve passar a bola a campo contrário.

A altura superior da rede pode variar em diferentes categorias, sendo nas categorias adultas de 2,43 m para homens e 2,24 m para mulheres.

A bola

A bola é esférica e flexível; 65-67 cm de circunferencia, 260-280 g de importância e pressão interior entre 0,300 e 0,325 kg/cm². É mais pequeno e ligeiro que as bolas de basquete ou futebol. Pode estar facto de vários materiais ainda que o mais cómodo e utilizado é o de couro. Também há bolas de plástico que ocasionalmente se podem utilizar em treinamentos. Aparte o balòn é uns dos elemetos principais.

Vestimenta

Igual que no tênis, os jogadores de voleibol vestem durante a partido t-shirt, pantalón curto, calcetines, calçado desportivo e rodilleras. Ao ser contínuo o contacto com o solo é habitual portar também protecções em joelhos e cotovelos. A primeira vista distingue-se imediatamente aos jogadores líberos porque levam uma vestimenta de cor diferente ao resto de seus colegas de equipa.

Os partidos

Tempo de jogo

Um partido está formado por três, quatro ou cinco sets. Os partidos de voleibol disputam-se ao melhor de cinco tandas ou blocos que recebem, igual que em tênis, a denominação anglosajona de sets. No momento em que um das duas equipas acumula três sets ganhados, ganha o partido e se dá por concluído o confronto. Uma equipa ganha um set quando atinge ou supera os 25 pontos com uma vantagem de duas (i.e.: com 25-23 ganha-se, mas com 25-24 teria que esperar ao 26-24 e assim sucessivamente enquanto nenhum das duas equipas não consiga os dois pontos de vantagem).

De ser necessário o quinto tempo, set de desempate, baixa-se a meta a 15 pontos mas também com dois de vantagem. Este set tem assim uma duração mais reduzida, mas de todas formas, a duração dos encontros de voleibol é muito variável, podendo se estender desde ao redor de uma hora até inclusive mais de duas horas e meia.

Os campos se sortean dantes do partido, bem como o saque inicial. Na cada set produz-se uma mudança de campo e vai-se alternando o primeiro saque. Em caso de ser necessário o quinto set, set decisivo, procede-se a um novo sorteio e ademais realiza-se uma mudança de campo ao atingir-se o ponto 8 pelo primeiro das equipas.

Tempos mortos

A cada equipa pode solicitar até dois tempos de descanso de 30 segundos na cada set. Os tempos podem ser pedidos tanto pelo treinador como pelo capitão. Em campeonatos oficiais estabelecem-se ademais, de oficio, dois tempos técnicos de 60 segundos quando se atinge pelo primeiro das equipas os pontos 8 e 16 respectivamente da cada set, salvo no quinto set definitivo.

Durante os tempos mortos, os jogadores em jogo vão à zona livre próxima aos respectivos bancos, onde podem receber instruções do treinador. O resto de jogadores podem aquecer sem bolas na zona livre por trás da linha de saque.

Arbitragem

A equipa arbitral em um partido de voleibol está formado por:

Ainda que a cada árbitro realiza uma função determinada, é o primeiro árbitro o que tem todo o poder de decisão sobre qualquer jogada.

Equipas

A cada equipa joga com seis jogadores que podem ser substituídos com condições. Três dos jogadores formam a linha delantera, em tarefas de ataque e os outros três colocam-se detrás e actuam de defensores ou zagueiros.

A equipa completa podem-no formar um máximo de 14 jogadores (12 mais 2 líberos), um treinador, um treinador assistente, um masajista e um médico. A cada jogador identifica-se por um número diferente, do 1 ao 20, número que aparece tanto na parte delantera como na trasera da t-shirt. Um dos jogadores será o capitão da equipa e se identifica por uma banda visível embaixo de seu número. Os líberos não podem ser capitão e são os únicos que podem e têm que vestir uma indumentaria diferente, geralmente de diferentes cores ao resto da equipa.

Rotações em voleibol

As rotações

Quando uma equipa anota um ponto, será o encarregado de pôr em jogo a bola. Quando se arrebata o saque ao invés, os seis jogadores têm que rotacionar sua posição no campo no sentido das agulhas do relógio. Isto faz que todos os jogadores se vão alternando nas posições de atacantes e zagueiros.

Para que a disposição seja correcta, não é necessária uma determinada geometria, senão simplesmente que ao iniciar a cada ponto, no golpe de saque, a cada atacante tenha ao menos um pé mais adiantado que o zagueiro correspondente, e dentro da mesma linha os laterais ao menos um pé mais exterior que o jogador em posição central. A partir desse momento a cada jogador pode mover-se livremente seguindo o jogo. Com estas regras, as disposições iniciais podem ser muito variopintas e as consiguientes estratégias suficientemente abertas.

Dantes de começar a cada set o treinador entrega aos árbitros a lista dos jogadores que vão jogar o set.

Por analogia, os números do um ao seis se empregam para designar as correspondentes zonas do campo (i.e.: zona duas, zona quatro,...).

Líbero

Em um partido podem-se alinhar até dois jogadores especiais denominados líberos: um líbero atuante e uma reserva. O líbero é um jogador defensivo que pode entrar e sair continuamente do campo substituindo a qualquer dos outros jogadores quando por rotação se encontram em posição defensiva. O objecto da introdução do líbero é cobrir o posto dos jogadores atacantes, geralmente muito altos, que oferecem por isso mau rendimento em recepção.

O líbero é facilmente reconocible porque viste um uniforme de cor diferente ao resto da equipa.

O líbero:

Sobre esta última, não é falta se é um passe de antebrazos ou se se devolve a bola ao invés com um passe baixo.

Considera-se que o próprio líbero realiza um ataque em falta quando toca a bola acima da borda superior da rede desde qualquer parte do campo e o envia ao campo contrário.

Com as mudanças introduzidas em 2008 em Dubái, o treinador pode mudar o líbero por sua reserva uma única vez durante o partido, e o líbero inicial não pode em nenhuma circunstância voltar ao jogo.

Em une-a universitária feminina NCAA dos Estados Unidos e em outras categorias inferiores a líbero sim pode realizar o saque ainda que só em uma rotação, isto é, no lugar de uma sozinha das jogadoras pelas que esteja a entrar.

Mudanças

Os jogadores da formação inicial da cada set podem ser substituídos uma única vez no set e posteriormente reintegrar-se desfazendo a mudança pelo jogador que o substituiu. Assim, o número máximo de substituições é de seis, uma por jogador. Não se contabilizan aqui as entradas e saídas do líbero. A sua vez, o jogador substituto também não pode substituir mais que a um único jogador por set.

As mudanças realizam-se, a excepção do líbero, pela zona delimitada entre a linha de três metros e a rede.

Substituição rápida

Se é uma substituição individual, o jogador deve acercar à zona de substituição, sempre que o jogo esteja parado, com a tablilla do jogador que vá substituir. O anotador accionará o claxón ou silbato, para autorizar a substituição que anotará na acta do encontro.

Se é uma substituição coletiva, realizar-se-á da mesma maneira que a individual, de casal em casal, permiendo ao anotador escrever as substituições na acta.

Regras básicas

Consegue-se ponto quando a equipa contrária não consegue controlar a bola ou comete alguma infracção:

Serviço
Recepção
Defesa
Arremate
Bloqueio

Fundamentos técnicos

Artigo principal: Técnica do voleibol

Empregam-se diversas técnicas para impulsionar a pelota em diferentes situações do jogo. Em todas elas a bola deve ser golpeada, não agarrado nem lançado. A retenção, arraste ou acompañamiento da bola é falta. O critério arbitral na aplicação desta norma é fonte habitual de polémica por parte dos aficionados que assistem aos partidos.

Serviço ou saque

A cada ponto inicia-se com um saque da bola desde por trás da linha de fundo. Lança-se a bola ao ar e golpeia-se para o campo contrário procurando os pontos débis da defesa do adversário. Pode-se fazer de pé ou em salto. É importante a orientação do saque porque o jogador contrário, que se vê obrigado a receber o tiro, fica limitado para participar no subsiguiente ataque.

Bloqueio

É a acção encaminhada a interceptar qualquer ataque da equipa contrária, saltando junto à rede com os braços alçados procurando devolver directamente a bola ao campo do contrário, ou em seu defeito, estreitar-lhe o campo de ataque para induzí-lo a jogar a bola fosse do terreno de jogo. No bloqueio podem participar até três jogadores (os três atacantes) para aumentar as possibilidades de intercepción. Também serão importantes aqui as ajudas da segunda linha para recuperar a bola em caso de um bloqueio frustrado. Uma das opções que tem o atacante em salto é precisamente lançar a bola com força directamente contra o bloqueio procurando a falta.

Recepção e passe

Interceptar e controlar uma bola dirigindo para outro colega em boas condições para poder jogá-lo. As bolas baixas recebem-se com os antebrazos unidos ao em frente à altura da cintura e os altos com os dedos, acima da cabeça.

Em outros casos fazem falta movimentos mais espectaculares. É habitual ver ao jogador lançar-se em ferro sobre o abdomen esticando o braço para que a bola bote sobre a mão em vez de em o solo e evitar assim o ponto.

Geralmente o segundo toque tem como fim proporcionar uma bola em condições óptimas para que um rematador o meta ao campo contrário. A colocação realiza-se alçando as mãos com um passe de dedos, o passe mais preciso no voleibol. O colocador tem em sua mão (e em sua cabeça) a responsabilidade de ir distribuindo ao longo do jogo bolas aos diferentes rematadores e pelas diferentes zonas. Geralmente utiliza as técnicas de antebrazo, voleo, cabeceo ou golpe com qualquer parte do corpo como último recurso.

Ataque-arremate

O jogador, saltando, envia finalmente a bola com força ao campo contrário procurando lugares mau defendidos, ou contra os próprios jogadores contrários em condições de velocidade ou direcção tais que não o possam controlar e a bola vá fosse.

O jogador também pode optar pelo engano ou finta deixando ao final uma bola suave que não é esperado pelo contrário. Ainda que dispõe-se de três toques de equipa, pode-se realizar um ataque (ou finta) nos primeiros toques para encontrar descolocado ou desprevenido à equipa contrária.

Nomeiam-se diferentes tipos ataques com o número da zona:

Veja-se também

Competições internacionais de voleibol

Referências

Enlaces externos

Federações nacionais

Variantes de voleibol

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