| Voo 3054 de TAM Linhas Aéreas | |
|---|---|
| Bombeiros sacando corpos de vítimas do acidente
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| Resumem | |
| Data | 17 de julho de 2007. |
| Causa | Baixo investigação - Despiste |
| Lugar | Aeroporto Internacional de Congonhas-São Paulo, São Paulo, Brasil |
| Coordenadas | |
| Falecidos | 199[1] confirmadas (inclui 12 pessoas em terra) |
| Feridos | 13 (pessoas em terra)[2] |
| Aeronave | |
| Tipo de aeronave | Airbus 320 |
| Operador | TAM |
| Registo | PR-MBK |
| Passageiros | 181[3] |
| Tripulação | 6[4] |
| Sobreviventes | 0 |
O acidente aéreo do voo número 3054 da aerolínea brasileira TAM produziu-se em um voo nacional que unia as cidades de Porto Alegre com São Paulo o 17 de julho de 2007 , depois de se sair a aeronave Airbus A320-233 com matrícula PR-MBK (número de série 789)[5] da pista de aterragem do Aeroporto Internacional de Congonhas[6] para estrellarse com uma estação gasolinera localizada no exterior do recinto. Segundo informações preliminares[7] [8] o acidente teria provocado a morte da totalidade dos 171 passageiros e 6 tripulantes do avião sem possibilidade alguma de encontrar sobrevivientes.[9]
A cifra inicial de vítimas foi aumentando com o passo do tempo ao saber-se que o número de passageiros era maior ao inicialmente informado chegando a 187 (162 passageiros, 19 empregados da empresa e 6 tripulantes[10] ). A tragédia do voo 3054 foi o pior acidente aéreo da América Latina e o pior com um Airbus A320 em todo mundo.[11]
Conteúdo |
O voo da aerolínea TAM descolou desde o Aeroporto Internacional Salgado Filho da cidade de Porto Alegre no estado brasileiro de Rio Grande do Sul às 17:16 horas locais (20:16 UTC). O voo se estrelló no aeroporto Congonhas da cidade de São Paulo às 18:50 locais (21:50 UTC).
Segundo informações de testemunhas a velocidade da nave ao momento de aterrar era muito elevada, pelo que várias pessoas que a observaram pensaram que estava a descolar. O avião tocou solo no Aeroporto de Congonhas a uns 220 km/h, mas não desaceleró normalmente, senão que continuou, cruzou uma grande avenida e, girando levemente, se estrelló contra um edifício da própria TAM, a 175 km/h.
Segundo relatórios, a nave não pôde desacelerar normalmente produto da intensa chuva que nesse momento cobria a localidade. Segundo uma declaração de um bombeiro que ajudou a apagar o incêndio ao que parece o piloto ao não poder frear teria tentado descolar novamente.[12] [13] Ao não frear nem recuperar altura, o voo terminou chocando com o cerco perimetral do aeroporto, transpasando a avenida Washington Luis, para incrustarse em um depósito de TAM Express que incluía uma estação de combustível. O impacto provocou um incêndio de proporções que foi sufocado por bombeiros de diversas companhias.[14]
Ante a magnitude da tragédia, o governador do Estado de São Paulo José Serra informou que as possibilidades de superviviencia de algum dos passageiros da nave eram nulas.[15] [16]
A aeronave siniestrada era um Airbus A320-233, registado com a matrícula PR-MBK, e com o número de série do fabricante 789. Esta aeronave foi fabricada em fevereiro de 1998 e entrou pela primeira vez em serviço em março do mesmo ano com a aerolínea TACA. Posteriormente, em novembro de 2003 , a aeronave foi operada pela aerolínea vietnamita Pacific Airlines.
A caixa negra do avião, contendo as últimas palavras que se trocaram com a torre de controle, foi analisada nos Estados Unidos e enviada a Brasil na sexta-feira 27 de julho.
As transcrições dos diálogos indicaram que os pilotos eram conscientes de que estavam a voar sem um dos reversores nas turbinas. O reversor é outro dos mecanismos de freado e não estava a funcionar a sabiendas da companhia. No manual de Airbus permite-se voar até dez dias com esse defeito dantes de arranjá-lo.
As informações da caixa negra confirmaram algo que já se vinha supondo: a ausência de grooving (chanfrado) na pista, que facilita o freado, não foi o factor que impediu que o avião se detivesse.[17]
Os parlamentares brasileiros da Comissão Investigadora do acidente ficaram impactados com a leitura -feita ao vivo para a televisão- do diálogo entre a torre de controle aéreo do aeroporto Congonhas e os pilotos da aeronave, informou a agência noticiosa ANSA.[18]
Hot 1 e Hot 2 são os comandantes. Eles eram Enrique Stephanini Dei Sacco, de 53 anos, e Kleyber Lima, de 54.
Hot 2: -Dei que está todo OK na cabine e pergunta onde vamos aterrar.
Hot 1: -Acabo de informar.
Hot 2: -Não ouvi, desculpa, ela estava a falar.
Hot 1: -Mas ela ouviu. Congonhas.
Hot 2: -É Congonhas? Que bem. Ela tem que ter ouvido, obrigado.
Hot 1: -Lembrança que só temos um reverso.
Hot 2: -Sim, só temos o esquerdo.
O TAM 3054 reduz velocidade para a aproximação e lume à torre.
Hot 1: -Boas tardes.
Hot 2: -Boas tardes.
Hot 1: -Torre de San Pablo, aqui o TAM 3054.
Torre: -TAM 3054 reduza velocidade mínima para a aproximação. O vento é norte com 06 [nodos].
Hot 1: -Vou reportar quando esteja OK.
Torre: -Autorizado.
[Voa a 6000 pés. Os comboios de aterragem descem.]
[Revisão final. Uma verificação indica que a aeronave passa por Diadema.]
O piloto avisa à cabine de comando que está pronto para aterrar.
Hot 1: -Aterrando sem azul. Pista de chegada à vista, aterrando.
Um dos comandantes pergunta à torre sobre a condição da chuva, da pista, se está escurridiza.
Hot 1: -TAM em aproximação final a duas milhas de distância. Poderia confirmar condições?
Torre: -Está molhada e ainda escurridiza.
Torre: -Informarei quando a 35 esteja liberta. 3054 no final.
A torre responde que outra aeronave está a começar a descolar.
Torre: -TAM 3054 à esquerda. Autorizado para aterrar. A pista está molhada e escurridiza. O vento é 330 a 8 nodos.
Hot 1: -330 a 8, é o vento.
Torre: -Chequeado. 3054, 3054 Roger. A aterragem está libertada. A aterragem está libertada.
[Piloto automático desligando. Som de três cliques indica a reversión do CAT 2 ou 3 ao CAT 1, ou seja, par aproximação visual.]
Hot 1: -Inhibido o descenso para mim. Dá o sinal.
Hot 2: -Um ponto agora. OK?
Hot 1: -OK
Torre: -OK. Retardar, retardar.
[Som do movimento do acelerador. Ruído do motor aumenta. Som de toque na pista.]
Hot 1: -Reverso 1 sozinho. Spoilers [o sistema de travões] nada.
Hot 2: -Olha isso! Desacelera! Desacelera!
Hot 1: -Não posso, não posso. Ai, meu Deus! Ai, meu Deus!
Hot 2: -Vamos! Vamos! Gira! Gira! Gira!
[Ruído inesperadamente. Detém-se o ruído do golpe.]
Torre: -Ai, não!
[Som de gritos. Voz feminina. Som inesperadamente.]
Notícia[1]Wikinoticias[2]