| Bloco Nacionalista Galego (BNG) | |
|---|---|
| Frente de partidos políticos da Galiza | |
| Líder | Guillerme Vázquez (Porta-voz Nacional) Teresa Tabelas (Coordenadora Executiva) |
| Fundação | 1982 |
| Sede | Avda. Rodríguez de Viguri, 16-Baixo, 15703 Santiago de Compostela |
| Ideologia | Socialdemocracia Socialismo Comunismo Nacionalismo galego Democracia Europeísmo Pacifismo[1] |
| Representação | 12 deputados no Parlamento da Galiza 2 deputados no Congresso dos Deputados 661 vereadores |
| Filiación internacional | Aliança Livre Européia |
| Mocidades | Galiza Nova |
| Publicação oficial | BÊ-NE-GÁ ao dia |
| Página web | www.bng-galiza.org |
O Bloco Nacionalista Galego (BNG) é a principal organização política do nacionalismo galego. Define-se como uma organização de esquerda e nacionalista, e desde o ponto de vista organizativo, define-se coma uma frente de partidos. O BNG tem 9.000 militantes (2009)[2], vereadores e presidentes da Câmara em diversas câmaras municipais da Galiza, deputados no Parlamento da Galiza e no Congresso dos Deputados. Também chegou a ter um eurodeputado no Parlamento Europeu (Camilo Nogueira), e actualmente conta com um posto na Eurocámara rotatorio entre os seus sócios (a representante do BNG é Ana Miranda)[3].
O Porta-voz Nacional é Guillerme Vázquez (ApU), quem desde 2009 substitui a Anxo Quintana.
Galiza Nova é a organização juvenil do Bloco Nacionalista Galego.
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O nascimento do BNG surge com o intuito de aglutinar no seu interior toda a ampla gama ideológica do nacionalismo. Por esta razão, a sua organização é frontista. Dentro dele convivem partidos nacionalistas que têm as suas próprias assembleias e os seus próprios secretários gerais. Eis alguns deles:
Nos anos 60 funda-se a União do Povo Galego (UPG) e o Partido Socialista Galego (PSG), partidos nacionalistas de caracter comunista e socialista. No ano 1975 funda-se a Assembleia Nacional-Popular Galega (AN-PG), frente impulsionada pela União do Povo Galego coma plataforma de mobilização social e base para o futuro estabelecemento de uma candidatura eleitoral nacionalista. E no 1977 a UPG e a AN-PG constituíram o Bloco Nacional Popular Galego que concurriu às eleições.
Em Outubro de 1981 celebrou-se a primeira convocação para eleger o Parlamento da Galiza. Estas eleições ganhou-as Aliança Popular e os partidos nacionalistas galegos atingiram um discreto resultado, o BNPG em coligação com o PSG conseguíu três escanos, os seus deputados negaram-se a jurar a Constituição Espanhola e à terceira negativa ficaram expulsados do Parlamento. A UPG e a AN-PG acordam a começos de 1982 reformular o projecto formando uma frente nacionalista que abrangesse a maior amplitude possível, com diversas tendências no seu interior. A primeira reunião celebrou-se o 15 de Maio e nela participaram AN-PG, UPG, PSG, GC (OLN), Asamblea de Nacionalistas Galegos, Colectivo Libertario Arco da Velha e independentes de Santiago e A Corunha que subscreveram um apelo para a unidade do nacionalismo baixo os princípios do reconhecimento do carácter plurinacional do Estado e do direito de autodeterminação, do antiimperialismo, do autogoverno, da autoorganización e do pluralismo e a democracia interna e que levará a constituição de uma Comissão Xestora Nacional de 22 membros na que ademais dos grupos que participaram na reunião anterior estão a ERGA e independentes de Vigo e o Condado, posteriormente integrou-se Avance Nacionalista, formado por independentes da Corunha. No seio da Comissão Xestora, as diferentes forças apresentam as suas alternativas. O PSG dá-lhe grande importância à unidade do sindicalismo nacionalista e à participação nas instituições. Galiza Ceibe ao invés defende o boicote activo às eleições e a ruptura democrática. Avance Nacionalista propõe que a nova organização rejeite todas as leis e procure a independência nacional como única forma de dar sentido à soberania. Numa reunião celebrada o 27 de Junho aprovam-se o programa político da organização, define-se como uma organização nacionalista que não explicita a independência, ainda que vê a criação de um Estado próprio como algo preciso; a nova organização deve buscar a compatibilidade da via institucional com a mobilização social na defesa dos interesses nacionais e populares. Em posteriores reuniões estabelecem-se assembleias territoriais na que se discuties o documento aprovado antes da celebração da Assembleia fundacional. O 11 de Julho a Assembleia de Nacionalistas Galegos decide retirse da Comissão Xestora por considerar que a nova frente estava ao serviço dos partidos e pela falta de um programa político mínimo, contudo os seus militantes continuaram a trabalhar a título individual na criação da nova organizacion.
O 25 e 26 de Setembro de 1982 tem lugar na Corunha a Assembleia fundacional da nova frente prévia desaparecimento do BNPG, esta nova força pretende-se interclasista, pelo que se rejeita a que o seu objectivo final seja uma sociedade socialista e a adopção da bandeira vermelha e se assume a da Galiza com a estrela dos cinco cabos, o nome que resulta elegido para a nova organização é o de Bloco Nacionalista Galego, agrupando à AN-PG (que deixará de actuar trás esta Assembleia), à UPG, ao PSG e a outros colectivos independentes já que Galiza Ceibe decide deixar a organização ao decidir na Assembleia Constituí-te que o BNG participe nas eleições e o Colectivo Arco da Velha também a abandona por não estar conforme com o nome eleito. Nas eleições gerais de 1982 a coligação Bloco-PSG teve 38.522 votos, estes resultados eleitorais levaram a um debate interno o seio do PSG, o que leva a celebração de um Congresso extraordinário em Janeiro de 1983 no que se decide abandonar o BNG, mas um nutrido grupo de militantes do PSG segue no BNG com o nome de Colectivo Socialista. O PSG fusionaríase com Esquerda Galega.
Nas eleições autonomicas de 1985 o BNG só atinge um escano enquanto que Coligação Galega consegue 11 escanos, e o Partido Socialista Galego-Esquerda Galega ganha 3 escanos. As eleições volveas ganhar Aliança Popular baixo o nome de Coligação Popular da Galiza.
Em 1986 a UPG tem uma cisón, creandose o Colectivo 22 de Março que deu origem à formação em Julho do Partido Comunista de Libertação Nacional (PCLN), de caracter independentista e comunista. O BNG tem de escolher a direcção política a tomar e escolhe um caminho mas moderado. O BNG, liderança por Beiras desradicalizase para tentar ganhar mas votos. Na terceira assembleia, o Partido Comunista de Libertação Nacional (que depois formará a Frente Popular Galega) é expulso da frente por apoiar a Herri Batasuna.
Nas eleições autonómicas de 1989 o BNG conseguiu 5 deputados e atingiu o grupo parlamentar próprio. O Partido Nacionalista Galego-Partido Galeguista (PNG-PG) e a Frente Popular Galega (FPG) não obtiveram nenhum escano. O PSG-EG conseguiram dois escanos.
Inzar, PNG-PG (1991) unem ao Bloco Nacionalista Galego, e nas eleições autonómicas de 1993 o BNG atinge 13 deputados. Trás o fracasso nessas eleições Unidade Galega (antigo PSG-EG) incorpora ao Bloco.
Nesta época o BNG vive a sua época mais dourada, nas eleições gerais de 1996 o BNG atinge dois deputados no Congresso dos Deputados, nas eleições autonómicas de 1997 é a segunda força política na Galiza por diante do PSdeG-PSOE e nas eleições européias de 1999 obteve um eurodeputado, Camilo Nogueira.
Nas eleições autonómicas de 2001 o BNG e o PSdeG-PSOE igualaram a 17 escanos. Na derradeira Assembleia Nacional houve uma troca xeracional no BNG, no que Anxo Quintana relevou a Beiras coma porta-voz nacional e candidato à presidência da Xunta de Galicia.
Nas eleições gerais de 2004, o BNG começa uma crise pelo contínuo retrocesso de votos, já que só consegue 2 escanos no Congresso dos Deputados e nenhum no Senado, ainda que por quota parlamentar autonómica é escolhido senador pelo BNG Francisco Jorquera.
Ainda que com as eleições ao Parlamento Europeu, nas que, depois de apresentar-se em coligação com o PNV e CiU (GalEusCa), fica com dois eurodeputados. Assim e tudo, em Julho do 2004, Anxo Quintana, estabelece mudanças na cúpula do partido.
Trás as eleições autonómicas de 2005 o BNG entrou no governo de coligação presidido pelo socialista Emilio Pérez Touriño no que o BNG tem uma vicepresidencia, que ocupa Anxo Quintana com as conselharias de Relações Institucionais e Bem-estar Social. Asimesmo, o BNG ocupa as conselharias de Cultura, Indústria, Meio Rural e Habitação, de nova criação.
Na XII Assembleia Nacional, celebrada em Santiago de Compostela o 2 e 3 de Dezembro de 2006, apresentaram-se quatro candidaturas ao Conselho Nacional, a oficial encabeçada por Anxo Quintana e com o apoio da UPG e dos independentes de Roberto Mera conseguiu 1.646 votos (62.57%) obtendo 31 representantes no Conselho. A segunda candidatura foi Encontro Irmandiño liderada por Xosé Manuel Beiras que conseguiu 449 votos (17.09%), obtendo 9 representantes; A Alternativa encabeçada por Rosario Fernández Velho e que conta com o apoio de Camilo Nogueira e Esquerda Nacionalista conseguiu 291 votos (11.06%), conseguindo 5 representantes.
A última candidatura foi o Movimento pela Base, formada sobretudo por membros da Galiza Nova e encabeçada pelo sindicalista da CIG Fermín Paz, que conseguiu 245 votos (9.32%) e 5 representantes. Trás a votação chegou-se a um acordo entre as diferentes candidaturas para o compartimento dos membros da Executiva Nacional, a candidatura oficial leva 10 dos 15 membros, os outros cinco repartem-se entre Encontro Irmandiño e A Alternativa, o Movimento Pela Base apoiou o acordo malia ficar fora da Executiva. Também se decidiu modificar a composição da próxima Assembleia Nacional para que seja por delegados e não como agora aberta a todos os militantes.
A sua presença institucional actual está composta por 595 vereadores, 15 deputados provinciais, 13 deputados autonómicos, 2 deputados no Congresso dos Deputados, um senador e nenhum eurodeputado.
Nas eleições autárquicas de Maio de 2007, atingiu o 19,15 por cem dos sufraxios. Agudiza a sua queda nas cidades, longe da mensagem intelectual e rebelde que tanto sucesso colleitara nos anos noventa em segmentos urbanos e juvenis do electorado. Este descenso compensa-o com contundentes victorias em vilas médias como Carballo, Arzúa, Teo, Monforte de Mos Lê, Bueu, O Porriño ou Pontecesures, ocupando espaços rurais e sociais que vai abandonando o Partido Popular. O estancamento compensa-se com perspectivas de maior poder institucional em câmaras municipais e deputações (A Corunha e Lugo).
Nas Eleições gerais 2008 em Espanha repetiu os resultados do 2004, atingindo um deputado pela Corunha e uma deputada por Pontevedra.
Nesta legislatura foi chave para a aprovação dos Orçamentos Gerais do Estado para o 2009, com os seus dois deputados no Congresso, conseguindo 125 milhões de euros extra dos 2.020 milhões previstos inicialmente para a Galiza (76 deles em matéria de Fomento[4]), ademais de vários trespasses de competências[5]. Isto foi, em palavras do porta-voz do BNG no congresso, Francisco Jorquera, "o investimento maior no nosso território em toda a história". Assim pois, o apoio do Bloco a estes orçamentos provocou a rejeição das enmendas à totalidade, levando adiante os orçamentos no seu primeiro trâmite[6].
Trás perderem um escano (de 13 a 12) nas eleições ao Parlamento galego de 2009, celebradas o 1 de Março, e que se saldaron com a maioria absoluta por um escano do PP, a executiva do BNG reconheceu os maus resultados e demitiu ante o Conselho Nacional o 14 de Março[7]. O 18 de Abril realizaram-se assembleias comarcais para eleger aos delegados que concurriron à Assembleia Nacional extraordinária de 10 de Maio. Nestas assembleias comarcais apresentaram-se 3 listas: Alternativa pela Unidade (ApU, impulsionada pela UPG), Listas Abertas (impulsionada pelo Encontro Irmandiño), e +BNG. Também se apresentaram outras listas em algumas comarcas como Independentes do Vale Miñor, Movimento Galego ao Socialismo, Esquerda Socialista Galega e Independentes do Ribeiro. O resultado deu uma maioria de delegados para ApU[8].
O 10 de Maio celebrou-se a Assembleia nacional extraordinária, na que se apresentaram quatro listas: Alternativa pela Unidade (ApU, encabeçada por Guillerme Vázquez), Mais BNG (+BNG, encabeçada por Carlos Aymerich), Encontro Irmandiño (encabeçada por Xosé Manuel Beiras) e Mais Alá (impulsionada pelo Movimento Galego ao Socialismo, e encabeçada por Rafael Vilar). A eleição ao Conselho Nacional deu como resultado: 23 membros de ApU, 18 de BNG, candidatura de Encontro 7 representantes e 2 para Mais Alá[9]. Da votação para a Executiva Nacional excluiu-se o Encontro irmandiño, liderança por Beiras[10]. Apresentaram-se, pois, à executiva duas listas: a de ApU (na que se integrava um representante demais Alá) e a de BNG. A lista encabeçada por Guillerme Vázquez obteve 1189 votos (55,1% de apoio) o que lhe outorgou 8 representantes, enquanto que a encabeçada por Carlos Aymerich conqueriu 969 votos (44,9% de apoio) e 7 representantes[11]. Assim pois, Guillerme Vázquez resultava elegido porta-voz nacional do Bloco Nacionalista Galego, em substituição de Anxo Quintana[12].
| Ano | Candidato | Representantes | Percentagem | Diferença | Votos | Percentagem | Diferença |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1985 | Xosé Manuel Beiras | 1 parlamentar | 1,3% | ▲ 1 | 53.072 | 4,2% | ▲ 53.072 |
| 1989 | Xosé Manuel Beiras | 5 parlamentares | 6,7% | ▲ 4 | 105.698 | 8% | ▲ 52.626 |
| 1993 | Xosé Manuel Beiras | 13 parlamentares | 17,3% | ▲ 8 | 269.233 | 18,5% | ▲ 163.525 |
| 1997 | Xosé Manuel Beiras | 18 parlamentares | 24% | ▲ 5 | 395.435 | 24,8% | ▲ 126.202 |
| 2001 | Xosé Manuel Beiras | 17 parlamentares | 22,7% | ▼ 1 | 346.423 | 22,6% | ▼ 49.003 |
| 2005 | Anxo Quintana | 13 parlamentares | 17,3% | ▼ 4 | 311.954 | 18,57% | ▼ 34.469 |
| 2009[13] | Anxo Quintana | 12 parlamentares | 16% | ▼ 1 | 270.712 | 16,28% | ▼ 41.242 |
| Ano | Porta-voz | Representantes | Percentagem | Diferença | Votos | Percentagem | Diferença |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1986 | Sem representação | 0 deputados | 0% | ▬ 0 | 27.049 | 0,13% | ▲ 27.049 |
| 1989 | Sem representação | 0 deputados | 0% | ▬ 0 | 47.763 | 0,23% | ▲ 20.714 |
| 1993 | Sem representação | 0 deputados | 0% | ▬ 0 | 126.965 | 0,54% | ▲ 79.202 |
| 1996 | Francisco Rodríguez | 2 deputados | 0,57% | ▲ 2 | 220.147 | 0,88% | ▲ 93.182 |
| 2000 | Francisco Rodríguez | 3 deputados | 0,86% | ▲ 1 | 306.268 | 1,32% | ▲ 86.121 |
| 2004 | Francisco Rodríguez | 2 deputados | 0,57% | ▼ 1 | 208.688 | 0,81% | ▼ 97.580 |
| 2008 | Francisco Jorquera | 2 deputados | 0,57% | ▬ 0 | 212.543 | 0,83% | ▲ 3.855 |
| Ano | Candidatura | Representantes | Percentagem | Diferença | Votos | Percentagem | Diferença |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1987 | Bloco Nacionalista Galego | 0 parlamentares | 0% | ▬ 0 | 53.116 | 0,28% | ▲ 53.116 |
| 1989 | Bloco Nacionalista Galego | 0 parlamentares | 0% | ▬ 0 | 46.052 | 0,29% | ▼ 7.064 |
| 1994 | Bloco Nacionalista Galego | 0 parlamentares | 0% | ▬ 0 | 139.221 | 0,75% | ▲ 93.169 |
| 1999 | Bloco Nacionalista Galego | 1 parlamentar | 1,56% | ▲ 1 | 349.079 | 1,65% | ▲ 209.858 |
| 2004 | Galeusca - Povos da Europa | 2 parlamentares† | 3,7% | ▲ 1 | 798.816 | 5,15% | ▲ 449.737 |
| 2009 | Europa dos Povos - Verdes | 1 parlamentar†† | 2% | ▼ 1 | 391.962 | 2,5% | ▼ 406.854 |
† A candidatura de 2004 , com Galeusca, os deputados são o de CDC e PNV. Faltaram 333 votos para o terceiro escano, que seria para Camilo Nogueira, devido à impugnación selectiva de mesas feita pelo PP para evitar que o BNG tivesse eurodeputado próprio. Dos votos da coligação, 141.756 correspondem ao BNG, 12,32% dos votos emitidos na Galiza[14].
†† Os votos do BNG foram 102.326, 9,40% dos emitidos na Galiza[15].
| Ano | Votos em milhares | Percentagem | Vereador(s) |
| 1983 | 49 | - | 0 |
| 1987 | 61 | 4,53 | 139 |
| 1991 | 107 | 7,71 | 241 |
| 1995 | 208 | 13,15 | 428 |
| 1999 | 290 | 18,54 | 586 |
| 2003 | 325 | 19,41 | 595 |
| 2007 | 315 | 19,15 | 661 |