| Arantón | |
|---|---|
| Câmara municipal: | Santa Comba |
| Área: | - km² |
| População: | (Ano 2004) 393 hab. |
| Densidade: | - hab./km² |
| Entidades de população: | 10 |
São Vicente de Arantón é uma freguesia que se localiza no centro da câmara municipal de Santa Comba. Segundo o padrón autárquico de 2004 tinha 393 habitantes (214 mulheres e 179 homens) distribuídos em 10 entidades de população, o que supõe uma diminuição no que diz respeito ao ano 1999 quando contava com 418 habitantes. Os seus lugares são As Antes, Arán, Arantón, A Cabreira, A Cova, A Ponte de Abaixo, Rieiro, O Valiño, Vilarnovo e A Xesteira.
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Um lugar formoso para pasear são as beiras do rio Xallas ao seu passo pela freguesia de Arantón, concretamente pelos lugares de Rieiro e Xesteira, que dá passo a um dos muitos pontos mais bonitos do rio. Desde a presa de Rieiro e Xesteira podese pasear até antes do lugar da Cova que e quando acaba.
Encontra-se no adro da freguesia. Está facto em dois tipos de material: a plataforma, o pedestal e o fuste são de granito, e o capitel, a cruz e as imagens de Cristo e a Virxe são de formigón . Érgese sobre uma plataforma de forma cuadrangular de dois graus com um pedestal de forma semiesférica. O varal, de secção circular no princípio, converte-se em quadrado no su remate.
No capitel de forma cuadrangular há um astrágalo cuadrangular liso, volutas, folhas de acento e um ábaco de lados curvos e vértices chafranados. A cruz é de secção circular e aparência leñosa com nós; serve-lhe de suporte no seu anverso à imagem de Cristo crucificado, com três pregos, as mãos fechadas, a cabeceira inclinada à direita, a coroa de espinhas e o lenço de pureza anoado diante. No reverso representa-se à Virxe em atitude orante, com os dedos entrelazados, e apoiada sobre uma peana. O cruzeiro tem uma mesa pegada de granito
São quatro cruzes que se encontram no muro do adro da freguesia. São muito similares, de granito, sobre pedestais também de granito, secção octogonal e remates florenzados. Estas cruzes de pedra que se encontram sobre os muros dos adros, estão assinalando ou acoutando um espaço sagrado, face a outro profano exterior.
Encontra no sítio conhecido como cruzeiro das Antes de Arriba, sobre um valado, à entrada de uma propriedade, e numa encrucillada de caminhos. É uma cruz de pedra muito singela, e tem um braço rompido. Os vizinhos de idade lembram a cruz neste lugar desde sempre, e afirmam que nem os idosos de antes sabiam cándo se pusera. Por tradição oral, transmite-se a história de que neste lugar mataram um homem.
Está no agro de Constenla, sobre um valado. É de granito, de secção octogonal e remates florenzados. Está apoiar sobre um baseamento de forma circular. É a única cruz com inscrição, hoje case ilexible, com a data em que se fixo (1934) mailo nome do defunto (Antonio Rodríguez).
É uma cruz de granito que se ergue sobre um tambor cilíndrico facto com pedras de cachotería; possui um pedestalde granito; a cruz é de secção cuadrangular chafranada, com remates florenzados e botão central. Sobre os braços da cruz, vemo-la forma de outra cruz, feita em baixo relevo. Por tradição oral, os vizinhos reproduzem a história de que um homem que vinha da feira da Santa Comba, caiu do cavalo neste lugar, e morreu.
Foi construída nos séculos XVIII e XIX. É de estilo barroco. Apresenta uma planta de salão, com uma só nave dividida em três trechos, capela maior rectangular e sancristía apegada ao muro norte a que se acede desde o interior do presbiterio. A nave cobre com uma abóbada de canhão apoiada sobre arcos faixóns.
A fachada caracterizasse pela existência de um arco de médio ponto no que se acopla a porta de entrada, uma fornela com a imagem do santo, dois vãos que iluminam o coro, uma balaustra a modo de cerramento superior e uma torre de planta quadrada dividida em três corpos; primeiro corpo que refugia o relógio, um segundo que alberga aos sinos e o terceiro formado por um tambor com arcos de médio ponto peraltados, que suportam uma cúpula semiesférica que se decora com gallóns.
Predomina a vexetación caducifolia: carballos, castiñeiros, amieiros..., todas é-las espécies vexetais de lugares húmidos. Antigamente havia grandes espaços de monte, que actualmente desapareceram ao prepararem-se as terras para a gandería. Também se notou um grande incremento de espécies forâneas, como o eucalipto e o pinheiro, que têm grande rendimento para a obtenção da madeira.
Porém, desde 1999 experimentou-se uma descida na plantação destas espécies e um importante incremento das árvores autóctonas. No que respeita aos cultivos destacam o trigo, o millo, o centeo, as patacas e as hortalizas. Muitos destes produtos, ademais de serem para consumo próprio, também são empregues para a manutenção do armentío bovino.
Como cultivo relevante de anos atrás destaca o liño, o qual tinha uma grande complexidade e mestría, que lhe serviu para ser um elemento importante dentro da história da freguesia. Outro método importante de obtenção de tecidos era a pele de ovelha, que também teve uma grande exploração.
Até o ano 1968 havia o costume de sair cantar os nadais e os reis pelas casas, e participavam grupos de vizinhos de todos os lugares da parroquía. O que arrecadavam, parte em dinheiro e parte em espécie, era para fazer festas e o resto repartiam-no entre eles.
Uma tradição que há muito pouco desapareceu era a pedida de mão para uma voda e a celebração da festa nupcial. Antigamente o namorado acudia à casa do que seria o seu sogro e pedia-lhe a mão da filha; devia assegurar o seu porvir, pelo que também tinha direito a pedir-lhe uma vaca, com a que fariam a festa, e conhecer a quantidade de terra que herdaria a sua futura esposa. Se isto lhe convinha ao namorado e o pai da namorada estava de acordo punha-se a data para a voda.
Entre os anos 1965 e 1975 introduziu-se o costume de nomear cada três anos a três pessoas da freguesia (eram os chamados "homens bons") para intervir nos problemas entre vizinhos, buscar melhoras para a freguesia..., com o fim de evitar a via do julgado. Isto teve a sua eficácia durante algum tempo, mas já não se conserva.
A festa mais importante é a de São Vicente, que se celebra os dias 22 e 23 de Janeiro. Mais tarde está a festa de Santa Ana, que se celebra o dia da Ascensão. Já para rematar, chegando o Verão, celebra-se a festa de São Antonio, o 13 de Junho, que é muito soada, pela devoción que todos os vizinhos e muitos habitantes de outras freguesias lhe têm. Existe a confraria deste santo desde meados do século XVIII, que teve muitíssima importância desde 1798 até 1910. Neste tempo o número de confrades filiados era grande, e ademais eram de muitas freguesias diferentes. Estes confrades achegavam um ferrado e meio de trigo e a mudança recebiam a véspera da festa dois quilos de pan. Isto segue vigente. Houve uma época na que na véspera da festa matavam-se três ou quatro vacas, para repartir junto com o pan entre os participantes. Isto recebia o nome de "pitanza". O dinheiro que se reunia, depois de paga a festa, guardava para as necessidades da igreja e para celebrar missas na honra do santo.
| Lugares da freguesia de Arantón na câmara municipal de Santa Comba (A Corunha) | |
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As Antes | Arán | Arantón | A Cabreira | A Cova | A Ponte de Abaixo | Rieiro | O Valiño | Vilarnovo | A Xesteira |