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Bandeira da Galiza

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Bandeira da Galiza
Bandeira de Galicia
Uso
Proporção2:3
Adopção29 de Maio de 1984.
Cores     Branca      Azul

A bandeira galega actual foi criada a finais do século XIX pelos galeguistas históricos do Rexurdimento e consolidada pela Geração Nós como insígnia nacional[1].Tem fundo branco e apresenta uma franza azul desde o ângulo superior esquerdo até o inferior direito. A faixa azul possui um ancho igual à terceira parte do alto da bandeira.

Índice

História

Anaco da obra "Pompas fúnebres do imperador Carlos V" no que se representam os estandartes do Reino da Galiza. Autor: Jean e Lucas Doetecum (séc. XVI).

Antigo estandarte real

O antigo estandarte do reino da Galiza compunha-se principalmente por um cálice dourado sobre fundo azul. Este, aparece documentado como motivo principal do escudo de armas do Reino da Galiza desde finais do século XIII. Assim aparece documentado como armas os reis de Galyce no armorial Segar da Inglaterra do ano 1282. A representação gráfica das armas do Reino da Galiza foi evoluindo continuamente através dos séculos; do orixinario cálice fechado num relicario (armoriales Bergshammar, Suécia, 1436, e Gymnich, Flandres, 1445) passou-se à sua representação em forma aberta; o original campo azul da bandeira diversificouse também em vermelho e branco; e o original cálice em campo liso sem nenhum acrescentado passou a conter decoración diversa como anjos e um número variable de cruzes, entre uma, seis, sete, ou em campo semeado. Equívocamente, muita gente pensa que as sete cruzes correspondem às cidades do antigo Reino da Galiza ainda que em realidade a sua origem é meramente decorativa (Escudo da Galiza).

O desenho actual

O actual desenho da bandeira galega remonta-se ao Rexurdimento, é neste momento quando se começam a reformular e criar os símbolos nacionais da Galiza. A finais do século XIX começar-se-ão a empregar diferentes modelos de bandeiras com a ideia de representar graficamente uma Galiza que caminhe para liberdade, neste contexto numerosos intelectuais defenderão a bandeira franca, a bandeira branca com a cruz vermelha de Santiado, asi como também a bandeira branca com a faixa azul, que será aceite em seguida por boa parte do galeguismo e finalmente por toda a Galiza. Já na última década do século XIX, ficava fixada a actual estética da bandeira:

"A Bandeira Galega só tem duas cores: branco e azul. O fundo é branco, e desde o ângulo superior da esquerda até o ângulo inferior da direita, atravessando o centro, uma faixa de cor azul que deve ter de ancho a terceira parte do alto ou ancho total da bandeira", publicado no ano 1898 no jornal O Eco da Galiza, Havana, Cuba.

...arredor da bandeira azul e branca,
arredor da bandeira da Galiza,
cantemos o o direito à livre nova vida!


Ramón Cabanillas ("Em pé")
Bandeira galega civil.svg

A Lei 5/1984, de 29 de Maio de 1984 da Xunta de Galicia regula a actual bandeira galega. Nela lexíslase que a bandeira da Galiza haver de ter um comprimento igual a três meios do seu ancho. É branca, com uma banda azul celeste de um ancho equivalente à quarta parte do da bandeira, que a atravessa desde a parte superior ao asta, para a parte inferior ao batente. Esta versão, sem escudo, denomina-se em vexiloloxía -a ciência que estuda as bandeiras-, "Bandeira Civil", e pode ser utilizada pelos cidadãos, mas não pela administração pública, que deve, obligatoriamente, utilizar a "Bandeira Institucional", com escudo. Esta versão, com escudo, também pode ser utilizada pela população civil.

A representação moderna e oficial do escudo galego foi fixada no ano 1972 pela Real Academia Galega (RAG). A RAG propôs à Xunta de Galicia conservar a memória da bandeira galega antiga dentro da moderna. O resultado foi a superposición das armas ou escudo galego sobre a bandeira civil, formando o que em vexiloloxía denomina-se "Bandeira Institucional". A bandeira "de estado", "institucional" ou "oficial" galega é a que deve figurar nos actos oficiais do governo e instituições galegas.

"A bandeira da Galiza deverá levar carregado o escudo oficial quando ondee nos edifícios públicos e nos actos oficiais da Comunidade Autónoma", Lei 5/1984 de Símbolos da Galiza, Artigo 2.2.

Diversas Origens

A começos do século XX foram muitos os intelectuais que tentaram encontrar a origem do desenho actual da bandeira galega, entre entres chegou-se a presupoñer que a faixa azul representava ao rio Minho e de facto, isto motivaria durante um tempo a mudança de direcção da faixa que passaria a ser desde a esquina superior direita à inferior esquerda.

Também se chegaram a baralhar outras teorias com grande divulgação, tal e como a que adjudicava a origem da bandeira a uma confusão com a baseada em que os emigrantes galegos teriam pensar# que a bandeira da província marítima da Corunha que ondeaba no porto e nos transatlánticos era de facto a bandeira da Galiza. Sem embargo, a bandeira branca com a faixa azul já fora empregue na deslocação dos restos de Rosalía de Castro, celebrado os dias 25, 26 e 27 de Maio de 1891, e a Comandancia da Corunha adoptaria a sua nova bandeira (também com uma faixa azul) não antes de 22 de Junho do mesmo ano[2]

Outras Bandeiras e Símbolos Históricos

Estreleira, bandeira nacionalista de esquerdas.
Bandeira do movimento Nunca Mais.

Notas

  1. Os Símbolos da Galiza. pp87-88
  2. Os Símbolos da Galiza. pp88
  3. "Não-nos ficava mais que a fouce de ouro sobor de um fundo azul e a estrela vermelha, como emblema do Trabalho e da Liberdade. Ourelando o escudo compría deixar patente o martírio da Galiza. E a sirea, que pertence à heráldica galega, como símbolo marinho que fale do acrescento atlántico, origem das nossas aventuras" ("Os novos símbolos da Nova Galiza" em Nova Galiza (Barcelona), 6, 1 de Julho, px. 2).

Veja-se também

Ligazóns externas

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