O alalá é um quanto popular galego.
O alalá é arrítmico e está composto por coplas octosilábicas no que se repete um tema curto e as ailalá, ailalá repetidas. Interpretam-se normalmente a capella, ainda que em tempos recentes acrescentaram-se-lhe frases instrumentais de gaita ou zanfona. As letras soem ser de temática séria e a interpretação é um valor de soma importância: ao serem de ritmo livre, o intérprete tem muito jogo para acrescentar-lhe adornos à melodia principal.
O alalá é considerado pela maioria dos autores como a forma de música tradicional galega mais antiga e característica. A sua origem não está totalmente clara, mas a teoria más aceite é que estão relacionados com o quanto gregoriano. Os alalás foram a sua vez também origem de outros géneros como os quantos de arrieiro, quantos de oficios ou os cantos de andar o caminho.
Perfeito Feijoo (1858-1935), fundador do primeiro coro galego "Ares da Terra", foi um grão compilador e intérprete de alalás. O zanfonista ourensão Faustino Santalices recuperou muitos quantos que poderiam ter-se perdido, e gravou um histórico disco em 1958 incluindo muitos alalás.
Vejamos como exemplo a letra do Alalá das Marinhas, um dos mas populares quantos deste género:
na Marinha entre loureiros,
tenho paz e tenho amor
e estou vivendo no céu.
Ailalala, ailalala...
E adiós à minha casiña,
portelo do meu quintal,
água da minha fontiña,
sombra do meu laranxeiro
Ailalala, ailalala...