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| Bande | |
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| Casa da Câmara municipal. | |
| Situação | |
| Xentilicio[1]: | Banduense |
| Geografia | |
| Província: | Província de Ourense |
| Comarca: | Baixa Limia |
| População: | 2.116 hab. (2009) |
| Área: | 99,0 km² |
| Densidade: | 22,05 hab./km² |
| Entidades de população: | 12 freguesias |
| Capital da câmara municipal: | |
| Política (2007) | |
| Presidente da Câmara: | José Antonio Armada Pérez (PPdeG) |
| Vereadores: | BNG: 2 PPde G: 6 PSde G-PSOE: 3 Outros: - |
| Eleições autárquicas em Bande | |
| Uso do galego[2] (2001) | |
| Galegofalantes: | 98,97 % |
| Sitio web oficial | |
| www.concellobande.com | |
Bande é uma câmara municipal da Província de Ourense na Galiza. Pertence à Comarca da Baixa Limia.
Xentilicio (veja-se no Galizionario) : Banduense
População no 2009: 2.116 habitantes segundo o INE (2.217 no 2006, 2.285 no 2005, 2.326 no 2004, 2.332 no 2003).
| Evolução da população de Bande - desde 1900 até 2004 - | ||||
| 1900 | 1930 | 1950 | 1981 | 2004 |
| 5.721 | 5.684 | 6.099 | 3.882 | 2.326 |
| Fontes: INE e IGE
(Os critérios de registro censal variaram entre 1900 e 2004, e os dados do INE e do IGE podem não coincidir.) | ||||
Índice |
A câmara municipal de Bande é bastante extenso (case 100 Km²) e está dominado pelos Montes de Bande, ao norte, que são ramificacións da Serra de Leboreiro. As altitudes máximas encontram-se neles: Porto Lamas (1.146 m.) e Fonte Santa (1.088 m.). Pelo sul discorre o rio Limia, que ma for a Represa das Conchas, e de noroeste a surleste vai o rio Cadós, que desemboca nele. As florestas cobrem dois tercios do terreno e o resto ocúpanno cultivos e lameiros.
O clima é húmido e choviñento, com temperaturas suaves no Verão e baixas no Inverno. A média anual é de 13,1°C.
A agricultura ocupa a 50% da população, que se complementa com o gando ovino e vacuno. Desde a década de 1940 a população reduziu-se a um terço devido à emigración, maioritariamente a Europa.
Bande escreve nas suas terras desde tempo inmemorial a sua história, deixando a pegada nos vestígios das muitas populações que habitaram estes lugares. Bom exemplo disso são os numerosos restos arqueológicos que se conservam, entre os que ressaltam as mámoas que se dispersam pelo seu território, os castros de Rubiás, Sarreas, Cascata, Seoane, Lobosandaus e Pena Maior.
Durante a romanización da Península Ibérica, Bande não passou despercebida. Bande, que etimologicamente prove de "Bandu", segundo algumas teorias, ou de "Venatus", que evolui a "Vaneto", segundo afirma nos seus estudos o estudoso Xocas.
No seu território habitava a tribo dos Querquennos, que foram submetidos pelas tropas romanas. No ano -218, Décimo Xunio Bruto que cruzou o rio Limia (Lethes ou rio do esquecimento) por algum lugar próximo do que hoje é território de Bande; Décimo Xunio Bruto demonstra aos seus soldados -medorentos de cruzar estas águas- que não se perde a memória além do rio, e cita um a um os nomes da sua tropa. Os romanos traçaram por estas terras a Via XVIII de Brácara Augusta a Astúrica Augusta, conhecida como a Via Nova do itinerario de Antonino Item alio itinere a Brácara Astúrica que foi construída no ano 80 baixo o reinado dos imperadores Perico e Domiciano. A mas de construir-se um campamento denominado "Aquis Querquennis" conhecido também como "A Cidá" (este campamento é o terceiro da Via romana).
Odoario mandou repoboar estas terras em nome do rei Afonso III no século IX. Estas terras e os seus habitantes viram-se inmersos em numerosas guerras com os portugueses que lutavam por estabelecer uma fronteira. A princípios de século, nas proximidades do campamento romano, concretamente no povo de Banhos, construiu-se um balneário que em determinadas épocas do ano fica asulagado pela represa das Conchas quando o nível do mesmo é alto. Estas águas reconhecidas pelas suas propriedades e aconselhadas para tratar o reuma, doenças da pele e do aparelho digestivo, sai a uns 48 graus centígrados.
Destacable é o facto de que, durante a Restauração, Bande era um feudo da família Bugallal, que, segundo consta, ganhava as eleições sem que se celebrassem as votaciones, métodos que se denunciaram pelas gentes destes lugares encabeçados por Basilio Álvarez.
Histórico foi o facto de declarar Monumento Nacional em 1921 a Igreja de Santa Comba de Bande. Também é justo apontar que em 1944 declarou-se Monumento Histórico Artístico a ponte de origem romana "Põem-te Pedriña" e, sem dúvida, a decisão de deixá-lo baixo as águas da represa das Conchas (1944) também pode qualificar-se de histórica e incomprensible.
Nas excavacións do campamento romano de "Aquis Querquennis" encontraram-se, entre outros obxetos, uma estatuíña que representa a um lexionario.
No Castro de Rubias encontrou-se "Uma cabeça pétrea de Guerreiro Galaico" de época galaico romana, conhecida como Cabeça de guerreiro de Rubiás e que se conserva no Museu Arqueológico Provincial de Ourense
Na antiga igreja de Banhos destapouse uma lápide com a inscripción "Alepio de 19 anos morto em Cristo no ano 545", que na actualidade também se encontra depositada no museu ourensão e se considera como uma das mais antigas que se conhecem de um enterramento cristão.
Interior da igreja de Santa Comba de Bande |
Aquis Querquennis, campamento romano |
Para uma lista completa de todos os lugares da câmara municipal de Bande veja: Lugares de Bande.
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