A Volta ao País Basco (em euskera : Euskal Herriko Itzulia) é uma carreira ciclista por etapas disputada no País Basco em primavera. Está inscrita no programa UCI ProTour.
Foi criada em 1924 baixo o nome de Grande Prêmio Excelsior, esta competição cessou entre 1936 e 1968 por causa da Guerra Civil Espanhola e os problemas económicos causados por ela. Em 1969 recuperou-se unindo à organização da Bicicleta Eibarresa. O diário “A Voz de Espanha” apoiou a iniciativa e converteu-se no principal patrocinador. Esta união durou até o ano de 1973 . Para não complicar o palmarés de ambas provas, nestes anos se costumam considerar pertencentes à Volta ao País Basco. Actualmente está organizada pelo Diário Vascão.
No ano 2009 lembrou-se fundir novamente a Euskal Bizikleta com a Volta ao País Basco, a fim de relançar a primeira, até mínimo 2012.[1]
Em seu palmarés destacam as vitórias de numerosos vencedores do Tour da França, como Nicolas Frantz, Maurice Dewaele, Gino Bartali, Jacques Anquetil, Luis Ocaña, Stephen Roche e Alberto Contador, vencedores da Volta a Espanha como Giovanni Battaglin, Sejam Kelly, Toni Rominger, Alex Zülle, Laurent Jalabert e Denis Menchov e do Giro da Itália como Danilo Dei Luca.
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O grande precursor da prova, o periodico "Excelsior" compôs um potente comité organizador, no que estavam integradas as mais relevantes personalidades vizcaínas do desporto da época. Sua pretensão era organizar a carreira mais importante que se tinha organizado no estado espanhol.
Sem dúvida o mais complicado foi atrair a ciclistas de primeiro nível, que até então mal tinham disputado carreiras em território espanhol. Não obstante teve três circunstância fundamentais que facilitaram o labor, em primeiro lugar o tesón do comité organizador, em segundo lugar a colaboração de L'Auto e por último o interesse comercial que supunha a Volta ao País Basco para a casa Automoto.
Todo isso dispôs que a nómina de participantes em sua primeira edição fora de primeiro nível, com os ciclistas do Automoto e seu filial Christophe, tinham por então em suas bichas aos melhores ciclistas franceses da época. Entre eles estavam os irmãos Pelissier, o maior Henri e Francis, Victor Fontan, Jean Brunier, Henri Colle, Charles Lacquehay. A nómina dos foráneos completava-se com Simon Tequi de France Sport que se apontou a última hora. Entre os nacionais destacavam os catalães Miguel Mucio e Teodoro Monteys e os locais estavam Segundo Barruetabeña, Lucas Jauregui e José Luis Miner.
A organização dispôs de duas classificações, a geral e a nacional, à que só podiam optar os corredores espanhóis, o prêmio para o ganhador da primeira era de 2.000 pesetas e de 1.000 pesetras para o nacional. Ao mesmo tempo, todos os corredores podiam disputar diversas primas nos passos de alguns povos, que estes mesmos organizavam.
Finalmente a edição de 1936 teve que suspender por causa da guerra civil espanhola, conquanto em princípio se tinha pensado na adiar, dados os acontecimentos que se estavam a desenvolver não baixo outra que a suspensão.
Depois da Guerra Civil e dada conta o resultado da mesma eliminou-se do calendário de provas ciclistas a Volta ao País Basco. Conquanto é verdadeiro que teve numerosas tentativas para retomar a mesma, tanto desde San Sebastián, como desde Bilbao, nenhuma delas cuajo.
Durante esse período de tempo, teve outras provas ciclistas como o Circuito do Norte e o G. P. Prefeitura de Bilbao, que mantinham vivo o espiritu da Volta ao País Basco, dado que as mesmas saíam para além das fronteiras do País Basco.
Não obstante foi no ano 1952 no que se criou a Bicicleta Eibarresa, que se que supunha uma autêntica Volta ao País Basco, já que em suas etapas se percorria praticamente a totalidade de seu território basco peninsular. Agora bem chegados os finais dos anos 60, a contratação dos melhores ciclistas do momento e a própria organização da carreira supunham uns elevados custos que os organizadores não puderam fazer frente.
Em definitiva a melhor solução era envolver a empresas e instituições do resto do País Basco, para superar esses problemas económicos e a iniciativa de Manuel Serdán a "Bicicleta Eibarresa" passou a chamar-se em 1969 "Volta ao País Basco-Bicicleta Eibarresa". O diário donostiarra A Voz de Espanha apoiou a iniciativa e converteu-se no principal patrocinador. A união duro quatro anos, até 1973. Para não complicar o palmarés de ambas provas, nestes anos se costumam considerar pertencentes à “Volta ao Pais Basco”.
Para facilitar o reconhecimento do líder em carreira, nas primeiras edições o primeiro na classificação geral portava um maillot de cor vermelho, cor que nenhum outro corredor podia levar em seu vestuario para evitar as confusões.
A partir do ano 1935 o maillot passaria a ser de cor azul, ao tempo nessa mesma edição suprimiu-se a classificação "nacional" e criaram-se outras novas, a classificação da montanha, e uma classificação para as categorias segundas e terceiras (para ciclistas de menor nível).
Mais adiante, o maillot passou a ser de cor amarelo, a semelhança do utilizado no Tour da França. Os líderes das diferentes classificações suplementares também passaram a levar maillots identificativos.
| País | Vitórias |
|---|---|
| | 21 |
| | 7 |
| | 5 |
| | 4 |
| | 4 |
| | 3 |
| | 1 |
| | 1 |
| | 1 |
| | 1 |
| | 1 |
| | 1 |